Neste artigo, consideramos as implicações de uma transformação digital para a produção agrícola. Diante disso muito tem sido discutida a agricultura 5.0, que tem a promessa de revolucionar a forma como produzimos os alimentos. Ela impactará não apenas na produtividade, como melhorará a qualidade e o impacto ambiental.

Mas, afinal, o que é a agricultura 5.0? E como surgiu este conceito? Saiba mais lendo aqui!

História da agricultura 5.0

Foi durante um evento da Alltech ONE Virtual Experience, que o empresário Robert Saik comentou sobre práticas agrícolas tecnológicas a serem aplicadas em uma nova era da agricultura. Para ficar mais claro, vamos falar das 5 eras da agricultura.

Agricultura 1.0

A “Era do Músculo”, isto é, quando a agricultura estava baseada na produção de alimentos, por demanda e necessários à sobrevivência social.

Agricultura 2.0

A “Era da Máquina”, no processo histórico da Revolução Industrial, quando a industrialização trouxe benefícios mudando radicalmente o modo de vida social.

Agricultura 3.0

A “Era da Química”, com a orientação de produtos agroquímicos, o que gerou um ápice entre os anos 60 e 80.

agricultura 5.0

Agricultura 4.0

A “Era da Biotecnologia/Genética”, que a partir dos anos 90, surge como culturas geneticamente modificadas, tolerantes a herbicidas.

Agricultura 5.0

A “Era da Convergência”, onde entraria pela adoção em grande escala de tecnologias e conectividade.

Segundo Robert Saik, o futuro está cada vez mais inter-relacionado ao conceito de machine learning, juntamente com a gestão de dados.

A agricultura 5.0 oferece a capacidade de utilizar a tecnologia para converter dados precisos em conhecimento para conduzir e apoiar a tomada de decisões complexas.

Portanto, as tecnologias inteligentes conseguirão oferecer informações locais específicas aos agricultores. E com isso, eles podem tomar decisões mais assertivas.

Como tal, a agricultura 5.0 reflete uma mudança do gerenciamento generalizado de recursos agrícolas para um gerenciamento altamente otimizado, individualizado, em tempo real e hiperconectado.

Assim, temos três pilares da agricultura digital: robótica, sensores e plataformas de Big Data. A análise de dados e o suporte à decisão são fundamentais para a agricultura digital. No entanto, também pode haver dificuldade para interpretar ou fazer uso deles em decorrência de seu volume e complexidade.

Apesar desses desafios, existem vários exemplos de tecnologias disponíveis, desde soluções de software de gerenciamento de fazendas até ferramentas de suporte à decisão, que mostram como as capacidades analíticas estão avançando.

A extensão em que a agricultura digital irá habilitar esses processos de rede é uma consideração importante. Os sistemas inteligentes formalizam e transferem seu conhecimento e apoio a outros agricultores na tomada de decisões cotidiana.

Com isso, muitos agricultores começaram a se mobilizar e se organizar — por exemplo, em cooperativas, comunidades online, para criar e compartilhar know-how, tecnologias e experiências de compreensão de big data.

 

A transição da revolução agrícola para a Agricultura 5.0

O desafio de alimentar o futuro é frequentemente visto no contexto global de crescimento populacional e no número crescente de consumidores. Esses fatores sugerem que a agricultura deve se tornar 70% mais produtiva até 2050.

Se os agricultores falharem nessa tarefa, pode-se prever grandes problemas sociais e políticos. Além do desafio de produzir mais alimentos e, ao mesmo tempo cuidar da saúde do planeta, outros fatores-chave devem ser considerados.

Hoje, o número de pessoas com fome e obesas está aumentando. Doenças crônicas como diabetes e infarto estão entre os maiores problemas de saúde pública, e 30% dos alimentos do mundo são desperdiçados. No entanto, há boas notícias.

Se todos mudassem para as dietas recomendadas, não apenas seríamos mais saudáveis, mas também precisaríamos de menos terras aráveis. E isso deveria significar mais espaço para a biodiversidade.

Quando todos esses fatores são considerados, a agricultura 5.0 precisa abranger pelo menos, os recursos a seguir.

Primeiro, precisamos produzir mais alimentos em menos terra e com menos insumos, o que permitirá que os agricultores se tornem mais produtivos enquanto reduzem a pegada ambiental da agricultura.

Isso nos leva ao nosso segundo ponto, onde as tecnologias da revolução agrícola digital não são uma panaceia. Em particular, um enfoque na capacitação de gênero, acesso a mercados e ferramentas de baixo custo poderia ser mais eficaz na promoção da segurança alimentar em algumas regiões do mundo.

Terceiro, devemos enfrentar o desperdício e a distribuição de alimentos. Ambos serão difíceis de resolver. Quaisquer propostas para lidar com o desperdício de alimentos, por exemplo, devem considerar que as razões pelas quais os alimentos são perdidos variam radicalmente de um lugar para outro.

Em alguns locais, o desperdício de alimentos ocorre principalmente na fazenda como resultado de práticas de armazenamento ineficientes. Nas partes mais ricas do mundo, o desperdício de alimentos é um problema causado por supermercados, restaurantes e residências.

Assim, à medida que os países ficam ricos o suficiente, começam a investir em instalações de armazenamento de alimentos nas fazendas para reduzir a perda de alimentos.

E em quarto lugar, qualquer consideração sobre como alimentar o futuro deve incluir a compreensão do impacto que as escolhas alimentares têm no planeta.

 

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Agricultura 5.0: o papel da inteligência artificial, IoT & aprendizado de máquina

O “machine learning” fornece uma visão geral integrativa dos últimos desenvolvimentos no domínio da agricultura. Na verdade, vem mostrando como as práticas agrícolas tradicionais estão sendo aprimoradas e modificadas pela automação pela introdução de soluções tecnológicas:

  • ​reduzindo os riscos;
  • aumentando a sustentabilidade;
  • fornecendo decisões preditivas ao agricultor;
  • tornando a agricultura mais produtiva.

Desta forma, uma abordagem é usada para destacar a aplicabilidade e adoção de tecnologias e técnicas essenciais, em atividades agronômicas que vão desde a coleta de informações, análise e extração de insights significativos.

Porém, é geralmente aceito que a agricultura 5.0 proporcionará uma mudança radical em eficiência, produtividade e sustentabilidade, tanto no nível da fazenda quanto em toda a cadeia produtiva. Por outro lado, os sistemas de detecção e análises podem fornecer aos produtores melhores informações para tomar decisões mais oportunas com resultados mais previsíveis.

Assim, com os rápidos desenvolvimentos na Internet das Coisas (IoT), computação em nuvem, robótica e inteligência artificial estão acelerando a transição para a agricultura inteligente, a agricultura de precisão melhora a sustentabilidade. A expectativa é que as abordagens de agricultura 5.0 inteligente irão, em última instância, melhorar a aprendizagem social.

No entanto, embora esta quinta onda de revolução agrícola traga a promessa de ganhos múltiplos, também traz consigo questões técnicas, sociais, econômicas, éticas e práticas. Isto, com implicações significativas para a forma como a agricultura comercial é estruturada, praticada e governada.

Desta forma, os aplicativos e plataformas digitais têm o potencial de mudar drasticamente a maneira como o conhecimento é processado, comunicado, acessado e utilizado. Para os agricultores, os aplicativos digitais fornecerão recursos de tomada de decisão que antes não eram possíveis.

À medida que as máquinas inteligentes e as redes de sensores aumentam nas fazendas, os processos agrícolas se tornarão cada vez mais orientados e habilitados para dados.

Aprendendo com o passado para informar o futuro

Embora possa parecer ambicioso argumentar que a próxima revolução agrícola deve combinar melhor ciência e tecnologia com equidade social e sustentabilidade, há fortes antecedentes de pessoas que defenderam tais posições no passado.

Acreditamos firmemente que a humanidade precisa de uma nova revolução agrícola que esteja centrada em reconciliar a necessidade de produzir nutrição suficiente para a crescente população humana com nossa necessidade de respeitar melhor a saúde planetária.

Esta nova revolução, assim como as anteriores, envolverá tecnologias que remodelarão a forma como os produtores trazem os produtos ao mercado, o armazenam e mudam as dietas dos consumidores.

Você acha  que a análise acurada dos dados pode revolucionar a agricultura? Deixe sua opinião nos comentários!

Como você sabe, a logística no agronegócio é um assunto muito comentado. Afinal, o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de soja, café e carne. Além disso, o país se destaca na produção de milho, frutas cítricas, açúcar e de produtos inusitados como sisal, fumo, coco e mandioca.

De fato, que o país vive anos de prosperidade e tem caminhado na contramão dos demais, mesmo em meio a crise provocada pelo novo coronavírus. Isso faz com que o comércio internacional seja um dos pilares que sustenta o bom desempenho do setor, turbinado pela alta do preço das commodities e pela desvalorização do real frente ao dólar.

Claro, esse cenário poderia ser ainda melhor. Como? O setor logístico precisa ser ampliado e melhorado, vencendo desafios como a pequena capacidade de armazenamento e a dependência da malha rodoviária.

Ficou interessado? A seguir explicaremos melhor esse assunto. Vamos lá? Acompanhe!

O que é logística no agronegócio?

A logística rural foca na administração da cadeia produtiva como armazenagem, transporte, estoque, etc. Quando bem executada, garante que o produtor não sofra prejuízos e se torne mais competitivo.

Podemos dizer, então, que a logística organiza a empresa rural para garantir que a produção seja realizada da melhor forma possível e sem desperdícios. Além disso, visa reduzir o tempo de produção e assegurar que o produto final seja entregue aos clientes no prazo previamente estipulado. O objetivo, portanto, é maximar o lucro.

Por que a logística no agronegócio é importante?

A logística no agronegócio é especialmente importante visto que a maior parte dos produtos do setor são perecíveis e precisam observar condições específicas de cultivo, colheita e transporte.

Isso significa quem sem uma boa logística, os produtos do agronegócio não conseguem chegar em tempo hábil no consumidor final e nem aumentar sua lucratividade, o que é ruim para todo o país, já que o setor é responsável por cerca de 21,6% do PIB nacional.

logística para o agronegócio

Foto: rayflex.com

Quais são os principais desafios do setor?

Para desenvolver todo o seu potencial e garantir a maior lucratividade possível, a logística no agronegócio deve superar alguns desafios. Alguns deles, no entanto, dependem de investimentos do governo e não dos produtores. Já outros podem ser viabilizados pelos representantes do setor:

Dependência da malha rodoviária

O setor do agronegócio, assim como os demais setores industriais do país, depende diretamente da malha rodoviária para escoar a produção. De fato, cerca de 75% dos produtos consumidos no país circulam pelas rodovias, por isso o país para quando os caminhoneiros resolvem entrar em greve.

Isso torna os produtores rurais muito dependentes desse tipo de transporte, que além de lento é caro.

Os outros 25% do produtos consumidos no país viajam entre ferrovias, hidrovias e outros modelos. Uma boa ideia seria aumentar esse tipo de transporte, ligando ferrovias diretamente a portos, por exemplo.

O problema é que as rodovias brasileiras estão em péssimo de estado de conservação, o que aumenta o tempo de transporte e encarece o valor final dos produtos. Além disso, isso faz com o setor se torne dependente do transporte por caminhão.

Infraestrutura de armazenamento insuficiente

Outro desafio do setor diz respeito a baixa capacidade de armazenamento. Isso faz com que a produção tenha que ser vendida e escoada rapidamente, o que dá pouca autonomia aos produtores.

De fato, como os produtos agrícolas não podem ser armazenados, é preciso vender logo após a colheita, quando a oferta é grande e o preço despenca. A capacidade de armazenamento de produção de um país deve ser 20% maior que sua capacidade produtiva. No entanto, no Brasil esse número é 27% menor do que a produção.

Dificuldade para escoar os produtos

Escoar a produção é um dos principais desafios da logística no agronegócio. Isso ocorre porque o produtor tem que vencer uma longa distância até os pontos de escoamento internacionais. (aeroportos e portos).

Desperdício da produção

O desperdício no agronegócio é enorme. De fato, uma parte considerável da colheita é desperdiçada entre o transporte e o armazenamento no distribuidor, o que encare o preço de venda para o consumidor final.

Alto custo da produção

Produzir no Brasil é caro. Isso acontece porque é preciso importar insumos, já que o país não produz todas as máquinas e fertilizantes utilizados na lavoura. Além disso, as sementes e os defensivos são cotados em dólar.

Por isso o custo-benefício é pequeno, pois, como mencionado, os produtos são vendidos no momento da colheita quando o preço é menor.

Quais são as estratégias para uma boa logística no agronegócio?

A logística no agronegócio deve agir sobre a movimentação de insumos e serviços, para garantir que a produção não seja interrompida.

Logística de apoio à produção agropecuária

Essa etapa dá suporte a movimentação dos produtos na empresa e visa melhorar processos como manuseio, armazenagem, estoque e entrega.

A logística no agronegócio deve garantir a disponibilidade dos produtos durante o ano inteiro, o que é fundamental para que as empresas atendam a demanda, sem enfrentar prejuízos devido à falta ou ao excesso de produtos.

A melhor forma de conseguir isso é atualizar as informações em tempo real e movimentar a quantidade correta de carga, evitando formar grandes estoques. Além disso, a armazenagem não deve atrapalhar a produção, o que pode gerar prejuízos ao setor.

Logística de distribuição

A logística no agronegócio deve observar aspectos como a fragilidade e a perecibilidade dos produtos. O desafio, portanto, é garantir que o produto mantenha sua qualidade, por isso, eventuais atrasos podem acarretar perdas e prejuízos para o produtor rural.

Por isso, é necessário observar os seguintes cuidados.

Cuidados com a armazenagem

Cada produto deve observar um tipo de armazenamento específico. O controle da umidade e da temperatura é fundamental para preservar a qualidade dos alimentos, seja no armazenamento, seja no transporte.

Por isso, é preciso investir em produtos que garantam que esses lugares tenham um isolante eficiente e versátil, que se adapta as necessidades do seu negócio. Ademais, é preciso observar o caminhão certo para cada item que será transportado, visando garantir que os produtos cheguem ao consumidor final ainda frescos e prontos para o consumo.

Atenção com as embalagens escolhidas para cada produto

Claro, para manter a integridade dos produtos é fundamental que as embalagens estejam integras. É importante, também, observar o número máximo itens que podem ser empilhados e o prazo de validade deles.

Isso manterá a integridade das embalagens e de toda a produção em estoque, garantindo maior lucratividade.

Cuidados extras com produtos sazonais

Produtos sazonais tem disponibilidade limitada, por isso requerem cuidados redobrados. Aqui, vale usar embalagens especiais e redobrar a atenção durante o transporte para evitar desperdícios.

Foco no prazo

Quem lida com produtos perecíveis deve estar sempre atento aos prazos de cada produto. Atrasos podem fazer com que os itens se estraguem, gerando prejuízos. A logística no agronegócio deve integrar todas as etapas do processo logístico de modo a preservar a qualidade dos produtos e garantir que eles sejam entregues no prazo estipulado.

Infelizmente, superar os desafios da logística no agronegócio não é uma tarefa simples. Expandir e modernizar a malha viária, por exemplo, exige investimento do governo, o que muitas vezes não acontece.

O setor público também é responsável pela implantação de malhas ferroviárias e hidroviárias capazes de escoar a produção agrícola.

No entanto, o produtor agrícola pode otimizar a produção para garantir de modo a se tornar menos dependente do transporte rodoviário. Como? O primeiro passo é organizar o cultivo para aproveitar a sazonalidade do ano e as condições de produção.

Três pontos devem ser melhor organizados:

  • insumos (como fertilizantes e sementes);
  • modernização da produção (com implantação de tecnologias que aumentem a produção);
  • distribuição (planejamento de rotas e utilização da malha ferroviária e hidroviária, sempre que possível).

A melhoria da logística no agronegócio também impõe a automação de processos. Sistemas de coleta de dados. Processamento automatizado de tarefas fornecem um ecossistema robusto que ajuda o produtor a obter melhor lucratividade.

Modernas tecnologias também ajudam a controlar a qualidade dos produtos na terra e preveem o tempo de maneira mais assertiva. Também é possível automatizar a colheita e o transporte da produção.

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A agricultura orgânica é um método agrícola promissor com efeitos positivos no ambiente ecológico e social humano. Desta forma, os governos assumiram um papel importante na definição para a agricultura orgânica através da criação de padrões legais. Neste guia completo, você conhecerá os meios legais para atingir os padrões da agricultura orgânica, de forma bastante efetiva. Continue lendo!

Breve histórico da agricultura orgânica

Muitos países em todo o mundo estabeleceram um sistema de certificação e credenciamento para proteger as expectativas dos consumidores com relação ao processamento da produção orgânica. E, também, para proteger os produtores de pessoas que cometem práticas comerciais fraudulentas. Por isso é importante ter atenção aos padrões da agricultura orgânica.

Assim, como são relevantes para o comércio mundial, esses padrões não apenas influenciam o movimento da agricultura orgânica nacional, mas também têm um impacto inverso além das fronteiras.

A agricultura orgânica no Brasil foi estabelecida em um processo de baixo para cima, à medida que os agricultores buscavam desenvolver formas sustentáveis ​​de usar os recursos naturais. Além disso, o conhecimento tradicional e a consciência socioecológica foram a base principal para o desenvolvimento da agricultura orgânica.

E, como o interesse público na agricultura orgânica cresceu rapidamente nos últimos anos, o processo de definição da agricultura orgânica não está mais nas mãos dos agricultores, mas em toda a sociedade. No entanto, também existem problemas não resolvidos entre as necessidades de harmonização global e a adaptabilidade local das normas sobre os padrões da agricultura orgânica.

Neste artigo, trazemos o debate atual mostrando as perspectivas futuras para um maior desenvolvimento.

agricultura organica

Estratégias para alimentar o mundo de forma mais sustentável com a agricultura orgânica

A agricultura orgânica é proposta como uma abordagem promissora para alcançar sistemas alimentares sustentáveis. Porém, a sua viabilidade também é complexa. Na análise do papel que a agricultura orgânica pode desempenhar nos sistemas alimentares sustentáveis, aqui, mostramos que uma conversão de 100% para a agricultura orgânica precisa de mais terra do que a agricultura convencional. Porém, reduz o excesso de nitrogênio e o uso de pesticidas.

No entanto, em combinação com as reduções de desperdício de alimentos e rações de alimentos provenientes de terras aráveis, o uso da terra na agricultura orgânica permanece abaixo do cenário de referência. Outros indicadores, como as emissões de gases de efeito estufa, também melhoram, mas o fornecimento adequado de nitrogênio é um desafio.

Além de focar na produção, os sistemas alimentares sustentáveis ​​precisam lidar com o desperdício, as interdependências lavoura-grama-pecuária e o consumo humano. Nenhuma das estratégias correspondentes precisa de implementação total e sua implementação parcial combinada proporciona um futuro alimentar mais sustentável.

Com isso, a intensificação da agricultura aumentou muito a disponibilidade de alimentos nas últimas décadas. No entanto, isso levou a impactos ambientais adversos consideráveis, como aumentos no suprimento excessivo de nitrogênio reativo, emissões de gases de efeito estufa e perdas de biodiversidade.

É comumente dito que até 2050, a produção agrícola terá que aumentar ainda mais em 50% para alimentar a população global projetada de mais de 9 bilhões. Este desafio é ainda mais agravado pela mudança dos padrões alimentares. É, portanto, crucial conter os impactos ambientais negativos da agricultura, garantindo ao mesmo tempo que a mesma quantidade de alimentos possa ser entregue.

Existem muitas propostas para atingir esse objetivo, como aumentar ainda mais a eficiência na produção e no uso de recursos. Outra proposta é a adoção de abordagens integradas, como agroecologia e produção orgânica. A redução do consumo de produtos de origem animal e o desperdício de alimentos também é outra proposta.

A solução da agricultura orgânica

padrões na agricultura

A agricultura orgânica é uma sugestão concreta. Ela evita o uso de fertilizantes e pesticidas sintéticos, promove a rotação de culturas e concentra-se na fertilidade do solo e nos ciclos fechados de nutrientes. O desempenho positivo da agricultura orgânica, quando medido em relação a uma série de indicadores ambientais, tem sido amplamente assertivo.

No entanto, os sistemas orgânicos produzem rendimentos mais baixos e, portanto, requerem áreas maiores de terra para produzir a mesma saída que os sistemas de produção convencionais. Como consequência, a capacidade da agricultura orgânica de alimentar o mundo de forma sustentável está sendo desafiada.

Assim, avaliamos os contextos em termos de mudanças no sistema alimentar complementar em que uma conversão para a agricultura orgânica pode contribuir para sistemas alimentares mais sustentáveis.

Talvez, essa combinação de múltiplas estratégias pode fornecer disponibilidade global adequada de alimentos, com resultados positivos em todos os indicadores ambientais, incluindo a demanda de área de cultivo.

Aqui, portanto, mostramos as mudanças necessárias no sistema alimentar em nível global. Porém, enfatizamos que a mudança estrutural no sistema alimentar e os caminhos que levam ao aumento da proporção de alimentos produzidos organicamente serão diferentes regionalmente. Assim, as características locais e regionais devem ser levadas em consideração.

A certificação orgânica e os padrões da agricultura orgânica

A certificação orgânica é um processo de normatização para produtores de alimentos orgânicos e outros produtos agrícolas orgânicos. Em geral, qualquer empresa diretamente envolvida na produção de alimentos pode ser certificada, incluindo:

  • fornecedores de sementes;
  • agricultores;
  • processadores de alimentos;
  • varejistas;
  • restaurantes.

Uma contraparte menos conhecida é a certificação para têxteis orgânicos (ou roupas orgânicas), que inclui a certificação de produtos têxteis feitos de fibras cultivadas organicamente.

Na verdade, os requisitos variam de país para país e geralmente envolvem um conjunto de padrões de produção para cultivo, armazenamento, processamento, embalagem e envio que incluem:

  • evitar insumos químicos sintéticos (por exemplo, fertilizantes, pesticidas, antibióticos, aditivos alimentares), irradiação e uso de lodo de esgoto;
  • evitar sementes geneticamente modificadas;
  • uso de terras agrícolas que estão livres de insumos químicos proibidos há vários anos (frequentemente, três ou mais);
  • para gado, aderindo a requisitos específicos de alimentação, alojamento e reprodução;
  • manter registros detalhados de produção e vendas por escrito (trilha de auditoria);
  • manter a separação física estrita de produtos orgânicos de produtos não certificados;
  • submissão a inspeções periódicas no local.

Em alguns países, a certificação é supervisionada pelo governo e o uso comercial do termo orgânico é legalmente restrito. Os produtores orgânicos certificados também estão sujeitos aos mesmos regulamentos agrícolas de segurança alimentar e outros regulamentos governamentais que se aplicam aos produtores não certificados.

Assim, alimentos orgânicos certificados não são necessariamente livres de pesticidas, pois certos pesticidas são permitidos.

Qual é o objetivo da certificação orgânica?

A certificação orgânica atende a uma crescente demanda mundial por alimentos orgânicos. Tem como objetivo garantir qualidade e prevenir fraudes, além de promover o comércio.

Embora tal certificação não fosse necessária nos primeiros dias do movimento orgânico, quando os pequenos agricultores vendiam seus produtos diretamente nos mercados, cada vez mais consumidores estão comprando alimentos orgânicos através dos canais tradicionais, como supermercados.

Como tal, os consumidores devem confiar na certificação regulatória de terceiros. Já para os produtores orgânicos, a certificação identifica fornecedores de produtos aprovados para uso em operações certificadas.

agricultura organica

Para os consumidores, “certificado orgânico” serve como garantia do produto, semelhante a “baixo teor de gordura”, “100% trigo integral” ou “sem conservantes artificiais”.

A certificação visa, essencialmente, regular e facilitar a venda de produtos biológicos aos consumidores. Assim, organismos de certificação individuais têm suas próprias marcas, que podem atuar como referência para os consumidores. Na verdade, uma certificadora pode promover o alto valor de reconhecimento do consumidor de seu logotipo como uma vantagem de marketing para os produtores.

Métodos para certificação de terceiros

Na certificação de terceiros, a fazenda ou o processamento dos produtos agrícolas são certificados de acordo com os padrões orgânicos nacionais ou internacionais por uma agência de certificação orgânica credenciada. Para certificar uma fazenda, por exemplo, o agricultor é normalmente obrigado a se envolver em uma série de novas atividades, além das operações agrícolas normais.

Desta forma, avalie assim:

  1. Estude os padrões orgânicos, que cobrem em detalhes específicos o que é e o que não é permitido em todos os aspectos da agricultura, incluindo armazenamento, transporte e venda.
  2. Veja a conformidade – as instalações da fazenda e os métodos de produção devem estar em conformidade com os padrões, o que pode envolver a modificação das instalações, aquisição e mudança de fornecedores, etc.
  3. Analise a documentação – uma papelada extensa é necessária, detalhando o histórico da fazenda e a configuração atual, e geralmente incluindo resultados de testes de solo e água.
  4. Reveja o planejamento – um plano de produção anual por escrito deve ser apresentado, detalhando tudo, desde a semente até a venda: fontes de sementes, campos e locais de cultivo, fertilização e atividades de controle de pragas, métodos de colheita, locais de armazenamento, etc.
  5. Faça a inspeção – são necessárias inspeções anuais na fazenda, com uma visita física, exame de registros e uma entrevista oral.
  6. Contabilize as taxas – uma taxa anual de inspeção/certificação. Existem programas de assistência financeira para a qualificação de operações certificadas.
  7. Realize a manutenção de registros – registros escritos, diários da agricultura e comercialização, cobrindo todas as atividades, devem estar disponíveis para inspeção a qualquer momento.

Além disso, podem ser feitas inspeções de curto prazo e podem ser solicitados testes específicos (por exemplo, solo, água, tecido vegetal).

Para a certificação de fazenda, de primeira vez, o solo deve atender aos requisitos básicos, como estar livre do uso de substâncias proibidas (produtos químicos sintéticos) por vários anos. Uma fazenda convencional deve aderir aos padrões orgânicos para este período, geralmente de dois a três anos. As culturas de transição não são consideradas totalmente orgânicas.

A certificação para operações que não sejam fazendas segue um processo semelhante. O foco está na qualidade dos ingredientes e outros insumos, além das condições de processamento e manuseio.

Uma empresa de transporte seria obrigada a detalhar o uso e a manutenção de seus veículos, depósitos, contêineres e assim por diante. Um restaurante teria suas instalações inspecionadas e seus fornecedores verificados como certificados orgânicos.

A escolha e definição dos padrões de certificação

Há opções de certificação que podem ser alternativas. Basicamente, onde existem leis orgânicas, os produtores não podem usar o termo legalmente sem certificação.

Para contornar esse requisito legal de certificação, várias abordagens alternativas de certificação, usando termos atualmente indefinidos como “autêntico” e “natural”, estão surgindo.

Por exemplo, o organismo “Codex Alimentarius” da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e Agricultura foi estabelecido com objetivos de proteger a saúde dos consumidores e garantir práticas justas no comércio internacional de alimentos. O Codex é reconhecido como referência internacional para a resolução de litígios relativos à segurança alimentar e proteção do consumidor.

Até a década de 1980, a indústria de alimentos orgânicos era composta principalmente de pequenos agricultores independentes, que vendiam localmente. Agora, com a “certificação orgânica”, trata-se de uma questão de confiança, baseada na relação direta entre o produtor e o consumidor.

Embora o processo de certificação seja descrito pelos produtores como difícil e caro, por outro lado, vários produtores reconheceram o efeito positivo de ganhar acesso ao mercado emergente.

E a certificação orgânica no Brasil?

A certificação de orgânicos no país começou ainda nos anos 1980, quando as primeiras iniciativas saíram de cooperativas de consumidores no Rio Grande do Sul, com a COOLMÉIA. Mas foi no Rio de Janeiro, onde se criou as primeiras normas para credenciamento, em 1986, contando com reconhecimento internacional.

A partir de então, com as primeiras exportações, nos anos 1990, o crescimento da demanda passou a ser maior. Em 1995, o Governo Federal criou o Comitê Nacional de Produtos Orgânicos (CNPO), a fim de elaborar normas para a agricultura orgânica  nacional, juntamente com ONGs, EMBRAPA, Ministério do Meio Ambiente e Universidades. No ano seguinte, em 1996, surge o primeiro selo orgânico, vistos nos principais mercados de São Paulo.

A certificação de produtos orgânicos hoje é credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), mas atribuída pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Assim, os produtos são garantidos e obedecem às normas legais e práticas da produção orgânica.

Com isso, a certificação surge no modelo de selo no rótulo ou diretamente na embalagem do produto. Quem faz essa certificação é o Ministério da Agricultura, que acompanha fiscalizando junto ao MAPA, tudo o que precisa para atualizar os dados dos produtores.

Assim, no Brasil o produtor preenche o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, quando estiver já certificado com:

  1. Certificação por Auditoria.
  2. Sistema Participativo de Garantia (SPG).
  3. Controle Social na Venda Direta.

Se caso houver indício de fraude, algumas medidas são tomadas como advertência, autuação, apreensão dos produtos, retirada do cadastro e suspensão do credenciamento. Além disso, punições e multas podem ser aplicadas, onde variam de R$ 100 a R$ 1 milhão de reais.

Então, como vimos, a importância da certificação está na garantia da qualidade do produto, do serviço prestado ao consumidor, na regulamentação dos processos e tecnologias envolvidas, além de manter o padrão ético do movimento orgânico.

Mas para que o mercado de orgânicos seja um sucesso é necessário que a confiança dos consumidores na certificação seja assegurada. Isso, só é possível, graças à legislação existentes.

Essa qualificação também faz parte do sistema determinados pelo Departamento Técnico dessas agências que certificam, promovendo reuniões frequentes com especialistas agrônomos, veterinários e produtores, tudo em sincronia com as autoridades brasileiras.

O mercado de produção orgânica vem crescendo no Brasil, onde podemos ver produtos como sucos, laticínios, óleos, pães, especiarias, bebidas fermentadas, frutas, legumes e hortaliças, açúcar, café, extratos vegetais, carnes, etc. Hoje, os grupos de produtores se dividem em pequenos agricultores familiares (associações e cooperativas) e agricultores familiares.

Com isto, percebemos como o processo da regulamentação dos padrões da agricultura orgânica vão se desenvolvendo gradativamente no Brasil, em conformidade com a demanda externa e interna.

Para saber mais sobre manuais de certificação orgânica no Brasil, confira nossas sugestões de leitura dos principais guias:

Paripassu – IEA SPOrganics

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Você sabe a importância do agronegócio e mercado exterior para o Brasil? De fato, esse setor move a economia, emprega grande parte da mão de obra ativa do país e faz com que a indústria se desenvolva cada vez mais.

Neste artigo vamos explicar a importância do agronegócio e mercado exterior e quais países são os maiores parceiros comerciais do Brasil. Vamos lá? Acompanhe!

Agronegócio e mercado exterior: qual a importância do agronegócio brasileiro para o comércio internacional?

O agronegócio brasileiro se expandiu consideravelmente nos últimos anos. Entre 1996 e 2004, o setor cresceu 8%, atingindo seu pico em 2004, quando o aumento da produção foi de 25,9%.

No mesmo período, as exportações passaram de US$ 13,9 bilhões para US$ 96,7 bilhões, um aumento de 7,7% ao ano. Outra marca do agronegócio e mercado exterior? A importação de derivados agrícolas também cresceu, atingindo US$ 16,6 bilhões em 2014.

Em 2014, a balança comercial do agronegócio e mercado exterior atingiu o astronômico valor de R$ 80 bilhões, movimentando 25% do fluxo comercial brasileiro. Nesse mesmo ano, o país exportou produtos agropecuários cerca de seis vezes mais do que importou.

Ainda entre 1996 e 2004, o Brasil foi capaz de abastecer o mercado interno e gerar excedentes exportáveis em escala suficiente para ocupar um papel de destaque no mercado internacional.

Além disso, o agronegócio e mercado exterior elevou o país a um dos principais players de diversas cadeias, fato fundamental para garantir o papel singular do setor nas contas externas brasileiras.

Qual a importância do agronegócio para a economia brasileira (equilíbrio do balanço de pagamentos)?

O agronegócio e mercado exterior têm contribuído positivamente para o crescimento da economia brasileira.

De fato, o setor é o que mais contribui para a geração de emprego e renda e para a balança comercial, fator fundamental para garantir a estabilidade macroeconômica do país por meio dos saldos positivos da balança comercial.

Vamos aos números? Entre 2000 e 2014, o volume acumulado de exportações foi de 216,45%. Já os preços externos, para o mesmo período, tiveram um aumento de 97,42%.

agronegócio e mercado exterior

Qual a importância do agronegócio para a economia brasileira (produtos agropecuários brasileiros no mercado internacional)?

O agronegócio e o mercado exterior é um assunto muito rico. Nos últimos anos, o país apostou na diversificação, tanto de produtos quanto de destinos.

De fato, em 2003, o Brasil passou a exportar para 209 países e países da Ásia, Oriente Médio, Europa Oriental e África passaram a se destacar como parceiros comerciais.

Outra mudança ocorreu no cultivo, que passou por um intenso processo de modernização. Além disso, o setor foi beneficiado por mudanças políticas que favoreceram a economia nacional como as reformas estruturais e a liberalização comercial.

Reformas estruturais incluíram a privatização de empresas estatais e o estabelecimento de uma união aduaneira, o Mercosul, com outros países da América do Sul. De fato, economia brasileira encontra-­se hoje muito mais sólida do que há dez anos, o que favorece ainda mais o agronegócio e o mercado exterior.

Qual região brasileira é altamente dependente do agronegócio?

A agricultura e a pecuária são notadamente mais desenvolvidas nas regiões sudeste, sul e centro-oeste. No entanto, todas as regiões brasileiras dependem do agronegócio e mercado exterior, em maior e em menor grau.

A produção de cana-de-açúcar, de soja e de carne para exportação são as mais relevantes impulsionadas, principalmente, pelo aumento do consumo nacional e internacional.

A região Sul do país exibe intensiva modernização agrícola. Além de soja, cultiva-se milho, cana-de-açúcar e algodão. Na pecuária, os maiores destaques são as produções de carne de porco de aves.

Na região Sudeste, assim como na região Sul, destacam-se a alta tecnologia, a alta produtividade do solo e a produção mecanizada. Nessa região, a produção visa abastecer, principalmente, a indústria.  A produção de empregos é limitada já que a região conta com grande presença de máquinas para realizar o trabalho. Os principais produtos cultivados são o café, a cana-de-açúcar e as frutas tropicais.

Já na Zona da Mata nordestina, mais úmida, há predominância da monocultura de cana-de-açúcar voltada para a produção de álcool e açúcar. Nas áreas semi-áridas, de produção mais mecanizada, destaca-se a agricultura familiar. O principal cultivo é o de frutas, como o melão, a uva, a manga e o abacaxi.

A região centro-oeste é uma área de produção mecanizada, que atualmente expande suas fronteiras em direção à Amazônia. A melhoria do solo e o aumento da tecnologia favoreceu o cultivo de soja e de milho, voltados para o mercado externo.

Por fim, a região Norte se destaca por abrigar agriculturas em expansão do Centro-Oeste e do Nordeste. As atividades praticadas nessa área têm caráter extensivo e de baixa tecnologia. O cultivo da soja também se destaca nos estados amazônicos.

Qual é a importância do agronegócio para a economia brasileira?

O agronegócio supera o setor industrial no que diz respeito a participação na economia e a capacidade média produtiva. De fato, o setor é considerado o motor da economia brasileira e emprega um elevado número de trabalhadores.

O PIB do agronegócio brasileiro registrou alta de 1,2%, acumulando alta de 2,42% nos três primeiros meses do ano. Segundo pesquisadores do Cepea, o PIB do setor tem sido impulsionado, principalmente, pelo primário (ou “na porteira”), que cresceu 3,86% no acumulado do bimestre.

Qual o país se destacou na aquisição de produtos do agronegócio brasileiro?

A China é o mercado mais importante para as commodities agrícolas. O segundo país/região mais importante é a União Europeia. Nesses mercados, os acordos bilaterais de comércio incentivam as exportações brasileiras e garantem o papel pró-ativo do país.

Nessa direção, o aumento da produtividade dos principais produtos aliado ao aumento da demanda internacional, permitiram que o setor acumulasse superávits e estimulasse setores ligados ao serviço e ao comércio. Esse ponto merece destaque já que o setor se manteve em um patamar praticamente estável desde o início do século XXI.

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Análise de Resultado – Instalação do Isolamento Térmico 3TC

A 3TC é uma empresa que tem compromisso com o resultado, e por isso, seguimos uma metodologia indicada por órgãos reguladores competentes para cálculo de eficiência energética, bem como alguns métodos desenvolvidos por nossos engenheiros e, também de acordo com as normas técnicas de cada especificidade: térmica, ergonomia, etc. Nossa metodologia consiste em 3 etapas para análise de cada projeto:

Etapa 1: Análise Primária

Nesta etapa, a equipe técnica da 3TC Isolamento faz uma análise detalhada da estrutura de engenharia do local de instalação, bem como as potenciais dificuldades de instalação. Para medir a temperatura do teto, paredes e chão, utilizamos termômetros e câmera térmica, ambos com alta precisão. Para avaliar o conforto térmico e ergonomia, seguimos a NR-15, utilizando aparelhos de medição de acordo com a norma técnica. Para avaliar acusticamente utiliza-se de decibelímetros e calibrador acústico.

Etapa 2: Avaliação de Resultados

Após realizada a instalação do 3TC Isolamento, avaliamos a diferença entre o antes e o depois tanto na análise térmica, bem como a avaliação de ergonomia, conforto térmico e acústico. Os dados são planilhados, lançados no sistema, e feita uma análise por profissionais diferentes, para que o resultado seja o mais preciso possível. Dessa forma, a emissão dos laudos é feita com precisão, dados preciso e reais, informações corroboradas pela literatura.

Etapa 3: Emissão de Laudo Técnico

Depois de analisar, instalar e averiguar os resultados reais do antes e depois, chega a hora de apresentar para o cliente, com dados bem corroborados, o impacto da instalação do 3TC Isolamento. O laudo completo da 3TC inclui características térmicas de acordo com as normas cabíveis e específicas para as peculiaridades de cada projeto. Trabalhamos também com a emissão de laudos ou certificados ambientais e de segurança do trabalho, e outros documentos técnicos sob demanda.

Case CAMISC – Sobre a empresa

No dia 21 de outubro de 1962 a semente do cooperativismo era semeada no solo fértil de Mariópolis, município situado no sudoeste do Paraná. A sequência de resultados positivos espalhou o desenvolvimento nos municípios de Clevelândia, Vitorino e comunidade de Palmital em Clevelândia, no Paraná, e nos municípios de São Domingos, Jupiá e Galvão, no estado de Santa Catarina.

Hoje, a CAMISC disponibiliza uma estrutura física superior a 2 milhões de metros quadrados, com capacidade para recebimento de 140 mil toneladas de grãos, estruturada por uma equipe de colaboradores altamente qualificados e treinados para superar todas as expectativas e necessidades dos cooperados.

A diversidade de negócios ofertada em insumos agrícolas, recebimento, secagem e armazenagem de soja, milho, trigo, feijão; recebimento e resfriamento de leite; compra e venda de suínos através do sistema de integração e estrutura própria de supermercado, loja de peças e produtos veterinários, solidificaram ao longo de meio século a marca CAMISC.

Neste projeto, realizamos a instalação do 3TC Isolamento em duas UBS – UNIDADE DE BENEFICIAMENTE DE SEMENTES da Cooperativa CAMISC situadas em Mariópolis, PR e na cidade de São Domingos, SC.

 

Sobre o Local:

Esta é uma descrição da análise técnica referente aos locais de instalação e ao fornecimento do 3TC Isolamento para as UBS. A região do Sudoeste do Paraná é marcada por temperaturas extremas de frio e calor com grandes variações térmicas ao longo do ano

De acordo com os dados do site, Weather channel a temperatura na cidade de Mariópolis, PR ao longo do mês de Junho de 2020 teve uma máxima de 26ºC e uma mínima de 2ºC, enquanto a temperatura na cidade de São Domingos, SC ao longo do mês de Abril de 2021 uma máxima de 30ºC e uma mínima de 13ºC. Os dados mostram que existe a necessidade da utilização de sistemas de isolamento térmico nas estruturas de construção para manter o ambiente climatizado devido a amplitude térmica da região do Sudoeste do Paraná. As UNIDADES DE BENEFICIAMENTO DE SEMENTES têm como objetivo processar, estocar e garantir a qualidade e vigor das sementes ao longo de todo o processo.

Antes da instalação do sistema 3TC a estrutura local apresentava altas temperaturas com grande variação térmica ao longo do ano devido as condições climáticas da região.

O local e o método de armazenamento devem ser observados com especial atenção pelos produtores para garantir que a semente possa germinar e crescer com vigor.

A produção de sementes de soja, por exemplo, deve observar um rígido controle de qualidade para garantir que os consumidores tenham acesso a um produto em bom estado. Claro, isso exige investimento tecnológico, uma vez que as unidades de semente exigem processos cada vez mais modernos e inteligentes.

A amplitude térmica apresenta desafios para o armazenamento de sementes visto que o aumento de temperatura em cerca de 5ºC resulta em uma redução de até 50% na longevidade da semente. Essa variação contempla temperaturas na faixa de 0ºC a 50ºC.

Cada tipo de semente demanda uma condição específica, assim como cada região do Brasil
tem uma determinada condição climática, requerendo projeto e solução de armazenagem
diferenciadas. Além dessa expansão, todos os mercados (nacional ou internacional) têm
sido mais rigorosos nos controles de qualidade, em alguns casos com a exigência do
histórico dessas condições.

Sendo assim, estas condições climáticas fizeram com que a Cooperativa CAMISC decidisse
por utilizar a tecnologia 3TC para reduzir os impactos negativos do calor e do frio no
ambiente interno da estrutura proporcionando assim melhores condições de ambiência
visando a qualidade das sementes armazenadas no local.

A instalação do 3TC foi realizado na UBS – Unidade de Beneficiamento de Sementes localizada na cidade de Mariópolis e na unidade localizada na cidade de São Domingos.

Análise técnica:

A instalação do 3TC foi realizada com fixação nas terças da estrutura da cobertura seguindo a curvatura do telhado existente em uma área de aproximadamente 10.000 m2 ao contabilizarmos ambas as estruturas de UBS. As estruturas em Mariópolis e São Domingos apesar de diferenças em relação a área total e execução do projeto eram similares quanto ao modelo estrutural. Para entendermos o funcionamento do 3TC Isolamento devemos analisar como a transmissão de calor ocorre em coberturas. A transmissão de calor ocorre por 3 formas de transferência, condução, convecção e radiação.

 

Condução – Transferência de calor por meio do contato de materiais que conduzem calor. Há materiais que oferecem maior condutividade (como por exemplo, metais), e outros com menor condutividade (algumas cerâmicas, poliestireno expandido, fibra de vidro, etc).

 

 

 

Convecção – Transferência de calor por meio do movimento do ar e fluidos que levam calor à medida que se movimentam. A convecção pode ser natural (ar quente tende a subir, ar frio a descer, por exemplo), ou forçada (mediante aparelhos de climatização, ventiladores, etc).

 

 

Radiação (irradiação) ‐ transferência de calor por meio do transporte de calor por radiação eletromagnética. Esta é a forma pela qual o calor do sol chega até nós. Aproximadamente 93% do calor que chega no telhado vêm por meio da transferência de calor via irradiação solar. Com isso, o sol aquece o telhado e o telhado quente passa a transmitir grande parte desse calor para o ambiente interno por meio da radiação.

 

O sistema 3TC Isolamento é a única tecnologia no mercado que trabalha com o controle destas 3 formas de transferência de calor. Esta característica resulta em um desempenho térmico superior a outros isolantes disponíveis no mercado; Os materiais que compõe a tecnologia 3TC são leves e desta forma não exigem reforço estrutural para que possa ser instalado. Além disso, a ficha técnica do produto está em conformidade com todas as normas de segurança, do corpo de bombeiros, e foi certificado pelo laboratório IPT como material que não propaga chamas (classe A II).

Características Estruturais:

A cobertura da área de instalação era composta por telhas metálicas que transmitiam calor excessivo para o ambiente interno. As telhas metálicas costumam chegar em temperaturas acima de 50oC ao ser expostas ao sol constante, tendo um ganho e perda de temperatura rápido, principalmente para a parte interna da construção, potencializando a transferência de calor, primariamente por meio da radiação.

A estrutura de construção em ambas as unidades era antiga, com mais de 30 anos de vida útil, sendo construídas com piso de concreto, cobertura em arco e fechamento lateral em alvenaria e telhas de aço galvanizado. As UBS não foram construídas com nenhum tipo de isolamento térmico, dessa forma a amplitude térmica dentro das estruturas exerciam forte impacto na ambiência devido ao ganho e perda de calor do sistema metálico da cobertura.

Além da estrutura em arco que apresenta dificuldades para instalação, a presença de maquinários, mezanino, e operação durante o período de execução da obra também apresentaram dificuldades para equipe técnica da 3TC.

As características estruturais aliadas a necessidade do controle das 3 formas de transferência de calor para controlar tanto o frio quanto o calor na unidade fizeram com que a solução técnica proporcionada pelo sistema 3TC se tornasse a melhor alternativa para estes projetos.

O sistema de isolamento térmico deve ser eficiente, versátil e de baixa manutenção, de maneira a não agregar mais custos ao produto, proporcionando assim a qualidade e durabilidade ao projeto. Em contraste com outros tipos de isolamento o controle da umidade, versatilidade de se adaptar a estrutura existente no galpão, e leveza do material resultaram em excelente custo-benefício em comparação com outros sistemas disponíveis no mercado.

Para realizar a fixação do sistema de isolamento a equipe de instalação utilizou Plataformas Elevatórias para Trabalho em Altura (PTAs), parafusos autobrocantes para fixação nas terças de metal para instalação do 3TC. Este método possibilitou que a própria estrutura do galpão fosse utilizada para fixação. Ademais, em algumas áreas foi preciso realizar a montagem de andaimes industriais multidirecionais para obter acesso a estrutura de cobertura. Para superar os obstáculos mencionados a equipe de instalação contou com a versatilidade do produto para obter o melhor desempenho térmico possível.  Para realizar a obra na estrutura existente no centro de distribuição foi utilizado o método de instalação de placas de acordo com o manual de instalação da 3TC Isolamento.

Instalação

A aplicação da tecnologia 3TC foi realizada de acordo com o manual de instalação da empresa fixando o produto com estruturas auxiliares nas terças.  A tecnologia 3TC tem como finalidade atuar como isolamento térmico. Questões relacionadas ao acabamento e aparência do produto estão sujeitas a variações devido as características do polímero Mylar que compõe ambas as faces do produto. O sistema 3TC não tem a finalidade de servir como forro com acabamento estético tendo como principal função o sistema de controle de temperatura. Todavia, a 3TC Isolamento pode fabricar o produto com a face inferior branca para finalidade estética a pedido do cliente sem alteração na capacidade térmica do sistema.

O sistema 3TC com a face interior branca é ideal para o Agronegócio por aumentar a luminosidade do local e conferir uma estética mais adequada a atividade exercida no local. Portanto, a cooperativa CAMISC optou pela utilização do produto com a face inferior branca mantendo a eficiência térmica da tecnologia 3TC.

Medições

A equipe da 3TC realizou aferições de temperaturas de superfície, de conforto térmico, e ergonomia durante a execução da obra.  Com os equipamentos, a equipe da 3TC realizou as diversas medições de temperatura em diferentes pontos no local. Desta forma, a sensação de maior conforto térmico após a aplicação do 3TC Isolamento que foi relatada pelos colaboradores pode ser confirmada com a diferença térmica entre o antes e o depois da instalação.

Para mensurar a diferença de temperatura e o desempenho térmico do sistema 3TC utilizamos dois parâmetros para balizar nossos resultados:

  • Diferença de temperatura com o 3TC e sem o 3TC
  • Aferição de índice de radiação térmica
  • Comparativo de termômetro antes e depois da instalação

UBS São Domingos – SC: Antes x Depois

UBS Mariópolis – PR: Antes x Depois

Percebe-se na foto abaixo que a estrutura de cobertura com o isolamento 3TC tem um índice de radiação inferior, apresentando coloração azul, em comparação ao lado da estrutura que ainda não tem o sistema aplicado, que apresenta coloração vermelha.  Desse modo, a medição aferida pela câmera térmica demonstra que o sistema 3TC reduziu a transferência de calor via radiação proveniente da cobertura para o ambiente interno.

Índice de radiação:

Menor índice de radiação = Cor Azul

Maior índice de radiação = Cor Vermelha.

Resultados

Depois da instalação do 3TC Isolamento o desempenho térmico proporcionado pelo sistema foi nítido. A comparação das medições realizadas antes e após a aplicação do isolamento térmico 3TC mostra claramente uma melhora expressiva na temperatura do ambiente.

O sistema de isolamento 3TC conseguiu reduzir a temperatura incidente da estrutura de cobertura do telhado de 36,9oC para 26,4oC. A redução foi de 10,5oC na temperatura de superfície externa em comparativo com a temperatura interna da cobertura de acordo com as medições do antes e depois da instalação.

As medições também comprovam que o sistema 3TC reduz o delta de variação entre a temperatura máxima e mínima na parte interna do galpão. O sistema conseguiu reduzir o delta de 12,5oC para 0,8oC. Esta diferença na variação de temperatura demonstra que o sistema 3TC conserva a temperatura interna de forma homogênea funcionando como uma garrafa térmica que reduz o impacto da temperatura externa à temperatura interna da estrutura.  A redução foi de 8oC na temperatura interna da estrutura em comparativo com a temperatura antes e depois da instalação.

Os resultados demonstram que instalação do 3TC Isolamento alcançou todos os objetivos propostos, satisfação do cliente, eficiência térmica e adaptabilidade.

 

Eficiência térmica

Os resultados obtidos demonstraram a qualidade do sistema que proporcionou uma redução de temperatura de 10,5oC de superfície e 8oC na temperatura interna.

Adaptabilidade

A versatilidade do sistema 3TC permitiu que o produto fosse instalado sem prejudicar o funcionamento da local. A instalação foi realizada contornando os obstáculos físicos da área sem prejudicar o cronograma de operação.

Relato do Cliente

“Chegamos a medir a temperatura ambiente de 32 graus e depois da instalação tivemos uma redução de 8 a 9 graus na temperatura ambiente. A temperatura na sacaria na altura de 1 m do solo estava em 32 e hoje marcou 23 graus. O trabalho foi muito bem-feito, e com resultado” Neivo, gerente de operações da Cooperativa Camisc.

Conclusão

Antes

Depois

UBS São Domingos – SC

UBS Mariópolis – PR

 

Gostou do estudo de caso da aplicação do 3TC Isolamento nas Unidades de Beneficiamento de Sementes da Cooperativa CAMISC? Entre em contato conosco, e peça já seu orçamento! A 3TC Isolamento atende todo o Brasil é a a tecnologia ideal para diversos tipos de aplicação na construção civil e no agronegócio. Veja aqui alguns dos segmentos de atuação do 3TC e visite nosso blog para ler mais matérias e ficar por dentro das novidades e dos assuntos que fazem parte do nosso dia a dia! O 3TC é o isolamento térmico ideal para seu projeto!