A construção de silos para grãos garante o armazenamento adequado da safra e da ração fermentada destinada a alimentação do rebanho, a silagem.

Guardar sementes, grãos e a alimentação dos animais de maneira correta garante a durabilidade desses produtos e, é claro, a rentabilidade do produtor.

Os silos podem ser grandes ou pequenos. Os maiores permitem o armazenamento de diferentes produtos, no entanto dificultam a carga e a descarga dos grãos e sementes. Os menores são mais fáceis de limpar e quando construídos ao lado de outras estruturas, devem guardar espaço para circulação de veículos, pessoas e animais.

Além disso, os silos podem ser elevados ou subterrâneos – ambos precisam ser impermeabilizados para aumentar a sua resistência e durabilidade.

Quer saber mais sobre o assunto? A seguir explicaremos melhor outras características que você deve observar na construção de silos para grãos. Vamos lá? Acompanhe!

Guia para a construção de silos para grãos

O que é um silo?

Como você sabe, silos são estruturas usadas no armazenamento da safra. Permitem que os grãos sejam guardados em seu estado natural, sem a necessidade de barris ou sacos.

Essas construções são fundamentais para a otimização e para a comercialização da colheita, o que garante a lucratividade da empresa agrícola e a continuidade do negócio. Os silos mantêm a qualidade do produto armazenado, permitindo que seja vendido durante todo o ano, e são fáceis de carregar e descarregar.

Outra função do silo é o armazenamento de forragem destinada a alimentação do rebanho. Também é possível construir essas estruturas para o armazenamento de biomassa, protegendo-a da chuva, do calor excessivo e da umidade do solo. Nesse caso o silo precisa ser bem ventilado e fácil de drenar.

Classificação dos silos

Ao escolher o silo ideal para a sua propriedade é preciso observar os recursos que você deseja investir e os materiais disponíveis próximos a propriedade. Também é importante observar o tamanho da fazenda.

De acordo com um artigo científico publicado sobre o assunto, os silos podem ser destinados ao armazenamento de sementes e cereais ou forragens verdes. Em geral, são de alvenaria, cimento ou de material metálico. Também podem ser construídos com madeira, nesse caso a estrutura pode ser simples ou dupla.

A construção de silos para grãos exige cálculos estruturais precisos para garantir a sua resistência e durabilidade. Os mais comuns são os elevados, mas também podem ser subterrâneos. A estrutura precisa ser revestida, o que garante que a umidade não estrague a safra. Caso seja construído em uma encosta, o ideal é que seja de alvenaria.

Silos usados para o armazenamento de forragens podem ser cilíndricos ou poligonais. Já os usados para o armazenamento de grãos podem ter formatos variados. Caso sejam subterrâneos, no entanto, podem ter secção circular ou trapezoidal.

Vantagens e desvantagens de cada tipo de silo

Silos elevados

Os silos elevados são mais caros que os subterrâneos, no entanto, são mais resistentes e duráveis. Os de alvenaria exigem pouca manutenção, já os silos de madeira ou metal devem ser lavados e pintados com certa frequência para que a sua estrutura permaneça íntegra.

Para se manter livre da água da chuva devem contar com um telhado, o que evitará que parte dos produtos armazenados se estrague devido à umidade e ao calor.

Construções de madeira são mais baratas, no entanto, estão sujeitas a incêndios e ao ataque de roedores. Além disso, precisam ser impermeabilizadas com frequência. Os silos elevados mais duráveis e resistentes são os de alvenaria, que apresentam estrutura de tijolo e cintas de concreto armado.

Silos subterrâneos

Os silos subterrâneos precisam ser revestidos e impermeabilizados para resistir as mudanças climáticas e manter as sementes longe da umidade. Podem ser construídos em encostas e em terrenos pouco rochosos. Nesse tipo de estrutura, a carga é mais ágil e a descarga mais dispendiosa.

Silos elevados dificultam a carga, no entanto, facilitam a descarga de semente e grãos.

Capacidade

Para calcular a capacidade dos silos destinados à forragem para a alimentação de vacas leiteiras devemos estabelecer um consumo diários de 8 a 10 kg por cabeça. Esse número inclui as perdas que ocorrem no transporte e no abastecimento das baias.

Assim, para alimentar o rebanho durante três meses é necessário de 1200 a 1500 kg de forragem. Depois de ensilada e adensada, o alimento pesa entre 600 a 700 kg. Assim, temos:

1200 a 1500 V = ~ 2m3, para 150 dias. 600 a 700

O resultado é aproximado, já que a densidade da forragem pode variar de acordo com o adensamento e com o acondicionamento. Como esse valor pode variar de 0,2 a 1% do total – é importante analisar cada caso com cuidado.

O volume, portanto, deve ser calculado de acordo com o tamanho do rebanho e deve observar o período em que a alimentação será utilizada. Na construção de silos para grãos cilíndricos, temos:

V = p x r x 2h, onde r representa o raio e h a altura do silo. Caso a estrutura seja circular subterrânea a altura média é de 3m e a largura de 2m. Já em um silo elevado cilíndrico, a altura corresponde a 3 vezes a largura.

Caso o perfil seja trapezoidal, basta desconsiderar uma das dimensões e deduzir a outra. Assim, em todos esses casos, ao calcular o comprimento é possível descobrir o volume.

Por exemplo, para alimentar um rebanho de 60 animais, durante 3 meses, utilizando-se 20m³ de forragem, temos a seguinte capacidade de armazenamento ( considerando um silo cilíndrico):

V=120m3 — r 2 h, Considerando r = 2m, v = 120 e h = 10m, temos v=16m³.

Características importantes

A impermeabilidade também é um fator que deve ser observado com cuidado na construção de silos de grãos, uma vez que a estrutura deve evitar que a água entre em contato com o material armazenado. A construção também ser vedada para que o ar não entre pelas laterais ou por baixo.

No entanto, o ar proveniente do telhado pode adentrar a estrutura e entrar em contato com as sementes. A construção deve ser vedada para evitar que roedores comam a forragem. Além disso, o material utilizado não deve ser comburente, para que em caso de incêndio, as chamas não se alastrem. Além disso, a estrutura deve permitir a fácil conservação.

Guia completo da construção de silos para grãosFoto: bengaws.com

Partes essenciais do silo

Fundações e alicerces

Em terrenos firmes, o alicerce deve ter, pelo menos, 2m de profundidade e não há necessidade de preparar o terreno para a construção. A sapata deve ser de concreto armado, com espessura mínima de 30mm.

Caso o terreno seja muito arenoso, há a necessidade de estaquear a construção. Nesse caso, as estacas podem ser de concreto ou de madeira, que devem ser tratadas para evitar o ataque de cupins, fungos e bactérias.

Piso

O piso deve ser de concreto liso e impermeável. Além disso, deve facilitar o escoamento da água da chuva e da lavagem, o que exige uma inclinação mínima de 15º.

Cava

A cava garante a estabilidade, por isso é importante observá-la na construção de silos para grãos. No entanto, o fundo da cava não deve ficar a mais de 2m abaixo do nível do terreno para não dificultar a remoção das sementes e dos grãos.

Impermeabilização

As paredes internas, externas, o piso e as cavas devem ser impermeabilizados para evitar que as chuvas ou o vento estraguem os grãos. A cava deve ser tratada em ambas as faces.

O terreno também deve ser impermeabilizado antes do início da construção. Os silos internos devem receber tratamento em ambas as faces, nesse caso, as paredes devem ser revestidas com areia, cimento e impermeabilizante. Em seguida, as paredes devem ser pintadas. Também é possível usar uma mistura de asfalto e gasolina, em partes iguais, para essa finalidade.

Parede

Paredes de alvenaria devem ser construídas com dois tijolos de espessura na parte inferior, reduzindo-se para 11/2 tijolo no corpo. A parte superior deve ter 1 tijolo de espessura. Esses tijolos devem ser assentados com argamassa, cimento e areia.

Na construção de silos para grãos de alvenaria mista, o alicerce deve ter a espessura de 11/2 tijolo. O restante da construção deve ter a espessura de 1 tijolo. Projetos de concreto armado devem exibir superfícies que variam de 7 a 15cm.

Já os silos de madeira devem ser superfícies revestidas por estuque, tela metálica ou tarugos. O ideal é que as paredes sejam duplas. Os silos metálicos podem ser montados com chapas simples.

Estrutura e reforços

Na construção de silos para grãos de alvenaria, a fundação deve ser de tijolos e concreto. Nos projetos de alvenaria mista, a estrutura deve ser reforçada por pilares e cintas de concreto armado.

Já as construções de madeira ou de chapas de metal devem exibir cintas metálicas ajustadas com parafusos especiais. Nos silos de madeira, as cintas podem ser substituídas por pares de tirantes ajustados com parafusos, porcas e arruelas.

Contraventamento

Na construção de silos para grãos de madeira ou de metal o contraventamento impede que o silo se deforme. Essas estruturas ligam as partes opostas da construção, formando triângulos que reforçam a estrutura.

Telhado

Pode ser de madeira, cerâmica, de zinco ou de fibrocimento. Silos de alvenaria podem ter telhados de concreto armado.

Todas essas coberturas devem contar com um sótão ou alçapão para permitir a acesso dos operários ao interior do silo. Quando fechada, a estrutura deve evitar que a água penetre no interior. O telhado deve contar com frestas de ventilação que permitam a entrada do ar.

Esgoto

O ralo do silo deve ser ligado a rede de esgoto, permitindo a saída da água da chuva e da limpeza. Os canos de saída devem ser construídos com manilhas de barro, canaletas de tijolos ou tubos metálicos.

Escada

A construção de silos para grãos circulares ou subterrâneos deve contar com uma escada fixa para garantir o fácil acesso dos operários.

Conservação e preservação

Antes do início da carga, toda a estrutura deve ser lavada e desinfectada. Silos metálicos devem ser repintados a cada 3 anos.

Paredes de madeira devem ser previamente tratadas para evitar que apodreçam ou sofram ataques de cupins. Esse tratamento deve ser feito com soluções industriais apropriadas que não contaminem o produto armazenado na construção, como a solução de cal com arseniato de cálcio ou o sulfato de cobre.

Guia completo da construção de silos para grãos

Foto: homes.com.br

Carga e descarga

Carga

Em silos de até 4m de altura, a carga é feita com auxílio de escadas ou rampas de acesso. Estruturas maiores exigem  elevadores ou esteiras movidas a motor elétrico. Esses silos devem contar, ainda, com ventiladores que podem ser combinados com máquinas para picar a forragem. Nesse caso, o material deve ser acamado e arrumado por um operário.

Para completar a carga do silo é preciso esperar que o volume diminua, o que ocorre devido ao desprendimento de gazes. Após esse processo, completa-se, então, a carga. Quando a carga é feita com o auxílio de máquinas, começa-se pela janela de baixo, para economizar energia.

Descarga

Nos silos elevados a descarga é feita pelas janelas ou pelas caixas, com abertura de 60 x 60cm. Essas estruturas devem ser vedadas com madeira ou com uma chapa metálica.

Nos silos subterrâneos, a descarga é feita com o auxílio de caixas, cordas e carretilhas. As janelas e caixas devem ser vedadas com borracha ou com outro material adequado para evitar que a umidade penetre no silo.

O formato das caixas pode ser circular, semi-circular ou retangular. Nesse caso, os lados devem medir entre 60 e 70cm e deve ser altura mínima de 2m. Pode ser de madeira, fibrocimento ou concreto e exibir superfícies lisas, para não prender a forragem. Caso a estrutura seja de madeira, os pregos devem ser colocados pelo lado de dentro.

Silos grandes vs pequenos

Silos pequenos facilitam a carga e a descarga. Também facilitam o corte e a distribuição de forragem. Assim, o ideal é construir mais de um silo pequeno em vez de um grande.

Caso os silos sejam construídos em série, é importante observar o espaço de circulação de veículos, pessoas e animais. Devem ser construídos em terrenos secos e pouco arenosos e próximos do rebanho. O ideal é que sejam construídos como um anexo dos estábulos ou das cavalariças.

Conheça o 3TC

Para garantir a qualidade dos grãos e das sementes, os silos devem ter uma temperatura ideal. De fato, o calor e a umidade excessivos afetam a qualidade da produção, uma vez que promovem o aquecimento da massa e a sua deterioração.

No entanto, se a umidade no interior do silo for muito baixa, os grãos podem quebrar ou trincar, o que diminui a qualidade do produto. Assim, a umidade deve ser mantida em torno de 13%.

3TC Isolamento na UBS da Sementes Primeira em São Gabriel do Oeste, MS.

Entretanto, se a umidade dos grãos ficar muito baixa, haverá maior facilidade de ocorrerem danos mecânicos, como grãos quebrados ou trincados, o que diminui o valor do produto. Assim sendo, a média recomendada de umidade é de 13%.

Isso significa que a construção de silos para grãos deve contar com um isolante, capaz de manter a umidade e a temperatura adequadas durante todo o ano.

O 3TC é um isolante térmico inovador que elimina as 3 formas de transmissão de calor: a condução, a convecção e a radiação. A condução térmica ocorre quando o calor é transmitido por materiais e fluidos, a convecção por meio do ar ou do vapor e a radiação, por raios infravermelhos.

A maioria dos isolantes térmicos elimina apelas a condução, que corresponde a apenas 10% da perda de calor de um ambiente. Os outros 90% de perda faz com que o silo se aqueça de maneira exagerada, ou perda calor de forma excessiva nos dias mais frios do ano.

O 3TC é feito de poliestireno expandido (EPS), material muito eficiente quando o assunto é isolamento térmico e muito usado em projetos de casas e indústrias. Além disso, o material apresenta superfícies reflexivas, que barram os raios infravermelhos e a radiação térmica.

 

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O material veda totalmente o silo e outras construções agrícolas, impedindo a entrada de vapores e dificultando a transmissão de calor por convecção. O 3TC também pode ser usado em projetos residenciais e comerciais.

Esse ótimo desempenho, no entanto, não implica em aumento dos gastos – como o 3TC é menos volumoso que os revestimentos térmicos tradicionais, o tempo de construção é reduzido, assim como o custo do transporte. O revestimento 3TC também reduz as contas de energia em até 35%, uma vez que diminui a necessidade de usar ar-condicionado e aquecedores para garantir que a temperatura do silo permaneça ideal para o armazenamento.

Além disso, o é rápido e fácil de instalar. O material pode se fixado por pressão, colado, amarrado, encaixado ou pregado as superfícies do silo, o que garante um baixo volume de resíduos. A técnica escolhida depende das caraterísticas da construção e da escolha do proprietário.

Portanto, apesar de serem desafiadores, os projetos de isolamento térmico para silos garantem a qualidade ideal dos produtos armazenados.

Agora que você já sabe o que observar na construção de silos para grãos, que tal descobrir como a temperatura influencia na germinação e no vigor das sementes?

A influência da temperatura na germinação e vigor de sementes é um assunto que desperta muito interesse entre os produtores e gestores do agronegócio.

É fácil descobrir quando uma semente foi castigada pela geada. No entanto, as altas temperaturas podem ser tão prejudiciais quanto as baixas, fazendo com que a muda não se desenvolva de forma plena. E isso pode causar imensos prejuízos financeiros ao agronegócio.

Existe uma disparidade considerável quando se trata dos danos causados pela temperatura nas sementes. Algumas murcham quando o termômetro começa a subir, enquanto outras conseguem germinar bem nas mesmas condições. Por esse motivo, as culturas precisam ser estudas e analisadas caso a caso.

Vale observar que o potencial genético de uma semente só será atingido ao contar com um bom sistema de multiplicação. Nesse cenário, a influência da temperatura na germinação e vigor de sementes precisa ser analisada para que as plantas cresçam com saúde e vigor.

Falhas no processo de armazenamento e estocagem também podem resultar em prejuízos para o produtor.

Quer saber mais sobre esse assunto e garantir a lucratividade da produção? Então, acompanhe as informações que apresentaremos nesse artigo!

Importância do armazenamento correto ao analisar a influência da temperatura na germinação e vigor de sementes?

O local e o método de armazenamento devem ser observados com especial atenção pelos produtores para garantir que a semente possa germinar e crescer com vigor.

A produção de sementes de soja, por exemplo, deve observar um rígido controle de qualidade para garantir que os consumidores tenham acesso a um produto em bom estado. Claro, isso exige investimento tecnológico, uma vez que as unidades de semente exigem processos cada vez mais modernos e inteligentes.

A conservação também deve ser feita de maneira adequada. De fato, o armazenamento é essencial para a germinação e assim garantir que as sementes estarão em bom estado para o plantio. O armazenamento feito de maneira adequada é essencial no sucesso da lavoura e consequentemente no potencial produtivo da operação.

 

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O nosso país conta com diversos microclimas. A influência da temperatura na germinação e vigor de sementes deve ser analisado regionalmente, uma vez que as condições do sul do país não são as mesmas da região norte ou nordeste, que é sujeito a altas temperaturas por todo o ano.

A região sul do país apresenta clima frio durante uma parte do ano. Para essa localidade, é possível reduzir a construção de câmaras frias. Já cidades localizadas no Mato Grosso ou em Goiás, que possuem um clima mais quente, precisam ter mais investimentos em câmaras frias para garantir a vitalidade das sementes.

Influência da temperatura na germinação e vigor de sementes

Quais são os riscos do armazenamento incorreto?

Influência da temperatura na germinação e vigor de sementes também afeta essa etapa da produção. O armazenamento adequado garante a qualidade dos insumos durante o tempo de armazenamento.

Assim, as sementes estarão a salva da deterioração, garantindo a longevidade até o plantio da próxima safra.

A etapa de armazenamento das sementes tem início nas instalações do sementeiro e termina com a semeadura do campo. Como esse período pode se estender por vários dias, ou até mesmo semanas, é preciso usar técnicas que garantam as melhores condições possíveis.

Esses cuidados evitam a baixa produtividade e garantem o vigor germinativo. E isso evita o comprometimento da produção e consequentemente os prejuízos.

No armazenamento das sementes também é preciso eliminar focos de infestação, o que exige maior controle da parte do produtor — o ideal é que as sementes saiam do armazém diretamente para o plantio de modo a não ficarem em ambientes sem condições adequadas.

Boas condições de armazenamento garantem a qualidade do plantio e o retorno financeiro. Também previne atrasos e elimina possíveis danos a colheita.

Influência da temperatura na germinação e vigor de sementes

Quais fatores influenciam na qualidade das sementes?

O armazenamento adequado minimiza riscos e garante o vigor das sementes. Nessa etapa, os seguintes fatores merecem especial atenção.

Temperatura

É muito importante observar a influência da temperatura na germinação e vigor de sementes. A maioria das semente exige temperatura de armazenamento perto de 25ºC. Já  milho e a soja exigem temperaturas mais baixas, em torno de 20ºC.

Quando a temperatura aumenta cerca de 5ºC, a longevidade da semente é reduzida à metade. Essa variação contempla temperaturas na faixa de 0ºC a 50ºC. Assim é preciso investir em equipamentos de refrigeração, caso o sementeiro esteja localizado em uma cidade muito quente.

Vale observar que os armazéns devem permanecer bem ventilados, o que ajudará a manter a temperatura constante.

Umidade relativa do ar

A influência da temperatura na germinação e vigor de sementes deve ser analisada em conjunto com a umidade, que interfere diretamente na qualidade das sementes. O aumento de 1% do grau de umidade (quando se analisa o intervalo de 5 a 14%) reduz o vigor das sementes em até 50%.

Nas condições ideais de armazenamento a soma entre temperatura e a umidade relativa do ar não deve ultrapassar 45 graus. Nessa equação os dois termos precisam ser cuidadosamente mensurados para que a longevidade das sementes garanta a qualidade do plantio.

Muitos armazéns têm umidade do ar em torno de 12%. Acima desse patamar as sementes ficarão muito úmidas, acelerando o processo de apodrecimento e o surgimento de fungos e bactérias.

Circulação do ar

Esse é outro aspecto fundamental ao analisar a influência da temperatura na germinação e vigor de sementes.

Armazéns e outros espaços de armazenamento precisam ser bem ventilados. No entanto, é preciso garantir que a umidade do lado de fora não interfira no ambiente interno, o que pode prejudicar a qualidade das sementes.

Além disso, é preciso organizar as sementes de modo a garantir o máximo proveito da circulação de ar. Carregar demais o armazém impede que as sementes aproveitem esse benefício, diminuindo a sua durabilidade.

Organização 

O armazém deve ser um espaço bem iluminado e limpo, o que impede a proliferação de pragas. Sempre que possível, os volumes devem ser condicionados sobre paletes de madeira, de modo a evitar o contato direto com o chão.

Além disso, as sementes não devem ter contato com as paredes do galpão, por isso é preciso mantê-las a uma distância de pelos menos 1,5 m da estrutura. O espaço deve ser destinado apenas ao armazenamento de sementes, uma vez que essas não devem permanecer próximas a produtos químicos ou adubos.

Limpeza

Influência da temperatura na germinação e vigor de sementes deve ser observada em espaços limpos e organizados.

Esse é um fator primordial para a manutenção da qualidade de sementes. Para isso, é importante haver profilaxia antes da entrada dos produtos no armazém e durante todo o tempo em que eles ficarem guardados. É fundamental, por exemplo, varrer as sementes que venham a cair no chão. Isso evitará focos de insetos e roedores.

É indispensável, ainda, acompanhar e controlar a presença desses problemas e de pragas, como traças e fungos: assim que descobertas, sementes mofadas devem ser imediatamente eliminadas.

Materiais adequados

Muitas empresas agropecuárias utilizam contêineres para armazenar sementes. Essa opção permite a fácil limpeza, impede a entrada da umidade e pode ser climatizada facilmente para atender as especificações de cada região. 

Isso é fundamental ao observar a influência da temperatura na germinação e vigor de sementes. Além disso, esse equipamento dispensa a construção de um espaço para o armazenamento. Após o uso ele pode ser reaproveitado para guardar insumos e outros materiais utilizados na lavoura.

Garantindo o armazenamento correto das sementes

Como dissemos acima, manter o espaço limpo e arejado permitirá o máximo aproveitamento das sementes. Seja um contêiner ou um armazém, é preciso manter o espaço livre de pragas que possam atacar os insumos.

Além disso, providencie paletes e faça a distribuição correta dos pesos entre os suportes e os mantenha longe das paredes. Isso garante maior ventilação e minimiza os efeitos negativos da troca térmica entre o ambiente externo e interno.

As pilhas de semente não devem ter uma altura elevada e devem permanecer longe do teto, que alcança temperaturas mais elevadas. Fato que deve ser verificado ao observar a influência da temperatura na germinação e vigor de sementes. Veja aqui um artigo que escrevemos sobre beneficiamento de sementes!

Também é importante higienizar corretamente o espaço e aplicar inseticidas ou pesticidas caso se mostre necessário.

Lembre-se, ainda, de implantar um programa de controle de pragas que inclua o uso armadilhas e a aplicação de produtos específicos pata tratar os problemas. Os paletes utilizados devem ser limpos, esterilizados e plastificados, o que garante proteção adicional contra a umidade e o ataque de insetos.

Por fim, ao carregar ou descarregar as sementes é preciso evitar impactos, de modo a garantir a a sua integridade.

Estudo de caso 1: sobre a influência da temperatura na germinação e vigor de sementes de plantas tropicais

O cupuaçu é uma árvore frutífera da região da Amazônia, que desponta como uma alternativa promissora para indústria alimentícia. O fruto pode ser usado na fabricação de sorvetes, licores, sucos, geleias, bombons e doces.

Cada espécie vegetal consegue se desenvolver com máximo vigor em um determinado clima. De fato, a temperatura atua diretamente nos processos bioquímicos e fisiológicos. Esse fator afeta diretamente a velocidade de germinação.

Isso significa que influência da temperatura na germinação e vigor de sementes deve ser analisada e replicada, de modo a garantir uma safra saudável e rentável.

O estudo científico publicado pela Revista Agropecuária Brasileira sobre influência da temperatura na germinação e vigor das semente de copuaçu utilizou três substratos no teste de geminação: areia fina peneirada, serragem curtida e vermiculita número 3. Todo o material utilizado foi previamente esterilizado.

As sementes foram previamente escolhidas e preparadas de acordo com o método de Figueiredo. O teste foi realizado em diferentes temperaturas: 15, 20, 25, 30 e 35ºC e durou 25 dias. Os seguintes parâmetros foram utilizados:

1. Índice de velocidade de geminação (IVG)

A contagem teve início no quinto dia após o plantio das sementes e prosseguiu até o final da germinação. Considera-se germinada a semente que apresentar radícula de 1 cm de comprimento.

O índice de velocidade de geminação é obtido ao dividir o número de sementes geminadas por dia pelo tempo transcorrido desde o plantio.

2. Porcentagem de sementes germinadas e porcentagem de plântulas normais

Passados 25 dias do início do experimento se verificou o percentual de sementes germinadas, normais e anormais, bem como o percentual de plantas que morreram.

Uma planta normal apresenta radícula, caulículo e plúmula bem desenvolvidos. Já o vigor é avaliado pela medição do caulículo da plântula, pelo comprimento da radícula e pelo peso da matéria seca dos cotilédones.

Influência da temperatura na germinação e vigor de sementes

Resultados do estudo sobre a influência da temperatura na germinação e vigor de sementes

Após a análise dos resultados verificou-se que a temperatura influencia diretamente no vigor das sementes.

No quinto após a semeadura, as sementes que estavam no tratamento de 15º não geminaram e no tratamento de 20% esse índice atingiu cerca de 10%. Já as sementes no tratamento de 25%, 30% e 35% a germinação atingiu 40%.

Esses resultados revelaram que as sementes do copuaçu germinam mais facilmente em temperaturas mais altas, enquanto as baixas temperaturas retardam o processo. Vale ressaltar que essas sementes se comportam de forma semelhante à semente de cacau, que não gemina a temperaturas inferiores a 10º C.

A partir do décimo dia, a porcentagem de sementes germinadas estabilizaram-se em todos os substratos, o que evidencia que as plantas tropicais crescem com mais vigor em locais de temperatura mais elevada.

Influência da temperatura na germinação e vigor de sementes

Índice de velocidade de geminação do estudo sobre a influência da temperatura na germinação e vigor de sementes

Após a análise dos resultados verificou-se que as sementes germinam melhor em temperaturas compreendidas entre 25 e 30ºC.

A temperatura de 35ºC se mostra a melhor para iniciar o processo germinativo, no entanto, a partir do décimo quarto dia o crescimento se mostra mais lento quando comparado as temperaturas de 20, 25 e 30ºC. Isso significa que a exposição prolongada a 35º bloqueia a germinação das espécies tropicais como cacau e caju.

Porcentagem de plântulas normais

A porcentagem de plântulas normais é a mesma nas temperaturas de 20, 25, 30 e 35ºC. Na temperatura de 15º as sementes que germinaram não atingiram o estágio de plântula no prazo determinado.

O vigor das semente apresentou o seguinte resultado no citado estudo sobre a nfluência da temperatura na germinação e vigor de sementes:

Altura da parte aérea da plântula: As sementes plantadas a 30º C cresceram mais vigorosas e tiveram pleno desenvolvimento. O crescimento foi menor em sementes expostas a 20, 25 e 35ºC.

Comprimento da radícula: As plantas cultivadas a 30ºC apresentaram sistema radicular mais desenvolvidos que as armazenadas em temperaturas de 20, 25 e 35ºC. No entanto, nessas temperaturas as sementes apresentaram desenvolvimento semelhante.

Aos 35ºC, a raiz das plantas se atrofiou, levando a queima do hipocólito. Ou seja, embora essa temperatura favoreça o aparecimento da radícula, ela provoca a queima da planta.

Peso da matéria seca dos dicotilédones: Nesse quesito, temperaturas entre 20 e 25ºC apresentaram melhores resultados que as demais. Entre 30º e 35º não se observou diferença significativa.

Segundo o estudo, é possível concluir que as sementes geminam bem em diferentes substratos. Quando expostas por longos períodos a temperaturas próximas a 15ºC, as sementes perdem a sua vitalidade.

Ao serem expostas a temperaturas de 35ºC, as sementes germinam mais rapidamente, no entanto, a ridícula e o hipocólito se queimam após permanecerem muitos dias expostos as altas temperaturas.

A melhor temperatura para a germinação é de 20 a 25ºC, faixa que também permite o pleno desenvolvimento das plantas de espécies tropicais.

Estudo de caso 2: influência da temperatura na germinação e vigor de sementes de soja e outros grãos

Outro estudo sobre publicado na Revista Brasileira de Sementes buscou verificar a iInfluência da temperatura na germinação e vigor de sementes de soja.

As sementes foram multiplicadas e divididas em dois blocos, subdividos em quatro parcelas. Foram colhidas com 15, 30 e 45 dias de maturação, ou seja, no estágio R8 da escala de Fehr. Após a secagem, as vagens foram separadas em uma câmara fria à temperatura de 10ºC e umidade relativa de 60% até o início das medições.

Os testes foram conduzidos no laboratório da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Para verificar se seria possível reduzir o tempo de embebição das sementes, realizou-se o teste de condutividade elétrica (CE) de três maneiras:

  • Metodologia tradicional: composta de quatro repetições de cinquenta sementes, pesadas com precisão e colocadas em copos plásticos com 75 ml de água. Esses recipientes eram então colocados no sementeiro a uma temperatura de 25º C por 24h. Após esse período realizou-se o teste de condutividade.
  • Segunda etapa: as sementes foram levadas ao semeador na temperatura de 32ºC por 10, 30, 60 e 20 minutos e após esse período, realizou-se a leitura da condutividade elétrica da solução.
  • Terceira etapa: as sementes foram levadas ao semeador a temperatura de 40ºC por 10, 30, 60 e 20 minutos. A leitura da condutividade elétrica foi realizada ao término do período.

Cada teste consiste em quatro repetições com 50 sementes cada. Essas foram distribuídas em recipientes com água destilada a temperatura de 25ºC. As medições foram realizadas após cinco dias e após oito dias e a porcentagem de plantas normais, anormais e mortas foi estabelecida segunda as Regras para Análise de Sementes (Brasil, 1992).

Para o teste de envelhecimento acelerado (EA), foram utilizadas caixas plásticas com espaço sufiente para 50 sementes para cada tratamento, colhidas no ensaio de campo.

Essas sementes foram mantidas à temperatura de 42ºC, durante 48h. Em seguida, teve início o teste de germinação, sendo a avaliação do número de plântulas normais feita aos cinco dias após a instalação do teste, expressando-se os resultados em (%) porcentagem.

A análise global indicou que a qualidade das semente das sementes declina progressivamente caso a colheita demore para ocorrer, assim como ocorre pela influência da temperatura na germinação e vigor de sementes.

A metologia empregada indicou é possível reduzir o tempo de embebição das sementes de soja em períodos inferiores a 24 horas para identificar os lotes que apresentam baixa qualidade. Essa possibilidade já foi observada em estudos anteriores em espécies como amendoim, girassol, milheto, tomate, feijão-vagem e quiabo.

Como a tecnologia 3TC permite construir estruturas que garantem o crescimento eficaz das sementes?

Como dissemos, a influência da temperatura na germinação e vigor de sementes é fundamental para garantir uma colheita de qualidade.

A temperatura de um ambiente oscila devido a troca de calor entre o meio externo e interno. Essa perda é decorrente de três fomas de transmissão: condução, que decorre da transmissão de calor entre materiais e fluidos, convecção, troca de calor por meio de gases, fluidos e vapores e radiação, oriunda dos raios infravermelhos.

Isolantes térmicos tradicionais, como a manta térmica, eliminam apenas a condução, o que corresponde a uma pequena da perda de calor do ambiente. Assim, a maior parte do calor é dissipado, fazendo com que a sementeira se torne fria no inverno e demasiadamente quente no verão.

O 3TC é uma solução tecnológica que forma uma cobertura flexível, impermeável e contínua (assista aqui a um dos vídeos de instalação do 3TC na UBS da empresa Sementes Primeira). Ao usá-la, a sementeira estará a salvo da entrada de vapores o que dificulta a transmissão de calor por convecção.

Ideal para diversos tipos de aplicação no agronegócio, como UBS e armazéns de semente, o 3TC atua em três frentes, o que garante a alta produtividade da sementeira e permite atender as necessidades das diferentes culturas. Veja aqui a instalação do 3TC Isolamento na Cooperativa CAMISC!

Sementeiras com o 3TC Isolamento é uma solução que elimina a transferência e a perda de calor, atuando diretamente contra a condução térmica — a solução é composta de duas lâminas de polímero reflexivo, que barra 97% dos raios infravermelhos, o que elimina a radiação térmica.

Construir ou reformar galpões com o 3TC isolamento não implica em maiores custos. Muito pelo contrário, a eficiência térmica pode reduzir custos com ar-condionado, ventiladores e aquecedores, o que pode gerar uma economia de até 35% no consumo de energia.

Além disso, permite controlar a influência da temperatura na germinação e vigor de sementes. É importante observar ainda que, o 3TC é muito mais leve que os isolamentos tradicionais, o que reduz o custo com o transporte e o tempo de obra.

Agora que você já sabe mais sobre a influência da temperatura na germinação e vigor de sementes que tal investir em um bom sistema de isolamento térmico que ajude a proteger toda a operação e o processo produtivo? Conheça melhor o 3TC Isolamento e invista nessa tecnologia!

As evoluções do beneficiamento de sementes trouxeram grandes impactos no desenvolvimento da agricultura. Afinal, seus processos permitem aumentar a produtividade das lavouras.

Como se sabe, suas técnicas surgem de estudos que verificam as necessidades de conservação de cada tipo de semente, como umidade ideal, temperatura e outros pontos.

Por esse motivo, é muito importante investir em tecnologias capazes de melhorar significativamente o beneficiamento. Isso pode ser feito de várias formas, como por máquinas automatizadas e climatização de ambientes eficiente.

Quer entender melhor sobre este processo? Acompanhe este post!

O que é o beneficiamento de sementes?

O beneficiamento de sementes pode ser definido de diferentes formas. No sentido mais amplo, ele pode ser considerado como todas as etapas de processamento das sementes depois da colheita no campo até o empacotamento e armazenamento.

Isso acontece porque internacionalmente não existe um termo específico para as atividades que se dedicam exclusivamente ao aprimoramento de lotes de semente. Toda a cadeia de ações recebe o nome genérico de “seed processing”, o qual foi traduzido como “beneficiamento de sementes” em algumas situações.

No entanto, as regulações brasileiras definem o beneficiamento apenas como as etapas que ocorrem após a viabilização da semente (geralmente pela secagem) até o envio para reembalagem. Esse é o caso da principal lei sobre o tema, a nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, que define o beneficiamento, como:

operação efetuada mediante meios físicos, químicos ou mecânicos, com o objetivo de se aprimorar a qualidade de um lote de sementes;

Em diversos pontos da lei, as atividades de beneficiamento são vislumbradas em autonomia com outras, tais quais o armazenamento e a embalagem. Mas, então, o que você deve considerar como beneficiamento? De forma geral, as empresas e técnicos que oferecem serviços desse tipo não seguem uma estrutura específica, padronizada.

Então, é muito possível que você encontre alguém que execute todo o processamento, enquanto outros que fazem apenas o beneficiamento em sentido estrito ou em associação com a embalagem, armazenamento e distribuição.

Isso ocorre porque na cadeia produtiva agrícola brasileira há vários serviços especializados para a melhoria das sementes.

** Desse modo, nos seus aprofundamentos sobre o tema, não deixe de prestar atenção no contexto em que o beneficiamento está sendo usado.

Aqui, vamos falar sobre todo o processamento/beneficiamento para atingir diversos públicos:

  • o produtor que quer montar uma instalação de beneficiamento;
  • alguém que quer abrir uma beneficiadora ou melhorar seu serviço;
  • agricultores que desejam melhorar suas instalações de armazenamento etc.

Quais os tipos de beneficiamento de sementes?

Na natureza, há uma interação muito forte entre os elementos ambientais e o ciclo de vida das sementes. Afinal, para ter sucesso na reprodução, as plantas desenvolveram diversos mecanismos. Há sementes que precisam passar pela fermentação no sistema digestivo de animais, outras precisam da secagem ao sol, entre outros processos. Sem isso, elas não brotam

A atividade da agricultura, por sua vez, não conta com essa interação, pois a produção é feita em larga escala sob ação de técnicas. Então, frequentemente, é preciso viabilizar as sementes e esse processo pode acontecer antes ou durante o beneficiamento.

Sementes secas

A planta não é coletada após ter atingido o ponto de colheita para alimentação. Ela é deixada até que forme estruturas formadoras de semente. Por exemplo: podem ser colhidas as vagens, todo o galho ou a planta inteira a fim de realizar o beneficiamento sem necessidade de secá-las.

Isso acontece nos casos em que a semente coletada já apresenta a umidade suficiente para um bom brotamento. Depois, dependendo do tamanho e do tipo, pode ser feita a debulha, o esmagamento e a apanha manual. Será nesse estado que elas irão para o beneficiamento.

O beneficiamento não incluirá a secagem ou a viabilização, apenas etapas como recepção, amostragem, limpeza e embalagem. Geralmente, os lotes de sementes secas são mais fáceis de limpar e separar por meio de peneiramento, sopragem mecanizada, entre outras.

O processamento de sementes secas é realizado na produção de insumos, como:

  • leguminosas;
  • alface;
  • cebolas;
  • beterrabas;
  • cenouras etc.

Processamento de sementes úmidas

Nesse contexto a semente é colhida com uma taxa de umidade alta, sendo necessário que ela perca água para poder ser plantada. É o caso da maioria das frutas com polpa macia, como o maracujá e a melancia, e dos legumes.

Aqui, o beneficiamento geralmente começa com a separação da semente da fruta, o que pode ser feito química, manual ou mecanicamente. A partir disso, as sementes podem ser secadas com métodos artificiais e naturais até que apresentem a umidade ideal, em torno de 8%. Essa secagem deve ocorrer rapidamente após a retirada da polpa para evitar a deterioração.

Processamento por fermentação

Como explicamos, algumas plantas necessitam de processos químicos e biológicos para simular o que aconteceria na natureza. Nas superfícies das sementes há uma série de inibidores da germinação para garantir que ela brotasse apenas ao encontrar as condições mais favoráveis.

Então, a fermentação é um processo que degrada esses fatores que impedem o desenvolvimento da semente e a deixa apta para brotar. Nessa situação, portanto, será preciso induzir a fermentação ou simular sua ocorrência com substâncias químicas. Depois disso, as sementes poderão prosseguir para o beneficiamento com as várias opções que falaremos a seguir.

Quais os atributos para a qualidade no beneficiamento de sementes?

A lei do processamento de sementes brasileira estabelece que quatro critérios devem ser levados em consideração na avaliação de qualidade de um lote de sementes: o fisiológico, o físico, o sanitário e o genético.

Cada um deles será responsável por garantir a segurança das lavouras contra riscos químicos ou biológicos, garantir uma taxa de germinação adequada, padronizar nossos produtos para a exportação, entre outros.

Fisiológico

A regulação brasileira estabelece dois critérios principais para a qualidade fisiológica: a germinação e o vigor.

A primeira é analisada por meio de um indicador chamado taxa de germinação, cujo parâmetro mínimo é de 80%. Ou seja, em um lote, 80 em cada 100 das sementes amostradas devem germinar. Vamos falar um pouco sobre a amostragem nos próximos tópicos.

Por ser quantitativo foi criado um indicador qualitativo, o vigor. Assim, as plantas geradas deverão apresentar alto desempenho mesmo em condições desfavoráveis normais. Para isso, são avaliadas situações de estresse comuns, como assoreamentos e infecção por microrganismos.

Sanitário

A qualidade sanitária é um dos fatores mais fiscalizados pelos órgãos governamentais e mais exigidos pelos clientes. Afinal, além de afetar a germinação e o vigor intrínsecos das plantas, podem ser fatores de contaminação para outras colheitas e plantações.

Por esse motivo, é preciso garantir que as sementes estejam sadias em relação às infecções por patógenos biológicos. O mais comum são os fungos, que geralmente surgem devido às más condições ambientais de armazenamento ou pela manutenção de uma alta umidade dentro das sementes. Mas também podem ser bactérias, vírus, protozoários, vermes, insetos e aracnídeos.

Em alguns casos, além de deteriorar, são doenças que se alastram por toda a plantação e podem ser carregadas para os produtores vizinhos. Por fim, é preciso garantir que, no lote, não haja sementes de ervas daninhas, pois eles representam igual risco de danos às plantações.

Genético

Uma das principais técnicas, que trouxe o aumento de produtividade das plantações, foi a melhoria genética. Por meio de cruzamentos uma espécie pode adquirir características que trazem mais resistência à estressores ambientais, por exemplo.

Além disso, pode-se melhorar a produtividade e a qualidade de cada planta, fazendo com que o custo-benefício se adéque às exigências do consumidor.

No beneficiamento, além da melhoria e seleção das melhores sementes, são feitas análises para verificar se o cultivar declarado corresponde àquele recepcionado. Em alguns casos, são feitos testes adicionais para determinar o risco genético do lote.

Por exemplo, como o uso de plantas transgênicas é altamente regulado, não podem ser encontradas evidências de manipulações genéticas não autorizadas.

Físico

Refere-se a vários critérios:

  • pureza, como a presença de materiais contaminantes ou inertes, como poeira, pedras, restos de ervas daninhas e fragmentos do solo;
  • dimensões e peso das sementes;
  • danos físicos, como as quebras e abrasões;
  • umidade, sendo necessário adequá-la com a necessidade específica do cultivar da semente;
  • temperatura.

Quais são as principais etapas do beneficiamento de sementes?

Recepção

Tudo começa com a recepção das sementes nas instalações de beneficiamento. Lá, os técnicos vão avaliar o lote e executar uma série de ações essenciais para o sucesso das etapas posteriores. A primeira delas é a caracterização do lote:

  • nome do produtor ou da gleba, mesma que a operação seja feita pelo próprio produtor;
  • procedência;
  • número do lote;
  • quantidade recepcionada;
  • data;
  • espécie e cultivar;
  • umidade;
  • pureza;
  • viabilidade.

Depois disso é feita avaliação da admissão. O lote somente pode ser admitido quando ele respeitar a política de beneficiamento do local. Assim, reduz-se o risco de danos nas máquinas e contaminação de outros lotes.

Amostragem

Esta é a etapa de amostragem, a qual inclui a coleta de material para a análise do lote de sementes recepcionado. Todos os testes de qualidade, viabilidade e pureza serão realizados a partir disso. É preciso, entretanto, seguir algumas regras para uma amostra confiável:

Amostragem composta

Reúne várias amostras individuais colhidas em cada saco ou unidade de armazenamento. Se houver menos de cinco sacos, todos deverão ser amostrados.

Em números superiores a esse, colhe-se 5 mais 10% do número de sacos totais. Por exemplo, caso sejam 10 sacos, serão 5 mais 1 amostras. Mesmo assim, o número total de amostras não poderá ser maior do que 30.

Amostra média

É a que será efetivamente encaminhada para o laboratório de análises. É uma amostra feita aleatoriamente após a mistura mais homogênea possível da amostragem composta.

Pré-limpeza e operações especiais

Caso as sementes não cheguem secas para o beneficiamento, será preciso executar uma série de operações especiais para prepará-las. Aqui, acontecem a maioria dos processos de preparação que explicamos ao falar sobre os tipos de processamento de sementes.

Limpeza

Dentro de um mesmo lote de semente, podem vir várias impurezas que precisam ser eliminadas. Esses materiais indesejáveis reduzem o valor agregado dos lotes. Além disso, a limpeza busca homogeneizar o tamanho e a qualidade das sementes de acordo com o nível de qualidade esperado pelo produtor.

Para isso, podem ser estabelecidas uma série de variáveis de aceitação para o produto beneficiado. Os critérios físicos podem incluir:

  • largura;
  • espessura;
  • peso;
  • densidade;
  • comprimento;
  • forma;
  • textura superficial;
  • condutibilidade elétrica;
  • afinidade por líquidos;
  • cor.

Para selecionar as dimensões adequadas, são utilizadas peneiras, máquinas de ar e peneira (MAP), ventilação, entre outras. Com isso, separam-se os materiais bem grandes, bem pequenos, grandes e pequenos do lote de semente.

Em relação ao peso e a densidade, utilizam-se mesas de gravidade, as quais separam as sementes pesadas das leves e das intermediárias. Por fim, para retirar outras impurezas mais discretas, podem ser empregados separadores eletrostáticos.

Classificação

As sementes já estão prontas para uma avaliação dos resultados dos processos de melhoria. Para isso, elas passam por um classificador manual ou mecânico de sementes. Lá, serão retiradas as sementes que não atingiram o critério de qualidade e que precisam de um tratamento adicional.

Tratamento

São uma série de ações físicas e químicas realizadas a fim de viabilizar aquelas sementes que não se enquadraram dentro dos critérios de qualidades anteriores em relação à temperatura e à umidade. Para executar o tratamento, entretanto, é preciso tomar alguns cuidados:

  • os produtos químicos utilizados devem ser inertes no meio ambiente e não oferecer riscos à saúde humana;
  • em caso de patógenos biológicos, o tratamento deve ter uma efetividade próxima a 100%, senão as sementes devem ser incineradas.

Transporte interno das sementes e embalagem

Depois de realizado todo o processamento das sementes, é o momento de levá-las para a embalagem. Para que esse processo seja eficiente, o ideal é utilizar máquinas automatizadas, as quais garantem a continuidade das operações com agilidade. Isso também reduz as chances de erros e os custos totais da operação.

Depois disso, deverá ser feita a ação de embalagem de acordo com o método mais adequado para a semente e para o mercado. Então, elas prosseguirão para o armazenamento e a distribuição.

Quais estratégias utilizar para otimizar o beneficiamento de sementes?

A deterioração de uma semente começa desde o momento que ela é coletada da planta. Depois disso, os estressores ambientais (temperatura e umidade) e biológicos (microrganismos) deverão ser controlados para aumentar a vida útil da semente.

O processo inclui ações para controlá-los desde o transporte até a unidade de beneficiamento até o armazenamento e a distribuição.

É imprescindível manter todos os pontos da cadeia de beneficiamento estáveis em termos de temperatura e umidade. Afinal, esses fatores estarão em constante interação com as características da própria semente, otimizando ou dificultando os processos de beneficiamento:

  • os baús de transporte apresentam um aquecimento intenso, o qual pode danificar ou matar grande parte do lote;
  • galpões úmidos podem dificultar a perda de umidade nos processos de secagem, além de devolver parte da hidratação após o processo. Isso também aumentará as chances de proliferação de microrganismos;
  • temperaturas altas poderão desidratar as sementes armazenadas, causar a condensação de água dentro do recipiente de armazenamento e oferecer um meio propício para os patógenos;
  • o desempenho das máquinas também poderá ser comprometido.

Nesse sentido, o isolamento térmico é uma das melhores medidas que podem ser tomadas para garantir a excelência. Ele deverá ser instalado em todos pontos da cadeia, como instalações físicas da unidade de beneficiamento e baús dos veículos de transporte.

Quais os benefícios do isolamento térmico?

São vários os benefícios de executar um bom projeto de isolamento térmico em uma unidade de beneficiamento:

Além desses benefícios gerais, alguns isolantes poderão trazer vantagens adicionais. Vamos falar disso a seguir!

Como implementar o isolamento térmico?

O primeiro passo para uma implementar um bom isolamento térmico é saber o que procurar nas soluções disponíveis no mercado. Com isso, você poderá fazer uma escolha mais alinhada para as suas necessidades e estratégias.

Para começar, vamos explicar brevemente como o calor é transmitido dentro das estruturas de uma construção do agronegócio. Existem três formas principais:

  • condução — acontece quando dois objetos entram em contato físico. Com isso, aquele com maior temperatura transmite energia calorífica ao de menor, aquecendo-o;
  • irradiação — as ondas de energia calorífica (radiação infravermelha) agitam as moléculas dos objetos, causando o aumento da temperatura. Essa ação ocorre à distância e não depende de um meio físico. É assim que a energia do sol chega até a Terra, por exemplo. Cerca de 90% do calor que chega a uma estrutura vem dessa forma;
  • convecção — ocorre pelo movimento das massas de ar em ambientes fechados ou na atmosfera. Quando um gás está aquecido, ele fica mais “leve” e se direciona para cima. Em resposta, o ar mais frio volta para próximo do solo ou do piso. Com isso, o ar circula constantemente.

Há vários tipos de isolantes no mercado, sendo que a maioria deles atua apenas em um desses processos de transmissão de calor. Portanto, o ideal é procurar por materiais que sejam eficientes em mitigar o efeito de todos eles. Para orientá-lo nessa tarefa, vamos explicar aqui o funcionamento, as vantagens e desvantagens das principais opções.

3TC

O 3TC foi desenvolvido pela NASA a fim de proteger os astronautas e cientistas das variações de temperatura fora da Terra, que podem ir de -70º à noite e 50º durante o dia. Por esse motivo, é considerada a tecnologia mais avançada em termos de isolamento.

 

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Ela conta com dois materiais que se complementam perfeitamente: duas lâminas refletivas de polímeros, as quais recobrem um núcleo de poliestireno expandido. As primeiras trazem uma reflexão de mais de 90% dos raios infravermelhos, enquanto o último é um dos materiais mais eficientes para evitar a condução do calor.

Devido à impermeabilidade e à flexibilidade de ambas, elas podem vedar completamente as estruturas. Assim, há um ganho adicional de maior controle da umidade, o que é essencial para o beneficiamento das plantas. Ademais, proporciona um bom isolamento acústico, melhorando o conforto ambiental para todos os trabalhadores da unidade.

Lãs

As lãs representam uma série de materiais capazes de simular a estrutura de uma malha de fios. Assim, ficam muito parecidos com as propriedades das lãs animais, porém superando suas desvantagens. Afinal, elas se deterioram facilmente devido a ação de microrganismos ou de agentes físico-químicos.

A primeira lã sintética que surgiu em escala industrial foi a de vidro. Ela é fabricada com a sílica, que é submetida a altíssimas diferenças de temperatura e pressão. Assim, quando saem das máquinas, apresentam um aspecto de fios, os quais podem ser emaranhados. Consequentemente, surge um material flexível e altamente resistente.

A lã de rocha também é feita da mesma forma, mas a matéria-prima é diferente. Ela é feita com rochas adiabáticas, que se formam depois de erupções vulcânicas. Isso permite uma maior eficiência de isolamento termoacústico em comparação à lã de sílica.

Recentemente, surgiu ainda a lã de PET, a qual é fabricada com materiais plásticos reciclados. Com isso, conquistam-se os benefícios da sustentabilidade, apesar de a eficiência se reduzir ligeiramente.

As lãs ficaram muito populares no início de sua comercialização. Anteriormente, a principal opção eram as espumas, que eram de difícil manutenção e predispostas a acidentes graves. No entanto, como atuam apenas em um único processo de transmissão de energia calorífica, a condução, perderam espaço para materiais mais eficientes.

Foils

Os foils são lâminas metálicas com capacidade reflexiva da radiação infravermelha. Assim, antes que ela atinja as estruturas de uma construção e aumentem sua temperatura, elas são devolvidas para o meio ambiente.

Como explicamos, essa é a principal forma como uma estrutura recebe calor, principalmente devido à incidência da radiação solar. Então, os foils tendem a ser mais eficientes que as opções anteriores. No entanto, não são capazes de evitar nem a convecção nem a condução de calor.

Depois de escolher o material isolante, é preciso avaliar onde eles serão instalados. Geralmente, os galpões de beneficiamento são feitos com estruturas mais econômicas e pouco eficientes termicamente, os quais transmitem bastante calor para dentro de uma construção, como:

Com isso, onde houver exposição excessiva à transmissão de calor, pode ser preciso adotar um reforço para isolamento térmico para galpões. O material e o fornecedor escolhidos deverão ser versáteis para atender às necessidades de cada estrutura.

Como fazer um bom projeto de isolamento térmico?

Entender como fazer um bom isolamento térmico não é difícil: só é preciso que o projeto seja conduzido por uma empresa experiente e renomada no mercado.

Ela precisa contar com um serviço versátil, que entenda as necessidades do cliente, possa implementar uma ampla variedade de soluções definitivas. É justamente isso que a 3TC Isolamentos, a melhor empresa de isolamento térmico do mercado oferece.

Tudo começará com um bom mapeamento das vulnerabilidades térmicas de uma construção e dos processos geradores de calor. Depois disso, ele deve buscar compatibilizar os seguintes pontos com os objetivos do projeto:

  • propriedades do material — impermeabilidade, isolamento acústico e resistência ao fogo;
  • apresentação das peças — se em mantas ou placas rígidas em diversas espessuras;
  • técnicas de instalação — colagem, pregagem, fixação por pressão, encaixe, entre outras.

Pela complexidade do beneficiamento de sementes, todas as escolhas devem ser feitas estrategicamente. Escolha sempre os melhores equipamentos, as análises laboratoriais mais confiáveis e o mais eficiente projeto de isolamento. Tudo isso refletirá na qualidade do seu serviço ou das suas sementes.

Você sabia de tudo isso sobre a influência da temperatura no beneficiamento das sementes? Não?! Então, não deixe de compartilhá-lo nas suas redes sociais!