Os containers são soluções muito práticas quando falamos sobre transporte aéreo ou marítimo de cargas pesadas. Nos últimos anos, eles se tornaram popular graças à existência da casa container. Essa nova opção de moradia apresenta características únicas e diversos benefícios.

Para vencer o ceticismo sobre essa alternativa, o melhor é entender quais são as qualidades do ambiente e como é possível torná-lo confortável e conveniente. Assim, você compreenderá quais são os motivos para a popularização dessa escolha em todo o mundo.

A seguir, preparamos um guia com tudo o que precisa saber sobre a casa container e suas qualidades. Confira!

O que é uma casa container?

Quando falamos em casa, é comum associar à ideia construtiva padrão, que envolve alvenaria e soluções semelhantes. No entanto, hoje existe a casa container. Como o próprio nome diz, trata-se de um projeto de moradia que se baseia na transformação e no aproveitamento de um espaço de container.

De transportador metálico de cargas, o item passa a oferecer as bases para as paredes, o teto e o piso de um lar. Então, estamos falando de uma casa que é construída de maneira inovadora, com técnicas diferentes, mas que gera uma experiência final similar.

Quais são os tipos de casa container?

Como cada morador tem uma necessidade, há distintos modelos de casa container. Eles variam tanto em relação ao tamanho quanto à execução do projeto. Ao conhecer as alternativas, é possível definir o que faz mais sentido para a sua realidade.

Pensando nisso, veja quais são os tipos ligados a essas residências e conheça suas principais características.

Simples

Uma casa container simples utiliza, normalmente, apenas uma estrutura metálica. Trata-se de uma moradia compacta, mas que pode conter todos os cômodos normais, como banheiro, quarto e cozinha. Se o container for um pouco maior, há espaço separado para a sala.

É a opção ideal para quem deseja ter um estilo de vida minimalista, mas que ainda garante conforto e muita segurança.

Dois andares

Ao pensar nas dimensões de um container, o teto é relativamente baixo, pois não passa de 3 metros. A casa container de dois andares envolve duas estruturas empilhadas e que ganham altura. Isso é ótimo para driblar a dificuldade quanto ao tamanho do teto, além de garantir espaço.

A alternativa pode incluir a existência de um mezanino, por exemplo. O projeto pode ganhar a cara de loft ou, então, apresentar um visual que se assemelhe a uma casa maior e mais robusta.

Vão livre

Apesar de o empilhamento ser uma característica comum nas versões com mais de um andar, ele não precisa ocorrer totalmente alinhado. É possível usar as peças em posições perpendiculares e mesmo criar uma casa com vão livre.

O projeto arquitetônico requer especial cuidado para equilibrar os pesos, mas é uma alternativa que garante modernidade. Em geral, é uma opção para aproveitar melhor o terreno e a área ao ar livre.

Quais as características da casa container?

Esqueça-se da ideia de uma casa container tem aquele aspecto puramente metálico, com as indicações da carga sobre um fundo laranja ou azul. A verdade é que esses projetos são cada vez mais robustos e modernos, com características que os tornam especiais.

Cada residência tem suas particularidades, como acontece na alvenaria, mas temos a chance de identificar alguns pontos que aparecem com frequência. Veja quais são eles!

Construção modular

Toda casa container funciona com base na construção do tipo modular. Como os containers têm medidas padronizadas, nem sempre eles atendem fielmente a uma necessidade. Para reverter a situação, é interessante pensar no “encaixe” de diversas peças, de acordo com o projeto.

Os containers podem ser empilhados, justapostos ou interligados e cada um funciona como um módulo. Assim, as moradias ganham geometrias únicas, embora algumas se aproximem de modelos “tradicionais”.

Otimização de espaço

Outro ponto crucial para um projeto dar certo envolve a otimização de toda a área disponível. Em uma casa como essa, não existe cantinho que seja deixado de lado ou ponto que fique esquecido entre os cômodos.

A ideia é maximizar o uso do ambiente, inclusive ao criar espaços multifuncionais. Isso adiciona um toque importante de modernidade e torna o ambiente mais agradável. É uma maneira de, até mesmo, atender às principais necessidades.

Layout aberto e integrado

Como os containers são módulos abertos, é muito comum que essa característica seja aproveitada. O layout costuma ser altamente integrado, com vários ambientes dividindo o mesmo lugar. Isso serve para aproveitar a iluminação e para dar a sensação de amplitude — o que combate a ideia de local confinado.

Dependendo do caso, é possível utilizar divisórias para criar certos ambientes, como quartos ou banheiro. Por outro lado, é comum que haja integração com a área externa, como por meio de grandes janelas e portas de correr.

Ventilação potencializada

Para tornar o ambiente ainda mais agradável, muitas construções desse tipo consideram a necessidade de potencializar a capacidade de ventilação. Isso é possível, principalmente, graças à continuidade oferecida por um layout aberto.

Várias opções de casa container também contam com uma grande quantidade de janelas e portas, o que adiciona versatilidade e permite uma circulação de ar que torne a efetividade ainda maior.

Cômodos unitários

Para quem busca uma alternativa muito mais moderna, é possível investir em uma residência baseada em cômodos unitários feitos de containers. A ideia é criar espaços individuais e divididos, embora tenham algum tipo de interligação.

É uma ótima opção para locais menores ou quando há um desejo reforçado quanto à privacidade. Nesse caso, é comum usar mais de 3 containers, com diferentes dimensões e características.

Como funciona esse projeto?

Não há mistérios ao falar no “funcionamento” de uma casa container. Morar nela é como na maioria das residências tradicionais, mas a construção e a implementação merecem destaque.

Em termos de projeto, é interessante conhecer o que o aguarda caso escolha essa modalidade. Veja mais sobre o funcionamento!

Levantamento das necessidades e preferências

Assim como em um imóvel de alvenaria, é crucial considerar quais são as principais exigências e escolhas. A ideia é entender o que faz sentido para tornar o ambiente interessante e adaptado à sua realidade.

Uma família com dois filhos, por exemplo, precisará de mais espaço que alguém que vive sozinho. Também há definições para manter o equilíbrio entre vantagens e desvantagens do container, de acordo com cada morador.

Escolha das soluções construtivas

A partir disso, são selecionadas as técnicas e os processos construtivos que ajudarão o projeto. É o caso de pensar em questões como a criação da fundação para a residência, o design arquitetônico e os acabamentos que serão adotados.

É muito importante ter um escopo definido com tudo o que precisa ser feito e em qual ordem, até mesmo para obter um projeto eficiente. A escolha das soluções também pode variar segundo os desafios encarados.

Aquisição dos containers e demais materiais

Com as principais decisões tomadas, é o momento de comprar os containers com as dimensões, a área e as características desejadas. Eles podem ser novos ou usados, mas é preciso ter atenção com o que foi transportado. Em geral, a única restrição é sobre as cargas tóxicas, mesmo após higienização.

Também há a compra de outros materiais, como os itens de acabamento e até de isolamento térmico. Vale considerar as necessidades específicas quanto a esse tipo de estrutura, além de pensar em características pontuais do projeto.

Utilização plena do espaço

O funcionamento, em si, envolve o máximo aproveitamento do lar, de acordo com o cotidiano de seus moradores. Em uma casa container, você poderá aproveitar todas as comodidades que existem em um imóvel tradicional, como energia elétrica e serviços associados.

Algumas dessas casas funcionam de maneira móvel e, para isso, são construídas sobre uma plataforma que pode ser transportada. Mesmo que não seja o caso do seu projeto, é uma alternativa muito prática e repleta de boas características.

Quanto custa?

O custo de uma casa container depende do tipo de projeto escolhido e das características. Ele pode custar algumas dezenas de milhares de reais a valores maiores. Tudo depende do tamanho do projeto e da quantidade de containers utilizados.

No entanto, é possível ter uma ideia dos preços, de acordo com o tamanho e com as qualidades das peças estruturais. No geral, podemos definir que um container de 14m², sem revestimento, custa de R$ 10 mil a R$ 12 mil. A versão com revestimento varia de R$ 15 mil a 17 mil.

Opções maiores, naturalmente, custam mais. O container de 28m², sem revestimento, custa de R$ 16 a R$ 18 mil. Com revestimento, o valor sobe para R$ 22 mil a R$ 24 mil. Na maioria dos casos, containers um pouco mais antigos custam menos, sendo que podem ser recuperados com diversos processos.

Como é a montagem?

Outra dúvida muito frequente sobre a casa container trata da montagem desse lar. O processo é bem interessante e é dividido em etapas, como em uma obra “comum”. A diferença é que algumas etapas são exclusivas desse modelo e, por isso, exigem atenção especial.

Na sequência, vamos mostrar quais são as principais características e fases ligadas à montagem dessa casa. Confira!

Elaboração e regulamentação do projeto

Para começar, é importante montar um projeto com todas as características técnicas e indicações necessárias. O ideal é contratar profissionais especializados nesse tipo de solução — e hoje já é possível achar escritórios de arquitetura que constroem apenas com containers.

Também é essencial ter cuidado com a regularização da obra junto aos órgãos públicos. Uma casa container paga imposto como qualquer opção de alvenaria e é preciso ter a autorização adequada da Prefeitura para que tudo seja executado. Como cada município tem suas regras, os profissionais contratados devem se preocupar com a etapa.

Preparação dos containers

Em seguida, há um processo de preparação. Se for necessário, ocorre a terraplanagem do terreno e a consolidação de uma estrutura para garantir total segurança e estabilidade à residência.

Depois, o container é preparado para se transformar em lar. É comum que eles sejam lixados e revestidos por uma tinta especial antiferrugem. Se houver mais de um, há o corte das peças segundo o projeto e o encaixe por engate. Ao final, temos o layout pronto para ser trabalhado.

Instalações elétricas e hidrossanitárias

Com o container posicionado e capaz de receber as próximas etapas, há a execução de instalações elétricas e hidrossanitárias. Isso significa que toda a fiação é puxada de acordo com as necessidades, como pontos de iluminação ou tomadas.

Também são planejados os canos e componentes hidráulicos para tratamento de esgoto e fornecimento de água. Dependendo do projeto, é possível investir em aquecimento solar e reuso da água, com a estrutura totalmente adaptada ao espaço.

Elaboração dos revestimentos

Na sequência, são realizados os revestimentos no container, para deixar a casa com um aspecto semelhante aos lares tradicionais. Há a instalação do piso e do revestimento de teto e das paredes. É comum utilizar o Drywall, mas também há forros minerais, produtos de PVC e outras possibilidades.

Não podemos nos esquecer de que, em alguns casos, há uma preferência por deixar o projeto mais “cru” e sem tanto revestimento.

Finalização do projeto

Com essas etapas realizadas, é hora de se preocupar com o acabamento e com a entrega do local. Basicamente, são adicionados os móveis e os elementos de decoração, além de quaisquer outras características desejadas.

Com tudo concluído, o projeto está pronto para ser entregue e garantir que os seus moradores possam aproveitá-lo ao máximo!

Quais são as vantagens da casa container?

Você sabe por que essa alternativa tem se tornado tão popular? Nós explicamos: essa é uma opção repleta de benefícios e que pode transformar o seu conceito de lar. Com um bom projeto, a qualidade de vida é priorizada em todas as etapas e isso se reflete na experiência de moradia.

Além desse ponto, quer descobrir o que a casa container tem a oferecer? Veja, a seguir, quais são as suas maiores vantagens!

Maior sustentabilidade

Podemos dizer que esse tipo de construção aproveita materiais que ficariam parados ou seriam descartados. Afinal, muitos containers deixam de ser usados após algum tempo e param no lixo. Com esse tipo de lar, há um novo uso para essa “matéria-prima”.

Além disso, a construção é mais limpa, rápida e eficiente, o que gera menos gastos e desperdícios de recursos. Portanto, essa é uma alternativa que eleva o nível de sustentabilidade do projeto e que dá origem, até mesmo, a propostas verdes. É uma ótima saída para ajudar o meio ambiente e diminuir o impacto negativo nos recursos naturais.

Personalização completa

Outro ponto positivo é que uma casa container pode ser totalmente customizada. Ou seja, você tem a chance de criar um projeto do zero, de acordo com as suas preferências e com as necessidades.

Os containers são especialmente fáceis de trabalhar e podem ser cortados e encaixados com relativa simplicidade. Com isso, é possível ter um lar com a sua cara, sem ter que gastar tanto dinheiro quanto em uma alternativa de alvenaria.

Alta resistência

Pensa só: os containers são capazes de transportar cargas com várias toneladas, em diversas condições, durante anos. Então, é justo dizer que a matéria-prima é muito resistente e oferece grande durabilidade.

Além de tudo, há a realização de processos especiais de proteção, como a aplicação de tinta contra a ferrugem. Isso auxilia a manter o visual sempre interessante, com menos necessidade de manutenção ao longo do tempo.

Custos reduzidos

Dissemos que os gastos com um projeto desse tipo variam com as características, como tamanho e demandas específicas. No entanto, essa é uma alternativa mais barata que a alvenaria, nas mesmas condições.

Ou seja: construir uma residência de tijolo e cimento com as mesmas características de uma casa container gasta mais. Também é possível planejar o projeto para otimizar o consumo de energia e de água, o que reduz os gastos associados.

Conforto garantido

Não menos importante, você precisa saber que uma casa container é confortável quando o projeto é realizado corretamente. Com a atuação de profissionais especializados e com os recursos necessários, o lar fica muito agradável e não deve em nada para qualquer outro tipo de ambiente.

Além disso, é versátil e pode, até mesmo, adaptar-se às novas demandas. Se tiver espaço disponível no terreno escolhido, há como ampliar o ambiente de acordo com as demandas.

Qual é o papel e como fazer o isolamento térmico e acústico?

Um dos desafios de um projeto de casa container é a composição desse elemento. Como ele é totalmente feito de aço, tem uma elevada capacidade de conduzir calor. Para manter as boas características no ambiente, é essencial pensar no isolamento térmico e acústico.

O processo é feito com a instalação de uma manta ou de placas térmicas no que seriam as “paredes” do ambiente. Como consequência, é possível evitar a passagem de calor do ambiente externo ou a perda para o lado de fora. A seguir, mostramos a importância dessa decisão e como acertar na instalação!

Por que recorrer ao isolamento térmico e acústico?

Adotar uma solução do tipo é indispensável se você quiser deixar a sua casa container ainda melhor. Com um bom isolamento térmico e acústico, é possível aproveitar diversos benefícios. Veja quais são!

Maior conforto térmico

Com a solução certa, você evita passar muito calor no verão ou frio no inverno. Climatizando containers, há uma experiência melhor e com muito mais conforto térmico em relação ao ambiente.

Aumento da eficiência energética

Já que o ambiente ficará agradável, não será preciso gastar tanto com ar-condicionado ou ventiladores. Isso ajuda a melhorar a eficiência energética, o que reduz os gastos com a conta de luz e até aumenta a sustentabilidade.

Garantia de privacidade

Com o isolamento acústico, há uma elevação no nível de privacidade. Além de os sons do seu lar não se propagarem com intensidade para o lado de fora, você não será incomodado pelos barulhos externos.

Por que escolher a 3TC?

Depois de reconhecer a importância do isolamento térmico na casa container, é essencial recorrer à solução adequada. Assim, é possível obter o máximo potencial e garantir máximo desempenho.

Na hora de escolher uma empresa de isolamento térmico, a 3TC se destaca — e merece a sua atenção. Quer saber os motivos? Descubra!

Única no mercado a proteger de todos os tipos de transmissão de calor

Quando falamos nos tipos de isolamento térmico, é possível notar que alguns protegem contra condução, outros contra convecção e outros contra radiação. A 3TC, entretanto, oferece uma solução única e que evita a transmissão de calor pelas três formas. Assim, há muito mais eficiência para tornar sua casa container agradável e climatizada.

Proteção térmica e acústica em um só produto

Outro diferencial é que o revestimento da 3TC garante proteção térmica e acústica ao mesmo tempo. Então, não será preciso recorrer a duas soluções distintas para fazer com que o espaço fique confortável e realmente privativo.

Propriedades anti-chamas

Manter a segurança também é essencial para aproveitar ao máximo a sua casa container. O nosso revestimento para isolamento térmico e acústico não propaga fogo graças às propriedades anti-chamas. Com isso, é possível atender às obrigações da legislação e ficar mais protegido.

Atua como impermeabilizante

Além de tudo, o produto serve para proteger o telhado do seu lar, evitando a entrada de água, de pequenos insetos e de animais e a formação de goteiras. Com isso, evita problemas com o mofo e ajuda até a proteger a saúde.

Facilidade de instalação

Ao escolher a nossa solução, você notará que a instalação é segura, rápida e muito simples. Além de tudo, contamos com profissionais altamente capacitados e prontos para ajudar. Com isso, a obra não sofre com atrasos e perdas e é possível conquistar os resultados desejados mais facilmente.

Excelente custo-benefício

Apesar de oferecer vários benefícios e diferenciais, a 3TC mantém uma excelente relação de custo-benefício. Afinal, trata-se de uma opção durável, muito eficiente e que gera conforto e economia. Longe da necessidade de manutenção e com consistência na conquista de boa performance.

Uma casa container é um novo jeito de viver e até de desempenhar mais sustentabilidade. Com um bom projeto e todos os cuidados necessários na etapa de montagem, é possível ter máxima qualidade de vida.

Para garantir o conforto, não se esqueça do isolamento térmico. Se quiser ter a melhor solução do mercado, entre em contato conosco da 3TC e peça o seu orçamento!

A construção no litoral apresenta diversos desafios. Afinal, nessas regiões, os edifícios estão sujeitos a mais riscos, como a maresia, ventos mais fortes e a maresia. Então, é preciso montar uma estrutura de proteção especial para evitar danos e a necessidade de reformas constantes.

Além disso, as altas temperaturas e a incidência do sol reduzem o conforto térmico dos ambientes interiores. Isso pode prejudicar a saúde e o bem―estar dos moradores. Quer saber como melhorar o seu projeto litorâneo? Acompanhe!

1. Quais são os cuidados essenciais em construções no litoral?

O sucesso de uma obra no litoral começa na escolha do terro e vai até a manutenção!

1.1 Terreno

Sem os cuidados adequados na hora de escolher um terreno, a construção no litoral pode se tornar uma verdadeira dor de cabeça para o comprador. O primeiro passo para garantir o sucesso do seu projeto arquitetônico é exigir a apresentação de um estudo do solo, pois, em faixas litorâneas, podem haver solos muito úmidos e arenosos ― que são facilmente conformáveis.

Desse modo, é preciso fazer um projeto auxiliar para o adensamento do solo. Ele deverá ser executado com muita técnica, trazendo uniformidade em toda a área. Caso contrário, uma região pode ficar menos densa e mais permeável à água. Com o tempo, haverá um desnível entre dois pontos da construção ― o que compromete as estruturas, causando rachaduras, trincas e outras patologias.

Além disso, especialmente em locais mais ermos, é muito comum que não haja a infraestrutura de serviços necessários para uma família ou para um negócio. Por exemplo, pode não haver fornecimento de luz, de água encanada ou recolhimento de esgoto. Consequentemente, será preciso investir muito dinheiro para tornar o empreendimento viável.

Por exemplo, é necessário pagar altas taxas para a instalação de luz elétrica, construir poços para o consumo de água e investir em cisternas para o esgoto. Ou seja, os custos do projeto inicial podem dobrar somente para trazer uma infraestrutura mínima. Em alguns casos, como redes de internet e de telefonia, as operadoras não ofertam a instalação desse serviço nem mesmo mediante o pagamento de taxas elevadas.

Por fim, ainda há diversas questões legais nesses casos. A regulamentação e a legislação brasileira são bastante restritivas quanto ao uso do solo próximo a praias. Em geral, essas áreas são protegidas e é preciso pedir uma autorização da prefeitura para a construção. Nesses casos, as exigências podem ser tão grandes que tornam o projeto inviável.

Ademais, não deixe de conferir toda a documentação ― especialmente em regiões mais afastadas. Exija sempre a escritura e confira toda ela no cartório em que foi feito o registro. Afinal, a ação de grileiros é muito comum e você pode ocupar um terreno que pertencia a outra pessoa ou a União.

1.2 Estrutura de construção no litoral

Este certamente é o ponto de maior atenção, pois o clima das praias não permite o uso de qualquer material nas construções. Isso se deve a dois principais motivos: as altas variações de temperatura e a maresia.

No primeiro caso, pode haver mudanças bruscas de temperatura muito rapidamente. Isso provoca a dilatação e a retração das estruturas ― que podem desenvolver fissuras. Nesse caso, é importantíssimo escolher materiais com maior capacidade de resistir ao estresse mecânico.

O outro ponto importante é a maresia. As ondas do mar, quando se chocam, liberam partículas de água com sal para a atmosfera. Elas são levadas até as construções e se acumulam nos materiais. Essa é uma das razões por que os vidros em regiões litorâneas estão sempre úmidos.

No entanto, em contato com estruturas metálicas, o dano pode ser muito grande. O sal apresenta partículas com cargas elétricas capazes de interagir com metais oxidáveis na presença de água. Então, surge a ferrugem, cujos danos vão muito além da estética e atingem, também, a sustentação da casa. A maioria dos pilares e das lajes apresentam armaduras metálicas de aço comum, o qual é facilmente corrosível.

Nesse sentido, é imprescindível fazer um tratamento especial nas vigas com uma camada maior de concreto para a proteção da armadura ou com a aplicação de uma camada extra impermeável. O ideal é utilizar aditivos plastificantes de impermeabilização semiflexível. Nesse caso, as vigas devem estar sempre em locais protegidos da ação da radiação solar.

Caso você utilize telhas metálicas na construção, é importante também selecionar um material resistente à corrosão. Entre os mais utilizados, estão o Galvalume, o alumínio e o aço inox. Hoje em dia, eles podem ser integrados a sistemas de isolamento termoacústico, que compensam a baixa eficiência em bloqueio do calor.

1.3 Acabamentos

Aqui, é preciso estar muito atento sobre o efeito da maresia sobre os materiais. Como explicamos, os metais oxidáveis sofrerão com a ação contínua da umidade salina. Então, ficarão com a aparência enferrujada, comprometendo a estética dos acabamentos. Isso deve ser levado em consideração na hora da escolha de diversas peças, como:

  • janelas, portas e fechaduras;
  • pias e registros;
  • acessórios, entre outros.

Muitas pessoas acabam subestimando o poder da maresia. Afinal, é um vilão que ninguém vê. Aparentemente, o ar é normal ― exceto pelo cheio de praia. No entanto, microscopicamente, há partículas nocivas para as construções.

Além disso, a própria umidade aumentada também causa danos significativos. Por exemplo, pisos em madeira sem uma camada de impermeabilizante não lidam muito bem com a umidade alta das praias. Nesses casos, eles estufam e comprometem a estética dos pisos.

Por fim, não podemos deixar de falar do próprio clima. As zonas litorâneas estão mais sujeitas a chuvas intensas devido à maior umidade da atmosfera local e a ação de massas de ar marítimas. Portanto, é preciso reforçar a impermeabilização e reforçar as estruturas para resistir a ventos fortes.

1.4 Paisagismo em construção no litoral

O clima também oferece desafios importantes na hora de selecionar a vegetação utilizada para o paisagismo. A ação muito intensa do sol durante o dia exige que as plantas resistam à evaporação da água pelas folhas e sejam capazes de captar a umidade de regiões mais fundas do solo.

Além disso, a menos que você queira investir em um sistema automatizado, dê preferência a plantas que exijam uma menor frequência de irrigação. Também, as casas de praia podem ficar muitos meses fechadas sem nenhuma manutenção. Assim, é melhor escolher espécies que sobrevivem nessas condições.

1.5 Manutenção

O clima hostil e a areia tornam a manutenção das casas de praia mais complexa. Por essa razão, é imprescindível escolher materiais mais práticos para limpeza. Elas deverão apresentar uma maior resistência a riscos, pois pode ser necessário usar vassouras de cerdas rígidas ou jatos de água retirar os resíduos de areia.

Outro desafio é a manutenção da própria construção. A ação dos ventos pode causar danos significativos, especialmente no telhado. Se as telhas não forem bem fixadas, elas podem se soltar facilmente e, então, será preciso fazer trocas frequentes.

2. Quais são os materiais mais indicados para construção no litoral?

Há materiais que, por sua resistência à umidade e capacidade de isolamento térmico, são mais adequadas para o litoral. Conheça alguns deles nos tópicos a seguir.

2.1 Madeira

Não é todo o tipo de madeira que é adequado para a construção próxima à praia, pois há opções mais ou menos permeáveis. Por exemplo, o eucalipto é uma madeira extremamente permeável e absorve com facilidade a umidade. Então, dilata―se facilmente e perde a resistência no clima litorâneo.

Outra contraindicação são as madeiras de baixa densidade, independentemente da estrutura em que são aplicadas. O principal exemplo são os compensados. Elas apresentam uma porosidade maior e, portanto, alta permeabilidade.

Já madeiras mais maciças, como o ipê, a maçaranduba e a teca, são muito mais seguras. No entanto, devem receber o tratamento adequado com o lixamento da superfície e aplicação de resinas impermeáveis, como o verniz. Com isso, não se sujeitam aos danos estruturais causados pela umidade.

A grande vantagem da madeira é a sua maior capacidade de isolamento térmico, o que é essencial diante do calor das praias. Para ampliar o conforto, ela pode ser integrada a mantas térmicas com ação reflexiva da radiação solar nas áreas mais expostas.

2.2 Alumínio

O alumínio se apresenta como um dos principais metais para o uso em construções no litoral, pois é muito mais resistente à corrosão. Mesmo quando oxida, pode ser facilmente recuperado, pois, forma apenas uma fina camada de oxidação branca ― removível com uma lixa fina.

Ademais, é um material extremamente versátil. Ele pode ser pintado com diversos esmaltes sintéticos para melhorar a resistência e mudar sua aparência estética. Portanto, pode ser utilizado em diversos locais de uma construção, como as janelas, as maçanetas, entre outros.

No entanto, por ser muito maleável, não pode ser empregado em estruturas de sustentação, como as vigas e os pilares.

2.3. Aço inoxidável

O aço inoxidável é uma liga de ferro com a adição de carbono e cromo. Com isso, pode―se reduzir a interação com as moléculas de oxigênio que geram a ferrugem. Como apresenta uma excelente resistência mecânica, pode ser facilmente integrado às estruturas de sustentação tanto sozinho quanto com o concreto.

2.4. Galvalume

O Galvalume é um liga metálica constituída por zinco, alumínio e silício. Foi criada para aumentar a resistência desses metais à corrosão, sendo um dos materiais mais resistentes nesse sentido.

Por ser extremamente maleável, é utilizado principalmente na fabricação de telhas e chapas. Entretanto, está contraindicado nas estruturas de sustentação.

2.5. Concreto

O concreto é outro material muito importante para as construções litorâneas, pois pode ser utilizado para fabricar as mais diversas estruturas desde as vigas da fundação até as telhas. No entanto, há diferentes tipos de concreto no mercado e é importante estar atento à porosidade de cada opção. Quanto maior ela for, mais susceptível a estrutura estará à ação da umidade.

Assim, o concreto mais poroso pode ser utilizado em locais onde ele não está associado a estruturas metálicas, como as telhas. Entretanto, quando ligado a armaduras metálicas, será preciso protegê―las e, assim, o concreto deve ser o mais impermeável quanto possível. Para isso, eles podem ser associados a aditivos ou materiais impermeabilizantes. Falaremos mais deles a seguir.

2.6. Impermeabilizantes

Com o isolamento térmico, a impermeabilização é uma das ações mais importantes nas construções no litoral. Afinal, devido à maior umidade do ar e à maresia, as estruturas estão sob maior risco de danos químicos. Nesse sentido, é importante fazer um projeto detalhado. A seguir, explicaremos os principais tipos e sistemas.

Atualmente, existem três tipos de impermeabilização no mercado: a rígida a semiflexível e a flexível. Elas devem ser escolhidas de acordo com a exposição da superfície ao calor e ao estresse mecânico.

Rígida

A impermeabilização rígida geralmente é feita com o acréscimo de aditivos aos materiais tradicionais da construção, como o gesso, o cimento e a argamassa. Assim, diversos efeitos podem ser conquistados, como:

  • aumento da tensão superficial do material, fazendo com que a água seja repelida ao entrar em contato com a estrutura. Esse é o caso dos aditivos hidrofugantes;
  • redução da porosidade do material. Desse modo, as moléculas interagem mais fortemente entre si, impedindo a penetração da água.

No entanto, isso apresenta um lado negativo. Quando expostos à variação de calor, as estruturas ficam mais susceptíveis a fissuras, comprometendo a eficiência da impermeabilização. Desse modo, não podem ser utilizados em superfícies em contato direto com o sol.

Flexível

Esses impermeabilizantes são chamados de flexíveis, pois contam com maiores elasticidade e conformidade. Ou seja, quando as estruturas se dilatam devido à ação do calor, o impermeabilizante é capaz de se adaptar e proteger a superfície mesmo diante do surgimento de fissuras.

Eles funcionam de modo diferente das anteriores, pois não são aditivos aos aglomerantes da construção civil. Em vez disso, eles são aplicados em camadas sobre as superfícies já prontas. Nesse sentido, apresentam―se em dois subtipos principais, as mantas e as membranas.

As mantas devem ser aplicadas a quente para aderir às superfícies. Talvez, seja o tipo mais conhecido devido às mantas asfálticas ― um dos impermeabilizantes mais populares no mercado e que são utilizados nas vias rodoviárias.

Em espessuras menores e com armaduras especiais, podem ser empregados na construção civil para as áreas que entram em contato direto com o sol e necessitam de alta capacidade de vedação, como as lajes.

Já as membranas são instaladas a frio por diferentes processos. Devem ser aplicadas em diversas camadas a fim de apresentar a eficiência máxima. Por serem mais práticas, têm se tornado mais populares. Podem ser utilizadas em áreas externas, lajes etc.

Semiflexível

Por fim, temos o tipo semiflexível, que nada mais são do que aditivos que suportam uma maior variação de temperatura. Apesar dessa vantagem, ainda não podem ser utilizados em estruturas submetidas a uma dilatação térmica mais intensa. Entretanto, são opções mais seguras para reforçar a proteção de vigas e de fundações.

No litoral, portanto, a elaboração de um projeto de impermeabilização adequado é essencial para evitar os danos causados pela umidade.

3. Como garantir conforto térmico e isolamento na casa?

Por fim, vem o assunto mais importante quando falamos de construções no litoral ― o isolamento térmico. Ele é responsável por manter a qualidade das estruturas e trazer mais conforto aos usuários.

3.1 Isolamento térmico

O isolamento térmico é uma técnica utilizada para evitar as trocas de temperatura entre o meio interno e o externo. Desse modo, é possível manter uma temperatura estável dentro das construções no litoral e reduzir a dependência de equipamentos elétricos para a manutenção do conforto.

Esses materiais agem sobre um ou mais dos seguintes processos de transmissão de calor:

  • condução: ocorre quando dois materiais com temperaturas diferentes entram em contato físico. A energia do movimento das moléculas do mais quente é transmitida para o mais frio, aumentando os valores de temperatura. É o que ocorre quando um motor aquece a parede que está apoiado;
  • convecção: acontece devido à movimentação das massas de ar. Quando o ar é aquecido no solo, ele fica menos denso e é direcionado para cima. Por sua vez, a massa de ar mais fria é direcionada para baixo. Quando o telhado não é isolado termicamente, ele aquece constantemente as massas de ar superiores dentro do edifício e gera um fluxo de ar cada vez mais quente;
  • radiação: essa é a principal causa do aquecimento das estruturas de uma construção. As fontes de calor liberam ondas de energia que não dependem do contato físico para aquecer outros objetos. Ou seja, a transmissão de calor ocorre à distância. O principal exemplo nesse sentido é o sol. Por essa razão, cerca de 90% do calor absorvido por um edifício chega por meio da radiação.

A eficiência de um isolante depende diretamente de quão eficiente ele age sobre os três processos.

3.2. Sprays

Os sprays são feitos a partir de polímeros plásticos aplicados com bombas a jato. Assim, eles formam uma fina camada sobre as superfícies e podem impedir parte da condução de calor. Portanto, não agem sobre os processos de convecção e de radiação.

3.3. Espumas Expansivas (PU)

As espumas também são produzidas com polímeros plásticos, porém elas são pré-fabricadas. O principal material utilizado é o poliuretano, que já esteve envolvido em diversos incêndios devido à alta capacidade de combustão. Fique atento à ficha técnica do fabricante na hora de escolher essa tecnologia para sua construção no litoral.

3.5. Foils (Duralfoil)

Já os foils contam com uma ação bem diferente dos modelos anteriores, pois não agem sobre a condução, mas sobre a radiação. São lâminas altamente reflexivas que devolvem parte da radiação solar de volta para o meio ambiente. Isso impede que a energia seja transmitida para as estruturas da construção.

3.6. Mantas térmicas

As mantas térmicas podem ser feitas a partir de diversos materiais, cada qual com propriedades específicas. Em comum, eles apresentam uma maior flexibilidade e conformidade. A seguir falaremos dos principais tipos:

  • lã de vidro: fabricada a partir da sílica submetida a altas pressões, esse é um isolante fibroso com boa eficiência para bloquear processos de condução de calor, porém não atua na radiação;
  • lã de rocha: muito semelhante à anterior com a diferença de ser produzida a partir da diábase, uma rocha vulcânica;
  • Manta lã de PET: usualmente feita com garrafas recicladas, também só age sobre a condução de calor;
  • 3TC: além de um núcleo de poliestireno estendido maleável, que reduz grande parte da condução de calor, o 3 TC conta com duas camadas de lâmina reflexiva. Desse modo, pode atuar sobre todos os processos de transmissão de energia térmica. Por isso, falaremos dele, no final do post.

Por serem maleáveis, as mantas são utilizadas nas superfícies que exigem maior flexibilidade do material, como as quinas dos pisos e das paredes.

3.7. Placas térmicas

As placas térmicas costumam ser fabricadas com os mesmos apresentados acima. A grande diferença está nas técnicas de produção. Aqui, há um adensamento muito maior dos materiais ou um aumento na espessura. Com isso, se formam estruturas rígidas. São essenciais para regiões que não podem oferecer sustentação para as mantas ou que precisam de um reforço, que é o caso de construção no litoral.

3.8. O 3TC

O 3TC é baseado nas tecnologias desenvolvidas pela NASA para os trajes espaciais dos astronautas, uma vez que o Espaço está sujeito a amplas variações de energia. Seu principal diferencial é atuar sobre os três processos de transmissão de calor.

O seu núcleo de poliestireno estendido é altamente eficiente para impedir a condução de calor. Então, toda a energia vinda do contato com as massas de ar e com o solo pode ser mitigada.

Já as lâminas refletivas são capazes de devolver mais de 90% da energia solar para o meio ambiente e impedir que ela aqueça a construção. Com isso, temos um sistema completo de isolamento com a máxima eficiência.

Outro grande benefício desse sistema de isolamento térmico é que ele permite a utilização de outras técnicas construtivas que não eram tão eficientes para as regiões litorâneas. Por exemplo, as telhas metálicas seriam as opções ideais para evitar que as peças se soltem com a ação do vento, uma vez que elas são pregadas diretamente nas terças.

Contudo, elas transmitiam todo o calor da radiação solar para o ambiente interno. Com o isolamento, esse problema é eliminado, visto que as mantas podem ser integradas às telhas e trazer a máxima eficiência térmica para o ambiente.

Ademais, o 3TC é um material totalmente impermeável e pode reforçar ― ou mesmo substituir ― os sistemas de impermeabilização necessários para as construções litorâneas. Por conseguinte, ao utilizá-lo, você garante o conforto térmico mesmo diante do calor mais intenso e protege sua construção contra os potenciais danos ambientais.

Portanto, o sucesso da sua construção no litoral depende da escolha dos materiais e dos métodos construtivos certos. É imprescindível investir bastante a fim de prevenir os mais diversos riscos, como ventos fortes, temperaturas elevadas e alta umidade. Assim, é possível manter o conforto térmico e aumentar a vida útil de cada estrutura.

Você conhecia todos esses cuidados essenciais para as construções no litoral? Não?! Provavelmente muita gente também não conhece! Então, não deixe de compartilhar nosso post nas redes sociais!

A construção em contêiner tem sido cada vez mais utilizada, devido ao maior interesse das pessoas em conservar o meio ambiente, tornou-se uma tendência — além de ser uma necessidade — fazer com que a atividade da construção civil possa ser mais sustentável. 

Com vida útil extensa, esse material proporciona economia e velocidade de execução a uma obra. Por isso, não é por acaso que a construção em contêiner tem se tornado cada vez mais comum. Entretanto, existem alguns pontos que precisam ser considerados antes de utilizá-lo na construção.

Ao continuar a leitura deste artigo, você vai descobrir as vantagens e desvantagens de utilizar o contêiner na construção civil.

Quais são as vantagens da construção em contêiner?

Sustentabilidade

Uma das principais vantagens da construção em contêiner é a sustentabilidade. Normalmente, esse material é descartado após anos de uso no mercado marítimo, então há a chance de reutilizá-lo. Além disso,  durante a execução do processo construtivo reduz-se o uso de alguns recursos naturais,  como tijolo, areia, brita e aço, que são utilizados no tradicional método do concreto armado com fechamento em alvenaria.

Outro ponto importante é a possibilidade de manter a permeabilidade em até 90% do solo, já que o contêiner não necessita de uma grande área. Com isso, é possível manter intacta parte da geografia do terreno.

Praticidade e versatilidade

O uso de contêineres na construção civil é uma ótima solução para quem deseja uma obra ágil e com o mínimo de produção de resíduos. Por se tratar de um processo construtivo modular, é possível que a estrutura da edificação chegue completamente pronta até o terreno, bastando apenas realizar a sua instalação.

Após a conclusão da obra, caso seja preciso expandir a área construída, basta acoplar aos contêineres existentes outros módulos, os quais podem ser entregues prontos.

Baixo custo

Por se tratar de um material reutilizado, quando a obra é bem planejada e administrada é possível que o metro de área construída seja até 40% mais barato que o método tradicional de alvenaria. Além disso, pelo fato de a construção em contêiner ser um processo construtivo modular, o tempo da empreitada é menor, o que garante maior economia na mão de obra.

Aproveitamento do terreno

Os contêineres são projetados para suportar uma elevada carga, pois normalmente ocorre o empilhamento das unidades durante o seu armazenamento ou transporte. Dessa forma, é possível criar uma coluna de até nove peças, o que proporciona melhor aproveitamento do terreno.

Durabilidade

Apesar de o contêiner ter vida útil de apenas 10 anos como compartimento de transporte marítimo, em terra firme esse material pode ser utilizado por quase um século. Por ser construído em uma estrutura de aço, ele suporta grandes cargas e resiste a diversas intempéries.

Quais são as desvantagens da construção em contêiner?

Necessita de terreno amplo

Apesar de o contêiner utilizar pequena área do lote, é preciso que esse terreno tenha um espaço que permita a manobra das máquinas que farão a instalação dos módulos. Logo, não é recomendado o uso desse material em pequenos espaços e que apresentam difícil acesso.

Espaço

Por se tratar da reutilização de um compartimento de transporte, os contêineres apresentam um espaço pequeno e limitado, o qual não proporciona o conforto necessário para determinados usos. Além disso, essa área reduzida dificulta a elaboração do projeto e a distribuição dos módulos usados.

Uso de mão de obra especializada

Pelo fato de ser um processo construtivo modular, é preciso que haja mão de obra especializada na produção e instalação das unidades. Caso contrário, além de ter uma construção de baixa qualidade, é possível cometer erros que comprometam a estrutura da caixa. Em toda obra erros acarretam em novos custos.

Por exemplo, é necessário que a edificação seja projetada por alguém que conheça as limitações do material. Além disso, se o corte das esquadrias for feito de forma errada, deve-se fazer um reforço no contêiner.

Manutenção

Por se tratar de um material que passava parte considerável do tempo em contato com a maresia, é preciso ficar atento quanto a sua manutenção. Como é comum o contêiner ser adquirido com ferrugem, será preciso fazer um tratamento adequado para combater esse problema.

Além disso, é fundamental saber qual era a carga que esse compartimento transportava, pois existe o risco de contaminação devido à existência de algum vestígio.

Conforto térmico e acústico

Uma das principais desvantagens de utilizar a construção em contêiner é o seu baixo isolamento acústico e térmico. Afinal, dependendo da carga a ser transportada, não há necessidade de que esse compartimento apresente essas características. Assim, para ser usado como edificação, é preciso fazer adaptações, uma vez que o aço é péssimo isolante de sons e ótimo condutor de calor.

construção em contêiner

O que se deve saber para usar contêiner na construção civil?

Para garantir a sustentabilidade de uma construção em contêiner, é preciso que haja a reutilização do material. Caso o proprietário adquira um compartimento novo, a edificação provocará o mesmo impacto que aquela que utiliza o processo construtivo tradicional. Caso haja reaproveitamento do material, é preciso tomar alguns cuidados. Esse cuidados visam evitar o surgimento de patologias na edificação e a contaminação dos usuários.

Para poder reaproveitar um contêiner, o primeiro passo é analisar a documentação desse compartimento. Para isso, é preciso verificar se essa unidade pode ser usada para outros fins além do transporte de carga. Também é recomendado descobrir qual tipo de material foi transportado por essa caixa. Lembre-se que existe a possibilidade de haver contaminações em alguns casos. Outro ponto a ser considerado é a estrutura, pois não deve existir nenhuma avaria que a comprometa.

Finalmente, por se tratar de uma edificação, é fundamental que haja projeto. Dessa forma, será possível identificar quais soluções deverão ser usadas para melhorar o uso da construção e para proporcionar mais conforto térmico e acústico. Não se pode esquecer dos projetos complementares, pois é preciso saber a forma mais eficiente de fazer as instalações hidrossanitárias e elétricas desse edifício.

Como é possível perceber, apesar de existirem algumas desvantagens, a construção em contêiner é uma ótima alternativa. Eles permitem construir com velocidade, economia e sustentabilidade. Contudo, é preciso tomar alguns cuidados para que essa alternativa construtiva traga os benefícios desejados.

Caso você queira ficar sempre por dentro das últimas novidades da construção civil, não deixe de seguir nossa página no Facebook e o nosso perfil no Instagram e no LinkedIn.

Quem trabalha com construção civil sabe o quanto é importante diminuir as imprevisibilidades. Tudo isso para conseguir concluir a obra dentro de um prazo e de um orçamento predeterminados. Diante desse desafio, é fundamental encontrar meios que facilitem o trabalho no canteiro de obras sem que prejudique a qualidade da edificação a ser construída. Uma das que se destacam é a utilização do steel frame.

Dentre as várias soluções existentes no mercado, o steel frame vem ganhando espaço na construção civil brasileira. A popularidade vem aumentando devido às várias vantagens que esta tecnologia proporciona. Bastante utilizado nos países mais desenvolvidos, como Estados Unidos, Japão e grande parte do continente europeu, esse método construtivo consegue ser ecologicamente sustentável e de alto desempenho.

Ao ler este artigo, você descobrirá o que é o steel frame e as suas principais vantagens e desvantagens. Confira!

O que é steel frame?

O steel frame é um sistema construtivo caracterizado pelos materiais que utiliza. É comum a utilização de perfis de aço galvanizado na estrutura de paredes, vigas e outros elementos que suportam as cargas de uma edificação. Também conhecida como construção a seco, essa tecnologia praticamente não utiliza água no canteiro de obras. A exceção à essa regra é a etapa de fundação que ainda necessita de água no processo.

Historicamente, o steel frame surgiu como uma evolução do wood frame (estrutura de madeira). Isso se deve ao fato de ambos os sistemas utilizarem o mesmo princípio, sendo que o mais antigo utiliza a madeira como componente estrutural. Esse sistema utiliza perfis de aço leve com alguns revestimentos. Alguns exemplos são o OSB e o drywall. Para garantir melhor eficiência térmica e acústica, é imprescindível a utilização de material isolante.

Além disso, esse método construtivo é amplamente industrializado, o que garante um canteiro de obras sem resíduos. Ou seja,  Sustentabilidade garantida. Ademais, o steel frame possui o mínimo de desperdício e total previsibilidade dos custos, uma vez que os quantitativos são totalmente precisos.

Como funciona esse elemento construtivo?

Muitos profissionais da construção civil têm desconfiança e desconhecimento sobre tecnologias novas. Isso se deve pelo fato de o concreto armado com fechamento de alvenaria ainda ser o principal método construtivo utilizado no Brasil. Por isso, é importante saber como o steel frame funciona. Afinal, esse sistema proporciona mais qualidade e economia, além de apresentar um resultado visual semelhante, num cronograma mais curto.

Paredes externas

Um dos maiores preconceitos existentes no Brasil em relação ao steel frame é a baixa qualidade das paredes, que se acredita serem facilmente destruídas. Entretanto, isso não passa de um falso mito, pois é possível utilizar uma combinação de diversos elementos para proporcionar mais resistência a esse componente.

Os elementos mais utilizados como fechamento das obras em steel frame são:

Oriented Strand Board (OSB)

OSB é a sigla em inglês para painel de tiras de madeira orientada. Como o próprio nome já explica, esse material é constituído por tiras sobrepostas de madeira de reflorestamento, organizadas em uma mesma direção. A cada camada ocorre a alteração do sentido das lascas, de modo a gerar um produto resistente, com ótima propriedade de isolamento.

Placa cimentícia

Produzida por meio de uma mistura homogênea de cimento Portland e fibras sintéticas, a placa cimentícia é um material que apresenta grande durabilidade, versatilidade e facilidade no manuseio. Além disso, ela permite o revestimento com grande variedade de acabamentos.

OSB + placa cimentícia

Além do fato de essa combinação aproveitar as vantagens dos dois materiais, ela proporciona uma resistência ainda maior à estrutura do steel frame. Afim de descrever, separamos este vídeo da 3TC Isolamento de uma entrevista com um de nossos clientes. Além do relato, ele também aborda esse método construtivo:

 

Painéis de alumínio composto (ACM)

Produzido a partir de um núcleo de polietileno colado a duas placas de alumínio, o ACM é um material leve e durável. Por conta de suas características, é muito utilizado no acabamento de fachadas.

Paredes internas

Com uma estrutura semelhante à usada no fechamento externo, as paredes internas de steel frame recebem o nome de drywall pelo fato de serem constituídas por placas de gesso cartonado.

Ao utilizar uma fita niveladora para eliminar as emendas existentes entre as placas, cria-se uma parede totalmente plana, a qual pode receber qualquer tipo de acabamento — inclusive cerâmica, porcelanato, pedra e madeira.

Ao contrário das divisórias de drywall, as paredes de steel frame que utilizam esse material são mais robustas e resistentes devido ao contraventamento dos perfis de aço leve.

Lajes

É possível utilizar o steel frame como componente estrutural de uma edificação. Para isso, será preciso reforçar esse elemento para suportar os esforços que serão exercidos sobre ele.

Assim, uma laje construída utilizando esse processo construtivo é constituída por uma estrutura de aço galvanizado, reforçado com um contrapiso armado. Além disso, o fechamento é feito utilizando placas de OSB e o acabamento desejado. Normalmente, utiliza-se lã de vidro para fazer o isolamento acústico.

Cobertura

Nos últimos anos, houve aumento considerável do uso do steel frame nas coberturas. Afinal, esse método construtivo proporciona algumas vantagens em relação à madeira, como imunidade a parasitas, maior leveza e melhor resistência estrutural. Além disso, os perfis de aço galvanizado apresentam mais facilidade para vencer grandes vãos.

Quais são as vantagens do steel frame?

Como é possível perceber, o uso do steel frame proporciona diversas vantagens em um canteiro de obras. Pelo fato de ser um método construtivo industrializado, ocorre diminuição das imprevisibilidades da construção, uma vez que se aumenta a precisão dos processos e diminui-se o tempo para que a empreitada seja concluída.

Além disso, há economia no uso da água, pois utiliza um processo construtivo a seco. Este método é diferente do tradicional método do concreto armado com fechamento de alvenaria. Outro ponto positivo é a redução de desperdícios e entulhos produzidos no canteiro de obra.

Pelo fato de a estrutura do steel frame ser modular, a manutenção é facilitada. Caso ocorra um problema nas instalações hidráulicas ou elétricas, apenas é necessário retirar a placa para fazer conserto. Finalizado o trabalho, basta recolocá-la em seu lugar.

Esse tipo de edificação também apresenta elevada vida útil, a qual pode chegar a 300 anos.

Quais são as desvantagens do steel frame?

Apesar de o uso do steel frame proporcionar diversas vantagens à construção de uma edificação, existem alguns pontos negativos que atrapalham a disseminação de seu uso em nosso país. Uma das principais desvantagens é o custo, pois ele ainda é superior ao observado nas obras tradicionais. Por isso, o seu uso é recomendado apenas quando se tem pressa para que a construção fique concluída rapidamente.

Outro ponto a ser considerado é a escassez de mão de obra especializada. Como tal processo construtivo não permite erros em seu planejamento e execução, é preciso que a equipe de obras seja treinada para executar esse tipo de instalação.

No entanto, o que mais atrapalha a propagação do uso desse método construtivo é a barreira cultural existente no Brasil. Afinal, devido à desconfiança de muitos profissionais e clientes, ainda é comum priorizar o uso dos métodos tradicionais da construção civil.

Apesar disso tudo, o uso do steel frame ainda é uma ótima solução para a construção civil brasileira. Por meio dele, é possível obter obras organizadas, previsíveis, com menos desperdícios e céleres.

Agora que você sabe o que é o steel frame, que tal aprender um pouco mais sobre mantas e isolantes térmicos? Até mais!

Ter privacidade domiciliar é um bem almejado por muitas pessoas. Principalmente para aquelas que se incomodam com ruídos e sons externos intensos. Nesse contexto, aprender sobre o que é isolamento acústico e quais as formas de realizá-lo torna-se essencial, uma vez que é a partir dessa técnica que se consegue diminuir a intensidade com que o som propaga para um ambiente.

Deste modo, isolamento acústico nada mais é do que a capacidade que certos materiais possuem de bloquearem o som entre ambientes diferentes. Em outras palavras, é o isolamento do som externo a partir de uma barreira física composta por materiais densos. Cabe destacar também que quanto maior o peso do componente dessa barreira, maior será o seu nível de isolamento acústico.

Sendo assim, entenda mais sobre como se faz o isolamento sonoro e quais são as suas vantagens.

Os malefícios de sons intensos

Sons com intensidade acima de 65 dB já podem ser prejudiciais à saúde. Além disso podem acarretar em perda gradual auditiva e irritações no ouvido quando a exposição é excessiva. Para essas ocasiões, essencialmente se a fonte sonora for externa ao ambiente, o isolamento acústico passa a ser uma boa solução.

Vantagens do isolamento acústico

Providenciar a utilização dessa técnica traz diversas vantagens, seja para ambientes residenciais, seja para empresas e laboratórios de pesquisa. Conheça algumas delas a seguir.

Privacidade

Como já mencionado, um ambiente com boa privacidade necessariamente precisa ter um conforto sonoro satisfatório. Isso porque ruídos externos quando intensos atrapalham a convivência e alteram a rotina natural de uma casa.

Qualidade de vida

Sons de alta intensidade além de incomodarem (inclusive ocasionando mudanças repentinas de humor) são prejudiciais à saúde, pois, podem causar doenças no sistema auditivo.

Qualidade do som ambiente

Competir com ruídos externos para tentar manter uma conversa em casa, ou até mesmo escutar uma música, é extremamente desagradável. Dessa forma, o isolamento acústico de fato potencializa a qualidade do som ambiente, evitando assim poluição sonora.

Diferença entre absorção sonora e isolamento acústico

A absorção sonora é o processo feito por materiais que transformam a energia sonora em térmica e mecânica. Exemplificando, absorvedores não isolam o som, eles têm a capacidade de atenuarem diferentes fontes sonoras inseridas num mesmo ambiente, melhorando dessa forma a qualidade do som local.

Diferentemente dos materiais que realizam o isolamento, os absorvedores são mais eficientes quanto menor for a sua massa e densidade. Deste modo, outra característica importante a se destacar nos absorvedores é a presença de poros em sua composição, justamente para que as ondas sonoras passem sem serem refletidas.

Materiais

São as características físicas dos materiais que determinam qual será o comportamento da onda sonora ao incidir sobre a sua superfície. Consequentemente, diferentes materiais originam em diferentes processos sonoros.

Isolantes

Devem ter muita massa, duros e de superfície lisa. O aço, concreto, gesso, tijolo maciço, madeira e chumbo são bons exemplos de materiais para isolamento acústico, já que impedem a transferência sonora devido à dificuldade de propagação do som nesse meio.

Refletores

Minimizam a reverberação sonora (quando as ondas são refletidas de forma reiterativa) e ainda podem ser isolantes. Sua propriedade principal é a superfície lisa, encontrada em pisos de cerâmica, algumas madeiras, massa corrida.

Difusores

Materiais difusores conseguem espalhar as ondas sonoras, sendo usados sob específicas angulações para que não ocorra eco ou reverberação. Lambris, forros com poros, 3TC e pedras são exemplos de difusores.

Absorventes

Os materiais classificados como absorventes recebem o som e dissipam sua energia de vibração. Vale lembrar que estes materiais transformam a energia sonora em energia térmica (calor). Componentes que realizam a absorção acústica devem ser leves, de baixa densidade e espessos, como as espumas, lã de vidro, lã de rocha, feltros ou outros semelhantes que possuem poros e muita espessura.

Formas de aplicação do isolamento acústico

Existem diversas maneiras de se realizar o isolamento acústico, que são determinadas a partir de parâmetros financeiros, nível de isolamento e intensidade do som a ser isolado.

Parede dupla

A técnica de duplicar uma parede e deixar um espaço com ar entre elas é antiga e muito utilizada na hora de realizar o isolamento acústico. A explicação para a sua eficácia está no fato da onda sonora ficar aprisionada nessa câmara de ar existente. Essa característica garante que o som terá dificuldades para se propagar, criando o efeito de isolamento acústico.

Parede de gesso

Bastante utilizada em hospitais e hotéis, a parede de gesso também é uma boa medida para isolar ruídos externos, já que é de fácil instalação, pode ser montada por meio de perfis mais largos e ainda ser preenchida com lã de vidro.

Manta acústica

A manta acústica é um componente autoadesivo aplicada nas regiões onde há maior propagação sonora oriunda de ambientes externos. Sua grande vantagem é a versatilidade, pois, pode ser customizada e instalada em diversos ambientes, inclusive no interior de automóveis. Os materiais mais comuns para a fabricação de uma manta acústica são: lã de rocha; lã de vidro e espuma de poliuretano.

Como identificar o melhor tipo de isolamento acústico

Para especificar qual será a melhor maneira de realizar o isolamento sonoro de uma determinada localidade é preciso levar em conta vários fatores. Como mencionado, é preciso analisar a área que receberá o isolamento, a frequência e a intensidade do som externo a ser minimizado e a disposição física do ambiente; estes são os principais parâmetros que devem ser analisados.

Vale ressaltar que esse estudo só é feito com qualidade por um especialista da área. Ou seja, ao necessitar de um isolamento acústico, é prudente a busca de ajuda profissional, para que assim todos as questões técnicas sejam devidamente averiguadas.

Sendo assim, depois de entender com clareza o que é isolamento acústico e como ele é feito (destacando sua simplicidade e rapidez na instalação), é fácil perceber o quão vantajosa essa técnica é, seja para residências, seja para empresas. Principalmente porque garante privacidade, conforto sonoro ambiente e qualidade de vida, tudo isso a partir de um acessível investimento financeiro.

ABNT 15575

A norma técnica da ABNT fala de desempenho térmico e acústico em relação aos materiais e às técnicas construtivas adotadas na construção, afim de assegurar a qualidade do produto final. Ou seja, a norma vem para proteger consumidores e investidores do ramo imobiliário na hora de comprar ou alugar uma casa, apartamento, escritório, e outros tipos de edificações. Se quiser saber mais, fizemos um post bem explicativo, dedicado a essa norma, que impacta a todos os projetos aprovados depois de Julho de 2013.

Qual a melhor opção para minha necessidade?

Primeiramente, vale lembrar que cada tipo de projeto acústico é único. Esta característica é importante pois cada tipo de construção, cada ambiente,e especificação de necessidade vai precisar de tecnologias e intervenções diferentes. Como por exemplo, o isolamento de um estúdio de gravação é bem diferente de uma parede ou sótão de uma casa. Da mesma forma, também é diferente para um local que quer impedir que o som saia daquele ambiente, para um local que a necessidade é não deixar o som entrar. Outro ponto importante é se o ambiente está na fase de projeto ou se é uma reforma. São muitas variáveis a serem consideradas na hora de especificar em projetos e intervenções. Caso queira ver isolamento acústico ao extremo, conheça o quarto mais silencioso do mundo:

Insonorização

Algumas pessoas também chamam o isolamento acústico de insonorizarão. Resumidamente, significam a mesma coisa. O isolamento ou insonorizarão ideal vai sempre unir diferentes tipos de tecnologias construtivas e também de isolamento. Ou seja, cada um vai desempenhar um papel diferente no processo da atenuação acústica ou isolamento acústico. O ideal é sempre criar uma sequência de obstáculos para o som ter mais dificuldade de se propagar. Pelo modo que o som se propaga, é necessário que o espaço fique confinado. É importante eliminar frestas entre os fechamentos, pois isso pode prejudicar todo o isolamento/tratamento acústico.

Em estúdios de gravação, teatros, e outros locais similares, o ambiente em si é modificado, pois precisam da otimização sonora. Ou seja, melhorar o alcance do som sem perder a qualidade, diminuindo a formação de eco. Entretanto, alguns desses lugares precisam conter o som também. Por isso alguns lugares possuem estruturas anguladas que dissipam a onda sonora afim de não deixá-la passar adiante.

Gostou de saber mais sobre isolamento acústico? Então, comente no post e compartilhe a sua experiência em relação a esse assunto.

Hoje em dias novos projetos e reformas na construção civil estão em todos os lugares. As preocupações de quem está realizando ou pagando pelo serviço são as mesmas: custo, tempo de instalação e benefícios. Ou seja, é uma questão de custo e controles. Sendo assim é preciso analisar minuciosamente a relação custo-benefício dos serviços acabados. Pensando nesta questão que tecnologias de instalação fácil, rápida, com um custo acessível surgem no mercado. Tecnologias como o drywall. Hoje em dia existe um movimento para informar e treinar profissionais para capacitá-los a realizar instalações técnicas. Estas tecnologias não são tão novas assim em outros países, mas tem se tornado cada vez mais utilizadas aqui por conta dos vários benefícios.

O que é Drywall?

Drywall em tradução livre significa “parede seca”, e está relacionado à construção seca. Da mesma forma, o este método de construção pode incluir forros de gesso, placas cimentícias, woodrame e steelframe. De maneira geral a tecnologia consiste num sistema de vedação composto por uma estrutura metálica de aço galvanizado ou ripas de madeira, e placas ou chapas aparafusadas nesta estrutura. Desta forma esta tecnologia não necessita de argamassa para sua execução, reduzindo assim a quantidade de entulhos e é bem mais rápida. As paredes de Drywall fazem parte da construção a seco.

A propósito, prédios inteiros estão sendo construídos desta forma hoje em dia. Por causa da praticidade, o drywall é mais utilizado em reformas, principalmente em escritórios, lojas e salas comerciais. Esta tecnologia reduz e muito o tempo de duração se comparado a um sistema de alvenaria tradicional, com menos entulho. De acordo com a Associação brasileira do Drywall o consumo do material no ano de 2013 foi de 50 milhões de metros quadrados.

3TC Isolamento - Drywall

Cada obra tem uma característica diferente e necessidade diferente, por isso as placas de drywall possuem algumas alternativas que podem ser priorizadas. Exatamente por isso compilamos a lista abaixo para que você saiba mais um pouco sobre cada tipo de placa:

Chapas de gesso Standard (ST) Cor branca.

A chapa Standard (ST) é recomendada para uso geral em áreas secas, emprega-se em paredes e forros do sistema drywall.

Chapas de gesso Resistentes à Umidade (RU) Cor verde.

Esta variedade é indicado para os “ambientes molhados”: ambientes sujeito a respingos ou que tenha alta taxa de umidade. Exemplos: banheiros, áreas de serviço, cozinhas, dentre outros. Nestes locais é imprescindível a utilização da chapa verde de drywall do tipo RU, que possui em sua composição química, componentes hidro fugantes, que protegem a superfície contra umidade.

A placa de gesso RU não é a prova d’água e por isso não recomenda ser usado em teto, sobre piscina ou sauna, já que o nível de água/umidade recebida pela placa nestes ambientes é constante, e resultará na deterioração do material. É recomendado apenas como fechamento vertical nas paredes.

Nota importante: é importante realizar a impermeabilização da chapa verde na maioria dos casos. Recomenda-se a impermeabilização da base da parede e revestimentos em drywall com chapas RU, evitando infiltração pelo solo ou pela parede.

Gesso RU

Chapa verde (RU) é a recomendada para assentamento de cerâmica, pois a argamassa colante é misturada com água. No caso de uma chapa Standard, a placa absorve a água e, com o tempo, acaba descolando a cerâmica assentada. Para fixação da cerâmica utiliza-se argamassa tipo AC II ou AC III.

Chapas de Gesso Resistentes ao Fogo (RF) Cor rosa.

Esse tipo de placa de gesso possui, dentro outros componentes, a fibra de vidro em sua fórmula. A fibra de vidro é um material com muita resistência ao calor e ao fogo. Por isso, são bastante indicadas para escadas enclausuradas, saídas de emergência e áreas com risco de incêndio. Resistência ao fogo quer dizer o retardamento das chamas se comparado às chapas ST, obedecendo as normas da NBR 15575.

3TC Isolamento e Drywall ripas de madeira

Chapas de Gesso Acústicas

Um grande problema da construção em drywall consiste no isolamento térmico e acústico da estrutura. Para isso existem as chapas acústicas com poder de absorção e reverberação sonora. Além disso elas também podem contribuir na renovação do ar e são indicadas para restaurantes, bares e locais que necessitam de um reforço no isolamento acústico. Para o isolamento térmico, o produto mais indicado é o 3TC Isolamento de 10mm, garantindo conforto térmico e eficiência energética. Para um reforço acústico, recomenda-se isolamento fibrosos de alta densidade.

Placas Cimentícias

As placas cimentícias costumam ser mais caras que as placas de gesso pois seu método de fabricação precisa de mais recursos. Ela é mais utilizada nas áreas externas por oferecerem mais resistência à ação do tempo que placas de gesso. Além disso o processo de instalação dela é bem parecida com o das placas de gesso. Para não ter problemas, o segredo é seguir as diretrizes técnicas de instalação de cada fabricante.

Algumas vantagens dessa tecnologia incluem a alta durabilidade e resistência ao fogo. Ademais, elas podem receber diversos tipos de acabamento ou revestimentos, como pintura, textura, cerâmica e pastilhas, podendo até mesmo ficarem aparentes.

Desvantagens

A desvantagem das placas cimentícias é que o manuseio é bem mais difícil que das placas de gesso, por serem mais pesadas. Em segundo lugar elas também costumam ter um preço mais elevado tanto do m2 comprado como instalado, justamente por ser um material mais resistente e mais denso. Nesse sentido, na hora de escolher qual a melhor opção para sua finalidade, é importante utilizar o material correto para a finalidade correta. Desta forma consegue-se o melhor acabamento pelo custo-benefício mais adequado.

Caso tenha se interessado pela informação, encontramos um artigo científico que explora muito bem esse tema com diversas citações e com informações mais profundas e detalhadas sobre o tema, principalmente no que diz respeito ao comparativo das paredes de alvenaria e drywall: https://goo.gl/tF1c2Y. O artigo tem autoria de Jordana Tavares Santos e Ligia Eleodora Francovig Rachid.