O corpo humano tem a habilidade de se adaptar em relação a diversas variações nos ambientes como intensidade sonora, quantidade de oxigênio no ar, oscilações térmicas etc. Entretanto, mesmo se adequando a essas alterações, devemos destacar os possíveis efeitos colaterais no metabolismo humano, principalmente aqueles decorrentes das trocas de temperatura, já que, nesses casos, o conforto térmico fica consideravelmente comprometido.

É fácil perceber, por exemplo, o quão desgastante é permanecer em locais com temperaturas elevadas, bem como o desconforto contínuo (essencialmente dos pés e das mãos) ao realizar tarefas em ambientes extremamente frios. Dessa forma, seja no calor, seja no frio, é indispensável analisar as consequências da ausência de conforto térmico e entender o quão relevante esse parâmetro pode ser para o nosso cotidiano.

Lendo este post, você vai entender o que é conforto térmico e como alcançá-lo e quais são os impactos desse fator para a saúde do nosso corpo. Confira!

O conceito de conforto térmico

Para definir esse termo, é preciso considerar a combinação de critérios físicos (temperatura, umidade e velocidade do ar), psicológicos (estado mental do indivíduo após alterações ambientais) e fisiológicos (resposta padrão do corpo a uma dada condição externa).

Dessa maneira, conforto térmico nada mais é que a combinação desses fatores, resultando em indicadores térmicos, satisfatórios ou não. Exemplificando, um ambiente que oferece um conforto de temperatura adequado é aquele que se encontra numa faixa estável (geralmente entre 22° C e 24°C) e não apresenta valores extremos de velocidade e umidade do ar — ou seja, viabiliza um cenário propício tanto para a permanência humana quanto para o desempenho de tarefas.

A importância de manter a temperatura adequada

Locais que não são classificados positivamente quanto ao conforto térmico são um problema. Além de afetar a produtividade de uma equipe também pode representar sérios riscos para a saúde. Desse modo, é possível afirmar que, em ambientes onde a temperatura se encontra nos extremos, o nível de concentração de uma pessoa pode diminuir drasticamente, prejudicando a qualidade da atividade que estava sendo realizada.

Outro ponto importante que devemos ressaltar é em relação ao bem-estar, uma vez que é difícil se manter em um local onde a temperatura não está apropriada, o que pode, inclusive, gerar mudanças de humor e alterações fisiológicas mais sérias.

Em ambientes laborais, as consequências de um desconforto térmico podem ser ainda mais acentuadas. Por consequência disto, graves acidentes de trabalho podem acontecer. Isto é, as condições térmicas de um local jamais devem ser negligenciadas, especialmente em espaços onde há contínua permanência humana.

O desequilíbrio térmico e as suas consequências

Como já foi dito, a saúde física e mental sofre em cenários onde há desconforto térmico. Entretanto, os sintomas não são sempre iguais, e isso depende da presença ou da ausência de calor. A seguir, entenda os diferentes casos:

Efeitos sob forte calor

O metabolismo humano é drasticamente afetado em situações em que a temperatura corporal alcança 40° C. Para que isso ocorra, é necessária uma exposição excessiva ao calor, que pode desencadear um estado de hipertermia.

Nessa possibilidade, as principais consequências são:

  • desidratação acentuada (escassez de água no organismo, o que prejudica as reações orgânicas mais básicas do corpo);
  • erupção, com vesículas roxas em áreas da pele onde a incidência de calor for maior;
  • dores e espasmos musculares, agravados no abdômen e nas extremidades;
  • desequilíbrio neurológico (o que implica sérias alterações sensoriais);
  • fraqueza muscular, a qual pode se prolongar por dias caso a exposição à alta temperatura seja extrema;
  • dificuldade de concentração, que pode levar a quadros de ansiedade e estresse.

Medidas preventivas e corretivas

Cabe destacar alguns pontos referentes ao estado de hipertermia, tanto para evitá-lo quanto para amenizá-lo. Para situações em que não há conforto térmico e a temperatura ambiente alcança patamares elevados, devemos:

  • providenciar o resfriamento rápido do corpo, com a estadia prolongada em uma área fresca e arejada;
  • intensificar a ingestão de água ou bebidas isotônicas;
  • evitar comidas pesadas e grandes intervalos de tempo entre as refeições;
  • prevenir o desenvolvimento de doenças dermatológicas em situações em que há exposição solar, através do uso de pomadas e cremes de proteção contra raios ultravioleta;
  • vestir óculos, chapéus e roupas que protegem a pele de raios solares;
  • aplicar bolsas de gelo nas articulações (no caso de início de quadros de fraqueza e dores musculares).

Efeitos sob baixa temperatura

Já em ocasiões onde há desconforto térmico, devido à temperatura baixa, o corpo humano está sujeito a um processo chamado de hipotermia (inicia-se abaixo de 35° C).

Dessa forma, os efeitos no organismo são:

  • arrepios e dormência nas mãos;
  • dificuldade de locomoção pela ausência de circulação sanguínea nas articulações;
  • cansaço excessivo;
  • perda da consciência e diminuição da frequência cardíaca em situações nas quais a exposição ao frio é elevada.

Medidas preventivas e corretivas

Em relação ao quadro de hipotermia, os cuidados são:

  • manter o corpo em constante movimento, beneficiando, dessa forma, a circulação sanguínea;
  • usar vestimenta adequada (especialmente para proteger a cabeça);
  • substituir roupas molhadas se a umidade do ambiente for elevada.

Os cuidados para alcançar o conforto térmico

Existem lugares (principalmente em ambientes industriais) em que há tarefas para serem realizadas, porém, inevitavelmente, apresentam temperatura fora do intervalo ideal. Para esse contexto, a utilização tanto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) quanto de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) é indispensável. Além dessa medida obrigatória, exigida por lei, algumas medidas paliativas podem amenizar a situação.

Evitar tintas, revestimentos e objetos escuros

No nosso dia a dia, facilmente percebemos que os objetos pretos e escuros ficam muito mais quente que os demais. Por isso, evitamos, ao máximo, as roupas pretas no verão. Isso ocorre devido ao comportamento dessa cor diante da radiação solar.

Percebemos a cor dos objetos devido a fenômenos de absorção e reflexão de energia eletromagnética. A luz solar apresenta todas as cores percebidas pelo olho humano. Basicamente, há três cores primárias, o azul, o verde e o vermelho.

Quando a incide sobre um objeto percebido como verde, ele absorve as ondas azuis e vermelhas enquanto reflete a verde. O amarelo é a união do verde com o vermelho. Então, um objeto dessa cor reflete as duas ao passo que absorve somente o azul. Por captar mais faixas energia, espera-se que um corpo verde se aqueça mais do que o amarelo.

Mas e o preto? Ele apresenta a propriedade de absorver todos os espectros de luz visível sem refletir praticamente nada. Objetos escuros têm maior presença de pigmentos pretos e, portanto, aquecem-se muito mais.

Por sua vez, o branco é o oposto: ele reflete tudo e não absorve quase nada. Então, como os tons claros são ricos em pigmentos brancos, eles são mais frescos.

Ventilar adequadamente o ambiente

Nem sempre o desconforto térmico está ligado diretamente à temperatura ambiental. Em muitos casos, a falta de circulação adequada de ar contribui bastante para a sensação de angústia gerada pelo calor.

Lembra quando falamos da hipertermia? Um dos mecanismos utilizados pelo corpo para liberar mais energia é acelerar os ritmos respiratório e cardíaco — o que dá aquela sensação clássica da ansiedade. No entanto, há outra ameaça que provoca a mesma reação, o excesso de gás carbônico (CO2) no sangue. Essa condição é tecnicamente conhecida como hipercapnia.

Quando o ambiente está mal ventilado, o CO2 liberado por nossa respiração e pelos processos industriais não é eliminado para o meio externo. Com isso, acumula-se nos espaços e provoca um ligeiro aumento da concentração do gás no nosso sangue. Isso já é suficiente para que o nosso organismo reaja.

Além disso, o próprio CO2 tem uma capacidade elevada de absorver a energia térmica, aquecendo ainda mais o ambiente. É por essa razão que ele é conhecido como o principal agente do Efeito Estufa.

Com tudo isso, a sensação de desconforto térmico pode se intensificar bastante, visto que, além da temperatura alta, ainda há um estímulo adicional. Você sabia que o isolamento térmico também pode agir para evitar esse problema?

Nos processos industriais, o CO2, geralmente é produzido durante a combustão de algum material. Portanto, o gás sai bastante aquecido. Uma das propriedades físicas desse estado físico é a expansão em altas temperaturas. Então, pelo processo de convenção, esse gás pouco denso é direcionado para cima, em direção ao teto. Lá, os exaustores são capazes de jogá-lo para fora da construção.

No entanto, em climas mais frios, ao entrar em contato com o telhado, o CO2 pode sofrer um resfriamento rápido. Então, em vez de ser captado pelos exaustores, é enviado de volta para o ambiente interno. Isso deixa a atmosfera do local mais poluída. Com o isolamento do telhado em combinação com os exaustores, esse processo não ocorre e há a eliminação máxima dos gases tóxicos.

Utilizar as estratégias verdes

Hoje em dia, a inserção de plantas no ambiente tem sido muito incentivada, pois elas apresentam características muito úteis tanto na arquitetura residencial quanto na corporativa. Primeiramente, conforme estudos de neuroarquitetura, os elementos naturais ajudam a reduzir o estresse e a fadiga.

No caso do conforto térmico, o benefício também é muito grande. Com seus processos fisiológicos de fotossíntese e de transpiração, as plantas têm a capacidade de amenizar o clima do local em que estão inseridas.

Se você dimensionar adequadamente sua área verde, ela pode reduzir em alguns décimos a temperatura de um cômodo. Isso pode parecer pouco, mas já traz mais bem-estar e reduz a necessidade de altas potências nos ares-condicionados.

As soluções da 3TC para o conforto térmico

Já para ambientes domésticos e estabelecimentos comerciais, em geral, caso haja alguma região na qual as condições térmicas não são favoráveis, uma boa solução é providenciar a instalação de um isolante térmico. Assim, por meio de mantas térmicas, o conforto térmico fica garantido de maneira simples e eficiente.

Todas as medidas que explicamos acima têm somente a função de amenizar o problema do desconforto térmico. Já os isolantes térmicos podem efetivamente resolvê-lo, indo direto à sua fonte — os processos de transmissão de energia térmica.

A termodinâmica, estudo das relações de troca de calor, descreveu três principais tipos de processos nesse sentido:

  • a condução ocorre quando há contato direto entre dois objetos. Desse modo, as moléculas do mais quente agitam as do mais frio até que eles entrem em equilíbrio térmico, isto é, fiquem exatamente na mesma temperatura;
  • a radiação acontece quando qualquer corpo (como o sol, uma lâmpada ou um equipamento) emite ondas eletromagnéticas infravermelhas. Elas não podem ser observadas a olho nu, mas tem a capacidade de agitar as moléculas de um objeto e aquecê-lo rapidamente;
  • a convecção é causada pelo fluxo de fluidos em um ambiente. Os gases mais quentes ficam menos densos e são direcionados para cima enquanto o ar mais frio se dirige para baixo.

Os isolantes tradicionais, como as espumas e as lãs, só agem sobre o processo de condução. O grande problema disso é que a radiação é responsável por 90% do aumento de temperatura das construções, especialmente nas paredes externas e nos telhados em contato com a energia solar.

Então, foi preciso desenvolver um material que agisse sobre os três fenômenos, a radiação, a condução e a convecção. Assim, a NASA — Agência Americana Aeronáutica e Aeroespacial — desenvolveu uma técnica para melhorar a eficiência das roupas dos astronautas. Afinal, no Espaço, as variações de energia são muito intensas.

Assim, surgiu o 3TC, o material utilizado por nossa empresa para o isolamento termoacústico dos ambientes. Ele consiste em um núcleo de EPS, poliestireno expandido, conhecido por sua alta eficiência em combate à condução de calor e por sua segurança contra chamas.

Para lidar com a radiação, essa estrutura é coberta por duas camadas de material metálico altamente reflexivo. Com isso, é possível devolver para o meio ambiente mais de 90% de toda a energia térmica.

Como vimos neste conteúdo, é essencial garantir o conforto térmico. Seja nos espaços de trabalho ou nos ambientes residenciais. Portanto, vale ressaltar que além de permanecer em uma área arejada e com a devida ventilação é importante providenciarmos locais que proporcionem conforto e bem-estar, pois isso reflete positivamente tanto no humor quanto na produtividade de uma pessoa, além de assegurar e preservar o seu maior patrimônio: a saúde.

Quer saber como a 3TC isolamentos pode ajudar sua empresa a conquistar melhores resultados no controle da temperatura? Então, não deixe de entrar em contato com a gente!

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