A NBR 10152 estabelece a intensidade sonora máxima que pode ser suportada pelos ocupantes de um determinado espaço urbano. Em outras palavras, essa norma técnica regulamenta os níveis de ruído que interferem no conforto acústico dos moradores de determinado ambiente.

Além de regulamentar a intensidade sonora, a NRB 10152 determina quais ajustes devem ser feitos para minimizar os ruídos externos ou internos e normatiza o padrão saudável para a saúde física e mental de todos, de modo a garantir um melhor conforto acústico.

A NBR 10152 trata de questões acústicas, a área da física que estuda os fenômenos relacionados ao som e a sua propagação. Conhecer essa disciplina a fundo é fundamental para projetar espaços confortáveis e que garantam o bem-estar dos ocupantes, seja o ambiente residencial ou voltado para atividades profissionais.

A seguir, explicaremos melhor a NRB 10152 e seus principais conceitos. Vamos lá? Acompanhe!

O que é a NBR 10152?

O crescimento populacional e o aumento das construções mal planejadas no espaço urbano acarretaram a piora na qualidade de vida dos moradores devido ao aumento da poluição sonora.

Os ruídos são gerados, em grande parte, pelo trânsito, pela circulação de pessoas em escolas e centros comerciais e pela ocorrência de grandes construções.

Essa poluição, isoladamente ou combinada, pode gerar sérios danos a saúde da população como distúrbios do sono, estresse, irritabilidade, depressão e ansiedade. Pode ainda gerar problemas circulatórios e pressão alta.

A normatização das atividades sonoras é fundamental para garantir o bem-estar, a saúde física, a saúde mental e o bom convívio social de toda uma comunidade.

A NBR 10152 regulamenta os níveis de ruído compatíveis com o conforto acústico dos ocupantes de um determinado espaço. Segundo essa norma, cada ambiente deve observar um determinado nível de ruído.

De fato, uma sala de aula, por exemplo, deve observar uma intensidade sonora muito diferente de um hospital ou de um ginásio olímpico. Escritórios, shoppings, aeroportos e terminais rodoviários também são espaços que devem ser construídos conforme as especificações da NBR 10152.

 

 

Quais são os principais pontos abordados pela NBR 10152?

A NBR 10152 passou por uma atualização para melhor adequá-la as necessidades das construções atuais. Contudo, o foco da norma continua o mesmo: padronizar os ambientes do ponto de vista acústico e garantir o bem-estar dos habitantes.

Além disso, a norma especifica o nível de ruído recomendado segundo o tipo e uso de cada construção. Também fornece parâmetros que devem ser seguidos para medir o ruído de um ambiente quanto ao tempo, descritores de níveis sonoros e posicionamento de microfones e outros equipamentos de captação do som.

Qual é a importância da NBR 10152?

Engenheiros e arquitetos devem conhecer o desempenho acústico dos materiais utilizados em um projeto de construção ou reforma. Além disso, é importante saber como elementos construtivos como ar-condicionado, parede divisórias e postes de iluminação interagem uns com ou outros.

De fato, um projeto deve ter a participação de um especialista em acústica na fase de concepção para garantir que o layout favoreça o conforto acústico dos moradores e atenda as especificações das normas vigentes.

O projeto acústico visa ainda aliar soluções técnicas com a parte estética da edificação de modo que os clientes possam saber quais são os melhores materiais para cada cômodo da casa. Claro, também determina como os telhados devem ser construídos.

Assim, será possível adquirir produtos inovadores e de alto desempenho, que tornarão o espaço mais confortável do ponto de vista acústico e favoreçam a comunicação. Claro, essas escolhas devem ser compatíveis com o design, ventilação e com os requisitos de segurança de cada projeto. Daí a importância da NBR 10152.

Quais são os problemas causados pelo excesso de ruído?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a audição humana suporta bem ruídos de até 50 decibéis (dB) e grande parte da população não percebe ruídos mais baixos que 30 dB.

Já os ruídos acima de 65 dB causam irritabilidade, estresse e dificultam a comunicação. Quando a medição ultrapassa 85 dB, os usuários podem sofrer danos neurológicos e psicológicos como cefaleia e insônia. O excesso de barulho pode levar ainda a problemas de audição.

A exposição excessiva a barulhos intensos pode causar problemas como fadiga, ansiedade, irritabilidade e estresse. A exposição prolongada a esses ruídos pode levar a perda de audição, que pode ser temporária ou definitiva.

Claro, os danos variam de pessoa para pessoa e conforme o tempo de exposição. Dores de cabeça e zumbido no ouvido, em geral, são problemas temporários. Já a perda auditiva e o aumento da pressão sanguínea podem ser irreversíveis e muitas vezes podem não ser notados no momento em que ocorrem.

Por outro lado, um ambiente onde não há ruídos pode se tornar monótono, deixando as pessoas sonolentas e desanimadas. No entanto, isso dependerá do tempo de exposição e do espaço em análise, visto que muitas pessoas preferem dormir em espaços totalmente silenciosos ou com um nível de ruído muito baixo.

Como minimizar o ruído dos ambientes?

Entenda tudo sobre a NBR 10152, que normatiza o conforto acústico

A aplicação de materiais de de atenuação acústica, como o 3TC, nas construções garante o conforto e o bem-estar dos moradores.  Além de evitar a interferência do ruído, o material elimina o desconforto térmico proporcionando ambientes perfeitos para o trabalho, estudo, descanso e, é claro, para o lazer.

Desenvolvido com tecnologia da Nasa, o 3TC lida com as três formas de calor: a condução que ocorre quando o calor de propaga por diferentes materiais, a convecção, que é a transmissão pela atmosfera e a radiação, oriunda dos raios infravermelhos.

Fabricado com poliestireno expandido (EPS) e duas lâminas de polímero reflexivo, o material barra até 97% dos raios ultravioleta do sol, e forma uma cobertura flexível, resistente à umidade e contínua que favorece a vedação do ambiente.

O desempenho superior do material não significa aumento de custos. A eficiência térmica proporciona maior conforto aos moradores, o que se reflete em contas de energia mais baratas devido à redução do uso do ar-condicionado e aquecedores elétricos. Além disso, o 3TC é muito menos volumoso que isolamentos tradicionais, o que elimina a necessidade de construções adicionais.

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Você sabe do que se trata a NBR 15575-3, qual sua função e objetivos? Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a finalidade principal das normas técnicas é promover qualidade, segurança e bem-estar no dia a dia das pessoas. No caso da construção civil, esses objetivos são previstos tanto no decorrer da construção quanto durante o uso e a operação de uma edificação.

Diante desse assunto, a NBR 15575 é uma das normas de maior relevância. Afinal, aborda aspectos relacionados ao desempenho de edificações habitacionais. Por isso, leva em consideração alguns requisitos, como segurança, estanqueidade, desempenho térmico, acústico e lumínico, qualidade do ar, acessibilidade etc. Quer saber mais sobre esse assunto e entender em que consiste a parte 3 dessa NBR? Então, continue a leitura!

O que é a NBR 15575

A NBR 15575 de 2013, mais conhecida como Norma de Desempenho, é dividida em 6 partes, que visam abordar diferentes níveis de desempenho para cada um dos sistemas construtivos de uma unidade habitacional. Confira as partes da NBR15575:

  • 15575-1 — requisitos gerais;
  • 15575-2 — requisitos mínimos para os sistemas estruturais;
  • 15575-3 — requisitos necessários para os sistemas de piso;
  • 15575-4 — requisitos relacionados aos sistemas de vedações tanto internas como externas;
  • 15575-5 — requisitos para os sistemas de cobertura;
  • 15575-6 — requisitos que envolvem os sistemas hidrossanitários.

Qual o objetivo da NBR 15575

A NBR 15575 tem como principal objetivo garantir e definir marcos de qualidade nos imóveis habitacionais. Isso é alcançado por meio de parâmetros, quantitativos e sistemas de medição, que possibilitam o acompanhamento e a verificação de todo o processo construtivo, reduzindo incertezas e evitando critérios que até então eram subjetivos.

Além disso, também é um grande objetivo estimular uma mudança de cultura na engenharia, tornando todos os processos e as etapas mais eficientes e elevando a durabilidade e a sustentabilidade das edificações.

Qual a aplicabilidade e a abrangência da NBR 15575

É importante salientar que essa norma não se aplica às edificações já existentes, obras em andamento, reformas ou retrofits. Também não é válida para as edificações que são temporárias ou as que estavam com os projetos protocolados nos órgãos competentes até a data em que a norma entrou em vigor.

Tirando esses casos, a NBR 15575 se aplica a todo tipo de edificação habitacional, não importando se são isoladas, geminadas, o número de pavimentos, a tecnologia construtiva ou os métodos utilizados.

O que dispõe a NBR 15575-3

Conforme o próprio nome indica, a parte 3 da NBR 15575 dispõe sobre os requisitos para os sistemas de piso. Por isso, envolve aspectos que abrangem o desempenho térmico e acústico, o conforto antropodinâmico e tátil, a durabilidade, a manutenibilidade e a segurança durante o uso.

A parte 3 da NBR 15575 dispõe que os sistemas de piso precisam contar com as seguintes camadas:

  • acabamento;
  • fixação;
  • contrapiso;
  • isolamento térmico e acústico;
  • impermeabilização (em alguns casos);
  • estrutural.

Desempenho estrutural

Na parte 3, consta que os pisos precisam apresentar desempenho estrutural por meio de resistência a impactos de corpos moles e duros. Para isso, devem-se utilizar na construção os pisos e as pedras que foram aprovados nos ensaios de impacto realizados tanto em laboratório quanto nas obras.

Segurança contra incêndio

Somado ao desempenho estrutural, é necessário que os pisos apresentem segurança contra incêndio, resistindo ao fogo e dificultando a sua propagação. Assim, é preciso evitar materiais combustíveis.

Segurança para uso e operação

A parte 3 da NBR 15575 também destaca aspectos de segurança para o uso e a operação em diferentes ambientes, como áreas molhadas, molháveis e secas. Tanto para cada uma dessas áreas quanto para terraços, escadas, rampas e áreas comuns, deve-se respeitar os coeficientes de atrito mínimos definidos, evitando quedas e acidentes.

A norma também prevê os desníveis máximos e alguns parâmetros mínimos para garantir a segurança, sendo alguns deles aplicáveis apenas aos ambientes comuns.

Estanqueidade

Os pisos também precisam ser estanques, evitando umidade ascendente. Além disso, devem atender às definições destacadas na norma para as áreas molháveis.

Durabilidade e Vida Útil de Projeto

A durabilidade está diretamente interligada à vida útil de projeto — VUP —, que é definida no momento em que a edificação foi projetada. De acordo com a norma, a VUP pode ser:

  • mínima — maior ou igual a 13 anos;
  • intermediária — maior ou igual a 17 anos;
  • superior — maior ou igual a 20 anos.

Além disso, os pisos das áreas molhadas e molháveis não devem apresentar danos por presença de umidade, de acordo com os critérios definidos na norma. Os pisos também precisam ser resistentes a agentes químicos e abrasão, conforme as normas específicas.

Funcionalidade e acessibilidade

Esse item dispõe sobre aspectos e características que os pisos precisam ter nas áreas privativas e comuns, assim como os desníveis e a superfície dos pisos para cada tipo de ambiente. Aqui também são abordadas características que proporcionam boa acessibilidade aos portadores de necessidades especiais e sinalizações indicando degraus, rampas etc.

Conforto tátil, visual e antropodinâmico

É um item que trata da homogeneidade em relação à planicidade de nível dos pisos, ou seja, da camada de acabamento do sistema de pisos.

Desempenho acústico e térmico

O desempenho acústico em pisos está relacionado ao ruído de impacto entre pavimentos, indicando os níveis mínimos e máximos e também quando é necessário a existência de algum tratamento acústico.

Inclusive, o desempenho acústico em pisos também está relacionado ao ruído aéreo entre as unidades residenciais. Já em relação ao desempenho térmico, quando o sistema é bem executado, com os materiais adequados, a transmissão de calor é reduzida, tornando os ambientes mais agradáveis e adequados.

Quem são os responsáveis pela implementação

Como uma edificação apresenta diferentes fases, a NBR 15575 estabelece diversos responsáveis:

  • fornecedor — pessoa jurídica, privada ou física, que é responsável pela caracterização do desempenho do elemento ou sistema, assim como pela previsão do prazo de vida útil, cuidados no uso e operação e aspectos relacionados à manutenção;
  • incorporador — pessoa física ou jurídica, que pode ser quem comercializa a edificação ou não. Há a chance de ser tanto o proprietário como o titular de direitos, o construtor ou o corretor. Sua responsabilidade está diretamente ligada aos atos de realizar estudos técnicos e providenciar o projeto arquitetônico e os complementares, assim como as demais informações relevantes e necessárias;
  • construtor — pode ser a pessoa física ou jurídica que executa o empreendimento de acordo com os projetos e as condições preestabelecidas. Por isso, é responsabilidade do construtor elaborar manuais referentes ao uso, operação e manutenção, atendendo tanto a NBR 5674 quanto a NBR 14037. Esses manuais devem ser entregues a cada um dos proprietários e ao condomínio;
  • projetista — profissional responsável por estabelecer, elaborar e indicar propostas técnicas que visam atender a vida útil definida para cada sistema. Para isso, deve especificar os materiais e os processos adequados, a fim de atingir o desempenho definido anteriormente. O projetista também precisa seguir as normas específicas do seu tipo de sistema construtivo;
  • usuário — o usuário final da edificação, mesmo que não seja proprietário, tem como responsabilidade usá-la corretamente, não alterando cargas e destinação sem a aprovação dos órgãos competentes e da construtora. Para fazer isso, ele também deve ter o acompanhamento dos devidos profissionais.

Como você pôde ver, a NBR 15575-3 é de extrema importância para a qualidade, a segurança e a durabilidade de uma unidade residencial, abordando diversos níveis, que vão desde as características visuais e táteis até a segurança estrutural, contra incêndio, a estanqueidade e o isolamento acústico e térmico. E sim, a atenção com o sistema de pisos é muito relevante para obter um bom resultado final para o isolamento e o conforto de uma edificação.

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São vários os fatores presentes em um ambiente de trabalho capazes de interferir na produtividade de uma equipe. Dentre esses parâmetros, é fundamental destacarmos as condições ergonômicas oferecidas pelo empregador, visto que, além de se relacionarem com o conforto ocupacional, também possuem ligações com a saúde e o humor da equipe de trabalho.

Infelizmente muitas empresas não dão a devida atenção para as condições ergonômicas disponibilizadas em suas dependências, fato este que é explicado pela falta de conhecimento sobre as várias vantagens ao assegurá-las.

Sendo assim, confira tudo sobre condições ergonômicas.

Conceito de ergonomia no trabalho

A palavra ergonomia remete ao estudo entre a relação ser humano/ambiente laboral. Em outras palavras, é uma análise detalhada sobre todos os elementos de um local que estão diretamente relacionados com o conforto, bem-estar e, acima de tudo, a segurança no trabalho de uma equipe.

Vale ressaltar ainda, que não importa o risco das tarefas a serem desempenhadas, todas elas necessitam de uma análise ergonômica adequada.

Relação entre ergonomia e produtividade da equipe

Esperar que uma equipe de trabalho entregue todo o seu potencial para uma empresa vai muito além de apenas garantir a contratação de excelentes profissionais.

Como exemplo prático, é impossível exigir bons resultados de desempenho de uma equipe que trabalha em um canteiro de obras sem os devidos Equipamentos de Proteção Individua – EPIs, ou de colaboradores que atuem em um escritório com baixa luminosidade e cadeiras desconfortáveis.

Sendo assim, é possível fazer uma associação direta entre a ergonomia e a produtividade de uma equipe, ou seja, quanto melhores as condições de trabalho que um empregador possa oferecer, sem dúvida, melhores serão os resultados de produtividade que a equipe em questão entregará.

Vantagens de um ambiente ergonômico

Podemos destacar as seguintes vantagens ao assegurar a ergonomia em uma empresa:

  • garantir a saúde e segurança do trabalho para todos os membros da empresa;
  • diminuir as chances de ocorrerem acidentes de trabalho, visto que todos os riscos serão previamente analisados e posteriormente traçadas medidas para que sejam neutralizados/reduzidos;
  • melhorar o humor da equipe de trabalho, uma vez que ela será valorizada e desempenhará todas as tarefas com conforto e segurança;
  • aumentar a produtividade dos colaboradores;
  • evitar lesões consequentes de esforços repetitivos, má postura e negligência dos EPIs;
  • possibilitar que atividades laborais sejam desempenhadas seguindo os parâmetros ideais de eficiência, visto que as condições de trabalho estão adequadas.

Normas regulamentadoras

Existem algumas normas regulamentadoras que especificam como que as condições de um determinado ambiente de trabalho precisam estar. Busca-se assegurar o conforto e a segurança da equipe.

Deste modo, os parâmetros que classificam as condições ergonômicas como satisfatórias ou inadequadas não são subjetivos. Isto é, são claramente determinados segundo algumas NRs.

Norma Regulamentadora 15

Tratando das atividades e operações insalubres, a NR 15 tem como principal objetivo estabelecer padrões técnicos para classificar um ambiente ocupacional quanto ao grau de sua insalubridade. Seguir essa norma impacta diretamente na produtividade. Isso de dá por ela colocar limitações em cargas horárias, bem como relaciona-se com o bem estar do colaborador. Isto posto, vai depender de análises, medições e atividades que a própria NR regula e indica como fazer.

Além disso, essa norma prevê um adicional sobre o salário ― conforme as características do risco e a intensidade de exposição ―, para a equipe que desempenha tarefas nestes ambientes identificados como insalubres.

A NR 15 padroniza parâmetros para os seguintes locais de trabalho:

  • presença de ruídos intensos (sejam eles contínuos, sejam eles intermitentes);
  • limite de exposição ao calor;
  • limite de exposição ao frio;
  • exposição às radiações não ionizantes;
  • trabalho em ambientes com alterações na pressão;
  • atividades em áreas com umidade elevada;
  • presença de agentes químicos;
  • elevada concentração de agentes biológicos.

Norma Regulamentadora 18

a NR 18 é uma norma que detalha as condições ergonômicas adequadas para a indústria da construção. Segundo essa norma, é dever do empregador garantir algumas condições básicas em um canteiro de obras. São eles:

  • instalações sanitárias;
  • vestiários;
  • alojamentos;
  • local de refeições;
  • área de lazer;
  • ambulatório, quando se tratar de uma equipe de trabalho com 50 ou mais membros.

Por ser uma indústria com várias ramificações e englobar tarefas de diferentes naturezas, na construção civil, há várias possibilidades de um ambiente ser classificado como insalubre. Entretanto, a NR 18 detalha todas as atividades e as suas respectivas condições ergonômicas ideais.

4 dicas para melhorar a ergonomia no ambiente de trabalho

Uma vez que já sabemos o que é ergonomia, bem como as suas vantagens ao ser garantida em um local de trabalho, é interessante destacar algumas dicas que as viabilizam.

Deste modo, confira 4 orientações para melhorar a ergonomia. São elas:

1. Conheça sua equipe

Estreitar a relação empregador/equipe de trabalho é muito importante para que a comunicação interna seja feita de forma clara, rápida e sem burocracias.

Uma vez que essa comunicação é realizada com eficiência, a equipe se sente mais confortável para sugerir melhores condições ergonômicas quando necessário, viabilizando, dessa forma, ambientes de trabalho mais saudáveis e seguros.

2. Disponibilize todos os EPIs

Como vimos ao longo do conteúdo, a segurança no trabalho é extremamente importante para a garantia de ambientes ergonômicos.

Nesse contexto, vale destacar a importância de disponibilizar todos os Equipamentos de Proteção Individual – EPI para a equipe. Com pouco investimento é assegurando assim, além do conforto ao desempenhar tarefas de risco, locais de trabalho com chances reduzidas de ocorrerem acidentes. Menos acidentes impacta positivamente o passivo trabalhista e também a produtividade.

EPIs básicos

EPIs são os aliados nº 1 de empresas e funcionários para evitar acidentes de trabalho

3. Delimite tarefas

Ao delimitar tarefas, um colaborador vai saber exatamente o que deve saber fazer. Desta forma ele estará menos propício a se expor às atividades que contenham riscos para os quais ele não está protegido.

E para alcançar esse patamar de organização na empresa, é imprescindível que haja uma clara delimitação das tarefas, para que, dessa forma, cada equipe execute apenas o serviço que ela sabe que as condições ergonômicas estão favoráveis.

4. Realize avaliações de desempenho

Muitas vezes um baixo rendimento no trabalho está associado com condições ergonômicas precárias. Baixo rendimento afeta diretamente a produtividade da equipe como um todo. Portanto, é importantíssimo ficar atento a esse fator.

Por esse motivo, realizar avaliações de desempenho periodicamente ajudam a detectar baixos rendimentos de equipes. Uma das causas possíveis é da equipe não estar alocada em um ambiente ergonômico.

Portanto, após entender o conceito de condições ergonômicas e verificar todos os seus benefícios para a produtividade da equipe, é fácil perceber o quão importante esse parâmetro é para as atividades laborais.

Cabe lembrar ainda que a empresa que não garante aos seus colaboradores boas condições de trabalho está sujeita a multas e penalidades trabalhistas, conforme as NRs 15 e 18.

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