O isolamento térmico para galpões é um conjunto de técnicas com o objetivo de reduzir a transmissão de energia calorífica entre as estruturas de uma construção. Desse modo, é possível manter a estabilidade da temperatura em um ambiente mesmo diante de alterações climáticas ou atividades geradoras de calor em outros locais, como caldeiras industriais. Se você quiser saber como instalar, veja nossos manuais para reformas e novas construções de galpões.

Com isso, conquista-se vários benefícios, como manutenção de insumos e equipamentos, menor consumo de energia elétrica, mais conforto térmico para clientes e colaboradores, entre tantos outros. Ficou interessado? Acompanhe!

O que é isolamento térmico?

Antes de falar do isolamento, precisamos entender que a temperatura de um objeto é proporcional à agitação das suas partículas dos seus materiais. Quanto mais movimentos ela for, mais altos serão os valores registrados no termômetro. Então, quando fornecemos energia na forma de calor, na verdade, estamos aumentando o movimento das moléculas, dos íons e das nuvens de elétrons.

Atualmente, conhecemos três processos de transmissão de calor. Todos eles atuam nos edifícios e precisam ser mitigados para trazer um maior conforto térmico.

Condução

É a forma de transmissão de energia calorífica que mais conseguimos perceber no nosso dia a dia, visto que nossos sentidos estão adaptados para percebê-la rapidamente. Ocorre quando dois objetos entram em contato físico um com o outro. Com isso, o que estiver mais quente vai transmitir energia até que ambos estejam na mesma temperatura. Nesse momento, dizemos o equilíbrio térmico foi atingido.

Os isolantes térmicos não deixam que a agitação seja conduzida entre as partículas dos corpos em contato. Portanto, não há a transmissão de calor. Apesar de a percebemos mais frequentemente quando encostamos em algo, a condução é responsável apenas por uma pequena parte do calor que uma construção recebe.

Em relação ao frio, a condução é a principal forma de perda de calor pelas estruturas. Então, em locais com variações muito amplas de temperatura, como o Sul do país, o isolante deve apresentar um excelente potencial de bloqueio da condução.

Tecnicamente, a capacidade de isolamento da condução de material é medida por um parâmetro chamado de coeficiente de condutibilidade, que é uma escala de 0 a 1. O valor máximo significa que o material transmite o calor com facilidade, sendo os metais são os materiais com mais elevado coeficiente. Nesse sentido, os bons isolantes devem apresentar números mais próximos de 0 quanto possível.

Convecção

A convecção é o fenômeno de transmissão de entendimento mais complexo, mas pode influenciar bastante no conforto térmico das construções — principalmente os galpões. Os gases, quando se aquecem, aumentam bastante o seu volume e ficam menos densos. Quando resfriados, o processo inverso ocorre.

Nas construções, o piso é uma das regiões mais quentes. Afinal, o próprio calor dos nossos corpos e a energia gerada pela atividade industrial/comercial aquecem a massa de ar superficial. Consequentemente, ela se torna menos densa e se direciona para o teto. Assim, a massa de ar superior — mais fria — ocupa o espaço até se aquecer. Essas trocas acontecem constantemente e podem contribuir para deixar o ambiente menos abafado.

Os maiores problemas ocorrem quando o teto não apresenta uma boa capacidade de isolamento e de vedação. A radiação solar incide constantemente sobre as telhas, deixando-as muito mais aquecidas que as mais estruturas da construção. Então, toda a massa de ar próxima ao teto fica muito mais aquecida e menos densa do que a próxima ao piso, não havendo trocas eficientes pela convecção. Isso deixa o ambiente mais abafado.

Ademais, é preciso oferecer uma boa vedação contra o contato com o meio externo. Caso contrário, é impossível uma temperatura estável, pois o ar atmosférico interagirá constantemente com o ambiente interno e provocando alterações na temperatura.

Radiação

Nesse último processo, há a transmissão de energia por meio da incidência de radiação infravermelha em um objeto. Essa onda eletromagnética está presente em alta concentração nos raios solares e é emitida pelos corpos aquecidos.

Quando ela atinge uma superfície, causa a agitação das partículas e aumenta a temperatura. Portanto, não depende do contato físico e tem seus efeitos à distância. É assim que o sol, a milhões de quilômetros da terra, ainda aquece o planeta com tanta intensidade. No verão, a incidência da radiação solar é muito maior e, por esse motivo, a estação é mais quente.

Esse processo é o responsável por mais de 80% do aquecimento das estruturas. Por essa razão, para proteger um ambiente temperaturas altas, é preciso investir em um isolante com alta capacidade de reflexão da radiação infravermelha.

Aqui, há um grande desafio, visto que a maioria dos materiais refletores não são capazes de proporcionar um bloqueio eficiente da condução. Como veremos a seguir, esse é o caso dos foils de alumínio.

Como funciona o isolamento térmico para galpões?

Cada tipo de construção apresenta uma especificidade em relação ao isolamento. Um dos maiores erros que as pessoas cometem é pensar que uma mesma estratégia vai funcionar para todos os tipos de projeto. Em relação aos galpões, temos os seguintes desafios:

  • são construções com o pé direito altíssimo em que os processos de convecção têm uma influência muito significativa;
  • geralmente, o telhado e as paredes são construídos com materiais altamente condutores de energia, como as chapas metálicas;
  • há uma menor proporção e uma pior distribuição das saídas de ar;
  • frequentemente, utilizam equipamentos para a exaustão;
  • o movimento de cargas pode provocar o estresse mecânico da estrutura de isolamento;
  • as atividades executadas podem gerar um maior aquecimento. Por exemplo, galpões industriais recebem muita energia liberadas pelas motores e caldeiras, entre outras.

Portanto, o isolamento térmico deles deve ser capaz de lidar com essas especificidades. Por esse motivo, os seguintes critérios devem ser levados em consideração:

  • combate à condução, à convecção e à radiação;
  • redução do nível de ruídos (isolamento acústico);
  • comportamento ao fogo;
  • resistência à umidade;
  • resistência mecânica;
  • durabilidade.

Quais são os materiais utilizados nesse processo?

Há diversos materiais que podem ser empregados para a fabricação dos isolamentos. Aqui, vamos explicar as características dos mais utilizados no mercado. Confira!

Lã de vidro

Esse material é fabricado com a mesma matéria-prima do vidro — a sílica. Ela passa pelo aquecimento em altíssimas temperaturas e, depois, é submetida a um resfriamento rápido com alta diferença de pressão. Com isso, forma-se um material fibroso em forma de aglomerados de fios, parecido com a lã animal.

Esse material apresenta uma estrutura molecular que dificulta a condução do calor

  • condução — apresenta um coeficiente de condutibilidade de 0,05. Desse modo, ajuda a melhorar o isolamento de materiais, como o tijolo (0,09) e o concreto (0,07), mas é mais ineficiente do que muitos outros isolantes disponíveis no mercado;
  • convecção — como todo o isolante do tipo fibroso (lãs), não apresenta uma boa capacidade de vedação. Ademais, não age no bloqueio da radiação sobre as telhas. Então, não tem baixíssima ação sobre a convecção;
  • radiação — não apresenta capacidade reflexiva das ondas infravermelhas;
  • isolamento acústico — funciona como um bom isolante acústico;
  • comportamento ao fogo — não é inflamável nem combustível nas temperaturas dos incêndios;
  • resistência à umidade — não é impermeável, visto que a água pode passar pelos vãos das fibras. No entanto, não se deteriora facilmente pela umidade;
  • resistência mecânica — consegue lidar bem com impactos. No entanto, suas fibras podem ficar comprometidas diante de trações em duas ou três direções;
  • durabilidade — alta e sem necessidades de manutenção mais frequente e complexa.

Lã de rocha

A lã de rocha tem um processo de fabricação muito semelhante à anterior, porém a matéria-prima é a diábase. Com isso, apresenta algumas melhorias, como um melhor isolamento da condução com um coeficiente de 0,04 e maior custo-benefício. As demais propriedades também são bastante semelhantes.

Lã de PET

A lã de PET pode ser fabricada com matéria-prima-reciclada das garrafas e recipientes plásticos — o que representa uma vantagem quando o objetivo é a sustentabilidade.

  • a ação isolante térmica e acústica é parecida com as anteriores;
  • comportamento ao fogo — é inflamável a altas temperaturas, mas não é combustível;
  • resistência mecânica — intermediária;
  • durabilidade — alta.

Foil de alumínio

Os foils de alumínio são lâminas bem finas de alumínio que ajudam a aumentar a capacidade reflexiva de radiação nas superfícies que são aplicadas. Geralmente, são utilizadas sobre os telhados devido à sua facilidade de instalação, visto que podem ser coladas. No entanto, apresentam muitas desvantagens:

  • condução — não são capazes de reduzir a condução de calor;
  • convecção — quando aplicadas nos telhados, pode melhorar o fluxo de ar dentro das construções. Entretanto não apresenta uma vedação boa;
  • radiação — reflete uma boa parcela da radiação infravermelha ambiental;
  • isolamento acústico — não atua sobre esse ponto;
  • comportamento ao fogo — é não-inflamável e incombustível;
  • resistência à umidade — impermeável e não corrosiva;
  • resistência mecânica — lida bem com o estresse mecânico, mas não ajuda a amortecer o impacto que chega às superfícies;
  • durabilidade — intermediária, pois podem sofrer delaminações. Com isso, algumas ações de manutenção podem ser necessárias.

Espuma de poliuretano

As espumas de poliuretano já foram os materiais mais populares para o isolamento térmico industrial, porém seu uso está cada vez mais limitado. Seu comportamento combustível diante do fogo — com a liberação de fumaças tóxicas — esteve relacionado a diversos incêndios graves. Ademais, apresenta uma manutenção difícil, visto que está sujeita à deterioração pelo mofo e tem uma baixa resistência mecânica. Veja a seguir as suas características:

  • condução — é um dos materiais mais eficientes em relação ao bloqueio da transmissão do calor pelo contato e pode ser aplicado em diversas espessuras, o que aumenta o seu poder isolante;
  • convecção — por ser permeável, não é capaz de vedar as superfícies;
  • radiação — não apresenta capacidade refletiva;
  • isolamento acústico — conta com uma boa capacidade de amortecer as ondas sonoras, tendo sido o principal material nesses projetos por muitos anos. No entanto, o surgimento de novas tecnologias reduziu sua popularidade;
  • comportamento ao fogo — esse é o principal ponto fraco da espuma de poliuretano. A menos que recebam aditivos retardantes do fogo, são muito combustíveis e contribuem para a propagação das chamas durante os incêndios;
  • resistência à umidade — outra desvantagem da espuma de poliuretano é sua permeabilidade à água. Além disso, se a manutenção adequada não for feita periodicamente, há o surgimento de mofo e o acúmulo de ácaros. Isso prejudica a salubridade do ambiente, causando problemas respiratórios nos colaboradores;
  • resistência mecânica — em geral, todas as espumas se desagregam facilmente com o estresse mecânico superficial. Nos galpões, muitas cargas são transportadas constantemente, então é necessário proteger o PU com uma superfície protetora resistente;
  • durabilidade — devido aos vários riscos a que está sujeita, a espuma de PU é um dos isolantes com menor durabilidade. Exige, portanto, uma manutenção constante.

Spray de poliuretano

O spray de PU apresenta as mesmas características físicas e químicas do item anterior. A maior diferença está na aplicação. Em vez de placas e mantas, é utilizado um spray cujo conteúdo se fixa rapidamente às superfícies. Por esse motivo, não é possível empregar esse método em espessuras mais grossas.

Poliestireno estendido

Também conhecido como EPS, esse material é um polímero derivado do petróleo muito utilizado em diversas indústrias. Durante o seu processo de fabricação, injeta-se ar para formar células de baixíssima densidade. Com isso, é possível evitar a propagação de energia calorífica pela estrutura.

Em uma comparação com os materiais anteriores, o EPS foi o que demonstrou um menor coeficiente de condução:

  • concreto — 0,07;
  • tijolo — 0,09;
  • a fibra de vidro — 0,05;
  • a lã de rocha — 0,04;
  • EPS — entre 0,033 e 0,046 conforme a espessura;
  • espumas sintéticas — 0,35.

Portanto, é o ideal quando o objetivo é mitigar os processos relacionados com a condução de calor. Além disso, ele também apresenta muitas outras vantagens e algumas poucas desvantagens:

  • condução — é um dos materiais mais eficientes em relação ao bloqueio da transmissão do calor pelo contato e pode ser aplicado em diversas espessuras, o que aumenta o seu poder isolante;
  • convecção — é impermeável, permitindo uma vedação potente contra a convecção;
  • radiação — não apresenta uma capacidade refletiva muito ampla, porém o ar armazenado dentro das células pode refletir uma pequena parcela da radiação infravermelha;
  • isolamento acústico — também é um dos materiais com a melhor capacidade de abafar as ondas sonoras. Este estudo comparou os principais isolantes disponíveis no mercado e demonstrou que o EPS é o que apresenta a melhor capacidade de impedir a propagação de sons agudos e um dos líderes em relação às frequências graves;
  • comportamento ao fogo — o poliestireno tradicional apresenta um comportamento combustível. Entretanto a versão estendida é muito mais segura;
  • resistência à umidade — é impermeável e muito resistente à umidade. Desse modo, pode servir também como impermeabilizador de estruturas. Não está sujeito ao mofo e ao acúmulo de ácaros;
  • resistência mecânica — o EPS apresenta uma baixa resistência mecânica superficial, desintegrando-se facilmente diante de atritos mais fortes. No entanto, é muito resistente ao impacto;
  • durabilidade — alta, pois não sofre a maioria dos processos de degeneração físicos e químicos.

3TC

O 3TC foi uma tecnologia desenvolvida pela NASA para trazer o máximo de isolamento para os astronautas nas estações especiais. No Espaço, as variações de temperatura são muito intensas, atingindo dezenas de graus Celsius durante o dia e temperaturas negativas à noite. Então, foi preciso desenvolver um material com excelente capacidade de bloqueio de todas as formas de transmissão de calor.

Assim, surgiu o 3TC, que é formado por um núcleo de EPS coberto por duas lâminas de polímero refletor. Desse modo, é capaz de devolver mais de 90% da radiação infravermelha para o meio externo e ainda impedir a propagação física do calor. Com isso, destaca-se em todos os critérios utilizados para avaliar um bom isolante:

  • condução — devido ao núcleo de EPS, é um dos materiais mais eficientes em relação ao bloqueio da transmissão do calor pelo contato e pode ser aplicado em diversas espessuras, o que aumenta o seu poder isolante;
  • convecção — é impermeável, permitindo uma vedação potente contra a convecção. Ademais, quando aplicados nas lajes e nos telhados, melhora a circulação de ar ao evitar o aquecimento excessivo das massas de gás próximas ao teto;
  • radiação — o 3TC conta com duas lâminas de polímeros refletores de alta eficiência, os quais podem bloquear cerca de 97% das ondas infravermelhas. Nenhum outro isolante disponível no mercado é tão eficiente;
  • isolamento acústico — o núcleo de EPS é um dos materiais com a melhor capacidade de abafar as ondas sonoras de todas as frequências, do grave ao agudo;
  • comportamento ao fogo — a manta 3TC é comprovadamente resistente ao fogo. Nós submetemos os produtos à certificação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Eles passaram por vários testes em conformidade com todas as normas de segurança. Nos galpões industriais, o risco de incêndio é elevado e, portanto, esse é um dos critérios de escolha mais importante. Para que você entenda o comportamento do 3TC ao fogo, disponibilizamos este conteúdo completo;
  • resistência à umidade — é impermeável e muito resistente à umidade. Desse modo, pode servir também como impermeabilizador de estruturas. Não está sujeito ao mofo e ao acúmulo de ácaros;
  • resistência mecânica — as lâminas de 3TC são altamente resistentes ao estresse mecânico de diversos tipos, como cortes, atritos e impactos. Dessa forma, oferecem uma proteção muito grande ao núcleo de EPS;
  • durabilidade — alta, pois todo o sistema é altamente resistente à maioria dos processos de degeneração físicos e químicos. Aqui, na 3TC, oferecemos 10 anos de garantia caso os clientes sigam todas as medidas de conservação.

Nos galpões, portanto, o 3TC se destaca. Aqui, na 3TC Isolamento, você vai encontrar o material em duas versões, as mantas e as placas. Assim, elas podem se adaptar às mais diferentes estruturas, como o teto, dutos de ar-condicionado, as paredes, na cobertura de equipamentos, entre outras.

Quais os benefícios do isolamento térmico para galpões?

Com isso, é possível obter benefícios em diversos pontos desde o financeiro até um melhor rendimento dos colaboradores e a conservação adequada dos insumos.

Conforto térmico

A Norma Regulamentadora 17 exige medidas de climatização para manter uma temperatura ambiental efetiva entre 20º e 23º Celsius. Já os parâmetros internacionais da ISO 9241 recomendam as seguintes:

  • durante o inverno, deve-se manter os termômetros entre 23º a 26º Celsius;
  • no verão, eles devem estar entre 20º a 24º Celsius.

É extremamente difícil manter essas faixas somente com o ar-condicionado, visto que isso demandaria um consumo muito grande de energia e aparelhos extremamente potentes. O isolamento térmico é imprescindível, ainda mais quando o material é capaz de reduzir todos os processos de transmissão de energia calorífica. Com isso, seus colaboradores poderão trabalhar em um clima muito mais ergonômico, conquistando o máximo de produtividade.

Conforto acústico

Outra medida muito importante para a ergonomia é o conforto acústico. A poluição sonora é um dos principais fatores de estresse psíquico no ambiente de trabalho. Além disso, alguns estudos a associam com doenças cardiovasculares e o aumento da pressão arterial.

Conservação do estoque

Os galpões são muito utilizados para o estoque de insumos e mercadorias. Em alguns casos, é preciso manter um controle rígido da temperatura para evitar a degradação do conteúdo armazenado. O isolamento térmico tem como objetivo aumentar a estabilidade da climatização, atuando juntamente com aparelhos de refrigeração e resfriamento.

Quando os materiais podem ser mantidos a temperatura ambiente, um bom isolamento dispensa o uso de equipamentos elétricos para a climatização.

Maior durabilidade de equipamentos

As máquinas com componentes eletrônicos são muito sensíveis ao calor. Por esse motivo, alguns sensores e processadores precisam ser mantidos a temperaturas amenas. Senão, pode haver a queima dos circuitos, causando a incapacitação permanente, ou uma queda da eficiência.

Economia de energia

O ar-condicionado é o principal vilão do consumo energético nas empresas. Estima-se que cerca de 50% do valor da conta de luz se deva a esses equipamentos. Com um isolante adequado, em muitos casos, é possível dispensar o uso deles. Quando isso não for possível, o 3TC ajuda a reduzir a necessidade de equipamentos de alta potência ligados na máxima capacidade.

Neste link, você pode calcular a melhoria da eficiência trazida pelo 3TC de acordo com o número de usuários do ambiente e o de equipamentos.

A 3TC é a empresa certa quando o assunto é o isolamento térmico para galpões. Nossos materiais são capazes de proteger todas as estruturas dessas construções: podem ser instaladas entre as telhas, acima ou baixo da laje, nas paredes, em contêineres, em divisórias internas, entre tantos outros locais. Nossa equipe é altamente experiente e já trabalhou em dezenas de projetos com diferentes escopos.

Quer saber mais como podemos ajudar o seu negócio a conquistar os melhores resultados em relação ao isolamento térmico? Então, não deixe de entrar em contato com a gente!

 

A climatização de ambientes é uma das estratégias mais importantes para trazer a melhor experiência para os usuários de uma construção. Afinal, ela determina o conforto térmico que as pessoas sentem e as faz pensar: “esse lugar é tão fresquinho” ou “essa sala está tão aconchegante”.

Para isso, várias técnicas podem ser utilizada, como o isolamento com placas e mantas térmicas, a pintura e a implementação de elementos naturais dentro da edificação. Ficou interessado? Acompanhe!

O que é climatização de ambientes?

Esse é um conceito relativamente simples e se refere ao conjunto de ações tomadas em um projeto para deixá-lo muito mais confortável termicamente para os usuários. Nesse sentido, a temperatura interna não deve desencadear reações fisiológicas incômodas no nosso corpo para a mitigação das sensações de calor e frio, como o suor, os calafrios, entre outros.

Portanto, o principal objetivo é manter uma temperatura estável na construção, mesmo que as condições climáticas externas estejam desfavoráveis. Um bom parâmetro para um ambiente confortável é fornecido pelas normas de ergonomia da ISO 9241:

  • 20º a 24º celsius no verão;
  • 23º a 26º celsius no inverno;
  • ademais, a umidade relativa do ar deve permanecer entre 40% e 80%.

Para isso, várias estratégias podem ser utilizadas a fim de controlar os diferentes aspectos que influencia a sensação térmica.

Temperatura ambiental interna

Esse é o elemento que mais frequentemente associamos ao clima de uma construção. Ela é influenciada pelos processos de transmissão de energia calorífica, que são três:

  • condução — é o mais intuitivo para a gente, pois é o que mais percebemos no nosso dia a dia. Ocorre quando dois corpos com temperaturas distintas entram em contato direto. Aquele mais quente cede energia calorífica para o mais frio até que ambos fiquem com o mesmo valor, o equilíbrio térmico. Nas construções, ocorre quando as estruturas entram em contato com as massas de ar e o solo;
  • convecção — é um conceito relativamente mais complexo. Normalmente, é provocada pelo aquecimento do ar em contato com o solo. Assim, quando uma massa de ar é aquecida, ela se torna menos densa e é direcionada para cima. Então, o ar mais frio que está logo acima, desce. Consequentemente, há um fluxo constante que movimenta o calor pelo ambiente. Na natureza, é responsável pela formação dos ventos;
  • radiação — é o menos intuitivo, pois não conseguimos ver os raios de energia agitando as moléculas para aumentar a temperatura das superfícies. Sabe quando falamos “o sol tá quente”? Então, isso se deve ao fato de em dias claros e iluminados haver uma maior intensidade de radiação. Ela é tão potente que chega a ser responsável por mais de 90% da transmissão de calor em uma construção. Assim, o bloqueio eficiente da radiação determina a potência de um isolante.

Então, uma boa climatização deve sempre considerar esses três fatores. Senão, será impossível manter um clima ameno dentro da construção.

Umidade

A umidade depende principalmente da umidade relativa do ar no ecossistema. No inverno, ela costuma ser bem baixa e, em locais industriais com produção de vapor e nas chuvas, ela é elevada. Um índice confortável deve se manter entre 40% e 80%.

Para controlá-lo, podem-se utilizar estratégias estruturais ou equipamentos. No primeiro caso, uma boa vedação e impermeabilização de superfícies é imprescindível. No segundo, umidificadores podem ser utilizados para jogar vapor de água no ambiente.

Circulação de ar

A circulação depende de três fatores principais:

  • dimensionamento correto das entradas e saídas de ar para que haja circulação da ventilação natural;
  • uso de ventiladores e exaustores;
  • um ambiente elaborado para propiciar a convecção adequada do ar dentro do cômodo, mantendo a circulação e a vazão do ar quente para as saídas.

A climatização de ambientes utiliza diferentes técnicas sobre esses processos para deixar o ambiente equilibrado para o uso humano.

Como ela funciona e em quais casos é indicada?

A climatização não é uma medida isolada, mas um verdadeiro projeto dentro de uma construção ou de uma reforma. É preciso analisar toda a característica do edifício, como:

  • material e espessura das paredes;
  • modelo e materiais do telhado;
  • acabamentos utilizados;
  • posição da construção em relação ao sol;
  • permeabilidade do solo;
  • divisórias internas, entre outros.

Ela funciona, portanto, complementando os elementos das diversas estruturas para aumentar a sua eficiência de manutenção de temperaturas equilibradas. Por conseguinte, em certa medida, todo o projeto precisa de climatização.

No entanto, há determinadas situações que podem necessitar de um reforço ainda maior seja devido às características da obra ou ao clima da região. A seguir, apresentamos alguns objetivos de um projeto de climatização.

Complementar e suplementar as características das estruturas

À medida que a construção civil evolui, tem empregado técnicas mais ágeis e com maior custo-benefício, como as divisórias de gesso no lugar de paredes de alvenaria. Ao contrário destas, os drywalls não são muito eficientes em impedir as trocas de calor, pois apresentam uma espessura menor. Nesse caso, é imprescindível instalar mantas isolantes entre as placas de gesso para melhorar a eficiência termoacústica.

Outra estrutura que também precisa de reforço são as telhas de metal. Esse material é muito potente na transmissão da energia calorífica e pode deixar o ambiente muito quente. Então, o telhado precisa receber uma camada de isolante abaixo das peças para manter a climatização adequada.

Aumentar a vedação

Quando determinados isolantes são instalados no telhado e nas saídas de ar, eles podem impedir a entrada de ar quente ou frio do exterior. Desse modo, é possível conquistar uma maior estabilidade do clima interno.

Nesse sentido, os materiais impermeáveis se destacam, pois não deixam que o ar externo interaja com o interno. Se você utiliza espumas e mantas permeáveis, o ar vai passar pelos poros das peças.

Modificar natural e artificialmente a temperatura do ar

Outra estratégia de climatização é utilizar equipamentos eletrônicos que modificam a temperatura do ar, como os aquecedores e os ares-condicionados.

Apesar de serem imprescindíveis em alguns projetos, eles apresentam certos inconvenientes. Ambos deixam o ar mais seco, sendo que a umidade também é um elemento importante para a climatização. Além disso, como todas as máquinas que provocam mudanças de temperatura, consomem bastante energia elétrica.

Como a climatização de ambientes é feita?

A seguir, apresentamos as principais estratégias de circulação de ar que podem ser incorporadas ao seu projeto.

Isolamento térmico

Um bom sistema de isolamento térmico é a base da climatização eficiente de todo e qualquer ambiente.

Há diversos tipos de isolantes térmicos no mercado. Vamos explicar os principais a seguir:

  • mantas de lã de vidro — são produzidas com a sílica, o mesmo material utilizado para produzir o vidro. Ela é submetida a altas variações de temperatura e pressão para formar fibras com consistência parecida com a lã. Elas são capazes de atuar sobre os processos de condução de calor, mas não bloqueiam a radiação;
  • mantas de lã de rocha — são bem semelhantes à anterior, mas são feitas com uma rocha chamada diábase. Com isso, conquista-se uma eficiência ligeiramente superior de isolamento termoacústico;
  • foils — são lâminas metálicas coladas diretamente nas superfícies para aumentar a capacidade de reflexão da radiação solar. Contudo, não bloqueiam os processos de condução;
  • placas de isopor — são lâminas rígidas de material plástico capazes de bloquear eficientemente a condução, apesar de não atuarem sobre a radiação;
  • espumas de poliuretano — esse material está ligado a acidentes graves, pois é combustível e tóxico no contato com o fogo. Alguns fornecedores oferecem uma versão aditivada com retardantes de chama, o que diminui seu potencial comburente. No entanto, por não atuar na radiação, também não é um material muito recomendado;
  • 3TC — vamos falar mais dele nos próximos itens. É o sistema de isolamento mais eficiente no mercado, pois atua sobre todos os processos de transmissão de calor. Seu núcleo de poliestireno expandido impermeável impede a condução e a convecção ao passo que a cobertura com lâminas refletivas expulsa mais de 90% da radiação.

Ventilação

A circulação de ar tem papel central na climatização de um ambiente, pois ajuda a resfriar as superfícies aquecidas pelo calor. Também, tem um papel importante na sensação térmica, pois as células da nossa pele também interpretam a velocidade do vento para compreender a temperatura externa.

Por essa razão, um ambiente abafado geralmente é associado ao calor e os bem ventilados, ao clima ameno. O ideal é que a todo o cômodo que seja utilizado frequentemente pelas pessoas tenha pelo menos duas saídas de ar amplas, com área superior a dois metros quadrados.

Há também algumas dicas que podem ajudar bastante na hora de planejar uma construção:

  • as janelas das salas e dos quartos devem ter, pelo menos, 1/8 da área do piso;
  • se essas saídas ficarem próximas outras paredes ou fachadas, a proporção deverá ser ainda maior, entre 1/7 e 1/5.

Resfriamento artificial com ar-condicionado

Esse equipamento é muito utilizado nos projetos de climatização dos mais diferentes escopos — comerciais, industriais e residenciais. Para isso, ele retira o ar quente e coloca ar frio dentro do ambiente, o que ajuda a diminuir alguns graus e amenizar a sensação de calor.

No entanto, ele apresenta muitos inconvenientes, fazendo com que muitas pessoas procurem alternativas. O maior problema é o alto consumo energético que ele demanda. Estima-se que ele represente cerca de 50% dos gastos com energia elétrica em uma construção.

Além dos altos custos que trazem, eles também representam um problema para a sustentabilidade ambiental. Afinal, quanto maior a necessidade de energia elétrica, maior o trabalho das termoelétricas, as quais produzem altas quantidades de CO2.

Felizmente, há diversas medidas que podem ser tomadas para melhorar a eficiência do ar-condicionado ou, até mesmo, substituí-los na climatização. A principal delas é o isolamento térmico das paredes, do teto e dos dutos de condução do aparelho.

Com isso, reduz-se o contato do ar resfriado com o ambiente mais quente, aumentando sua eficiência. Então, será possível atingir uma temperatura adequada com o aparelho ligado em uma potência muito menor.

Aquecedores

Os aquecedores não são tão utilizados no Brasil, pois grande parte do nosso território está dentro da faixa de clima tropical. No Sul do país, entretanto, eles são mais comuns e podem ser visto tanto nas versões elétricas quanto de queima. A eficiência desses métodos também depende bastante da capacidade de isolamento térmico do edifício.

Umidificadores

Não é só a temperatura que faz parte da climatização, a umidade também desempenha um papel muito importante. Ambientes com baixa umidade podem desencadear uma série de reações no nosso organismo que são bem desconfortáveis, como a sensação de garganta e de nariz secos.

Essa situação é especialmente comum no inverno devido à menor ocorrência de chuvas. Então, aparelhos de umidificação podem trazer mais bem-estar aos moradores. Ademais, as partículas de água presentes no ar ajudam a manter o equilíbrio da temperatura interna.

Pintura

As cores das tintas influenciam a capacidade das superfícies de refletir parte da energia solar. O branco é capaz de refletir grande parte da radiação da luz visível ao passo que o preto absorve todas elas. Por essa razão, tons escuros no telhado e nas fachadas contribuem para a elevação da temperatura interna.

Design biofílico

Tem surgido uma tendência muito interessante e forte na arquitetura — o design biofílico. Seu principal objetivo é utilizar o máximo de estratégias naturais e sustentáveis para melhorar o bem-estar dentro das construções. Nesse sentido, inclui a utilização de técnicas que evitem o excesso de consumo energético, como o isolamento térmico e a iluminação natural.

Ademais, busca-se inserir o máximo de elementos naturais, como plantas e o solo de terra. Nesse sentido, várias técnicas de diferentes complexidades podem ser utilizadas, como:

  • uso de vasos de plantas vivas como acessórios de decoração;
  • implementação de jardins internos;
  • instalação de paredes verdes, em que um verdadeiro canteiro é instalado verticalmente;
  • instalação de tetos vegetais, nos quais diversas camadas de terra, impermeabilizantes e isolantes são instaladas no teto para permitir a colocação de plantas de pequeno porte e arbustos.

Nos ambientes internos, as plantas apresentam uma funcionalidade bastante interessante, pois seus processos fisiológicos ajudam a amenizar a temperatura. A transpiração pelas folhas permite trocas constantes de umidade com o ar, que resfriam a atmosfera local.

Nas estruturas externas, as plantas se tornam uma camada adicional de isolante térmico e evitam que a radiação solar aqueça a estrutura. Todavia é imprescindível que esses sistemas sejam desenvolvidos em projetos tradicionais, pois é preciso aplicar impermeabilizantes e isolantes térmicos.

Qual a importância da climatização de ambientes?

Ela é responsável pela manutenção do conforto térmico dos usuários de uma construção, evitando estímulos ambientais que provocam reações desagradáveis no nosso organismo. Além disso, apresenta outros benefícios para os objetos e equipamentos de uma residência ou de uma indústria.

Redução do calor

Aqui, vamos falar de calor em um conceito mais leigo, relacionado a sensação de “quente”. Quando você utiliza um sistema de isolamento capaz de reduzir significativamente três processos de transmissão de energia térmica, há uma redução

A redução do calor também é essencial para a manutenção dos equipamentos eletrônicos computadorizados. Os processadores, para obter a máxima capacidade de trabalho, precisam de temperaturas mais baixas. Por essa razão, contam com sistemas de refrigeração próprios.

No entanto, a climatização pode oferecer um reforço importante e contribuir para a prevenção do superaquecimento. Esse cuidado deverá ser redobrado nos casos de equipamentos de alta precisão, cujos componentes são ainda mais frágeis.

Temperaturas estáveis

Não é somente o calor que deve preocupar em uma construção – o frio também é bastante incômodo. A maioria das técnicas é capaz de atuar somente em uma direção do termômetro. O ar-condicionado somente resfria e o aquecedor somente aquece.

Por essa razão, os isolantes térmicos são a melhor solução, pois atuam nos dois sentidos. Caso o clima fique bastante frio, eles vão atuar para vedar o ambiente interno e evitar a perda de energia para o meio externo.

Em outras palavras, o objetivo do isolamento não é deixar um ambiente mais quente ou mais frio, mas manter temperaturas equilibradas para o nosso bem-estar,

Conforto acústico

A maioria dos isolantes térmicos também são soluções interessantes para melhorar a eficiência acústica do ambiente. Por exemplo, o EPS é um material utilizado amplamente para os dois objetivos. O ar represado dentro das células de polímeros atrapalha a condução do som, abafando-o intensamente.

Como a 3TC atua na climatização de ambientes?

A 3TC recebe esse nome, pois é capaz de atuar nos 3 processos de Transmissão de Calor. Essa característica é única entre os isolantes disponíveis no mercado. Essa tecnologia foi criada pela NASA para trazer a máxima proteção aos astronautas das viagens e das estações especiais. O Universo sofre com variações enormes de temperatura indo de números abaixo de 0 grau Celsius até dezenas de graus celsius em poucas horas.

Então, tornou-se essencial desenvolver roupas e revestimentos capazes de permitir o conforto dos profissionais em condições tão extremas. Nossa empresa aproveitou essa tecnologia da NASA e a desenvolveu em escala industrial para que ela pudesse ser acessível a todo o tipo de projeto.

Para isso, foi preciso unir duas estratégias diferentes: um núcleo de EPS coberto por duas lâminas de polímeros refletivos impermeáveis. A seguir, vamos explicar como cada uma delas age em cada processo.

Reduz a condução de calor

Cada material tem uma capacidade de condutividade térmica medida por um coeficiente de 0 a 1. O valor máximo significa que toda a energia calorífica é conduzida pelo material. Por isso, procuramos sempre os materiais com os menores coeficientes.

Os metais são as substâncias com a melhor condutibilidade. Por essa razão, telhas e estruturas fabricadas a partir deles precisam de um reforço no isolamento. Já os polímeros plásticos, como o EPS e o PU, apresentam os menores valores. Entretanto, a eficiência dentro desse grupo varia bastante.

Aqui, neste nosso post, comparamos a 3TC com espumas de PU, ambas instaladas junto a chapas de aço galvanizado. Enquanto o sistema com uma manta de 10 mm de 3TC apresenta um coeficiente de 0,18, uma espuma de 30 mm de PU contou com 0,58 e a de 50 mm, com 0,35. Em outras palavras, uma estrutura muito mais fina de EPS teve um resultado muito melhor que 50 milímetros de PU.

Controla os processos de convecção

Como a 3TC é impermeável e traz a vedação máxima para as estruturas, ela se torna uma barreira contra trocas de ar e o vapor. Ademais, quando instalada nos telhados, ela impede o aquecimento das massas de ar próximas ao teto.

Para isso, precisamos entender a dinâmica atmosférica dentro de um cômodo. A atividade humana e os equipamentos elétricos elevam a temperatura do ar. Naturalmente, ele sobe e uma massa mais fria desce para amenizar a temperatura. Esse fluxo é constante e facilita a ventilação.

No entanto, essa circulação dentro da construção depende de a massa de ar superior esteja mais fria do que aquela próxima ao chão. Se o telhado aquece constantemente o ar logo abaixo, isso não ocorre. Consequentemente, o ambiente interno fica mais quente e abafado.

Reflete grande parte da radiação

O calor é transmitido em grande parte por uma onda eletromagnética chamada de infravermelho. Esses raios atingem as partículas e as agitam, fazendo com que a temperatura aumente. Nós estimamos que cerca de 90% da energia calorífica é gerada dessa forma dentro das construções.

Então, atuar na reflexão das ondas infravermelhas deve ser uma prioridade para um isolamento eficiente. A 3TC conta com duas lâminas de polímeros refletivos de alta potência, capazes de expulsar até 97% da radiação. Trabalhamos com a camada dupla, pois percebemos que a laminação de uma única face não apresenta resultados tão bons.

Com isso, é possível evitar o aquecimento de grande parte das estruturas de um edifício e deixá-lo com a máxima capacidade de isolamento.

Melhora a potência do ar-condicionado

A potência de um ar-condicionado para reduzir a temperatura ambiental é medida em BTU — Unidade Térmica Britânica. Quanto maior ela for, o equipamento consegue dissipar uma maior quantidade de calor. No entanto, isso também significa que ele vai trabalhar mais e consumir mais energia. Cada 1000 BTU representa um gasto de 0,3 kWh.

Na hora de planejar a climatização artificial, é preciso considerar o uso do ambiente e o tráfego de pessoas. Assim, é possível escolher um sistema sob medida. Por isso, fizemos esta calculadora para que você estime o BTU ideal para seu ambiente.

Em um local utilizado por 4 pessoas com 5 a 10 equipamentos eletrônicos ligados simultaneamente, você precisa de um aparelho de 10.90 BTU (3,19 kWh) no mínimo. No entanto, o 3TC pode otimizar esse valor.

Quando se instalam mantas de 3TC ao redor dos dutos de condução do ar-condicionado, há uma redução do aquecimento durante o transporte do ar resfriado. Com isso, é possível entregar quase toda a potência nominal do aparelho. No teto e nas paredes, a 3TC reduz as trocas de calor da construção com o meio, evitando o aquecimento interno.

Com isso, é possível escolher equipamentos menos potentes e mais econômicos. Na nossa calculadora, você também pode verificar o aumento da eficiência trazida pela 3TC. Se pegarmos o mesmo exemplo anterior, com a 3TC, é necessário um equipamento de apenas 7.085 BTU (2,08 kWh). Ou seja, é uma redução de mais de um quilowatt a cada hora e um aumento de 35% na eficiência! Por isso, falamos que a 3TC é inimiga do calor.

Se você utiliza 8 horas de ar-condicionado todos os dias, em um mês, você economiza 266 kWh. Se considerarmos pegarmos o último ranking do preço do kWh no Brasil, em Belém com a energia mais cara, você economizaria cerca de 159 reais mensais. Em Boa Vista, com o kWh mais barato do Brasil, a economia seria de 89,6. Tudo isso considerando o uso em apenas um ambiente.

Por conseguinte, com a 3TC, você conquista uma climatização de ambientes perfeitas. Com a economia na conta de luz, recupera-se o investimento rapidamente devido à economia de energia. Além disso, os usuários ficam muito mais satisfeitos e confortáveis. Nossos materiais são de altíssima durabilidade e podem durar décadas sem perder quase nada de eficiência.

Quer continuar recebendo as melhores dicas para ter projetos extremamente confortáveis para os usuários? Então, não deixe de assinar nossa newsletter!

Análise de Resultado – Instalação de Isolamento Térmico

A 3TC Isolamento é uma empresa que tem compromisso com o resultado de sua tecnologia de manta térmica. Desta forma, buscamos sempre elaborar casos de clientes para demonstrar o resultado após a instalação de manta térmico isolamento térmico 3TC em um galpão. Independentemente do método de aplicação, conseguimos avaliar o resultado térmico e de ergonomia. Vale lembrar que seguimos metodologia indicada por órgãos reguladores competentes para cálculo de eficiência energética, bem como alguns métodos desenvolvidos pelo nosso corpo técnico.  Os métodos estão de acordo com as normas técnicas de cada especificidade: Acústica, térmica, ergonomia, etc. Nossa metodologia consiste em 3 etapas para análise de cada projeto e vamos apresentá-las a seguir.

Etapa 1: Análise Primária

Nesta etapa, a equipe técnica da 3TC Isolamento faz uma análise detalhada da estrutura de engenharia do local de instalação do isolamento térmico. Avalia-se as potenciais dificuldades, tais como acesso, altura de instalação, tipo de estrutura, obstáculos do local, necessidade de isolamento, característica bioclimática da região. Além disso, utilizamos de termômetro e câmera térmica para medir a temperatura de superfície do telhado, paredes e do chão do local. Para avaliar o conforto térmico e ergonomia, seguimos as diretrizes da NR-15. Desta forma, são utilizados aparelhos de medição de acordo com a norma técnica.

Etapa 2: Avaliação de Resultados

Após realizada a instalação do isolamento térmico 3TC Isolamento, uma nova medição térmica é feita. Portanto, mede-se os mesmos locais aferindo a temperatura pós instalação. Avalia-se a diferença tanto na análise térmica do telhado, paredes e do chão, bem como da ergonomia conforme a NR-15. Os dados são todos planilhados, lançados no sistema, e feita uma análise para averiguar as diferenças entre as medições térmicas antes e depois da instalação de isolamento térmico 3TC Isolamento.

Etapa 3: Emissão de Laudo Técnico

Depois de analisar, instalar e averiguar os resultados térmicos antes e depois da instalação de isolamento térmico 3TC, apresentamos o laudo ao cliente. Com os dados, vem a corroboração dos mesmos, com fotos, vídeos, e informações das medições realizadas. O impacto da instalação de isolamento térmico 3TC Isolamento é demonstrado em números, tanto do ponto de vista da engenharia como da ergonomia. Laudos ambientais e de segurança do trabalho são emitidos por empresas terceirizadas, mas a 3TC Isolamento possui parceria com a Exxcelência Soluções Empresariais, empresa especialista nesse tipo de serviço. O laudo completo da 3TC Isolamento inclui também características térmica e técnicas de acordo com as normas cabíveis para cada especificidade.

Case BioHosp – Instalação de Isolamento Térmico

A empresa BioHosp foi fundada em 1998. Sediada em Belo Horizonte, a empresa hoje com mais de 20 anos de mercado tornou-se uma das mais importantes distribuidoras de medicamentos e materiais médico-hospitalares do mercado brasileiro. Com a expansão dos negócios, foi instalada uma filial na capital do estado do Rio de Janeiro. Atuando em várias regiões do país, a empresa busca, cada vez mais atender suas demandas com segurança e rapidez.

Análise:

Esta é uma descrição da análise técnica referente à instalação e ao fornecimento do sistema de isolamento 3TC para o novo centro de logística da BioHosp situado no parque industrial em Contagem (MG). A cidade de Contagem está situada na região metropolitana de Belo Horizonte. O município, considerado o polo industrial desta região, fica situado em uma área que pode chegar à altas temperaturas durante o período de verão, conforme o gráfico abaixo retirado do site Weather Channel:

O gráfico acima demonstra a necessidade da utilização de sistemas de isolamento térmico nas estruturas de construção devido à média de temperatura da região. Estas condições climáticas fizeram a empresa BioHosp investir na tecnologia 3TC para climatizar todo o centro de logística. O investimento em um sistema de isolamento térmico teve como objetivo reduzir os impactos do calor nos materiais em estoque e atender com excelência todas as normas de segurança e regulamentação do setor. O investimento resultou em economia de energia e consequentemente impacto positivo em sustentabilidade com diminuição de resíduos além de proporcionar ainda mais conforto térmico para todos seus clientes e colaboradores.

Análise técnica:

A instalação do sistema de isolamento 3TC foi realizada abaixo da cobertura em uma área de 3600 m2 do novo centro de logística em Contagem. Para entendermos o funcionamento do sistema de isolamento 3TC devemos analisar como a transmissão de calor ocorre em coberturas. A transmissão de calor ocorre por 3 formas de transferência, condução, convecção e radiação.


Condu
ção – transferência de calor por meio do contato de materiais que conduzem calor. Há materiais que oferecem maior condutividade (como por exemplo, metais), e outros com menor condutividade (algumas cerâmicas, poliestireno expandido, fibra de vidro, etc).


Convecção
‐ transferência de calor por meio do movimento do ar e fluidos que levam calor à medida que se movimentam. A convecção pode ser natural (ar quente tende a subir, ar frio a descer, por exemplo), ou forçada (mediante aparelhos de climatização, ventiladores, etc).

Radiação (irradiação) ‐ transferência de calor por meio do transporte de calor por radiação eletromagnética. Esta é a forma pela qual o calor do sol chega até nós. Aproximadamente 93% do calor que chega no telhado vêm por meio da transferência de calor via irradiação solar. Com isso, o sol aquece o telhado e o telhado quente passa a transmitir grande parte desse calor para o ambiente interno por meio da radiação.

O sistema 3TC Isolamento é a única tecnologia no mercado que trabalha com o controle destas 3 formas de transferência de calor. Esta característica proporciona um desempenho térmico superior a outros isolantes disponíveis no mercado, como por exemplo: pintura com tinta refletiva, aplicação de poliuretano, forro de lã de vidro ou lã mineral.

Características Estruturais para a instalação de isolamento térmico:

A cobertura da área de instalação era composta por telhas metálicas que transmitiam calor excessivo para o ambiente interno. As telhas metálicas costumam chegar em temperaturas de até 75 graus ao ser expostas ao sol constante, tendo um ganho e perda de temperatura rápido. Isto acontece principalmente para a parte interna da construção, potencializando a transferência de calor, primariamente por meio da radiação.

A aplicação da tecnologia 3TC foi realizada de acordo com o manual de instalação da empresa fixando o produto nas terças. Desta forma a própria estrutura do galpão foi utilizada para fixação aumentando o aproveitamento do espaço interno, reduzindo o tempo de execução e gastos com estruturas adicionais. A instalação de isolamento térmico foi realizada em conjunto com outras obras estruturais na unidade que ocorreram simultaneamente. Entretanto, mesmo com este cronograma, a instalação foi realizada em apenas 20 dias. Atendendo assim as expectativas do cliente quanto ao prazo de execução do serviço.

 

Medições 

A equipe da 3TC realizou aferições de temperaturas de superfície, de conforto térmico, e ergonomia durante a execução da obra. Para isso, foram utilizados termômetros de alta precisão, câmera térmica e um medidor de stress térmico que mensura a variação térmica de bulbo seco, bulbo úmido e dentro do globo de acordo com os índices da NR-15 em conformidade com as normas de Segurança do Trabalho.

Com os instrumentos de medição, a equipe da 3TC realizou as seguintes medições de temperatura.

  • Temperatura Externa (Aplicativo Weather Chanel)
  • Diferença de temperatura entre o 3TC e o Telhado Metálico (Câmera Térmica)
  • Aferição de sensação térmica (Medidor de Stress Térmico TGD-200)

Resultados 

Antes da avaliação técnica e instalação do sistema de isolamento térmico 3TC, era possível perceber o desconforto térmico relatado por colaboradores e prestadores de serviço no local. Depois da instalação do sistema de isolamento 3TC o conforto térmico proporcionado pelo sistema foi nítido. A comparação das medições realizadas antes e após a aplicação do isolamento térmico 3TC mostra claramente uma melhora significativa na temperatura do ambiente.

As medições no local corroboram a percepção dos colaboradores. A comparação das medições realizadas antes e após a aplicação do isolamento térmico 3TC apresenta uma melhora significativa na temperatura do ambiente. O sistema de isolamento 3TC conseguiu reduzir significativamente a temperatura incidente da cobertura de 46,6 graus para 28,7 graus. A redução foi de 17,9 graus na superfície do telhado comparado a superfície após a instalação do sistema de isolamento 3TC.

As medições de acordo com a NR-15 também demonstraram uma melhora significativa. Os resultados das medições que comprovam a redução de temperatura e o conforto térmico proporcionado pelo sistema de isolamento 3TC pode ser utilizado como laudo trabalhista referente à ergonomia no ambiente de trabalho. Após a instalação do sistema houve um delta médio de diferença de 6,2 graus em sensação térmica.

Conclusão 

A instalação do sistema de isolamento 3TC alcançou todos os objetivos propostos, rapidez, eficiência e adaptabilidade:

  • Rapidez de instalação: A obra foi realizada dentro do cronograma proposto de 30 dias. A obra foi entregue em apenas 20 dias, obtendo uma média de instalação acima de 180m2 por dia.
  • Eficiência térmica: Os resultados obtidos demonstraram a qualidade do sistema que proporcionou uma redução de temperatura de 17,9 graus de superfície e obteve um delta de diferença de 6,2 graus em sensação térmica.
  • Versatilidade: A versatilidade do sistema 3TC permitiu que o produto fosse instalado utilizando apenas a estrutura existente no galpão. Desta forma o espaço de armazenamento foi otimizado e não houve custos adicionais com estruturas auxiliares.

Gostou da instalação e do resultado do 3TC Isolamento na Biohosp? Entre em contato conosco, e peça já seu orçamento! Atendemos todo o Brasil. Tenha já o melhor sistema de isolamento e manta térmica do mercado em sua loja, escritório, galpão, barracão.

Nos climas de verão e de primavera em países tropicais, as pessoas buscam soluções de como amenizar o calor o tempo todo. Afinal, as altas temperaturas se tornam desconfortáveis e, em alguns casos, insalubres. Isso compromete a saúde, o bem-estar e a produtividade das pessoas.

Felizmente, há diversas estratégias para reduzir o efeito das altas temperaturas nas edificações e, assim, melhorar o conforto térmico de seus usuários. Quer saber mais? Acompanhe!

Efeitos do excesso de calor e por que devemos amenizá-lo?

Quem viveu as últimas décadas já deve ter notado que a temperatura nas cidades fica cada vez mais alta, isso não é apenas uma impressão, realmente alguns fenômenos climáticos atuaram para deixar o clima ainda mais quente, como a impermeabilização do solo e as ilhas de calor.

As ilhas de calor ocorrem quando as cidades começam a perder seus espaços verdes, que são importantes reguladores térmicos. Além de impedir a incidência direta dos raios de sol, que aquecem o solo, as árvores apresentam processos fisiológicos capazes de mitigar o calor.

A transpiração traz vapores resfriados das camadas mais profundas do solo para a superfície, reduzindo a temperatura local. A fotossíntese pega parte da energia calorífica e transforma em energia química.

Soma-se a isso a impermeabilização do solo com materiais asfálticos, que refletem grande parte da radiação solar de volta para o meio. O solo natural, por sua vez, absorve grande parte dessa energia e a utiliza para controlar a umidade. Com isso, a energia calorífica se dissipa em outros processos em vez de aquecer o ambiente.

Tudo isso faz com que as cidades fiquem com uma temperatura média muito elevada em comparação ao seu entorno. Isso dificulta a circulação do ar, provocando as famosas ilhas de calor. Portanto, à medida que as plantas forem eliminadas das cidades, a tendência é que a temperatura só aumente.

No entanto, a correção desses problemas fica por conta do poder público ― que pode ser muito lento. Então, é imprescindível que você invista em estratégias dentro das suas construções, como a inserção de áreas verdes, a instalação de isolantes termoacústicos eficientes, entre outras.

Tudo isso tem um impacto econômico muito grande, pois o excesso de calor tem efeitos negativos em diversas áreas da vida e da atividade humana. Vamos falar mais disso a seguir!

Comprometimento da saúde

O nosso organismo necessita de uma regulação térmica muito eficiente, pois todos os processos somente ocorrem com eficiência em uma faixa estreita de temperatura interna ― entre 35º e 37º. Fora disso, ele interpreta que estamos sob risco e tomará medidas para regular a temperatura.

Para isso, temos diversos “termômetros” internos para analisar a temperatura do meio. Geralmente, eles ficam estáveis quando o ambiente está entre 20º e 28º. Assim, todos os nossos processos fisiológicos normais dão conta de manter a temperatura interna. No entanto, fora dessa faixa, eles enviam uma mensagem para o nosso cérebro de que há um risco eminente.

Então, diversas respostas começam a ser ativadas para manter a temperatura interna estável. No frio, as reações mais comuns são os calafrios. No excesso de calor, ocorrem a dilatação dos vasos sanguíneos da pele, o suor, a inquietação e a aceleração do ritmo da respiração. São tentativas do nosso corpo de dissipar a energia.

Então, quando uma pessoa fica mais agitada e desconcentrada por conta do calor, não é algo que ela possa controlar racionalmente. Diversos eventos hormonais e neurais estão afetando sua cognição.

Em casos mais graves, o excesso de calor pode causar desidratação grave e a hipertermia. Essas situações são extremamente perigosas para idosos, crianças e pessoas doentes, podendo levar ao óbito. Por essa razão, hospitais, escolas, creches e casas de repouso precisam ter um controle da temperatura ambiental muito severo.

No ambiente de trabalho, há efeitos igualmente negativos. De acordo com o Manual MSD para Profissionais de Saúde, os problemas causados pelo calor tem gerado uma alta taxa de adoecimento na população jovem e adulta nos Estados Unidos, como distúrbios musculares e neurológicos.

Um problema muito comum é a fadiga por calor, que ocorre após a realização de trabalhos pesados em um ambiente quente. Com isso, os colaboradores podem apresentar sinais de exaustão, aceleração dos batimentos cardíacos, respiração ofegante e tontura.

Portanto, o que temos percebido atualmente é um aumento do absenteísmo devido a patologias relacionadas ao calor. Assim, investir em regulação térmica se torna uma medida importante para reduzir custos com o afastamento do trabalho.

Desconforto

Entretanto, a situação mais comum gerada pelo calor é o desconforto. Como explicamos, os processos fisiológicos são incontroláveis pela pessoa e eles demandam que ela tome medidas para regular a temperatura. Assim, surge a sensação de desconforto de estar naquele ambiente.

O suor impregna na pele e na roupa, sendo preciso ficar abanando ou utilizar ventiladores para fazê-lo evaporar. A respiração acelerada gera uma sensação de ansiedade por um espaço aberto. Enfim, todo o nosso corpo nos convida a sair do local. Consequentemente, a nossa mente racional associa valores negativos àquela experiência.

Desse modo, uma empresa que não mantém um bom controle da temperatura apresenta um risco elevado de insatisfação dos colaboradores. Com isso, mesmo que o salário seja bom, eles podem considerar o ambiente insalubre e procurar outro empregador. Assim, sua empresa pode perder os melhores talentos.

Ademais, tudo isso compromete a sua relação com o cliente. Imerso em sensações negativas e em um senso de urgência para sair do local, as chances de ele fechar um negócio são mínimas, ainda que as condições sejam boas. Por isso, você precisa pensar na experiência do cliente de forma holística, incluindo as condições ambientais.

Menor produtividade

A produtividade humana está intimamente ligada às funções executivas da nossa cognição, como:

  • foco: capacidade de ignorar os estímulos externos e internos;
  • atenção: capacidade de perceber os mínimos detalhes de uma tarefa;
  • inteligência: capacidade de associar e interpretar dados para produzir informações novas;
  • resolução de problemas e planejamento: capacidade de reconhecer os recursos disponíveis para resolver desafios;
  • memória de trabalho: capacidade de reter informações a curto prazo para utilizá-las em tarefas, entre outras.

Diante do estímulo do calor, o nosso cérebro sequestra grande parte da energia disponível para tarefas e a direciona para os centros de regulação de temperatura. Afinal, ele está interpretando que a nossa sobrevivência está em risco. Então, as consequências para a produtividade são enormes:

  • uma menor atenção provoca mais erros e aumenta a necessidade de retrabalho;
  • a falta de foco e uma memória de trabalho reduzida aumentam o tempo de execução de uma tarefa;
  • a redução temporária da inteligência e do planejamento gera resultados medíocres.

Então, o conforto térmico não é apenas uma questão de deixar os colaboradores mais satisfeitos. Ele tem um impacto direto sobre a eficiência.

Inconformidade com a lei

Além disso, no Brasil, temos diversas regras de ergonomia no ambiente de trabalho que devem ser seguidas pelas empresas. Caso contrário, elas estão sujeitas a multas e outras penalidades. Para evitar isso, é importante seguir as recomendações das Normas Regulamentadoras da Secretaria do Trabalho e da Previdência.

A NR17 regula todo o trabalho que é realizado dentro de ambientes fechados, como escritórios, consultórios e manufaturas. Entre as medidas mais importantes, está a manutenção da temperatura efetiva entre 20º e 23º. Ou seja, não basta que o ar-condicionado esteja ligado nessa potência, é preciso que os termômetros registrem esse valor em todos os pontos do cômodo uniformemente.

Já as normas internacionais da ISO, essenciais para quem quer conquistar um selo de qualidade, recomendam que a temperatura efetiva esteja entre 20º e 24ºC no verão e entre 23º e 26ºC no inverno.

No entanto, em algumas atividades mais específicas, como manuseio de caldeiras e fornalhas, é difícil manter essa faixa. Por isso, a NR15 considera a temperatura ambiental para definir a insalubridade de um trabalho.

No caso de trabalhos contínuos leves, a temperatura não pode ultrapassar 30ºC. Já no caso de atividades moderadas, o limite é 26,7ºC e, nas pesadas, 25ºC. Em tarefas que apresentam um tempo de descanso, o teto de aceitação é maior.

Por exemplo, as atividades pesadas que alternam 15 minutos de ação com 45 minutos de descanso podem ser executadas em temperaturas entre 28º e 30ºC. Confira o anexo III da NR15 para conhecer todos os casos.

Diante disso, se você não mantiver um bom controle de temperatura, será preciso aumentar o tempo de descanso dos colaboradores. Senão, o trabalho será considerado insalubre com todas as repercussões para a folha de pagamento, indenizações e tempo de trabalho para aposentadoria.

Em qualquer situação, porém, é totalmente proibido o trabalho nas seguintes faixas de temperatura:

  • atividades leves: acima de 32,2ºC;
  • moderadas: acima de 31,1ºC;
  • pesadas: acima de 30ºC.

Nesses casos, é imprescindível investir em medidas de controle de temperatura. Senão, as operações deverão ser suspensas.

Redução da vida útil de equipamentos

Além de prejudicar a mão de obra humana, o excesso de calor é extremamente danoso para os equipamentos ― especialmente, os eletrônicos. Então, se você mantém computadores, servidores ou máquinas com controle computadorizado, é preciso controlar a temperatura a fim de aumentar a suas vidas úteis.

Afinal, esses equipamentos trabalham com circuitos elétricos muito sensíveis e processadores que geram muito calor. Quando eles atingem determinadas temperaturas, a peça literalmente queima e perde toda sua funcionalidade.

Como amenizar o calor das edificações sem ar-condicionado?

Na maioria das vezes, é possível manter a temperatura dos ambientes em níveis saudáveis sem a utilização de equipamentos de ar-condicionado. Para isso, é necessário aumentar a eficiência térmica da construção com técnicas arquitetônicas, uso de materiais adequados e isolantes térmicos.

Isso traz muita economia a longo prazo, mesmo que o investimento inicial seja mais alto. Afinal, o ar-condicionado é o principal vilão do consumo de energia elétrica em todas as empresas.

Criar áreas verdes internas e externas

Hoje em dia, a arquitetura verde tem ganhado muito espaço. Como explicamos acima, as plantas e a terra apresentam processos que ajudam na regulação da temperatura ambiente. Com as técnicas atuais, é possível criar áreas verdes mesmo em pisos sem contato com o solo.

Então, quando você implementa jardins internos, é possível reduzir, em alguns décimos, o calor interno. Outra medida interessante é a utilização de canteiros externos com árvores com copas maiores. Além dos benefícios acima, elas funcionam como uma barreira física para a incidência de raios solares sobre a construção.

Utilizar uma decoração mais clara

As cores escuras apresentam uma maior capacidade de absorção da radiação solar. Consequentemente, esses objetos se aquecem com mais facilidade e provocam o aumento da temperatura do ambiente. Já os claros refletem as ondas de calor e devolvem parte delas para o meio externo.

Assim, o ideal é que as fachadas, os telhados industriais e as paredes sejam todas pintadas de cores claras, preferencialmente, o branco.

Melhorar a ventilação do ambiente

Um dos processos relacionados à transmissão de calor é a convecção. A partir dela, o ar mais quente fica mais leve e é direcionado para cima. Por sua vez, o ar mais frio — mais denso — desce em direção ao piso. Isso garante o conforto de quem está nas estações de trabalho.

No entanto, quando não há a ventilação adequada, não há a vazão do ar quente para fora do ambiente e a temperatura fica cada vez mais alta. Por isso, o ambiente deve ser bem dimensionado nesse sentido.

As janelas devem ficar sempre mais altas para aproveitar o movimento natural do ar aquecido. Em indústrias e comércios, também pode ser necessária a instalação de exaustores no teto.

Todavia, neste caso, o telhado deve receber um bom sistema de isolamento para evitar que a radiação do sol aqueça o constantemente o ar mais alto, evitando que a convecção seja utilizada em benefício do conforto térmico. Assim, ela acaba se tornando também um vilão.

Ademais, a sensação individual de calor não está ligada somente à temperatura em si, mas também à ventilação. A circulação de ar permite que o suor evapore e reduza a temperatura corporal.

Investir em isolamento térmico

Por fim, não podemos deixar de falar de uma das medidas mais eficientes para o conforto térmico no design de interiores ― o isolamento térmico. Esses materiais são capazes de atuar sobre os processos de transmissão de energia calorífica e impedir que eles aqueçam a construção.

A grande vantagem é que ele não atua somente sobre o excesso de calor, mas mantém temperaturas agradáveis independentemente do clima. Por serem tão importantes, falaremos mais sobre eles mais adiante.

Cuidados com o corpo para amenizar altas temperaturas

Além das medidas ambientais, há outras ações essenciais para reduzir os efeitos do calor sobre o nosso corpo. Nesse sentido, todas as pessoas deverão tomá-las individualmente e o papel da gestão da empresa será oferecer todas as condições para os colaboradores as efetivem.

Roupas mais frescas

Caso sua empresa exija o uso de uniformes, é importante escolher tecidos adequados para o calor ambiental. Nesse caso, as malhas mais finas, feitas com fibras de algodão, são uma excelente opção.

Esse material absorve o suor e ajuda na evaporação dele. Devem-se evitar tecidos sintéticos pouco permeáveis, pois eles impedem a evaporação da transpiração e aumentam o desconforto. Em relação à cor, dê preferência aos tons claros, pois eles absorvem menos radiação.

Hidratação

A desidratação é a principal doença relacionada ao calor, sendo uma causa frequente de absenteísmo. Em locais quentes, a necessidade de hidratação pode chegar a 3 litros de água todos os dias. Por isso, é importante deixar bebedouros disponíveis em todos os locais de trabalho e fornecedor garrafinhas para que os colaboradores possam tomar líquidos durante a execução das tarefas.

Como proteger-se do clima em qualquer temperatura

Para compreender o funcionamento de um isolante térmico, é preciso também conhecer as diferentes formas de transmissão da energia calorífica:

  • condução: esse é o mais intuitivo para nós. Ocorre quando os objetos entram em contato físico e aquele com maior temperatura transfere energia para o de menor temperatura. Ocorre, por exemplo, quando o motor de um equipamento aquece o solo ao redor, quando as estruturas de uma construção transmitem a energia recebida do sol ou pelo contato das massas de ar com os edifícios;
  • convecção: o ar muda de volume rapidamente de acordo com a temperatura. Quando recebe calor, ele se expande e fica menos denso. Então, se direciona para cima. A massa de ar mais fria, por sua vez, vai para baixo;
  • radiação: esse processo acontece à distância, isto é, não é preciso que a fonte de calor esteja próxima aos objetos. Ela emana radiação infravermelha, que aumenta a agitação das partículas das estruturas, gerando um aumento de temperatura. O caso mais clássico é o aquecimento provocado pela radiação solar. No entanto, também pode ocorrer internamente devido às lâmpadas, fornos e aos motores.

Os isolantes térmicos são materiais ou equipamentos capazes de reduzir um ou mais desses três processos. Tudo dependerá do tipo escolhido. Falaremos dos principais a seguir.

Lã de vidro

Essa lã é fabricada a partir da sílica ― a mesma matéria-prima utilizada para o vidro. No entanto, ela passa por um processo de produção diferenciado em que é submetida a altas diferenças de pressão e temperatura. Com isso, é possível formar fibras altamente maleáveis, resistentes ao estresse mecânico e ao fogo.

Ela apresenta uma alta capacidade de impedir a condução de calor. No entanto, não atua sobre a radiação ― que representa 90% da energia calorífica que incide sobre uma construção. Por essa razão, é relativamente ineficiente em comparação a materiais mais modernos.

Lã de rocha

A lã de rocha é muito semelhante à lã de vidro tanto em relação às vantagens quanto as desvantagens. No entanto, a matéria-prima utilizada é a diábase, um tipo de pedra vulcânica, que é submetida a altas diferenças de temperatura e pressão.

Lã de PET

A lã de PET é diferente dos modelos anteriores, pois é fabricada com material plástico ― usualmente reciclado. Apresenta a desvantagem de não ser tão potente no combate ao fogo e também não age sobre a radiação.

Isopor

Conhecido tecnicamente como poliestireno expandido (EPS), foi um dos primeiros materiais a ser utilizado no isolamento térmico industrial, pois era barato e eficiente. No entanto, apresentava o inconveniente de ser combustível para o fogo. Desse modo, pode ajudar na propagação de incêndios.

Felizmente, nos últimos anos, foram desenvolvidos processos de fabricação muito eficientes. Com isso, foi possível criar EPS altamente resistentes ao fogo, suportando temperaturas superiores a 800ºC. Apesar de isso ter feito o preço subir, tornou o material uma opção viável para todo o tipo de projeto.

Espumas de poliuretano

As espumas de isolamento são um material muito polêmico. Afinal, estiveram envolvidas em vários acidentes, como o da Boate Kiss em Santa Catarina. Sem o tratamento adequado, elas entram rapidamente em combustão e liberam um gás muito tóxico.

Além desse problema importante, não são tão resistentes mecanicamente. Então, diante de qualquer atrito ou risco, podem se romper. Como todos os casos acima, também só age sobre os processos de condução de calor.

Foils

Os foils funcionam de forma bem diferente dos isolantes anteriores, pois não agem sobre a condução, e sim sobre a radiação. São capazes de refletir grande parte da radiação calorífica de volta para o meio externo, evitando que os raios solares aqueçam as estruturas da construção. Como não agem sobre os outros processos de transmissão, não são tão eficientes quanto poderia.

3TC

Essa é uma tecnologia desenvolvida pela NASA com a finalidade de proteger os astronautas das diversas variações de temperatura do espaço. Por exemplo, as roupas espaciais são feitas com mantas de 3TC.

Para conseguir a máxima eficiência, a NASA uniu os melhores materiais que atuam sobre a radiação e a condução. Então, desenvolve um processo em que eles são aplicados juntos, na mesma peça.

Desse modo, o 3TC apresenta um núcleo de EPS, responsável por reduzir a condução de calor ao passo que há duas lâminas metálicas capazes de refletir grande parte da radiação. Então, atua sobre dois processos de transmissão, conquistando mais eficiência. Ele é versátil e pode ser instalado como manta térmica para paredes, pisos e telhados.

Quando utilizada no teto de ambientes fechados, as placas e as mantas de 3TC apresentam um grande diferencial de atuar também sobre a convecção. Por reduzirem o contato da massa de ar com o calor externo, elas impedem o seu aquecimento. Com isso, o ar quente pode ser eliminado pelas janelas e exaustores enquanto o ar mais frio é direcionado ao solo.

Agora que você já sabe como amenizar o calor, não deixe de aplicar essas medidas quanto antes. Os benefícios são variados: os colaboradores ficam mais produtivos e mais satisfeitos, os equipamentos duram mais e os problemas com a legislação de ergonomia térmica são eliminados.

Quer saber tudo sobre o conforto térmico nas edificações? Então, não deixe de conferir nosso guia completo sobre o tema! Com ele, você aprenderá mais sobre os tipos de isolantes térmicos e as diferentes aplicações nos mais diversos tipos de projeto!

A construção no litoral apresenta diversos desafios. Afinal, nessas regiões, os edifícios estão sujeitos a mais riscos, como a maresia, ventos mais fortes e a maresia. Então, é preciso montar uma estrutura de proteção especial para evitar danos e a necessidade de reformas constantes.

Além disso, as altas temperaturas e a incidência do sol reduzem o conforto térmico dos ambientes interiores. Isso pode prejudicar a saúde e o bem―estar dos moradores. Quer saber como melhorar o seu projeto litorâneo? Acompanhe!

1. Quais são os cuidados essenciais em construções no litoral?

O sucesso de uma obra no litoral começa na escolha do terro e vai até a manutenção!

1.1 Terreno

Sem os cuidados adequados na hora de escolher um terreno, a construção no litoral pode se tornar uma verdadeira dor de cabeça para o comprador. O primeiro passo para garantir o sucesso do seu projeto arquitetônico é exigir a apresentação de um estudo do solo, pois, em faixas litorâneas, podem haver solos muito úmidos e arenosos ― que são facilmente conformáveis.

Desse modo, é preciso fazer um projeto auxiliar para o adensamento do solo. Ele deverá ser executado com muita técnica, trazendo uniformidade em toda a área. Caso contrário, uma região pode ficar menos densa e mais permeável à água. Com o tempo, haverá um desnível entre dois pontos da construção ― o que compromete as estruturas, causando rachaduras, trincas e outras patologias.

Além disso, especialmente em locais mais ermos, é muito comum que não haja a infraestrutura de serviços necessários para uma família ou para um negócio. Por exemplo, pode não haver fornecimento de luz, de água encanada ou recolhimento de esgoto. Consequentemente, será preciso investir muito dinheiro para tornar o empreendimento viável.

Por exemplo, é necessário pagar altas taxas para a instalação de luz elétrica, construir poços para o consumo de água e investir em cisternas para o esgoto. Ou seja, os custos do projeto inicial podem dobrar somente para trazer uma infraestrutura mínima. Em alguns casos, como redes de internet e de telefonia, as operadoras não ofertam a instalação desse serviço nem mesmo mediante o pagamento de taxas elevadas.

Por fim, ainda há diversas questões legais nesses casos. A regulamentação e a legislação brasileira são bastante restritivas quanto ao uso do solo próximo a praias. Em geral, essas áreas são protegidas e é preciso pedir uma autorização da prefeitura para a construção. Nesses casos, as exigências podem ser tão grandes que tornam o projeto inviável.

Ademais, não deixe de conferir toda a documentação ― especialmente em regiões mais afastadas. Exija sempre a escritura e confira toda ela no cartório em que foi feito o registro. Afinal, a ação de grileiros é muito comum e você pode ocupar um terreno que pertencia a outra pessoa ou a União.

1.2 Estrutura de construção no litoral

Este certamente é o ponto de maior atenção, pois o clima das praias não permite o uso de qualquer material nas construções. Isso se deve a dois principais motivos: as altas variações de temperatura e a maresia.

No primeiro caso, pode haver mudanças bruscas de temperatura muito rapidamente. Isso provoca a dilatação e a retração das estruturas ― que podem desenvolver fissuras. Nesse caso, é importantíssimo escolher materiais com maior capacidade de resistir ao estresse mecânico.

O outro ponto importante é a maresia. As ondas do mar, quando se chocam, liberam partículas de água com sal para a atmosfera. Elas são levadas até as construções e se acumulam nos materiais. Essa é uma das razões por que os vidros em regiões litorâneas estão sempre úmidos.

No entanto, em contato com estruturas metálicas, o dano pode ser muito grande. O sal apresenta partículas com cargas elétricas capazes de interagir com metais oxidáveis na presença de água. Então, surge a ferrugem, cujos danos vão muito além da estética e atingem, também, a sustentação da casa. A maioria dos pilares e das lajes apresentam armaduras metálicas de aço comum, o qual é facilmente corrosível.

Nesse sentido, é imprescindível fazer um tratamento especial nas vigas com uma camada maior de concreto para a proteção da armadura ou com a aplicação de uma camada extra impermeável. O ideal é utilizar aditivos plastificantes de impermeabilização semiflexível. Nesse caso, as vigas devem estar sempre em locais protegidos da ação da radiação solar.

Caso você utilize telhas metálicas na construção, é importante também selecionar um material resistente à corrosão. Entre os mais utilizados, estão o Galvalume, o alumínio e o aço inox. Hoje em dia, eles podem ser integrados a sistemas de isolamento termoacústico, que compensam a baixa eficiência em bloqueio do calor.

1.3 Acabamentos

Aqui, é preciso estar muito atento sobre o efeito da maresia sobre os materiais. Como explicamos, os metais oxidáveis sofrerão com a ação contínua da umidade salina. Então, ficarão com a aparência enferrujada, comprometendo a estética dos acabamentos. Isso deve ser levado em consideração na hora da escolha de diversas peças, como:

  • janelas, portas e fechaduras;
  • pias e registros;
  • acessórios, entre outros.

Muitas pessoas acabam subestimando o poder da maresia. Afinal, é um vilão que ninguém vê. Aparentemente, o ar é normal ― exceto pelo cheio de praia. No entanto, microscopicamente, há partículas nocivas para as construções.

Além disso, a própria umidade aumentada também causa danos significativos. Por exemplo, pisos em madeira sem uma camada de impermeabilizante não lidam muito bem com a umidade alta das praias. Nesses casos, eles estufam e comprometem a estética dos pisos.

Por fim, não podemos deixar de falar do próprio clima. As zonas litorâneas estão mais sujeitas a chuvas intensas devido à maior umidade da atmosfera local e a ação de massas de ar marítimas. Portanto, é preciso reforçar a impermeabilização e reforçar as estruturas para resistir a ventos fortes.

1.4 Paisagismo em construção no litoral

O clima também oferece desafios importantes na hora de selecionar a vegetação utilizada para o paisagismo. A ação muito intensa do sol durante o dia exige que as plantas resistam à evaporação da água pelas folhas e sejam capazes de captar a umidade de regiões mais fundas do solo.

Além disso, a menos que você queira investir em um sistema automatizado, dê preferência a plantas que exijam uma menor frequência de irrigação. Também, as casas de praia podem ficar muitos meses fechadas sem nenhuma manutenção. Assim, é melhor escolher espécies que sobrevivem nessas condições.

1.5 Manutenção

O clima hostil e a areia tornam a manutenção das casas de praia mais complexa. Por essa razão, é imprescindível escolher materiais mais práticos para limpeza. Elas deverão apresentar uma maior resistência a riscos, pois pode ser necessário usar vassouras de cerdas rígidas ou jatos de água retirar os resíduos de areia.

Outro desafio é a manutenção da própria construção. A ação dos ventos pode causar danos significativos, especialmente no telhado. Se as telhas não forem bem fixadas, elas podem se soltar facilmente e, então, será preciso fazer trocas frequentes.

2. Quais são os materiais mais indicados para construção no litoral?

Há materiais que, por sua resistência à umidade e capacidade de isolamento térmico, são mais adequadas para o litoral. Conheça alguns deles nos tópicos a seguir.

2.1 Madeira

Não é todo o tipo de madeira que é adequado para a construção próxima à praia, pois há opções mais ou menos permeáveis. Por exemplo, o eucalipto é uma madeira extremamente permeável e absorve com facilidade a umidade. Então, dilata―se facilmente e perde a resistência no clima litorâneo.

Outra contraindicação são as madeiras de baixa densidade, independentemente da estrutura em que são aplicadas. O principal exemplo são os compensados. Elas apresentam uma porosidade maior e, portanto, alta permeabilidade.

Já madeiras mais maciças, como o ipê, a maçaranduba e a teca, são muito mais seguras. No entanto, devem receber o tratamento adequado com o lixamento da superfície e aplicação de resinas impermeáveis, como o verniz. Com isso, não se sujeitam aos danos estruturais causados pela umidade.

A grande vantagem da madeira é a sua maior capacidade de isolamento térmico, o que é essencial diante do calor das praias. Para ampliar o conforto, ela pode ser integrada a mantas térmicas com ação reflexiva da radiação solar nas áreas mais expostas.

2.2 Alumínio

O alumínio se apresenta como um dos principais metais para o uso em construções no litoral, pois é muito mais resistente à corrosão. Mesmo quando oxida, pode ser facilmente recuperado, pois, forma apenas uma fina camada de oxidação branca ― removível com uma lixa fina.

Ademais, é um material extremamente versátil. Ele pode ser pintado com diversos esmaltes sintéticos para melhorar a resistência e mudar sua aparência estética. Portanto, pode ser utilizado em diversos locais de uma construção, como as janelas, as maçanetas, entre outros.

No entanto, por ser muito maleável, não pode ser empregado em estruturas de sustentação, como as vigas e os pilares.

2.3. Aço inoxidável

O aço inoxidável é uma liga de ferro com a adição de carbono e cromo. Com isso, pode―se reduzir a interação com as moléculas de oxigênio que geram a ferrugem. Como apresenta uma excelente resistência mecânica, pode ser facilmente integrado às estruturas de sustentação tanto sozinho quanto com o concreto.

2.4. Galvalume

O Galvalume é um liga metálica constituída por zinco, alumínio e silício. Foi criada para aumentar a resistência desses metais à corrosão, sendo um dos materiais mais resistentes nesse sentido.

Por ser extremamente maleável, é utilizado principalmente na fabricação de telhas e chapas. Entretanto, está contraindicado nas estruturas de sustentação.

2.5. Concreto

O concreto é outro material muito importante para as construções litorâneas, pois pode ser utilizado para fabricar as mais diversas estruturas desde as vigas da fundação até as telhas. No entanto, há diferentes tipos de concreto no mercado e é importante estar atento à porosidade de cada opção. Quanto maior ela for, mais susceptível a estrutura estará à ação da umidade.

Assim, o concreto mais poroso pode ser utilizado em locais onde ele não está associado a estruturas metálicas, como as telhas. Entretanto, quando ligado a armaduras metálicas, será preciso protegê―las e, assim, o concreto deve ser o mais impermeável quanto possível. Para isso, eles podem ser associados a aditivos ou materiais impermeabilizantes. Falaremos mais deles a seguir.

2.6. Impermeabilizantes

Com o isolamento térmico, a impermeabilização é uma das ações mais importantes nas construções no litoral. Afinal, devido à maior umidade do ar e à maresia, as estruturas estão sob maior risco de danos químicos. Nesse sentido, é importante fazer um projeto detalhado. A seguir, explicaremos os principais tipos e sistemas.

Atualmente, existem três tipos de impermeabilização no mercado: a rígida a semiflexível e a flexível. Elas devem ser escolhidas de acordo com a exposição da superfície ao calor e ao estresse mecânico.

Rígida

A impermeabilização rígida geralmente é feita com o acréscimo de aditivos aos materiais tradicionais da construção, como o gesso, o cimento e a argamassa. Assim, diversos efeitos podem ser conquistados, como:

  • aumento da tensão superficial do material, fazendo com que a água seja repelida ao entrar em contato com a estrutura. Esse é o caso dos aditivos hidrofugantes;
  • redução da porosidade do material. Desse modo, as moléculas interagem mais fortemente entre si, impedindo a penetração da água.

No entanto, isso apresenta um lado negativo. Quando expostos à variação de calor, as estruturas ficam mais susceptíveis a fissuras, comprometendo a eficiência da impermeabilização. Desse modo, não podem ser utilizados em superfícies em contato direto com o sol.

Flexível

Esses impermeabilizantes são chamados de flexíveis, pois contam com maiores elasticidade e conformidade. Ou seja, quando as estruturas se dilatam devido à ação do calor, o impermeabilizante é capaz de se adaptar e proteger a superfície mesmo diante do surgimento de fissuras.

Eles funcionam de modo diferente das anteriores, pois não são aditivos aos aglomerantes da construção civil. Em vez disso, eles são aplicados em camadas sobre as superfícies já prontas. Nesse sentido, apresentam―se em dois subtipos principais, as mantas e as membranas.

As mantas devem ser aplicadas a quente para aderir às superfícies. Talvez, seja o tipo mais conhecido devido às mantas asfálticas ― um dos impermeabilizantes mais populares no mercado e que são utilizados nas vias rodoviárias.

Em espessuras menores e com armaduras especiais, podem ser empregados na construção civil para as áreas que entram em contato direto com o sol e necessitam de alta capacidade de vedação, como as lajes.

Já as membranas são instaladas a frio por diferentes processos. Devem ser aplicadas em diversas camadas a fim de apresentar a eficiência máxima. Por serem mais práticas, têm se tornado mais populares. Podem ser utilizadas em áreas externas, lajes etc.

Semiflexível

Por fim, temos o tipo semiflexível, que nada mais são do que aditivos que suportam uma maior variação de temperatura. Apesar dessa vantagem, ainda não podem ser utilizados em estruturas submetidas a uma dilatação térmica mais intensa. Entretanto, são opções mais seguras para reforçar a proteção de vigas e de fundações.

No litoral, portanto, a elaboração de um projeto de impermeabilização adequado é essencial para evitar os danos causados pela umidade.

3. Como garantir conforto térmico e isolamento na casa?

Por fim, vem o assunto mais importante quando falamos de construções no litoral ― o isolamento térmico. Ele é responsável por manter a qualidade das estruturas e trazer mais conforto aos usuários.

3.1 Isolamento térmico

O isolamento térmico é uma técnica utilizada para evitar as trocas de temperatura entre o meio interno e o externo. Desse modo, é possível manter uma temperatura estável dentro das construções no litoral e reduzir a dependência de equipamentos elétricos para a manutenção do conforto.

Esses materiais agem sobre um ou mais dos seguintes processos de transmissão de calor:

  • condução: ocorre quando dois materiais com temperaturas diferentes entram em contato físico. A energia do movimento das moléculas do mais quente é transmitida para o mais frio, aumentando os valores de temperatura. É o que ocorre quando um motor aquece a parede que está apoiado;
  • convecção: acontece devido à movimentação das massas de ar. Quando o ar é aquecido no solo, ele fica menos denso e é direcionado para cima. Por sua vez, a massa de ar mais fria é direcionada para baixo. Quando o telhado não é isolado termicamente, ele aquece constantemente as massas de ar superiores dentro do edifício e gera um fluxo de ar cada vez mais quente;
  • radiação: essa é a principal causa do aquecimento das estruturas de uma construção. As fontes de calor liberam ondas de energia que não dependem do contato físico para aquecer outros objetos. Ou seja, a transmissão de calor ocorre à distância. O principal exemplo nesse sentido é o sol. Por essa razão, cerca de 90% do calor absorvido por um edifício chega por meio da radiação.

A eficiência de um isolante depende diretamente de quão eficiente ele age sobre os três processos.

3.2. Sprays

Os sprays são feitos a partir de polímeros plásticos aplicados com bombas a jato. Assim, eles formam uma fina camada sobre as superfícies e podem impedir parte da condução de calor. Portanto, não agem sobre os processos de convecção e de radiação.

3.3. Espumas Expansivas (PU)

As espumas também são produzidas com polímeros plásticos, porém elas são pré-fabricadas. O principal material utilizado é o poliuretano, que já esteve envolvido em diversos incêndios devido à alta capacidade de combustão. Fique atento à ficha técnica do fabricante na hora de escolher essa tecnologia para sua construção no litoral.

3.5. Foils (Duralfoil)

Já os foils contam com uma ação bem diferente dos modelos anteriores, pois não agem sobre a condução, mas sobre a radiação. São lâminas altamente reflexivas que devolvem parte da radiação solar de volta para o meio ambiente. Isso impede que a energia seja transmitida para as estruturas da construção.

3.6. Mantas térmicas

As mantas térmicas podem ser feitas a partir de diversos materiais, cada qual com propriedades específicas. Em comum, eles apresentam uma maior flexibilidade e conformidade. A seguir falaremos dos principais tipos:

  • lã de vidro: fabricada a partir da sílica submetida a altas pressões, esse é um isolante fibroso com boa eficiência para bloquear processos de condução de calor, porém não atua na radiação;
  • lã de rocha: muito semelhante à anterior com a diferença de ser produzida a partir da diábase, uma rocha vulcânica;
  • Manta lã de PET: usualmente feita com garrafas recicladas, também só age sobre a condução de calor;
  • 3TC: além de um núcleo de poliestireno estendido maleável, que reduz grande parte da condução de calor, o 3 TC conta com duas camadas de lâmina reflexiva. Desse modo, pode atuar sobre todos os processos de transmissão de energia térmica. Por isso, falaremos dele, no final do post.

Por serem maleáveis, as mantas são utilizadas nas superfícies que exigem maior flexibilidade do material, como as quinas dos pisos e das paredes.

3.7. Placas térmicas

As placas térmicas costumam ser fabricadas com os mesmos apresentados acima. A grande diferença está nas técnicas de produção. Aqui, há um adensamento muito maior dos materiais ou um aumento na espessura. Com isso, se formam estruturas rígidas. São essenciais para regiões que não podem oferecer sustentação para as mantas ou que precisam de um reforço, que é o caso de construção no litoral.

3.8. O 3TC

O 3TC é baseado nas tecnologias desenvolvidas pela NASA para os trajes espaciais dos astronautas, uma vez que o Espaço está sujeito a amplas variações de energia. Seu principal diferencial é atuar sobre os três processos de transmissão de calor.

O seu núcleo de poliestireno estendido é altamente eficiente para impedir a condução de calor. Então, toda a energia vinda do contato com as massas de ar e com o solo pode ser mitigada.

Já as lâminas refletivas são capazes de devolver mais de 90% da energia solar para o meio ambiente e impedir que ela aqueça a construção. Com isso, temos um sistema completo de isolamento com a máxima eficiência.

Outro grande benefício desse sistema de isolamento térmico é que ele permite a utilização de outras técnicas construtivas que não eram tão eficientes para as regiões litorâneas. Por exemplo, as telhas metálicas seriam as opções ideais para evitar que as peças se soltem com a ação do vento, uma vez que elas são pregadas diretamente nas terças.

Contudo, elas transmitiam todo o calor da radiação solar para o ambiente interno. Com o isolamento, esse problema é eliminado, visto que as mantas podem ser integradas às telhas e trazer a máxima eficiência térmica para o ambiente.

Ademais, o 3TC é um material totalmente impermeável e pode reforçar ― ou mesmo substituir ― os sistemas de impermeabilização necessários para as construções litorâneas. Por conseguinte, ao utilizá-lo, você garante o conforto térmico mesmo diante do calor mais intenso e protege sua construção contra os potenciais danos ambientais.

Portanto, o sucesso da sua construção no litoral depende da escolha dos materiais e dos métodos construtivos certos. É imprescindível investir bastante a fim de prevenir os mais diversos riscos, como ventos fortes, temperaturas elevadas e alta umidade. Assim, é possível manter o conforto térmico e aumentar a vida útil de cada estrutura.

Você conhecia todos esses cuidados essenciais para as construções no litoral? Não?! Provavelmente muita gente também não conhece! Então, não deixe de compartilhar nosso post nas redes sociais!