Análise de Resultado – Instalação do Isolamento Térmico 3TC

A 3TC é uma empresa que tem compromisso com o resultado, e por isso, seguimos uma metodologia indicada por órgãos reguladores competentes para cálculo de eficiência energética, bem como alguns métodos desenvolvidos por nossos engenheiros e, também de acordo com as normas técnicas de cada especificidade: térmica, ergonomia, etc. Nossa metodologia consiste em 3 etapas para análise de cada projeto:

Etapa 1: Análise Primária

Nesta etapa, a equipe técnica da 3TC Isolamento faz uma análise detalhada da estrutura de engenharia do local de instalação, bem como as potenciais dificuldades de instalação. Para medir a temperatura do teto, paredes e chão, utilizamos termômetros e câmera térmica, ambos com alta precisão. Para avaliar o conforto térmico e ergonomia, seguimos a NR-15, utilizando aparelhos de medição de acordo com a norma técnica. Para avaliar acusticamente utiliza-se de decibelímetros e calibrador acústico.

Etapa 2: Avaliação de Resultados

Após realizada a instalação do 3TC Isolamento, avaliamos a diferença entre o antes e o depois tanto na análise térmica, bem como a avaliação de ergonomia, conforto térmico e acústico. Os dados são planilhados, lançados no sistema, e feita uma análise por profissionais diferentes, para que o resultado seja o mais preciso possível. Dessa forma, a emissão dos laudos é feita com precisão, dados preciso e reais, informações corroboradas pela literatura.

Etapa 3: Emissão de Laudo Técnico

Depois de analisar, instalar e averiguar os resultados reais do antes e depois, chega a hora de apresentar para o cliente, com dados bem corroborados, o impacto da instalação do 3TC Isolamento. O laudo completo da 3TC inclui características térmicas de acordo com as normas cabíveis e específicas para as peculiaridades de cada projeto. Trabalhamos também com a emissão de laudos ou certificados ambientais e de segurança do trabalho, e outros documentos técnicos sob demanda.

Case CAMISC – Sobre a empresa

No dia 21 de outubro de 1962 a semente do cooperativismo era semeada no solo fértil de Mariópolis, município situado no sudoeste do Paraná. A sequência de resultados positivos espalhou o desenvolvimento nos municípios de Clevelândia, Vitorino e comunidade de Palmital em Clevelândia, no Paraná, e nos municípios de São Domingos, Jupiá e Galvão, no estado de Santa Catarina.

Hoje, a CAMISC disponibiliza uma estrutura física superior a 2 milhões de metros quadrados, com capacidade para recebimento de 140 mil toneladas de grãos, estruturada por uma equipe de colaboradores altamente qualificados e treinados para superar todas as expectativas e necessidades dos cooperados.

A diversidade de negócios ofertada em insumos agrícolas, recebimento, secagem e armazenagem de soja, milho, trigo, feijão; recebimento e resfriamento de leite; compra e venda de suínos através do sistema de integração e estrutura própria de supermercado, loja de peças e produtos veterinários, solidificaram ao longo de meio século a marca CAMISC.

Neste projeto, realizamos a instalação do 3TC Isolamento em duas UBS – UNIDADE DE BENEFICIAMENTE DE SEMENTES da Cooperativa CAMISC situadas em Mariópolis, PR e na cidade de São Domingos, SC.

 

Sobre o Local:

Esta é uma descrição da análise técnica referente aos locais de instalação e ao fornecimento do 3TC Isolamento para as UBS. A região do Sudoeste do Paraná é marcada por temperaturas extremas de frio e calor com grandes variações térmicas ao longo do ano

De acordo com os dados do site, Weather channel a temperatura na cidade de Mariópolis, PR ao longo do mês de Junho de 2020 teve uma máxima de 26ºC e uma mínima de 2ºC, enquanto a temperatura na cidade de São Domingos, SC ao longo do mês de Abril de 2021 uma máxima de 30ºC e uma mínima de 13ºC. Os dados mostram que existe a necessidade da utilização de sistemas de isolamento térmico nas estruturas de construção para manter o ambiente climatizado devido a amplitude térmica da região do Sudoeste do Paraná. As UNIDADES DE BENEFICIAMENTO DE SEMENTES têm como objetivo processar, estocar e garantir a qualidade e vigor das sementes ao longo de todo o processo.

Antes da instalação do sistema 3TC a estrutura local apresentava altas temperaturas com grande variação térmica ao longo do ano devido as condições climáticas da região.

O local e o método de armazenamento devem ser observados com especial atenção pelos produtores para garantir que a semente possa germinar e crescer com vigor.

A produção de sementes de soja, por exemplo, deve observar um rígido controle de qualidade para garantir que os consumidores tenham acesso a um produto em bom estado. Claro, isso exige investimento tecnológico, uma vez que as unidades de semente exigem processos cada vez mais modernos e inteligentes.

A amplitude térmica apresenta desafios para o armazenamento de sementes visto que o aumento de temperatura em cerca de 5ºC resulta em uma redução de até 50% na longevidade da semente. Essa variação contempla temperaturas na faixa de 0ºC a 50ºC.

Cada tipo de semente demanda uma condição específica, assim como cada região do Brasil
tem uma determinada condição climática, requerendo projeto e solução de armazenagem
diferenciadas. Além dessa expansão, todos os mercados (nacional ou internacional) têm
sido mais rigorosos nos controles de qualidade, em alguns casos com a exigência do
histórico dessas condições.

Sendo assim, estas condições climáticas fizeram com que a Cooperativa CAMISC decidisse
por utilizar a tecnologia 3TC para reduzir os impactos negativos do calor e do frio no
ambiente interno da estrutura proporcionando assim melhores condições de ambiência
visando a qualidade das sementes armazenadas no local.

A instalação do 3TC foi realizado na UBS – Unidade de Beneficiamento de Sementes localizada na cidade de Mariópolis e na unidade localizada na cidade de São Domingos.

Análise técnica:

A instalação do 3TC foi realizada com fixação nas terças da estrutura da cobertura seguindo a curvatura do telhado existente em uma área de aproximadamente 10.000 m2 ao contabilizarmos ambas as estruturas de UBS. As estruturas em Mariópolis e São Domingos apesar de diferenças em relação a área total e execução do projeto eram similares quanto ao modelo estrutural. Para entendermos o funcionamento do 3TC Isolamento devemos analisar como a transmissão de calor ocorre em coberturas. A transmissão de calor ocorre por 3 formas de transferência, condução, convecção e radiação.

 

Condução – Transferência de calor por meio do contato de materiais que conduzem calor. Há materiais que oferecem maior condutividade (como por exemplo, metais), e outros com menor condutividade (algumas cerâmicas, poliestireno expandido, fibra de vidro, etc).

 

 

 

Convecção – Transferência de calor por meio do movimento do ar e fluidos que levam calor à medida que se movimentam. A convecção pode ser natural (ar quente tende a subir, ar frio a descer, por exemplo), ou forçada (mediante aparelhos de climatização, ventiladores, etc).

 

 

Radiação (irradiação) ‐ transferência de calor por meio do transporte de calor por radiação eletromagnética. Esta é a forma pela qual o calor do sol chega até nós. Aproximadamente 93% do calor que chega no telhado vêm por meio da transferência de calor via irradiação solar. Com isso, o sol aquece o telhado e o telhado quente passa a transmitir grande parte desse calor para o ambiente interno por meio da radiação.

 

O sistema 3TC Isolamento é a única tecnologia no mercado que trabalha com o controle destas 3 formas de transferência de calor. Esta característica resulta em um desempenho térmico superior a outros isolantes disponíveis no mercado; Os materiais que compõe a tecnologia 3TC são leves e desta forma não exigem reforço estrutural para que possa ser instalado. Além disso, a ficha técnica do produto está em conformidade com todas as normas de segurança, do corpo de bombeiros, e foi certificado pelo laboratório IPT como material que não propaga chamas (classe A II).

Características Estruturais:

A cobertura da área de instalação era composta por telhas metálicas que transmitiam calor excessivo para o ambiente interno. As telhas metálicas costumam chegar em temperaturas acima de 50oC ao ser expostas ao sol constante, tendo um ganho e perda de temperatura rápido, principalmente para a parte interna da construção, potencializando a transferência de calor, primariamente por meio da radiação.

A estrutura de construção em ambas as unidades era antiga, com mais de 30 anos de vida útil, sendo construídas com piso de concreto, cobertura em arco e fechamento lateral em alvenaria e telhas de aço galvanizado. As UBS não foram construídas com nenhum tipo de isolamento térmico, dessa forma a amplitude térmica dentro das estruturas exerciam forte impacto na ambiência devido ao ganho e perda de calor do sistema metálico da cobertura.

Além da estrutura em arco que apresenta dificuldades para instalação, a presença de maquinários, mezanino, e operação durante o período de execução da obra também apresentaram dificuldades para equipe técnica da 3TC.

As características estruturais aliadas a necessidade do controle das 3 formas de transferência de calor para controlar tanto o frio quanto o calor na unidade fizeram com que a solução técnica proporcionada pelo sistema 3TC se tornasse a melhor alternativa para estes projetos.

O sistema de isolamento térmico deve ser eficiente, versátil e de baixa manutenção, de maneira a não agregar mais custos ao produto, proporcionando assim a qualidade e durabilidade ao projeto. Em contraste com outros tipos de isolamento o controle da umidade, versatilidade de se adaptar a estrutura existente no galpão, e leveza do material resultaram em excelente custo-benefício em comparação com outros sistemas disponíveis no mercado.

Para realizar a fixação do sistema de isolamento a equipe de instalação utilizou Plataformas Elevatórias para Trabalho em Altura (PTAs), parafusos autobrocantes para fixação nas terças de metal para instalação do 3TC. Este método possibilitou que a própria estrutura do galpão fosse utilizada para fixação. Ademais, em algumas áreas foi preciso realizar a montagem de andaimes industriais multidirecionais para obter acesso a estrutura de cobertura. Para superar os obstáculos mencionados a equipe de instalação contou com a versatilidade do produto para obter o melhor desempenho térmico possível.  Para realizar a obra na estrutura existente no centro de distribuição foi utilizado o método de instalação de placas de acordo com o manual de instalação da 3TC Isolamento.

Instalação

A aplicação da tecnologia 3TC foi realizada de acordo com o manual de instalação da empresa fixando o produto com estruturas auxiliares nas terças.  A tecnologia 3TC tem como finalidade atuar como isolamento térmico. Questões relacionadas ao acabamento e aparência do produto estão sujeitas a variações devido as características do polímero Mylar que compõe ambas as faces do produto. O sistema 3TC não tem a finalidade de servir como forro com acabamento estético tendo como principal função o sistema de controle de temperatura. Todavia, a 3TC Isolamento pode fabricar o produto com a face inferior branca para finalidade estética a pedido do cliente sem alteração na capacidade térmica do sistema.

O sistema 3TC com a face interior branca é ideal para o Agronegócio por aumentar a luminosidade do local e conferir uma estética mais adequada a atividade exercida no local. Portanto, a cooperativa CAMISC optou pela utilização do produto com a face inferior branca mantendo a eficiência térmica da tecnologia 3TC.

Medições

A equipe da 3TC realizou aferições de temperaturas de superfície, de conforto térmico, e ergonomia durante a execução da obra.  Com os equipamentos, a equipe da 3TC realizou as diversas medições de temperatura em diferentes pontos no local. Desta forma, a sensação de maior conforto térmico após a aplicação do 3TC Isolamento que foi relatada pelos colaboradores pode ser confirmada com a diferença térmica entre o antes e o depois da instalação.

Para mensurar a diferença de temperatura e o desempenho térmico do sistema 3TC utilizamos dois parâmetros para balizar nossos resultados:

  • Diferença de temperatura com o 3TC e sem o 3TC
  • Aferição de índice de radiação térmica
  • Comparativo de termômetro antes e depois da instalação

UBS São Domingos – SC: Antes x Depois

UBS Mariópolis – PR: Antes x Depois

Percebe-se na foto abaixo que a estrutura de cobertura com o isolamento 3TC tem um índice de radiação inferior, apresentando coloração azul, em comparação ao lado da estrutura que ainda não tem o sistema aplicado, que apresenta coloração vermelha.  Desse modo, a medição aferida pela câmera térmica demonstra que o sistema 3TC reduziu a transferência de calor via radiação proveniente da cobertura para o ambiente interno.

Índice de radiação:

Menor índice de radiação = Cor Azul

Maior índice de radiação = Cor Vermelha.

Resultados

Depois da instalação do 3TC Isolamento o desempenho térmico proporcionado pelo sistema foi nítido. A comparação das medições realizadas antes e após a aplicação do isolamento térmico 3TC mostra claramente uma melhora expressiva na temperatura do ambiente.

O sistema de isolamento 3TC conseguiu reduzir a temperatura incidente da estrutura de cobertura do telhado de 36,9oC para 26,4oC. A redução foi de 10,5oC na temperatura de superfície externa em comparativo com a temperatura interna da cobertura de acordo com as medições do antes e depois da instalação.

As medições também comprovam que o sistema 3TC reduz o delta de variação entre a temperatura máxima e mínima na parte interna do galpão. O sistema conseguiu reduzir o delta de 12,5oC para 0,8oC. Esta diferença na variação de temperatura demonstra que o sistema 3TC conserva a temperatura interna de forma homogênea funcionando como uma garrafa térmica que reduz o impacto da temperatura externa à temperatura interna da estrutura.  A redução foi de 8oC na temperatura interna da estrutura em comparativo com a temperatura antes e depois da instalação.

Os resultados demonstram que instalação do 3TC Isolamento alcançou todos os objetivos propostos, satisfação do cliente, eficiência térmica e adaptabilidade.

 

Eficiência térmica

Os resultados obtidos demonstraram a qualidade do sistema que proporcionou uma redução de temperatura de 10,5oC de superfície e 8oC na temperatura interna.

Adaptabilidade

A versatilidade do sistema 3TC permitiu que o produto fosse instalado sem prejudicar o funcionamento da local. A instalação foi realizada contornando os obstáculos físicos da área sem prejudicar o cronograma de operação.

Relato do Cliente

“Chegamos a medir a temperatura ambiente de 32 graus e depois da instalação tivemos uma redução de 8 a 9 graus na temperatura ambiente. A temperatura na sacaria na altura de 1 m do solo estava em 32 e hoje marcou 23 graus. O trabalho foi muito bem-feito, e com resultado” Neivo, gerente de operações da Cooperativa Camisc.

Conclusão

Antes

Depois

UBS São Domingos – SC

UBS Mariópolis – PR

 

Gostou do estudo de caso da aplicação do 3TC Isolamento nas Unidades de Beneficiamento de Sementes da Cooperativa CAMISC? Entre em contato conosco, e peça já seu orçamento! A 3TC Isolamento atende todo o Brasil é a a tecnologia ideal para diversos tipos de aplicação na construção civil e no agronegócio. Veja aqui alguns dos segmentos de atuação do 3TC e visite nosso blog para ler mais matérias e ficar por dentro das novidades e dos assuntos que fazem parte do nosso dia a dia! O 3TC é o isolamento térmico ideal para seu projeto!

 

As evoluções do beneficiamento de sementes trouxeram grandes impactos no desenvolvimento da agricultura. Afinal, seus processos permitem aumentar a produtividade das lavouras.

Como se sabe, suas técnicas surgem de estudos que verificam as necessidades de conservação de cada tipo de semente, como umidade ideal, temperatura e outros pontos.

Por esse motivo, é muito importante investir em tecnologias capazes de melhorar significativamente o beneficiamento. Isso pode ser feito de várias formas, como por máquinas automatizadas e climatização de ambientes eficiente.

Quer entender melhor sobre este processo? Acompanhe este post!

O que é o beneficiamento de sementes?

O beneficiamento de sementes pode ser definido de diferentes formas. No sentido mais amplo, ele pode ser considerado como todas as etapas de processamento das sementes depois da colheita no campo até o empacotamento e armazenamento.

Isso acontece porque internacionalmente não existe um termo específico para as atividades que se dedicam exclusivamente ao aprimoramento de lotes de semente. Toda a cadeia de ações recebe o nome genérico de “seed processing”, o qual foi traduzido como “beneficiamento de sementes” em algumas situações.

No entanto, as regulações brasileiras definem o beneficiamento apenas como as etapas que ocorrem após a viabilização da semente (geralmente pela secagem) até o envio para reembalagem. Esse é o caso da principal lei sobre o tema, a nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, que define o beneficiamento, como:

operação efetuada mediante meios físicos, químicos ou mecânicos, com o objetivo de se aprimorar a qualidade de um lote de sementes;

Em diversos pontos da lei, as atividades de beneficiamento são vislumbradas em autonomia com outras, tais quais o armazenamento e a embalagem. Mas, então, o que você deve considerar como beneficiamento? De forma geral, as empresas e técnicos que oferecem serviços desse tipo não seguem uma estrutura específica, padronizada.

Então, é muito possível que você encontre alguém que execute todo o processamento, enquanto outros que fazem apenas o beneficiamento em sentido estrito ou em associação com a embalagem, armazenamento e distribuição.

Isso ocorre porque na cadeia produtiva agrícola brasileira há vários serviços especializados para a melhoria das sementes.

** Desse modo, nos seus aprofundamentos sobre o tema, não deixe de prestar atenção no contexto em que o beneficiamento está sendo usado.

Aqui, vamos falar sobre todo o processamento/beneficiamento para atingir diversos públicos:

  • o produtor que quer montar uma instalação de beneficiamento;
  • alguém que quer abrir uma beneficiadora ou melhorar seu serviço;
  • agricultores que desejam melhorar suas instalações de armazenamento etc.

Quais os tipos de beneficiamento de sementes?

Na natureza, há uma interação muito forte entre os elementos ambientais e o ciclo de vida das sementes. Afinal, para ter sucesso na reprodução, as plantas desenvolveram diversos mecanismos. Há sementes que precisam passar pela fermentação no sistema digestivo de animais, outras precisam da secagem ao sol, entre outros processos. Sem isso, elas não brotam

A atividade da agricultura, por sua vez, não conta com essa interação, pois a produção é feita em larga escala sob ação de técnicas. Então, frequentemente, é preciso viabilizar as sementes e esse processo pode acontecer antes ou durante o beneficiamento.

Sementes secas

A planta não é coletada após ter atingido o ponto de colheita para alimentação. Ela é deixada até que forme estruturas formadoras de semente. Por exemplo: podem ser colhidas as vagens, todo o galho ou a planta inteira a fim de realizar o beneficiamento sem necessidade de secá-las.

Isso acontece nos casos em que a semente coletada já apresenta a umidade suficiente para um bom brotamento. Depois, dependendo do tamanho e do tipo, pode ser feita a debulha, o esmagamento e a apanha manual. Será nesse estado que elas irão para o beneficiamento.

O beneficiamento não incluirá a secagem ou a viabilização, apenas etapas como recepção, amostragem, limpeza e embalagem. Geralmente, os lotes de sementes secas são mais fáceis de limpar e separar por meio de peneiramento, sopragem mecanizada, entre outras.

O processamento de sementes secas é realizado na produção de insumos, como:

  • leguminosas;
  • alface;
  • cebolas;
  • beterrabas;
  • cenouras etc.

Processamento de sementes úmidas

Nesse contexto a semente é colhida com uma taxa de umidade alta, sendo necessário que ela perca água para poder ser plantada. É o caso da maioria das frutas com polpa macia, como o maracujá e a melancia, e dos legumes.

Aqui, o beneficiamento geralmente começa com a separação da semente da fruta, o que pode ser feito química, manual ou mecanicamente. A partir disso, as sementes podem ser secadas com métodos artificiais e naturais até que apresentem a umidade ideal, em torno de 8%. Essa secagem deve ocorrer rapidamente após a retirada da polpa para evitar a deterioração.

Processamento por fermentação

Como explicamos, algumas plantas necessitam de processos químicos e biológicos para simular o que aconteceria na natureza. Nas superfícies das sementes há uma série de inibidores da germinação para garantir que ela brotasse apenas ao encontrar as condições mais favoráveis.

Então, a fermentação é um processo que degrada esses fatores que impedem o desenvolvimento da semente e a deixa apta para brotar. Nessa situação, portanto, será preciso induzir a fermentação ou simular sua ocorrência com substâncias químicas. Depois disso, as sementes poderão prosseguir para o beneficiamento com as várias opções que falaremos a seguir.

Quais os atributos para a qualidade no beneficiamento de sementes?

A lei do processamento de sementes brasileira estabelece que quatro critérios devem ser levados em consideração na avaliação de qualidade de um lote de sementes: o fisiológico, o físico, o sanitário e o genético.

Cada um deles será responsável por garantir a segurança das lavouras contra riscos químicos ou biológicos, garantir uma taxa de germinação adequada, padronizar nossos produtos para a exportação, entre outros.

Fisiológico

A regulação brasileira estabelece dois critérios principais para a qualidade fisiológica: a germinação e o vigor.

A primeira é analisada por meio de um indicador chamado taxa de germinação, cujo parâmetro mínimo é de 80%. Ou seja, em um lote, 80 em cada 100 das sementes amostradas devem germinar. Vamos falar um pouco sobre a amostragem nos próximos tópicos.

Por ser quantitativo foi criado um indicador qualitativo, o vigor. Assim, as plantas geradas deverão apresentar alto desempenho mesmo em condições desfavoráveis normais. Para isso, são avaliadas situações de estresse comuns, como assoreamentos e infecção por microrganismos.

Sanitário

A qualidade sanitária é um dos fatores mais fiscalizados pelos órgãos governamentais e mais exigidos pelos clientes. Afinal, além de afetar a germinação e o vigor intrínsecos das plantas, podem ser fatores de contaminação para outras colheitas e plantações.

Por esse motivo, é preciso garantir que as sementes estejam sadias em relação às infecções por patógenos biológicos. O mais comum são os fungos, que geralmente surgem devido às más condições ambientais de armazenamento ou pela manutenção de uma alta umidade dentro das sementes. Mas também podem ser bactérias, vírus, protozoários, vermes, insetos e aracnídeos.

Em alguns casos, além de deteriorar, são doenças que se alastram por toda a plantação e podem ser carregadas para os produtores vizinhos. Por fim, é preciso garantir que, no lote, não haja sementes de ervas daninhas, pois eles representam igual risco de danos às plantações.

Genético

Uma das principais técnicas, que trouxe o aumento de produtividade das plantações, foi a melhoria genética. Por meio de cruzamentos uma espécie pode adquirir características que trazem mais resistência à estressores ambientais, por exemplo.

Além disso, pode-se melhorar a produtividade e a qualidade de cada planta, fazendo com que o custo-benefício se adéque às exigências do consumidor.

No beneficiamento, além da melhoria e seleção das melhores sementes, são feitas análises para verificar se o cultivar declarado corresponde àquele recepcionado. Em alguns casos, são feitos testes adicionais para determinar o risco genético do lote.

Por exemplo, como o uso de plantas transgênicas é altamente regulado, não podem ser encontradas evidências de manipulações genéticas não autorizadas.

Físico

Refere-se a vários critérios:

  • pureza, como a presença de materiais contaminantes ou inertes, como poeira, pedras, restos de ervas daninhas e fragmentos do solo;
  • dimensões e peso das sementes;
  • danos físicos, como as quebras e abrasões;
  • umidade, sendo necessário adequá-la com a necessidade específica do cultivar da semente;
  • temperatura.

Quais são as principais etapas do beneficiamento de sementes?

Recepção

Tudo começa com a recepção das sementes nas instalações de beneficiamento. Lá, os técnicos vão avaliar o lote e executar uma série de ações essenciais para o sucesso das etapas posteriores. A primeira delas é a caracterização do lote:

  • nome do produtor ou da gleba, mesma que a operação seja feita pelo próprio produtor;
  • procedência;
  • número do lote;
  • quantidade recepcionada;
  • data;
  • espécie e cultivar;
  • umidade;
  • pureza;
  • viabilidade.

Depois disso é feita avaliação da admissão. O lote somente pode ser admitido quando ele respeitar a política de beneficiamento do local. Assim, reduz-se o risco de danos nas máquinas e contaminação de outros lotes.

Amostragem

Esta é a etapa de amostragem, a qual inclui a coleta de material para a análise do lote de sementes recepcionado. Todos os testes de qualidade, viabilidade e pureza serão realizados a partir disso. É preciso, entretanto, seguir algumas regras para uma amostra confiável:

Amostragem composta

Reúne várias amostras individuais colhidas em cada saco ou unidade de armazenamento. Se houver menos de cinco sacos, todos deverão ser amostrados.

Em números superiores a esse, colhe-se 5 mais 10% do número de sacos totais. Por exemplo, caso sejam 10 sacos, serão 5 mais 1 amostras. Mesmo assim, o número total de amostras não poderá ser maior do que 30.

Amostra média

É a que será efetivamente encaminhada para o laboratório de análises. É uma amostra feita aleatoriamente após a mistura mais homogênea possível da amostragem composta.

Pré-limpeza e operações especiais

Caso as sementes não cheguem secas para o beneficiamento, será preciso executar uma série de operações especiais para prepará-las. Aqui, acontecem a maioria dos processos de preparação que explicamos ao falar sobre os tipos de processamento de sementes.

Limpeza

Dentro de um mesmo lote de semente, podem vir várias impurezas que precisam ser eliminadas. Esses materiais indesejáveis reduzem o valor agregado dos lotes. Além disso, a limpeza busca homogeneizar o tamanho e a qualidade das sementes de acordo com o nível de qualidade esperado pelo produtor.

Para isso, podem ser estabelecidas uma série de variáveis de aceitação para o produto beneficiado. Os critérios físicos podem incluir:

  • largura;
  • espessura;
  • peso;
  • densidade;
  • comprimento;
  • forma;
  • textura superficial;
  • condutibilidade elétrica;
  • afinidade por líquidos;
  • cor.

Para selecionar as dimensões adequadas, são utilizadas peneiras, máquinas de ar e peneira (MAP), ventilação, entre outras. Com isso, separam-se os materiais bem grandes, bem pequenos, grandes e pequenos do lote de semente.

Em relação ao peso e a densidade, utilizam-se mesas de gravidade, as quais separam as sementes pesadas das leves e das intermediárias. Por fim, para retirar outras impurezas mais discretas, podem ser empregados separadores eletrostáticos.

Classificação

As sementes já estão prontas para uma avaliação dos resultados dos processos de melhoria. Para isso, elas passam por um classificador manual ou mecânico de sementes. Lá, serão retiradas as sementes que não atingiram o critério de qualidade e que precisam de um tratamento adicional.

Tratamento

São uma série de ações físicas e químicas realizadas a fim de viabilizar aquelas sementes que não se enquadraram dentro dos critérios de qualidades anteriores em relação à temperatura e à umidade. Para executar o tratamento, entretanto, é preciso tomar alguns cuidados:

  • os produtos químicos utilizados devem ser inertes no meio ambiente e não oferecer riscos à saúde humana;
  • em caso de patógenos biológicos, o tratamento deve ter uma efetividade próxima a 100%, senão as sementes devem ser incineradas.

Transporte interno das sementes e embalagem

Depois de realizado todo o processamento das sementes, é o momento de levá-las para a embalagem. Para que esse processo seja eficiente, o ideal é utilizar máquinas automatizadas, as quais garantem a continuidade das operações com agilidade. Isso também reduz as chances de erros e os custos totais da operação.

Depois disso, deverá ser feita a ação de embalagem de acordo com o método mais adequado para a semente e para o mercado. Então, elas prosseguirão para o armazenamento e a distribuição.

Quais estratégias utilizar para otimizar o beneficiamento de sementes?

A deterioração de uma semente começa desde o momento que ela é coletada da planta. Depois disso, os estressores ambientais (temperatura e umidade) e biológicos (microrganismos) deverão ser controlados para aumentar a vida útil da semente.

O processo inclui ações para controlá-los desde o transporte até a unidade de beneficiamento até o armazenamento e a distribuição.

É imprescindível manter todos os pontos da cadeia de beneficiamento estáveis em termos de temperatura e umidade. Afinal, esses fatores estarão em constante interação com as características da própria semente, otimizando ou dificultando os processos de beneficiamento:

  • os baús de transporte apresentam um aquecimento intenso, o qual pode danificar ou matar grande parte do lote;
  • galpões úmidos podem dificultar a perda de umidade nos processos de secagem, além de devolver parte da hidratação após o processo. Isso também aumentará as chances de proliferação de microrganismos;
  • temperaturas altas poderão desidratar as sementes armazenadas, causar a condensação de água dentro do recipiente de armazenamento e oferecer um meio propício para os patógenos;
  • o desempenho das máquinas também poderá ser comprometido.

Nesse sentido, o isolamento térmico é uma das melhores medidas que podem ser tomadas para garantir a excelência. Ele deverá ser instalado em todos pontos da cadeia, como instalações físicas da unidade de beneficiamento e baús dos veículos de transporte.

Quais os benefícios do isolamento térmico?

São vários os benefícios de executar um bom projeto de isolamento térmico em uma unidade de beneficiamento:

Além desses benefícios gerais, alguns isolantes poderão trazer vantagens adicionais. Vamos falar disso a seguir!

Como implementar o isolamento térmico?

O primeiro passo para uma implementar um bom isolamento térmico é saber o que procurar nas soluções disponíveis no mercado. Com isso, você poderá fazer uma escolha mais alinhada para as suas necessidades e estratégias.

Para começar, vamos explicar brevemente como o calor é transmitido dentro das estruturas de uma construção do agronegócio. Existem três formas principais:

  • condução — acontece quando dois objetos entram em contato físico. Com isso, aquele com maior temperatura transmite energia calorífica ao de menor, aquecendo-o;
  • irradiação — as ondas de energia calorífica (radiação infravermelha) agitam as moléculas dos objetos, causando o aumento da temperatura. Essa ação ocorre à distância e não depende de um meio físico. É assim que a energia do sol chega até a Terra, por exemplo. Cerca de 90% do calor que chega a uma estrutura vem dessa forma;
  • convecção — ocorre pelo movimento das massas de ar em ambientes fechados ou na atmosfera. Quando um gás está aquecido, ele fica mais “leve” e se direciona para cima. Em resposta, o ar mais frio volta para próximo do solo ou do piso. Com isso, o ar circula constantemente.

Há vários tipos de isolantes no mercado, sendo que a maioria deles atua apenas em um desses processos de transmissão de calor. Portanto, o ideal é procurar por materiais que sejam eficientes em mitigar o efeito de todos eles. Para orientá-lo nessa tarefa, vamos explicar aqui o funcionamento, as vantagens e desvantagens das principais opções.

3TC

O 3TC foi desenvolvido pela NASA a fim de proteger os astronautas e cientistas das variações de temperatura fora da Terra, que podem ir de -70º à noite e 50º durante o dia. Por esse motivo, é considerada a tecnologia mais avançada em termos de isolamento.

Ela conta com dois materiais que se complementam perfeitamente: duas lâminas refletivas de polímeros, as quais recobrem um núcleo de poliestireno expandido. As primeiras trazem uma reflexão de mais de 90% dos raios infravermelhos, enquanto o último é um dos materiais mais eficientes para evitar a condução do calor.

Devido à impermeabilidade e à flexibilidade de ambas, elas podem vedar completamente as estruturas. Assim, há um ganho adicional de maior controle da umidade, o que é essencial para o beneficiamento das plantas. Ademais, proporciona um bom isolamento acústico, melhorando o conforto ambiental para todos os trabalhadores da unidade.

Lãs

As lãs representam uma série de materiais capazes de simular a estrutura de uma malha de fios. Assim, ficam muito parecidos com as propriedades das lãs animais, porém superando suas desvantagens. Afinal, elas se deterioram facilmente devido a ação de microrganismos ou de agentes físico-químicos.

A primeira lã sintética que surgiu em escala industrial foi a de vidro. Ela é fabricada com a sílica, que é submetida a altíssimas diferenças de temperatura e pressão. Assim, quando saem das máquinas, apresentam um aspecto de fios, os quais podem ser emaranhados. Consequentemente, surge um material flexível e altamente resistente.

A lã de rocha também é feita da mesma forma, mas a matéria-prima é diferente. Ela é feita com rochas adiabáticas, que se formam depois de erupções vulcânicas. Isso permite uma maior eficiência de isolamento termoacústico em comparação à lã de sílica.

Recentemente, surgiu ainda a lã de PET, a qual é fabricada com materiais plásticos reciclados. Com isso, conquistam-se os benefícios da sustentabilidade, apesar de a eficiência se reduzir ligeiramente.

As lãs ficaram muito populares no início de sua comercialização. Anteriormente, a principal opção eram as espumas, que eram de difícil manutenção e predispostas a acidentes graves. No entanto, como atuam apenas em um único processo de transmissão de energia calorífica, a condução, perderam espaço para materiais mais eficientes.

Foils

Os foils são lâminas metálicas com capacidade reflexiva da radiação infravermelha. Assim, antes que ela atinja as estruturas de uma construção e aumentem sua temperatura, elas são devolvidas para o meio ambiente.

Como explicamos, essa é a principal forma como uma estrutura recebe calor, principalmente devido à incidência da radiação solar. Então, os foils tendem a ser mais eficientes que as opções anteriores. No entanto, não são capazes de evitar nem a convecção nem a condução de calor.

Depois de escolher o material isolante, é preciso avaliar onde eles serão instalados. Geralmente, os galpões de beneficiamento são feitos com estruturas mais econômicas e pouco eficientes termicamente, os quais transmitem bastante calor para dentro de uma construção, como:

Com isso, onde houver exposição excessiva à transmissão de calor, pode ser preciso adotar um reforço para isolamento térmico para galpões. O material e o fornecedor escolhidos deverão ser versáteis para atender às necessidades de cada estrutura.

Como fazer um bom projeto de isolamento térmico?

Entender como fazer um bom isolamento térmico não é difícil: só é preciso que o projeto seja conduzido por uma empresa experiente e renomada no mercado.

Ela precisa contar com um serviço versátil, que entenda as necessidades do cliente, possa implementar uma ampla variedade de soluções definitivas. É justamente isso que a 3TC Isolamentos, a melhor empresa de isolamento térmico do mercado oferece.

Tudo começará com um bom mapeamento das vulnerabilidades térmicas de uma construção e dos processos geradores de calor. Depois disso, ele deve buscar compatibilizar os seguintes pontos com os objetivos do projeto:

  • propriedades do material — impermeabilidade, isolamento acústico e resistência ao fogo;
  • apresentação das peças — se em mantas ou placas rígidas em diversas espessuras;
  • técnicas de instalação — colagem, pregagem, fixação por pressão, encaixe, entre outras.

Pela complexidade do beneficiamento de sementes, todas as escolhas devem ser feitas estrategicamente. Escolha sempre os melhores equipamentos, as análises laboratoriais mais confiáveis e o mais eficiente projeto de isolamento. Tudo isso refletirá na qualidade do seu serviço ou das suas sementes.

Você sabia de tudo isso sobre a influência da temperatura no beneficiamento das sementes? Não?! Então, não deixe de compartilhá-lo nas suas redes sociais!