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Os ambientes fechados são vulneráveis a diferentes tipos de poluição. É importante conhecer quais são os principais deles e como evitá-los. Geralmente, são os mesmos tipos de poluição que também afetam os espaços abertos, como a visual, a atmosférica (do ar) e a sonora.

O Brasil, por ser um país tropical, tem épocas ensolaradas e outras chuvosas. Outra característica é a intensa umidade relativa do ar.

Ambientes fechados com muita umidade não são saudáveis, nem para a equipe, nem para a construção. Esse também é um tipo de poluição do ar muito comum em residências e em empresas. Neste artigo, vamos detalhar melhor esse assunto e mostrar como diminuir a umidade em ambientes fechados. Confira a seguir!

Os problemas causados pela umidade em ambientes fechados

Nos meses mais frios, a retenção da umidade é mais comum porque a temperatura cai e, em ambientes fechados, com pouca ou nenhuma ventilação, a umidade começa a causar problemas nas paredes e piso dos cômodos de uma edificação.

A umidade excessiva pode gerar sérias complicações à saúde, pois promove a proliferação de bactérias e de outros microrganismos nocivos. Umidade a 65% já favorece o desenvolvimento de algumas bactérias. Se ela alcança 80%, a quantidade de bactérias pode se multiplicar, alcançando 40 vezes mais!

Em geral, o recomendado é que a umidade relativa do ar permaneça em torno de 60%. Acima disso, começam a aparecer os efeitos, como odor intenso de “coisa velha”, mofo nas paredes e móveis, sintomas em pessoas idosas, crianças e demais pessoas que sofrem com algum problema de saúde, especialmente os respiratórios (asma, por exemplo).

Os motivos que provocam a umidade em ambientes fechados

É importante conhecer as formas de captura de umidade em ambientes fechados para compreender melhor alguns mecanismos de prevenção e combate ao problema. Existem 4 formas de captura, que vamos detalhar a seguir.

A umidade por intemperismo

Nesse caso, a umidade resulta da infiltração da água pluvial em rachaduras ou fissuras nas paredes ou outra estrutura.

Também pode ser resultado de projetos de escoamento mal definidos nas coberturas e nos telhados.

A umidade por infiltração

Aqui, estamos falando da umidade originada do solo e do lençol freático e que afeta as paredes. Essa forma de captura acontece com mais frequência em adegas, subsolos, porões e outros ambientes situados abaixo do nível do solo.

A umidade por capilaridade

A capilaridade é uma propriedade física característica dos fluidos. Refere-se à capacidade deles de subir ou descer em passagens tubulares (na forma de tubos) muito finas.

Como as vigas e as paredes são porosas, elas apresentam milhares dessas passagens em sua estrutura interna. Quando vigas e paredes se encontram em contato direto com o solo, a umidade pode penetrar nelas por meio do fenômeno da capilaridade.

A umidade por condensação

Essa forma de captura é resultado do vapor que emana de certos lugares, como banheiro e cozinha. Esse vapor invade os cômodos e fica impregnado nas superfícies, causando machas nas paredes e tetos, deixando-os com coloração mais escura.

As maneiras de evitar e remover a umidade em ambientes fechados

Existem formas efetivas de retirar a umidade em ambientes fechados. Conheça quatro delas logo mais.

A ventilação e a luz solar

Uma boa solução, que deve ser previamente definida, é a concepção detalhada do projeto, considerando pontos como a entrada da luz do sol no espaço interno e o acesso à ventilação natural.

É importante analisar o posicionamento certo das janelas, de modo que seja fácil a captação da luz solar. Com boa ventilação e calor, é possível evitar o excesso de umidade.

Os materiais impermeabilizantes

Uma técnica muito comum para reduzir e evitar a umidade em ambientes fechados é aplicar materiais impermeabilizantes na estrutura. Um deles é a argamassa impermeabilizante, que resolve problemas causados por capilaridade e infiltração.

A argamassa deve penetrar na parede. Por isso, caso a umidade já esteja presente, será preciso remover o revestimento na área úmida e colocar o produto na alvenaria, seja interna ou externamente.

Outro material é a tinta impermeabilizante. Trata-se de uma solução acessível e econômica, destinada à prevenção e à solução de problemas de umidade causada por intemperismo, ou seja, quando a água da chuva penetra pelas fissuras em coberturas e fachadas.

Uma tinta impermeabilizante consegue bloquear a entrada da umidade na área coberta. Geralmente, é um produto que custa mais que a tinta premium, sendo até 4 vezes mais caro. Mas o custo-benefício compensa, porque resolve problemas de umidade sem a necessidade de derrubar paredes ou de outras intervenções mais sérias.

O desumidificador de ar

Uma solução mais definitiva é o desumidificador de ar. É um eletrodoméstico que atua como um filtro. Sua função é exatamente a oposta da função de um umidificador. O desumidificador puxa o ar úmido, remove a água desse ar e o devolve ao ambiente já desprovido de umidade. Isso permite controlar os níveis de umidade de forma constante.

É uma boa opção para os ambientes fechados, dispensando até a necessidade de abrir janelas. Outra vantagem é que o aparelho portátil não faz ruídos e pode ser levado para qualquer local com facilidade. Há diferentes modelos que atendem a necessidades diversas.

As plantas que reduzem a umidade em ambientes fechados

A NASA confirmou, em 1989, que algumas plantas podem absorver a umidade e deixar o ar purificado. Além de promover um ambiente mais saudável, elas integram o espaço corporativo à natureza e servem como elementos decorativos. Algumas dessas plantas são:

  • lírio da paz: desenvolve-se bem em espaços fechados e com pouca iluminação, onde faz a absorção da umidade do ar para garantir seu crescimento;
  • samambaia de Boston: ela não requer poda constante e pode ser pendurada em qualquer ponto. Quando absorve a umidade, ela ainda remove benzeno, xileno e outras impurezas;
  • clorofito: tem folhas longas e curvas e pode retirar até 90% das impurezas do ar;
  • hera: tem folhas pequenas e, preferencialmente, deve ficar pendurada na parede. Ela reduz a umidade em forma de vapor no ar e ainda absorve mofo, matéria fecal de animais domésticos e microrganismos;
  • palmeiras: podem ser pequenas, médias ou grandes, crescem em espaços úmidos e absorvem poluentes em ambientes fechados.

É fundamental ter cuidado com a umidade em ambientes fechados para evitar o desenvolvimento de problemas alérgicos e problemas à própria edificação. Além disso, o mofo e o bolor causam mau cheiro e comprometem a estética do lugar.

Percebeu que existem diferentes soluções para o problema da umidade? Continue aqui no blog e confira agora como é possível melhorar a qualidade do ar!

Independentemente do porte de uma obra, a busca por melhores técnicas de engenharia sempre será essencial para a garantia de construções mais econômicas e eficientes. Nesse sentido, um ótimo exemplo de recurso técnico que vem sendo cada vez mais utilizado por quem busca vantagens em vários aspectos é a aplicação de mantas térmicas de subcobertura para telhados.

Podendo ser muito bem aplicada em basicamente qualquer ocasião, engana-se quem acha que a instalação de uma manta térmica se restringe aos prédios e edifícios comerciais. Isso porque mesmo se tratando apenas de uma pequena reforma residencial, esse artifício, quando bem planejado, pode representar ganhos enormes, tanto no quesito financeiro quanto no ergonômico.

Afinal, você já sabe como funciona e para que serve uma manta térmica de subcobertura para telhados?

Funcionalidades da manta térmica de subcobertura

Como o próprio nome já sugere, uma das principais funções desse material é a de fornecer um satisfatório conforto térmico a partir das suas características de irradiação térmica. Outra função que ganha destaque é a capacidade que a manta térmica tem de aumentar a impermeabilização do telhado, reduzindo assim drasticamente as chances de ocorrer vazamentos e infiltrações decorrentes de chuvas.

Além disso tudo, vale lembrar que a manta térmica de subcobertura, quando bem instalada, é capaz de entregar bons níveis de isolamento acústico, o que proporciona ambientes mais agradáveis em questões sonoras.

Material de fabricação

Acerca do material de fabricação dessas mantas, é comum encontrá-las em polímeros refletivos e poliestireno expandido, ambos com excelentes características de reflexividade e baixos índices de emissão de radiação térmica.

Tipos de manta térmica

Atualmente, há vários tipos de manta térmica disponíveis no mercado. As principais são:

  • uma face de alumínio: com moderadas características térmicas, são mais aplicadas por quem deseja minimizar problemas com infiltrações;
  • duas faces de alumínio: além de minimizar infiltrações, apresentam melhores condições de isolamento térmico;
  • duas faces de alumínio e fibra de vidro: alinham boa capacidade de impermeabilização e isolamento térmico com durabilidade estendida;
  • duas faces de alumínio, fibra de vidro mais plástico bolha: apresentam vantagens em todos os aspectos acima, sobretudo no isolamento acústico.

Vantagens de utilizar uma manta térmica de subcobertura

Mesmo sendo um recurso de engenharia que entrega boa resistência mecânica e excelentes vantagens ergonômicas, a manta térmica de subcobertura precisa ser instalada de forma correta para que suas funcionalidades sejam garantidas.

Desse modo, quando bem aplicada, essa subcobertura no telhado representa as vantagens que citaremos a seguir.

Economia financeira

Uma vez que essa subcobertura proporciona ambientes mais agradáveis termicamente, menos recursos serão gastos com ar-condicionado, ventiladores e climatizadores em geral, o que pode reduzir consideravelmente a conta de luz ao final do mês.

Outro fator econômico vantajoso é que a subcobertura também reduz a frequência de manutenção da estrutura dos telhados, já que ela ajuda a manter o ambiente menos úmido e propício ao aparecimento de fungos.

Importância em reduzir gastos

Seja qual for a finalidade da obra ou reforma, priorizar técnicas de construção e materiais que implicam em economia financeira (e que ainda tem qualidade) é essencial, principalmente quando estamos falando de colher frutos a médio e longo prazo.

Instalação prática

Se a armação que sustenta o telhado estiver em boas condições estruturais, a instalação da manta térmica de subcobertura provavelmente não encontrará dificuldades. Contudo, é imprescindível que essa instalação seja realizada por uma equipe especializada no assunto, que conseguirá colocar a manta térmica em qualquer tipo de telhado e inclinação.

Importância da instalação ser prática

Por se tratar de uma instalação prática e classificada de certa forma como simples de executar, esse processo não requer muito tempo para ser finalizado, o que permite à equipe de trabalho concentrar seus esforços em tarefas mais complexas, e que de fato precisam de mais tempo.

Garantia de conforto acústico de uma subcobertura

Como mencionamos acima, assegurar um bom conforto acústico é uma das funcionalidades desse tipo de subcobertura. Isso só é possível porque a manta térmica funciona como uma espécie de barreira física, dificultando assim a difração (capacidade que as ondas têm de contornar obstáculos) das ondas sonoras.

Importância do conforto acústico

Seja em um ambiente de trabalho, seja na residência, permanecer em ambientes que apresentam poluição sonora pode causar irritabilidade e prejuízos para a audição. Por isso, uma vez que é possível assegurar o conforto acústico por meio da instalação de um simples material, não há motivos para dispensá-lo.

Contenção de vazamentos

Em períodos de chuva, é comum notarmos nos telhados pontos de infiltração e vazamentos, os quais, quando não reparados, geram fungos e podem comprometer por completo toda uma estrutura. Nesse sentido, uma vez instalada de forma correta, a manta térmica de subcobertura impede a passagem de água (que muitas vezes é ocasionada devido às telhas mal colocadas) e faz com que a umidade local seja reduzida drasticamente.

Importância de manter a impermeabilização

A elevada umidade e infiltração são extremamente prejudiciais para qualquer tipo de construção e, tratando-se ainda de estruturas que contém madeira, esse processo de desgaste é mais severo e comprometedor.

Utilização de materiais sustentáveis

Uma vez que essa prática possibilita menos gastos com energia elétrica, há benefícios para o meio ambiente, visto que menos recursos para a geração de energia são requeridos. Além disso, vale lembrar que a manta é constituída por um material reciclável, o que é muito importante para a sustentabilidade do planeta.

Importância em utilizar recursos sustentáveis

Felizmente, nos últimos anos, o debate na sociedade acerca da importância da preservação do meio ambiente ganhou cada vez mais espaço. Com isso, tratando-se especificamente de uma obra ou reforma, é relevante priorizar materiais e técnicas que promovam a sustentabilidade e que não gerem impactos ambientais.

Portanto, agora que você já sabe o que é uma manta térmica de subcobertura para telhado, bem como a importância de garantir a sua instalação de forma correta, fica mais simples perceber o quão vantajosa essa aplicação é. Vale lembrar ainda que, além de benefícios financeiros, essa manta é capaz de proporcionar excelentes ganhos ergonômicos para um ambiente, como clima agradável e conforto acústico.

Está procurando por uma manta térmica? Entre em contato com a 3TC e conheça todas as vantagens em engenharia que podemos lhe oferecer!

O isolamento térmico para ar-condicionado é imprescindível para aproveitar o máximo da eficiência desses aparelhos. Sem essa solução, não há um aproveitamento completo de toda a potência do aparelho ou o efetivo controle da temperatura do ambiente.

Muitas vezes, por não contar com essa opção, é necessária a realização de diversos ajustes (deixando o equipamento em sua máxima potência, por exemplo). Tudo isso custa bastante, além de não ser muito sustentável para o meio ambiente.

O isolamento, por sua vez, é uma medida duradoura, simples e extremamente eficiente. Pensando no tema, preparamos este guia, com informações completas e relevantes sobre o tema. Continue a leitura para entender um pouco mais:

O que é isolamento térmico para ar condicionado?

Essa modalidade de isolamento tem como objetivo melhorar a vedação das estruturas do ar-condicionado, e evitar as trocas de calor nos trajetos dos ductos de ar. Com isso, é possível garantir que o máximo da potência nominal seja efetivamente entregue aos usuários.

Vedação das estruturas

Para a instalação de dutos e dos próprios aparelhos de ar-condicionado nas construções é necessário fazer aberturas nas paredes. Usualmente, elas não apresentam a vedação necessária para a entrega de uma eficiência otimizada.

Assim, é importante instalar materiais capazes de evitar a entrada e a saída de ar, pois essas trocas provocam o aquecimento do ambiente e fazem com que o motor dos equipamentos tenha de funcionar mais para manter a temperatura desejada pelo usuário.

O ideal é utilizar isolantes feitos com materiais flexíveis, impermeáveis e não porosos para essa tarefa. Assim, atinge-se a máxima vedação e bloqueio das trocas de calor.

Isolamento térmico dos aparelhos e dos dutos

Há vários fatores intrínsecos ao próprio mecanismo de funcionamento do ar-condicionado e do transporte do ar-refrigerado que podem impedir a entrega da máxima eficiência. As trocas de calor ocorrem constantemente entre os tubos que transportam o ar-refrigerado.

Assim, antes que cheguem ao destino final, podem ser aquecidos pelas estruturas e equipamentos do próprio edifício. Outro ponto importante é que o próprio aparelho produz bastante calor devido ao funcionamento dos motores. Para que ele não seja conduzido para as paredes da construção, é preciso fazer um bom isolamento.

Além disso, a irradiação do sol sobre os dutos e o próprio aparelho faz com que o trabalho do motor para o resfriamento do ar seja maior, dissipando parte da potência.

Isolamento térmico da construção

No entanto, uma medida importantíssima para quem deseja economizar com o projeto de ar-condicionado é instalar o isolamento térmico em todo o ambiente. Com um isolante eficiente, capaz de atuar sobre todos os processos de transmissão de calor, é possível conquistar temperaturas agradáveis mesmo sem o uso da ar-condicionado.

A redução dessas trocas com o ambiente externo permite uma maior estabilidade da temperatura interior, deixando-a muito mais amena. Isso vale tanto para quanto o clima lá fora estiver frio ou quente. Isso também tem um efeito sobre o trabalho dos equipamentos de resfriamento quando estão ligados. Afinal, ele é proporcionalmente maior a uma temperatura interna mais elevada.

Como funciona a transmissão de calor em um edifício?

Para compreender o papel do isolamento térmico para ar-condicionado é importante entender quais são os processos de transmissão de calor para uma construção. Eles são três e compreendê-los permite uma escolha mais consciente a respeito dos materiais e das técnicas utilizadas no projeto.

Condução

Ocorre quando dois corpos estão em contato físico um com o outro. O mais quente transfere energia ao mais frio, em uma tentativa de alcançar o equilíbrio térmico. Ele ocorre quando ambos os corpos atingem a mesma temperatura.

Ela é responsável por cerca de 10% do aquecimento de uma estrutura. A maioria dos isolantes térmicos agem apenas sobre a condução e, por isso, não apresentam uma eficiência interessante.

Irradiação

Ela acontece à distância, prescindindo do contato entre os dois corpos. Acontece por causa da emissão de energia calorífica (radiação infravermelha), a qual incide sobre um corpo e promove a agitação das partículas.

Mesmo não sendo tão intuitiva, ela influencia muito mais no aquecimento das estruturas. Por volta de 90% do calor é transferido por essa forma. No entanto, poucos isolantes buscam controlá-la.

Convecção

Ela existe devido ao movimento das massas de ar dentro e fora dos edifícios, o que influencia bastante na eficiência dos ares-condicionados. O ar mais frio é mais denso do que o ar mais quente. Em um mesmo ambiente, a diferença de temperatura de massas de ar ocorre naturalmente.

Os dutos e aparelhos são justamente instalados no alto da parede para permitir que o ar frio seja direcionado para o piso, onde as pessoas estão, enquanto o ar quente se move para o teto e é retirado pelo sistema de exaustão do edifício ou do próprio equipamento. Assim, há uma maior renovação do ar ambiente.

Quais são os materiais utilizados?

Os isolantes térmicos tradicionais não são capazes de atuar sobre os três processos de transmissão de energia calorífica. Normalmente, agem apenas sobre um dos seguintes fatores isoladamente:

Espumas

A espuma, por muitos anos, foi o material mais popular para o isolamento térmico da superfície. É comum que muitas pessoas associem o isolamento apenas a elas. No entanto, suas desvantagens afastaram muitas pessoas:

  • fragilidade — elas se deterioram facilmente com o estresse mecânico e químico, além de apresentarem mofo com mais facilidade;
  • segurança — há materiais, como o poliuretano, que produzem gases tóxicos quando inflamados;
  • manutenção — necessitam de uma maior frequência de trocas em comparação aos materiais mais modernos.

Foils

Os foils são folhas metálicas bem finas com o objetivo de refletir parte da radiação infravermelha de volta para o ambiente externo. Portanto, atuam apenas para o controle da irradiação, sem ação sobre a condução e a convecção. Por esse motivo, os locais de aplicação são bem limitados àqueles com uma exposição solar maior.

Além disso, são bem frágeis ao estresse mecânico, não se adaptam bem aos ambientes internos e não melhoram a vedação das estruturas. Este último ponto é essencial para os ares-condicionados.

Lã de rocha

Esse material é produzido pela fusão de pedras vulcânicas a altas temperaturas, sendo, então, submetidas a gradientes de pressão elevados. Como resultado, forma-se fios que podem ser estruturados na forma de lã.

Apesar de realmente serem bem eficientes no isolamento da condução, esse processo representa apenas 10% da transmissão de calor para as superfícies. Ademais, possuem desvantagens, como: permeabilidade, estética ruim e instalação difícil.

Lã de vidro

Ela é muito semelhante à lã de rocha, porém utiliza a sílica como matéria-prima. Também é utilizada para produção do vidro, o que trouxe o seu nome para que fosse mais facilmente identificável pelo consumidor. Apesar de mais barata, ainda apresenta as desvantagens importantes da lã de rocha.

Lã de PET

As lãs de PET são fabricadas com um polímero plástico, geralmente reciclado. Por isso, atraem muitas pessoas interessadas em sustentabilidade. No entanto, é preciso pensar de uma forma global. Como o material age apenas no controle da condução, como as demais lãs, não apresenta a eficiência máxima de isolamento. Portanto, não reduz tanto o consumo de energia elétrica pelos aparelhos de ar-condicionado.

Consequentemente, ao optar por ela, a pressão do consumo energético da sua estrutura de climatização sobre o meio ambiente ainda será significativa. Isso pode inibir os benefícios trazidos pela reciclagem.

3TC

Diferentemente dos isolantes térmicos anteriores, a 3TC foi produzida com a tecnologia de ponta da engenharia dos materiais. Por quê? Ela foi criada pela Agência Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos da América, a famosa NASA, para proteger os astronautas durante as viagens especiais. É empregada tanto nos trajes quanto na proteção das estações.

Isso é necessário, pois a temperatura fora da Terra sofre variações intensas: pode ir de 50º celsius negativos durante a noite, enquanto ultrapassa 60º celsius nos momentos de máxima exposição solar. Desse modo, o isolante precisaria apresentar características suficientes para manter a temperatura corporal estável e o conforto.

Para isso, os engenheiros da NASA criam um material com as seguintes propriedades:

  • duas lâminas de polímero refletivos, que eram capazes de refletir mais de 97% da radiação infravermelho que incide sobre uma superfície;
  • um núcleo de poliestireno estendido, que é um isolante térmico com baixa condutância de calor, bloqueando grande parte da condução térmica;
  • essas três estruturas são colocadas em “sanduíche”, com as duas lâminas cobrindo todo EPS. Dessa forma, a estrutura apresenta capacidade de impermeabilização máxima e atua sobre a convecção. Tudo isso também potencializa o controle dos dois processos.

A 3TC utilizada no Brasil traz a mesma tecnologia da NASA e se torna o melhor isolamento disponível no mercado.

Como funciona o isolamento térmico para ar-condicionado?

Bloqueio da condução

Como vimos, o 3TC é o único isolante capaz de atuar sobre os três processos de condução calorífica e otimizar o isolamento térmico em todas as frentes.

No caso dos dutos de ar, o núcleo de poliestireno estendido do 3TC é um dos materiais mais eficientes para o bloqueio da condução. Seu material apresenta baixíssima condutância térmica, o que significa que ele é capaz de manter um bom isolamento mesmo em temperaturas mais altas.

Desse modo, os dutos de ar-condicionado se aquecem pelo contato com o ar ambiental, com estruturas da construção, equipamentos etc. Em um edifício com ar-condicionado central, isso é imprescindível para evitar que o ar se aqueça durante o trajeto para o destino final. No caso de indústrias e comércios, pode haver contato com áreas e equipamentos com intensa produção de calor, o que impede a entrega de um resfriamento eficiente.

Redução da irradiação

A radiação é invisível para nossos olhos e, por isso, não a associamos com o aquecimento de dutos. No entanto, ela está constantemente em ação. No caso dos dutos de cobre, muito usados em instalações de ar-condicionado, os raios infravermelhos têm a capacidade de provocar um intenso aquecimento devido à excelente condutância dos metais.

Por isso, é preciso investir em um isolante capaz de atuar sobre esse processo. O 3TC apresenta duas lâminas de polímeros refletivos, as quais bloqueiam mais de 96% da radiação incidente. Assim, toda a instalação fica protegida ao máximo.

Controle da convecção

Não podemos deixar de falar da convecção, a qual impede a eficiência térmica de uma construção devido ao constante fluxo de ar aquecido para as áreas internas.

Por isso, a vedação trazida por um bom isolante térmicos é essencial para garantir que o ambiente externo influencie o menos possível, permitindo a entrega otimizada da potência do ar-condicionado. O 3TC controla a convecção, funcionando como uma barreira de ar e vapor devido à impermeabilidade dos polímeros refletivos.

Quais as vantagens do isolamento térmico?

Economia de energia

Esse talvez seja o ponto que mais atraia as empresas que planejam a instalação de um sistema de isolamento auxiliar ao projeto de ar-condicionado. Isso ocorre porque a energia elétrica consumida é proporcional ao trabalho que o motor do aparelho tem de fazer.

O trabalho, por sua vez, depende de diversas variáveis, como:

  • aquecimento do ar durante o trabalho do ar-condicionado para os ambientes de destino. Isso faz com que o usuário ajuste a potência para as regulagens máximas, as quais consomem mais;
  • diferença entre a temperatura atual e a desejada. Por exemplo, se o ar-condicionado tiver de reduzir a temperatura de 30º para 24º celsius, ele precisará realizar o dobro de trabalho do que se tivesse de reduzir de 27º para os mesmos 24º celsius.

Tudo isso faz com que o isolamento térmico aplicado tanto na tubulação quanto na construção seja uma excelente alternativa para a redução de custos nas empresas e nas residências.

Menor demanda por novos equipamentos

Quanto melhor o sistema de isolamento, maior o rendimento da máquina de resfriamento. Consequentemente, uma mesma potência nominal de ar-condicionado será capaz de resfriar uma área maior ou lidar com maiores amplitudes de variação de temperatura.

Com isso, reduz-se a necessidade de redimensionar a infraestrutura de aparelhos a fim de manter a capacidade de resfriamento diante de um aumento da demanda causada por mudanças construtivas ou pela implementação de processos gerados de calor.

Sustentabilidade ambiental

Hoje em dia a preocupação com a exploração do meio ambiente está cada vez mais presente no comportamento dos consumidores. Então, profissionais e empresas de todas as áreas devem conhecer as soluções que trazem esse apelo.

Se você é arquiteto e está buscando um isolamento para os seus projetos, a 3TC permite que você associe o seu escritório à sustentabilidade. Se sua empresa é de qualquer outro ramo, instalar a 3TC fortalece o seu apelo à proteção ambiental. Da mesma forma, se está procurando melhorar a eficiência da sua residência para deixá-la mais sustentável, o isolamento térmico do ar-condicionado também cumpre essa função.

Prevenção de riscos à saúde

O ar-condicionado tem um impacto negativo sobre a saúde de muitas pessoas com problemas respiratórios. Durante seu funcionamento, ele retira grande parte da umidade do ar. Quanto maior for a potência utilizada e a quantidade de aparelhos ligados simultaneamente, mais seco o ar fica.

No entanto, quando você instala isolantes térmicos nas estruturas da construção, é possível amenizar o calor sem ar condicionado. Quando for necessário o seu funcionamento, será possível ligá-lo em uma potência menor e, assim, trazer uma maior qualidade do ar. Isso pode amenizar o efeito do clima seco nas alergias, rinites etc.

Temperatura estável

Mesmo com ar-condicionado, a temperatura interna pode ficar bastante instável. Afinal, a maioria dos aparelhos não apresenta uma regulação automática com termostatos. É preciso determinar manualmente a potência. Então, quando o clima muda lá fora, a temperatura do ar que sai pelos dutos também acompanha a tendência.

O isolamento evita que a própria construção transmita energia calorífica para dentro ou fora do ambiente interno. Isso faz com que as variações sejam pequenas durante o dia.

Como é feito na prática?

Na prática, o isolamento térmico para ar-condicionado pode ocorrer em diferentes momentos.

Antes da execução do projeto principal da construção

Quando a construção ainda está sendo planejada, é possível elaborar um projeto de conforto térmico amplo, em que são previstas medidas para melhorar o isolamento de todas as estruturas do edifício. A partir disso, a capacidade de ar-condicionado pode ser dimensionada tendo em vista que haverá uma melhor eficiência térmica.

Todo a estrutura feita para esconder os dutos poderá receber uma cobertura interna de isolante térmico, complementando a proteção feita ao redor dos próprios dutos.

Como projeto complementar ao principal

Em alguns casos, o projeto principal dos edifícios já foi todo executado, faltando apenas os complementares — como pode ser a situação do isolamento térmico. Nesse sentido, durante o planejamento e a instalação do sistema de ar-condicionado, pode-se chamar uma empresa especializada em conforto térmico para fazer um projeto com a finalidade de melhorar a eficiência nos mais diversos aspectos, como:

  • instalar isolante em locais estratégicos, como as lajes, para reduzir o impacto da incidência do sol no aquecimento das estruturas;
  • vedar todas as aberturas utilizadas para a instalação do ar-condicionado e seus dutos;
  • isolar termicamente todo o trajeto dos dutos, entregando a máxima eficiência de resfriamento aos ambientes;
  • evitar que o próprio calor gerado pelos motores do ar-condicionado aqueça as estruturas da construção.

Em construções prontas e já utilizadas

Por fim, é possível instalar também o isolamento térmico em infraestruturas de ar-condicionado já prontos e utilizadas há pouco ou muito tempo. Muita gente pode achar que o isolamento é muito complicado de ser instalado quando tudo já está pronto. No entanto, um bom fornecedor pode executar um projeto incrível.

Com as mantas de 3TC, um material mais flexível, por exemplo, pode ser desnecessário quebrar paredes para a vedação e a cobertura dos dutos. Elas se adaptam ao espaço que tiver ali na estrutura atual. Caso seja necessária alguma adaptação, é possível fazer isso com o mínimo de intervenção na estrutura da construção.

Além disso, a instalação pode ser bem simples, por meio de colas, fixações ou amarrações. Assim, não há toda aquela sujeita e barulho que você deve imaginar sempre que pensa em qualquer obra. O 3TC também permite a pintura com a maioria das tintas disponíveis no mercado de forma que fica bem discreto na decoração quando os dutos estão expostos.

Como é feita a aplicação?

A instalação do isolamento térmico da 3TC pode ser executada por meio de diversas técnicas. Isso permite que ela se adapte às mais diversas aplicações. No entanto, a escolha depende do tipo de estrutura de isolante que será utilizado.

Mantas

As mantas apresentam uma espessura de 10 milímetros e são flexíveis. Desse modo, podem ser manipuladas para se adequar a curvas, arestas e dobras. Além disso, vedam bem as frestas dos locais onde são inseridas, além de são bem fáceis de armazenar durante a obra.

Placas

As placas são mais rígidas e apresentam espessuras variadas, de 10 a 100 milímetros. Assim, não interessantes naqueles casos em que não há necessidade de adaptação a ângulos e seja preciso manter maior estabilidade da forma. Também, podem ser fabricadas sob medida para as estruturas da obra.

Técnicas de instalação

A seguir, vamos apresentar as principais:

  • amarração — é feita por meio de fios, grampos ou arames resistentes. Essa técnica pode ser usada para fixar os tubos de isolante aos dutos do ar-condicionado;
  • encaixe — a pressão do peso ou da conformação das peças sobre as estruturas traz a fixação necessária;
  • colagem — são substâncias químicas que trazem a aderência de duas superfícies entre si;
  • pregagem — com pregos e parafusos especiais, as placas e as mantas são fixadas em uma estrutura de sustentação.

Há várias outras técnicas possíveis, e a escolha deve ser feita pelo profissional instalador para garantir o máximo sucesso da estratégia. A 3TC é muito versátil e se adapta a maioria delas.

Quais cuidados devem ser tomados?

A principal precaução é a escolha de um material adequado para os seus objetivos. Há muitos isolantes no mercado e nem todos eles entregam a mesma eficiência. Além disso, há várias funcionalidades auxiliares que podem complementar a sua estratégia, como:

  • isolamento acústico — evita a propagação de ruídos e barulhos. Um isolante térmico e acústico simultaneamente, por exemplo, pode reduzir o barulho provocado pelos motores dos aparelhos;
  • impermeabilidade — um material impermeável melhora a proteção das estruturas contra a umidade;
  • proteção contra incêndios — é preciso escolher um material que não seja inflamável ou combustível. Idealmente, ele deve auxiliar no retardo da propagação dos incêndios.

A empresa de fornecimento e de instalação deve ser confiável, apresentando um bom suporte ao cliente em todas as etapas. A 3TC apresenta todas essas vantagens e muitas outras. Assim, você conquistará um projeto otimizado de isolamento para ar-condicionado, o qual traz todos os benefícios e vantagens que falamos aqui.

Quer saber como a 3TC isolamento pode auxiliá-lo no seu projeto de isolamento termoacústico? Então, entre em contato com a gente!

Atualmente as edificações apresentam paredes e lajes menos espessas e com isso, em geral, um menor desempenho acústico. Além disso, em prédios e casas menores é muito frequente ouvir o barulho dos vizinhos. Já em ambientes comerciais ou industriais, o ruído pode prejudicar o rendimento no trabalho e, inclusive, provocar passivos trabalhistas por insalubridade ou problemas ergonômicos. Por isso, uma dúvida muito frequente de grande parte das pessoas é: como isolar o barulho da rua?

Esse assunto se tornou ainda mais importante agora que a maioria das pessoas mora perto de regiões movimentadas e em empresas de diversos portes. Afinal, o excesso de ruído atrapalha o descanso, o rendimento nos estudos e trabalho, como também eleva o nível de estresse e ansiedade — podendo colaborar para insônia e até mesmo gerar problemas auditivos.

Pensando na importância desse assunto, neste conteúdo vamos tratar a respeito de poluição sonora, seus malefícios, além de algumas opções e dicas práticas para solucionar ou reduzir esse problema. Então, não perca!

O que é poluição sonora e quais as principais causas?

A maior parte da população mundial mora em grandes centros urbanos e com isso o ruído é muito grande — seja por conta do trânsito, por conta das indústrias, comércios, colegas de trabalho ao telefone, fluxo de clientes em um escritório ou comércio, etc.

Entretanto, além do ruído constante, a poluição sonora está muito presente no dia a dia das pessoas, sendo potencializada pelos comportamentos inapropriados adotados no dia a dia. Inclusive, ao contrário do que se pensa, o silêncio não é capricho, e sim uma questão de saúde.

Afinal, a audição pode ser extremamente prejudicada permanentemente quando as pessoas são expostas de forma prolongada a sons que são superiores a 85 decibéis. Esse tipo de intensidade de som pode ser exemplificado pelo ruído de um liquidificador. Isso porque os sons a partir desse valor provocam a morte das células auditivas e esse processo não é reversível.

Enquanto isso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde — OMS — uma conversa normal pode representar cerca de 60 decibéis de ruído e essa intensidade já é suficiente para proporcionar danos ao organismo e ao equilíbrio emocional. Por sua vez, o ruído de um aspirador de pó apresenta em média 75 decibéis, um secador de cabelo e uma buzina cerca de 100 decibéis.

Já em boates, bares e shows, o ruído médio é de 110 a 115 decibéis. Em festas e comemorações em que fogos de artifícios são soltos, o ruído médio é de 150 decibéis. Já o volume máximo do som do celular em um fone de ouvido tem um ruído médio de 105 decibéis.

Como se vê, frequentemente você está exposto a ruídos extremamente prejudiciais à sua audição e caso você trabalhe em indústrias ou com determinados equipamentos, pode estar ainda mais exposto.

Contudo, infelizmente o ruído é um vilão invisível e, por isso, em geral, não recebe a devida atenção e cuidado por parte das pessoas. Mesmo assim, os efeitos são presentes: falta de energia, cansaço, estresse, ansiedade, falta de concentração, irritabilidade e outros tipos de doenças.

Diante disso, criou-se leis e normas que estabelecem limites e horários para o ruído. Inclusive, atualmente a pena por pertubação do sossego alheio por meio de barulho pode gerar até três meses de prisão de acordo com a Lei de Contravenções Penais e até quatro anos de prisão de acordo com a Lei de Crimes Ambientais — quando a poluição sonora for em níveis prejudiciais à saúde.

Inclusive, por esse motivo existem diversos projetos de lei e inclusive especialistas desejam que exista um mapa de poluição sonora que seja visível para a população. Nesse mesmo sentido, a ABNT definiu na NBR 10152 o nível de ruído aceitável nos ambientes externos tanto durante o dia quanto durante a noite, para ambientes rurais, escolares, hospitalares, residenciais, comerciais, industriais, entre outros.

Quais os malefícios da poluição sonora?

A poluição sonora proporciona diversos prejuízos para a saúde e bem-estar das pessoas, seja em ambientes profissionais ou residenciais.

Perturbação do sossego

Uma música pode ser extremamente agradável para uma pessoa, e pode causar um grande estresse e perturbação para um profissional que estava há algumas horas de plantão e precisa dormir. Ou então, para alguém que precisa de extrema concentração para trabalhar ou estudar.

A perturbação do sossego, inclusive, é algo tão sério que é um grande motivo de violência. Afinal, as pessoas quando privadas de sono e descanso, assim como de tranquilidade em seu ambiente de trabalho, se tornam mais agressivas e nervosas.

Lesão auditiva

Conforme citamos, a lesão auditiva pode ser irreversível quando ultrapassado um determinado número de decibéis, durante um determinado tempo. Ao contrário do que se pensa, basta ouvir com frequência o som em um volume alto, ou trabalhar próximo a equipamentos e ambientes barulhentos para que ocorra uma lesão severa.

Basta morar muito próximo a um aeroporto, ou a uma via de trânsito extremamente movimentada, ou então trabalhar com equipamentos que apresentam índices de ruído elevados como liquidificador, secador de cabelo ou uma britadeira.

Todos esses cenários exemplificados, que muitas vezes não consideramos arriscados ou negativos a saúde, podem agravar ou proporcionar uma lesão auditiva. Sendo assim, esse é um aspecto que requer grande cuidado e atenção, pois é um problema que pode ocorrer no dia a dia.

Insônia, ansiedade, depressão e estresse

Esses são problemas muito comuns em nossa sociedade, não importando a idade, ramo de atuação, poder aquisitivo ou região. Isso, porque os ruídos em níveis superiores ao permitido proporcionam desequilíbrio emocional.

E infelizmente, a maior parte das pessoas convive com ruídos excessivos diariamente pela maior parte do tempo, o que também é uma das explicações plausíveis para tantos problemas vivenciados na atualidade.

Que dicas práticas podem ajudar a reduzir os ruídos externos?

Os ruídos são tão impactantes que estão presentes em normas regulamentadoras como a NBR 15.575, NBR 10152 e até mesmo na legislação e em projetos de leis. Por exemplo, na NBR 15.575 foram estabelecidos índices mínimos quanto ao isolamento de paredes, pisos, coberturas e fachadas. Contudo, essa NBR só aborda os índices mínimos para edificações residenciais, enquanto a NBR 10152 aborda em diferentes ambientes.

Atualmente já existem diversas opções para reduzir os índices de ruído, tanto em edificações existentes como nas que estão sendo construídas, como:

Priorize materiais que auxiliam a barreira ao ruído

As portas e janelas anti ruído são uma excelente opção, assim como tapetes e cortinas de tecidos grossos também podem auxiliar a reduzir a entrada de som de uma forma mais simples e rápida — pois minimizam a propagação de som.

No caso das janelas, o ideal é que sejam de alumínio e vidro, com vidros duplos ou triplos. Já as portas, não devem ser ocas, pois quando são maciças auxiliam em uma melhor acústica para os ambientes.

Pode-se também utilizar painéis de madeira ou de gesso para proporcionam maior espessura para as paredes, atuando como uma barreira mais eficaz ao ruído. Inclusive, essa pode ser uma opção decorativa para os ambientes, além de extremamente útil.

Existem até opções com tapeçaria que são aplicadas na parede ou no piso a fim de melhorar o isolamento acústico. Um exemplo muito comum são os carpetes.

Atenção ao piso escolhido

A escolha do piso é muito importante e impactante no isolamento do ruído. Por exemplo, os pisos frios como cerâmicas e porcelanatos não proporcionam um bom isolamento acústico. Já os carpetes, pisos de madeira, mármores, granitos e pisos vinílicos apresentam melhores índices de isolamento.

Uma opção extremamente eficaz para o piso é aplicar uma manta acústica sobre a laje antes de instalar o piso escolhido. Inclusive, no caso dos pisos flutuantes — seja laminado ou de madeira — as mantas acústicas já costumam ser uma opção incluída no processo de instalação.

Entretanto, existem também opções de mantas próprias para os pisos frios do tipo cerâmicos ou porcelanatos. A cortiça aglomerada é um exemplo. Conforme já citamos, em casos em que deseja-se descartar a possibilidade de uma reforma ou a instalação de carpetes, pode-se optar por tapetes grossos e/ou felpudos.

Atente para a escolha do forro e do telhado

Já quando o assunto é telhado e forro, um erro muito comum é encontrar edificações que só apresentam telhado, descartando a laje ou o forro. Nesses casos, o ideal é instalar um forro e uma manta acústica, minimizando a passagem de som. Outra opção é utilizar forros de gesso ou madeira, que apresentam também um bom isolamento acústico por si só.

Caso seja desejado realizar o isolamento acústico mesmo com a existência prévia de uma laje no local, uma solução eficaz é aplicar revestimentos acústicos também. Existem também os de fibra mineral, assim como vários outros modelos.

Outro fator impactante é também a escolha da telha. Algumas telhas metálicas ou de fibrocimento, quando não fabricadas ou combinadas com isolamento promovem muito ruído. Sendo assim, a melhor opção são as telhas cerâmicas ou então as metálicas, ou de fibrocimento com manta para isolamento.

Invista em paisagismo como uma barreira de isolamento

A vegetação é uma excelente barreira ao ruído, além de melhorar a qualidade do ar. Quanto mais densa e em alturas variadas, melhor será a barreira acústica proporcionada pela vegetação.

Uma opção simples é colocar grama no terreno, criando níveis diferentes. Também pode-se fazer uma parede verde, conhecida como jardim vertical. Inclusive, o jardim vertical pode ser feito em diversos locais, mesmo com a ausência de um grande espaço.

Para criar uma barreira acústica por meio de paisagismo é importante escolher estruturas metálicas adequadas, podendo ser perfis para sustentação. Depois, o ideal é contar com placas de plástico e colocá-las na lateral. A fibra de coco também é uma aliada para montar uma parede verde e por fim, escolher as diversas plantas.

Essa opção, além de ser uma barreira que reduz o ruído, também reduz a concentração de gás carbônico e a necessidade de pinturas constantes nos muros e paredes.

Invista em isolamento acústico

O isolamento acústico é obtido por meio de materiais que são eficientes em bloquear o som e a passagem de ruído entre ambientes. Sendo assim, esse tipo de sistema isola ou reduz significativamente o barulho externo a um ambiente ou edificação, proporcionando maior conforto, qualidade de vida, bem-estar e, inclusive, saúde.

O isolamento pode ser a ruídos aéreos ou aos ruídos de impacto. Sendo assim, é importante compreender quais são os principais tipos de ruído que mais impactam a fim de optar por sistemas de isolamento que sejam mais eficientes.

Alguns exemplos de ruídos aéreos são os causados por vozes, construções, fábricas, música, trânsito, aviões, equipamentos, entre outras. Em geral, esses são isolados por meio de barreiras como paredes, janelas, portas e divisórias.

Já os ruídos de impacto são transmitidos pela estrutura, uma vez que o impacto gera uma vibração que caminha por meio das paredes, tetos, chegando até a pessoa que o ouve. Para esse tipo de impacto — que pode ser causado tanto por passos, como por outros tipos de ações ou equipamentos que geram impacto — o ideal é investir em sistemas de amortecimento como os pisos flutuantes.

Sendo assim, nesse tipo de ruído, o uso de forros não é tão eficaz, porque anula ou reduz a passagem de vibração por meio do teto, porém não inibe a transmissão por meio das paredes.

Escolha um sistema de isolamento eficaz e com bom custo-benefício

Após analisar a fonte principal de ruído é possível identificar quais soluções de isolamento acústico serão mais eficientes, conforme exemplificado acima. Também é importante levar em consideração qual o tipo de edificação, se já é construída ou não — a fim de escolher um sistema de isolamento que além de eficiente, seja eficaz.

Existem diversas opções para o isolamento acústico, como:

  • lãs de isolamento — que podem ser do tipo PET, de vidro ou de rocha basáltica. Elas, em geral são usadas para preencher vãos em paredes e tetos, principalmente quando utiliza-se placas de gesso no processo construtivo — entretanto, demandam um espaço “vazio”, ou seja, para o ar — dificultando a utilização em alguns casos. Por isso, são muito empregadas em teatros, auditórios, salas de reunião ou de videoconferência ou em construções a seco;
  • espuma acústica — esse é um material que apresenta diversas espessuras, cores e geometrias, podendo ser feitas em lã de PET ou poliuretano. Ela pode ser aplicada sobre paredes e lajes, porém, não permite um acabamento discreto;
  • materiais absorventes como madeira, gesso, fibras minerais — que podem ser usados como painéis e forros que absorvem as ondas sonoras, reduzindo o ruído;
  • paredes duplas — essa é uma técnica que consiste em deixar um espaço com ar entre duas paredes, assim a onda sonora ficará detida nesta câmara de ar, dificultando a propagação de som;
  • mantas térmicas e acústicas — esse é um material que além de promover um excelente isolamento térmico, reduzindo as despesas com refrigeração, também promovem um significativo isolamento acústico. Por isso, são uma opção largamente escolhida, afinal, apresenta um excelente custo-benefício.

Como a manta térmica pode ajudar no isolamento acústico e quais seus benefícios?

Existem variados sistemas de isolamento acústico, porém a manta térmica é um dos mais eficientes, sendo recomendada para diversos ambientes e locais. Ela é uma solução que proporciona melhoria do isolamento térmico e acústico de uma edificação ou ambiente, com qualidade e garantia de resultado.

Esse sistema de isolamento é usado tanto em ambientes comerciais, industriais como nos residenciais. As mantas térmicas são fabricadas com revestimento aluminizado e esse material protege da radiação solar e das três formas de transferência de calor — radiação, convecção e condução.

Além disso, também auxilia no isolamento de ruídos e apresenta uma aplicação extremamente fácil. As mantas térmicas também proporcionam maior proteção e durabilidade tanto ao sistema de cobertura como ao imóvel.

Para a instalação correta, é necessário considerar o tipo de telhado, uma vez que uns oferecem fácil acesso e outros não — tanto pelo material, como pela estrutura.

A manta térmica é instalada principalmente nos telhados, podendo ser colocada nas lajes e pisos. O processo de instalação consiste em cobrir toda a região que deseja-se isolar. No caso dos telhados, a manta é aplicada abaixo das telhas como uma subcobertura.

Existem casos em que a manta é aplicada no corpo da estrutura, visando garantir o posicionamento adequado das telhas. Já na instalação em lajes superiores é criada uma camada de proteção.

Com esse material é possível reduzir a troca e transferência de calor nos ambientes — mantendo uma temperatura interna mais agradável, porém, também é possível diminuir a entrada e saída de ondas sonoras, proporcionando isolamento de ruídos e maior conforto acústico — uma vez que essa se comporta como uma barreira.

O conforto acústico obtido por meio de mantas é proporcionado por meio do isolamento de lajes e pisos — não importando se são ambientes comerciais ou residenciais. Com isso, os ruídos externos ou de outros ambientes são atenuados.

Quais os principais benefícios do isolamento acústico?

Já falamos dos malefícios, dos impactos e até mesmo dos benefícios do isolamento acústico realizado por meio de mantas. Contudo, podemos citar alguns benefícios que são extremamente impactantes e justificam o investimento nesse tipo de sistema, como:

Maior privacidade

Como o isolamento acústico impede ou reduz que a voz seja ouvida em um outro ambiente, proporciona maior privacidade durante reuniões, em ambientes comerciais e principalmente nos residenciais.

Assim, tanto negociações como conversas passam a ter sua particularidade respeitada, e as pessoas passam a ter também sua intimidade preservada — principalmente nos ambientes familiares. Essa é uma vantagem que impacta positivamente tanto os pais, como também os filhos.

Maior conforto

Não importa se é em um ambiente residencial, comercial ou industrial — independentemente do lugar, as pessoas gostam de conseguir fazer suas atividades com a devida comodidade e sossego.

Não é atoa que um ambiente de trabalho que é completamente agitado o dia inteiro proporciona doenças ocupacionais, sendo totalmente negativo aos colaboradores.

Da mesma forma, em uma residência, poder ler, estudar, descansar ou passar um momento em família sem ruídos excessivos é extremamente importante para obter momentos de qualidade. Essa realidade positiva se torna possível por meio da adoção de um sistema de isolamento acústico.

Melhoria da qualidade de vida

A exposição prolongada e excessiva a ruídos pode provocar declínio das capacidades cognitivas, reduzindo a capacidade de comunicação, leitura, aprendizado, compreensão, raciocínio, resolução de problemas, memória, entre outros aspectos.

Na vida profissional, por si só, a redução dessas capacidades compromete significativamente o trabalho realizado e o desempenho. Entretanto, essa situação também é extremamente prejudicial nos ambientes familiares, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Sendo assim, ambientes com isolamento acústico promovem pessoas com melhor desempenho, produtividade e bem estar. Isso, impacta diretamente na qualidade de vida, afinal, boas decisões e dias produtivos são extremamente importantes.

Prevenção e redução de doenças

A poluição sonora auxilia a piora de distúrbios do sono e inclusive eleva o estresse, ansiedade, falta de concentração, depressão e outros problemas extremamente sérios e vivenciados na atualidade. A redução do ruído é extremamente positivo para promover ambientes mais saudáveis emocionalmente.

Redução de problemas e distúrbios relacionados à audição

Os problemas auditivos são cada vez mais frequentes e inclusive, existe e uma previsão de que 1,3 bilhão de pessoas terão uma redução significativa em sua capacidade auditiva no decorrer da vida. A Organização Mundial de Saúde indica que isso ocorrerá por que cerca de 10% da população no mundo convive com uma longa exposição a níveis inadequados de ruídos.

Por que escolher o material 3TC?

O material 3TC de isolamento alinha o isolamento acústico com o térmico, sendo, por isso, uma solução extremamente versátil e viável, pois além de apresentar um excelente custo benefício e tecnologia avançada, também é de fácil instalação. O sistema 3TC permite a aplicação em diversas estruturas como:

  • paredes,
  • tetos;
  • forros;
  • telhas;
  • telhados;
  • objetos e equipamentos;
  • pisos.

O sistema 3TC permite a aplicação sem a retirada de telhas, uma vez que esse sistema pode ser aplicado diretamente nas terças. Por isso, pode ser aplicada em locais que estão em funcionamento, não demandando que a produção ou trabalho seja parado.

A manta de isolamento térmico e acústico da 3TC, além da qualidade, camada dupla de faces metálicas refletivas com isopor no meio e fácil aplicação mesmo após a construção, também apresenta elevada durabilidade.

Agora que você já sabe como isolar o barulho da rua, a importância e impacto positivo da redução de ruídos na qualidade de vida, bem e estar e saúde, entre em contato com a 3TC e descubra como colher esses benefícios em seu a dia a dia com as soluções acústicas e extremamente tecnológicas da 3TC.

A proteção à segurança e à saúde do trabalhador é obrigatória para todos os empregadores. Por isso, é preciso mapear os riscos existentes no ambiente de trabalho e definir formas de reduzi-los ou eliminá-los. Entre os fatores, está o ruído ocupacional.

De forma simples, ele corresponde a qualquer som indesejável que acontece no local de trabalho, durante a jornada. O problema é que a exposição prolongada e/ou a níveis muito elevados prejudica a saúde e pode levar à perda de audição por parte do colaborador. Além disso, afeta a comunicação, diminui a produtividade e pode gerar outros problemas de saúde relacionados.

Pensando nesse assunto, elaboramos um artigo com todas as informações necessárias sobre o ruído ocupacional e seus riscos para os colaboradores. Confira!

Quais são as normas trabalhistas aplicáveis ao assunto?

Como a segurança do trabalho é uma obrigação do empregador, há normas que estabelecem atuação sobre diversos assuntos. Quando falamos de ruído ocupacional a Norma Regulamentadora 15 (NR-15) é a mais importante. Ela trata de atividades e operações insalubres e inclui a tolerância aos ruídos.

A NR-17 é igualmente relevante, pois envolve a ergonomia no ambiente de trabalho, o que está ligado ao bem-estar dos colaboradores. Já a NR-6 fala sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que também estão ligados ao ruído ocupacional.

Outra forma de saber como proceder é seguir a Norma de Higiene Ocupacional (NHO-01), definida pelo Fundacentro. Ela aborda a avaliação de riscos e de exposição e estipula a melhor maneira de agir.

Já a NBR 10152 demonstra como medir os níveis de ruídos e qual é a tolerância para diversos ambientes. Com isso, é possível obter o chamado conforto acústico.

Há outras normas e regulamentações, de acordo com o setor ou com o nível de qualidade pretendido. Portanto, é crucial considerar as orientações para atender a todas as demandas da lei e garantir uma atuação consistente e de qualidade.

Quais são os limites de decibéis? Por que são importantes?

Antes de entender os limites, vale conhecer os tipos de ruído ocupacional. O ruído de impacto é aquele que dura apenas alguns segundos e acontece como fruto de uma ação específica, como o contato de uma ferramenta com uma superfície.

Já o ruído contínuo ou intermitente tem uma duração prolongada. Ele é o que apresenta maior risco, pois causa danos progressivos à audição e à saúde dos colaboradores. Pensando nisso, há limites de decibéis (dB), em relação ao tempo de exposição. Veja quais são as regras:

  • 85 dB: 8 horas;
  • 86 dB: 7 horas;
  • 87 dB: 6 horas;
  • 88 dB: 5 horas;
  • 89 dB: 4 horas e 30 minutos;
  • 90 dB: 4 horas;
  • 91 dB: 3 horas e 30 minutos;
  • 92 dB: 3 horas;
  • 93 dB: 2 horas e 40 minutos;
  • 94 dB: 2 horas e 15 minutos;
  • 95 dB: 2 horas;
  • 96 dB: 1 hora e 45 minutos;
  • 98 dB: 1 hora e 15 minutos;
  • 100 dB: 1 hora;
  • 102 dB: 45 minutos;
  • 104 dB: 35 minutos;
  • 105 dB: 30 minutos;
  • 106 dB: 25 minutos;
  • 108 dB: 20 minutos;
  • 110 dB: 15 minutos;
  • 112 dB: 10 minutos;
  • 114 dB: 8 minutos;
  • 115 dB: 7 minutos.

Não é permitida a exposição acima de 115 dB, por nenhum período, se o trabalhador não estiver protegido. Por isso, recomendamos fazer a medição com aparelhos adequados, que poderão indicar processos ou aparelhos que não atendem às especificações.

Como reduzir o ruído ocupacional?

A boa notícia é que há como diminuir o ruído ocupacional e, assim, aliviar os riscos de segurança associados. Com medidas estratégicas, será possível conquistar resultados melhores e um ambiente saudável para os colaboradores. A seguir, apresentamos dicas essenciais para ter o melhor resultado. Confira!

Utilize maquinário moderno e com a manutenção em dia

As máquinas e os aparelhos eletrônicos são grandes responsáveis pelos ruídos. Quanto maior o porte e/ou mais a quantidade, mais intensos serão os impactos sobre a audição.

Para reduzir essas consequências, uma das orientações é utilizar equipamentos modernos e com tecnologia inovadora. Na maioria das vezes, eles contam com recursos de alívio sobre vibrações e ruídos, o que garante uma atuação dentro das regras.

Além do mais, é preciso ter cuidado com a manutenção. A falta de lubrificação ou o desalinhamento de componentes podem ser vilões causadores de ruído ocupacional. Por isso, vale garantir que todos os elementos estejam otimizados.

Forneça EPIs de qualidade

Outro ponto importante envolve fornecer EPIs para os colaboradores — especialmente, para aqueles que atuam em um ambiente com um volume maior de decibéis. Embora essa seja uma obrigação prevista pela lei, considere se isso tem sido adotado em seu negócio.

Principalmente, é essencial que o EPI seja de alta qualidade. Um protetor auricular, por exemplo, deve ser eficiente para reduzir ou mesmo isolar os ruídos, dependendo do modelo.

Além disso, indicamos conscientizar os colaboradores sobre a importância do uso adequado. Assim, todas as pessoas passam a aproveitar os equipamentos de proteção da melhor maneira.

Instale um isolamento acústico

Além de medidas paliativas, é interessante pensar em alternativas definitivas. Nesse caso, vale a pena recorrer ao isolamento acústico. Ele é especialmente relevante para certas áreas, como escritórios próximos à linha de produção ou locais cercados por ruídos intensos.

O ideal apostar em mantas ou placas acústicas, que são responsáveis por criar uma “barreira” que evita a propagação das ondas sonoras. O melhor de tudo é que uma boa solução ajudará a resolver outros problemas.

Com o 3TC, por exemplo, o isolamento acústico é associado ao isolamento térmico. O produto é eficiente em evitar as três formas de transferência de calor e ainda ajuda a diminuir o impacto do ruído ocupacional. De fácil instalação e com ótimo custo-benefício, é essencial para garantir conforto térmico e acústico.

O ruído ocupacional afeta a saúde dos trabalhadores e deve ser reduzido por meio das medidas certas. Com os cuidados recomendados, é possível melhorar a segurança do trabalho, além de atender a exigências legais e aliviar os custos em médio e longo prazo.

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Os containers são soluções muito práticas quando falamos sobre transporte aéreo ou marítimo de cargas pesadas. Nos últimos anos, eles se tornaram popular graças à existência da casa container. Essa nova opção de moradia apresenta características únicas e diversos benefícios.

Para vencer o ceticismo sobre essa alternativa, o melhor é entender quais são as qualidades do ambiente e como é possível torná-lo confortável e conveniente. Assim, você compreenderá quais são os motivos para a popularização dessa escolha em todo o mundo.

A seguir, preparamos um guia com tudo o que precisa saber sobre a casa container e suas qualidades. Confira!

O que é uma casa container?

Quando falamos em casa, é comum associar à ideia construtiva padrão, que envolve alvenaria e soluções semelhantes. No entanto, hoje existe a casa container. Como o próprio nome diz, trata-se de um projeto de moradia que se baseia na transformação e no aproveitamento de um espaço de container.

De transportador metálico de cargas, o item passa a oferecer as bases para as paredes, o teto e o piso de um lar. Então, estamos falando de uma casa que é construída de maneira inovadora, com técnicas diferentes, mas que gera uma experiência final similar.

Quais são os tipos de casa container?

Como cada morador tem uma necessidade, há distintos modelos de casa container. Eles variam tanto em relação ao tamanho quanto à execução do projeto. Ao conhecer as alternativas, é possível definir o que faz mais sentido para a sua realidade.

Pensando nisso, veja quais são os tipos ligados a essas residências e conheça suas principais características.

Simples

Uma casa container simples utiliza, normalmente, apenas uma estrutura metálica. Trata-se de uma moradia compacta, mas que pode conter todos os cômodos normais, como banheiro, quarto e cozinha. Se o container for um pouco maior, há espaço separado para a sala.

É a opção ideal para quem deseja ter um estilo de vida minimalista, mas que ainda garante conforto e muita segurança.

Dois andares

Ao pensar nas dimensões de um container, o teto é relativamente baixo, pois não passa de 3 metros. A casa container de dois andares envolve duas estruturas empilhadas e que ganham altura. Isso é ótimo para driblar a dificuldade quanto ao tamanho do teto, além de garantir espaço.

A alternativa pode incluir a existência de um mezanino, por exemplo. O projeto pode ganhar a cara de loft ou, então, apresentar um visual que se assemelhe a uma casa maior e mais robusta.

Vão livre

Apesar de o empilhamento ser uma característica comum nas versões com mais de um andar, ele não precisa ocorrer totalmente alinhado. É possível usar as peças em posições perpendiculares e mesmo criar uma casa com vão livre.

O projeto arquitetônico requer especial cuidado para equilibrar os pesos, mas é uma alternativa que garante modernidade. Em geral, é uma opção para aproveitar melhor o terreno e a área ao ar livre.

Quais as características da casa container?

Esqueça-se da ideia de uma casa container tem aquele aspecto puramente metálico, com as indicações da carga sobre um fundo laranja ou azul. A verdade é que esses projetos são cada vez mais robustos e modernos, com características que os tornam especiais.

Cada residência tem suas particularidades, como acontece na alvenaria, mas temos a chance de identificar alguns pontos que aparecem com frequência. Veja quais são eles!

Construção modular

Toda casa container funciona com base na construção do tipo modular. Como os containers têm medidas padronizadas, nem sempre eles atendem fielmente a uma necessidade. Para reverter a situação, é interessante pensar no “encaixe” de diversas peças, de acordo com o projeto.

Os containers podem ser empilhados, justapostos ou interligados e cada um funciona como um módulo. Assim, as moradias ganham geometrias únicas, embora algumas se aproximem de modelos “tradicionais”.

Otimização de espaço

Outro ponto crucial para um projeto dar certo envolve a otimização de toda a área disponível. Em uma casa como essa, não existe cantinho que seja deixado de lado ou ponto que fique esquecido entre os cômodos.

A ideia é maximizar o uso do ambiente, inclusive ao criar espaços multifuncionais. Isso adiciona um toque importante de modernidade e torna o ambiente mais agradável. É uma maneira de, até mesmo, atender às principais necessidades.

Layout aberto e integrado

Como os containers são módulos abertos, é muito comum que essa característica seja aproveitada. O layout costuma ser altamente integrado, com vários ambientes dividindo o mesmo lugar. Isso serve para aproveitar a iluminação e para dar a sensação de amplitude — o que combate a ideia de local confinado.

Dependendo do caso, é possível utilizar divisórias para criar certos ambientes, como quartos ou banheiro. Por outro lado, é comum que haja integração com a área externa, como por meio de grandes janelas e portas de correr.

Ventilação potencializada

Para tornar o ambiente ainda mais agradável, muitas construções desse tipo consideram a necessidade de potencializar a capacidade de ventilação. Isso é possível, principalmente, graças à continuidade oferecida por um layout aberto.

Várias opções de casa container também contam com uma grande quantidade de janelas e portas, o que adiciona versatilidade e permite uma circulação de ar que torne a efetividade ainda maior.

Cômodos unitários

Para quem busca uma alternativa muito mais moderna, é possível investir em uma residência baseada em cômodos unitários feitos de containers. A ideia é criar espaços individuais e divididos, embora tenham algum tipo de interligação.

É uma ótima opção para locais menores ou quando há um desejo reforçado quanto à privacidade. Nesse caso, é comum usar mais de 3 containers, com diferentes dimensões e características.

Como funciona esse projeto?

Não há mistérios ao falar no “funcionamento” de uma casa container. Morar nela é como na maioria das residências tradicionais, mas a construção e a implementação merecem destaque.

Em termos de projeto, é interessante conhecer o que o aguarda caso escolha essa modalidade. Veja mais sobre o funcionamento!

Levantamento das necessidades e preferências

Assim como em um imóvel de alvenaria, é crucial considerar quais são as principais exigências e escolhas. A ideia é entender o que faz sentido para tornar o ambiente interessante e adaptado à sua realidade.

Uma família com dois filhos, por exemplo, precisará de mais espaço que alguém que vive sozinho. Também há definições para manter o equilíbrio entre vantagens e desvantagens do container, de acordo com cada morador.

Escolha das soluções construtivas

A partir disso, são selecionadas as técnicas e os processos construtivos que ajudarão o projeto. É o caso de pensar em questões como a criação da fundação para a residência, o design arquitetônico e os acabamentos que serão adotados.

É muito importante ter um escopo definido com tudo o que precisa ser feito e em qual ordem, até mesmo para obter um projeto eficiente. A escolha das soluções também pode variar segundo os desafios encarados.

Aquisição dos containers e demais materiais

Com as principais decisões tomadas, é o momento de comprar os containers com as dimensões, a área e as características desejadas. Eles podem ser novos ou usados, mas é preciso ter atenção com o que foi transportado. Em geral, a única restrição é sobre as cargas tóxicas, mesmo após higienização.

Também há a compra de outros materiais, como os itens de acabamento e até de isolamento térmico. Vale considerar as necessidades específicas quanto a esse tipo de estrutura, além de pensar em características pontuais do projeto.

Utilização plena do espaço

O funcionamento, em si, envolve o máximo aproveitamento do lar, de acordo com o cotidiano de seus moradores. Em uma casa container, você poderá aproveitar todas as comodidades que existem em um imóvel tradicional, como energia elétrica e serviços associados.

Algumas dessas casas funcionam de maneira móvel e, para isso, são construídas sobre uma plataforma que pode ser transportada. Mesmo que não seja o caso do seu projeto, é uma alternativa muito prática e repleta de boas características.

Quanto custa?

O custo de uma casa container depende do tipo de projeto escolhido e das características. Ele pode custar algumas dezenas de milhares de reais a valores maiores. Tudo depende do tamanho do projeto e da quantidade de containers utilizados.

No entanto, é possível ter uma ideia dos preços, de acordo com o tamanho e com as qualidades das peças estruturais. No geral, podemos definir que um container de 14m², sem revestimento, custa de R$ 10 mil a R$ 12 mil. A versão com revestimento varia de R$ 15 mil a 17 mil.

Opções maiores, naturalmente, custam mais. O container de 28m², sem revestimento, custa de R$ 16 a R$ 18 mil. Com revestimento, o valor sobe para R$ 22 mil a R$ 24 mil. Na maioria dos casos, containers um pouco mais antigos custam menos, sendo que podem ser recuperados com diversos processos.

Como é a montagem?

Outra dúvida muito frequente sobre a casa container trata da montagem desse lar. O processo é bem interessante e é dividido em etapas, como em uma obra “comum”. A diferença é que algumas etapas são exclusivas desse modelo e, por isso, exigem atenção especial.

Na sequência, vamos mostrar quais são as principais características e fases ligadas à montagem dessa casa. Confira!

Elaboração e regulamentação do projeto

Para começar, é importante montar um projeto com todas as características técnicas e indicações necessárias. O ideal é contratar profissionais especializados nesse tipo de solução — e hoje já é possível achar escritórios de arquitetura que constroem apenas com containers.

Também é essencial ter cuidado com a regularização da obra junto aos órgãos públicos. Uma casa container paga imposto como qualquer opção de alvenaria e é preciso ter a autorização adequada da Prefeitura para que tudo seja executado. Como cada município tem suas regras, os profissionais contratados devem se preocupar com a etapa.

Preparação dos containers

Em seguida, há um processo de preparação. Se for necessário, ocorre a terraplanagem do terreno e a consolidação de uma estrutura para garantir total segurança e estabilidade à residência.

Depois, o container é preparado para se transformar em lar. É comum que eles sejam lixados e revestidos por uma tinta especial antiferrugem. Se houver mais de um, há o corte das peças segundo o projeto e o encaixe por engate. Ao final, temos o layout pronto para ser trabalhado.

Instalações elétricas e hidrossanitárias

Com o container posicionado e capaz de receber as próximas etapas, há a execução de instalações elétricas e hidrossanitárias. Isso significa que toda a fiação é puxada de acordo com as necessidades, como pontos de iluminação ou tomadas.

Também são planejados os canos e componentes hidráulicos para tratamento de esgoto e fornecimento de água. Dependendo do projeto, é possível investir em aquecimento solar e reuso da água, com a estrutura totalmente adaptada ao espaço.

Elaboração dos revestimentos

Na sequência, são realizados os revestimentos no container, para deixar a casa com um aspecto semelhante aos lares tradicionais. Há a instalação do piso e do revestimento de teto e das paredes. É comum utilizar o Drywall, mas também há forros minerais, produtos de PVC e outras possibilidades.

Não podemos nos esquecer de que, em alguns casos, há uma preferência por deixar o projeto mais “cru” e sem tanto revestimento.

Finalização do projeto

Com essas etapas realizadas, é hora de se preocupar com o acabamento e com a entrega do local. Basicamente, são adicionados os móveis e os elementos de decoração, além de quaisquer outras características desejadas.

Com tudo concluído, o projeto está pronto para ser entregue e garantir que os seus moradores possam aproveitá-lo ao máximo!

Quais são as vantagens da casa container?

Você sabe por que essa alternativa tem se tornado tão popular? Nós explicamos: essa é uma opção repleta de benefícios e que pode transformar o seu conceito de lar. Com um bom projeto, a qualidade de vida é priorizada em todas as etapas e isso se reflete na experiência de moradia.

Além desse ponto, quer descobrir o que a casa container tem a oferecer? Veja, a seguir, quais são as suas maiores vantagens!

Maior sustentabilidade

Podemos dizer que esse tipo de construção aproveita materiais que ficariam parados ou seriam descartados. Afinal, muitos containers deixam de ser usados após algum tempo e param no lixo. Com esse tipo de lar, há um novo uso para essa “matéria-prima”.

Além disso, a construção é mais limpa, rápida e eficiente, o que gera menos gastos e desperdícios de recursos. Portanto, essa é uma alternativa que eleva o nível de sustentabilidade do projeto e que dá origem, até mesmo, a propostas verdes. É uma ótima saída para ajudar o meio ambiente e diminuir o impacto negativo nos recursos naturais.

Personalização completa

Outro ponto positivo é que uma casa container pode ser totalmente customizada. Ou seja, você tem a chance de criar um projeto do zero, de acordo com as suas preferências e com as necessidades.

Os containers são especialmente fáceis de trabalhar e podem ser cortados e encaixados com relativa simplicidade. Com isso, é possível ter um lar com a sua cara, sem ter que gastar tanto dinheiro quanto em uma alternativa de alvenaria.

Alta resistência

Pensa só: os containers são capazes de transportar cargas com várias toneladas, em diversas condições, durante anos. Então, é justo dizer que a matéria-prima é muito resistente e oferece grande durabilidade.

Além de tudo, há a realização de processos especiais de proteção, como a aplicação de tinta contra a ferrugem. Isso auxilia a manter o visual sempre interessante, com menos necessidade de manutenção ao longo do tempo.

Custos reduzidos

Dissemos que os gastos com um projeto desse tipo variam com as características, como tamanho e demandas específicas. No entanto, essa é uma alternativa mais barata que a alvenaria, nas mesmas condições.

Ou seja: construir uma residência de tijolo e cimento com as mesmas características de uma casa container gasta mais. Também é possível planejar o projeto para otimizar o consumo de energia e de água, o que reduz os gastos associados.

Conforto garantido

Não menos importante, você precisa saber que uma casa container é confortável quando o projeto é realizado corretamente. Com a atuação de profissionais especializados e com os recursos necessários, o lar fica muito agradável e não deve em nada para qualquer outro tipo de ambiente.

Além disso, é versátil e pode, até mesmo, adaptar-se às novas demandas. Se tiver espaço disponível no terreno escolhido, há como ampliar o ambiente de acordo com as demandas.

Qual é o papel e como fazer o isolamento térmico e acústico?

Um dos desafios de um projeto de casa container é a composição desse elemento. Como ele é totalmente feito de aço, tem uma elevada capacidade de conduzir calor. Para manter as boas características no ambiente, é essencial pensar no isolamento térmico e acústico.

O processo é feito com a instalação de uma manta ou de placas térmicas no que seriam as “paredes” do ambiente. Como consequência, é possível evitar a passagem de calor do ambiente externo ou a perda para o lado de fora. A seguir, mostramos a importância dessa decisão e como acertar na instalação!

Por que recorrer ao isolamento térmico e acústico?

Adotar uma solução do tipo é indispensável se você quiser deixar a sua casa container ainda melhor. Com um bom isolamento térmico e acústico, é possível aproveitar diversos benefícios. Veja quais são!

Maior conforto térmico

Com a solução certa, você evita passar muito calor no verão ou frio no inverno. Climatizando containers, há uma experiência melhor e com muito mais conforto térmico em relação ao ambiente.

Aumento da eficiência energética

Já que o ambiente ficará agradável, não será preciso gastar tanto com ar-condicionado ou ventiladores. Isso ajuda a melhorar a eficiência energética, o que reduz os gastos com a conta de luz e até aumenta a sustentabilidade.

Garantia de privacidade

Com o isolamento acústico, há uma elevação no nível de privacidade. Além de os sons do seu lar não se propagarem com intensidade para o lado de fora, você não será incomodado pelos barulhos externos.

Por que escolher a 3TC?

Depois de reconhecer a importância do isolamento térmico na casa container, é essencial recorrer à solução adequada. Assim, é possível obter o máximo potencial e garantir máximo desempenho.

Na hora de escolher uma empresa de isolamento térmico, a 3TC se destaca — e merece a sua atenção. Quer saber os motivos? Descubra!

Única no mercado a proteger de todos os tipos de transmissão de calor

Quando falamos nos tipos de isolamento térmico, é possível notar que alguns protegem contra condução, outros contra convecção e outros contra radiação. A 3TC, entretanto, oferece uma solução única e que evita a transmissão de calor pelas três formas. Assim, há muito mais eficiência para tornar sua casa container agradável e climatizada.

Proteção térmica e acústica em um só produto

Outro diferencial é que o revestimento da 3TC garante proteção térmica e acústica ao mesmo tempo. Então, não será preciso recorrer a duas soluções distintas para fazer com que o espaço fique confortável e realmente privativo.

Propriedades anti-chamas

Manter a segurança também é essencial para aproveitar ao máximo a sua casa container. O nosso revestimento para isolamento térmico e acústico não propaga fogo graças às propriedades anti-chamas. Com isso, é possível atender às obrigações da legislação e ficar mais protegido.

Atua como impermeabilizante

Além de tudo, o produto serve para proteger o telhado do seu lar, evitando a entrada de água, de pequenos insetos e de animais e a formação de goteiras. Com isso, evita problemas com o mofo e ajuda até a proteger a saúde.

Facilidade de instalação

Ao escolher a nossa solução, você notará que a instalação é segura, rápida e muito simples. Além de tudo, contamos com profissionais altamente capacitados e prontos para ajudar. Com isso, a obra não sofre com atrasos e perdas e é possível conquistar os resultados desejados mais facilmente.

Excelente custo-benefício

Apesar de oferecer vários benefícios e diferenciais, a 3TC mantém uma excelente relação de custo-benefício. Afinal, trata-se de uma opção durável, muito eficiente e que gera conforto e economia. Longe da necessidade de manutenção e com consistência na conquista de boa performance.

Uma casa container é um novo jeito de viver e até de desempenhar mais sustentabilidade. Com um bom projeto e todos os cuidados necessários na etapa de montagem, é possível ter máxima qualidade de vida.

Para garantir o conforto, não se esqueça do isolamento térmico. Se quiser ter a melhor solução do mercado, entre em contato conosco da 3TC e peça o seu orçamento!

Com a ideia de incentivar a sustentabilidade, alguns municípios criaram projetos de preservação ambiental considerando a provável redução do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para aqueles que praticam ações benéficas ao meio ambiente e conseguem comprová-las, sendo que um desses incentivos é o IPTU Verde.

Esse programa foi implantado para tornar a ideia em realidade, é um exemplo de decisão que incentiva novos empreendimentos imobiliários residenciais, comerciais, ou institucionais a realizarem ações e práticas de sustentabilidade na construção civil, por exemplo, a gestão de resíduos e a redução do consumo de água.

Quer entender melhor o programa IPTU Verde e suas vantagens? Continue com a leitura!

Construção sustentável

A construção civil é, sem sombra de dúvida, o maior gerador de resíduos, como também é o setor da economia que mais utiliza recursos naturais e energia. Portanto, seu impacto no meio ambiente é consideravelmente alto. Para mudar essa imagem, os novos empreendimentos já são pensados com o conceito de sustentabilidade. Seus principais benefícios são:

  • redução nos custos de operação;
  • valorização do imóvel;
  • surgimento de novas oportunidades de negócios;
  • redução no desperdício;
  • menos deslocamentos, menos emissões de CO2.

A adoção de práticas sustentáveis durante a jornada construtiva passa pela redução de resíduos gerados, menor desperdício de materiais e diminuição no consumo de energia, água e outros recursos naturais. Tudo isso constitui em grandes vantagens tanto para o construtor como também para o morador da edificação.

Pensando em como reduzir esses impactos ambientais provocados pela construção civil surge o programa de IPTU Verde. Tendo como estímulo, descontos de 5% a 10% para novas construções ou para reformas que implementem soluções sustentáveis.

O programa IPTU Verde

O programa consiste na aplicação de um percentual de desconto sobre o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para os novos empreendimentos que adotam medidas sustentáveis que visam a preservação, proteção ou regeneração do meio ambiente. O desconto é gradativo e cumulativo, sendo que para cada regra é concedido um percentual de desconto.

No entanto, quanto mais soluções forem utilizadas, maior será de desconto no IPTU. Entretanto, ele não é igual para todas as ações, quanto maior for a relevância para a cidade, maior será sua pontuação. Por isso, têm cidades em que os contribuintes obtêm até 100 pontos em uma determinação ação e o desconto no imposto também é maior.

Objetivos do IPTU Verde

O IPTU Verde ou Ecológico, tem como objetivo reduzir a taxa de contribuição para aqueles que adotam ações e práticas consideradas sustentáveis em seus empreendimentos. O tripé da sustentabilidade também é aplicado e, nada mais justo do que incentivar a sociedade por meio de seus imóveis.

Por isso, cada cidade tem a liberdade de aderir ou não ao programa IPTU Verde como também de estabelecer a forma como será aplicada. Infelizmente, com as dificuldades de receitas das prefeituras, as iniciativas ainda são muito tímidas e em poucas localidades.

Equilibrar o meio ambiente e meio urbano é uma meta fundamental para preservar não somente recursos naturais, mas também a qualidade da vida humana. Afinal, ambos os espaços estão diretamente relacionados.

Principais contribuições para sustentabilidade das cidades

A edificação sustentável começa desde sua concepção, ou seja, na planta. Sua materialização gera inovações para seus moradores e contribuem para o meio ambiente como também em um melhor aproveitamento dos recursos naturais.

É importante lembrar que as ações, além de desconto para seus moradores, trazem melhorias para a vida do cidadão e para toda a cidade. A seguir, apresentaremos algumas contribuições que são pontuadas onde a implantação do IPTU Verde já foi aprovada e as vantagens em sua aplicação.

Aquecimento solar

O maior benefício da utilização do sistema de aquecimento solar é o alto índice de economia de energia. Confira outros benefícios:

  • utilização de energia renovável;
  • sem impacto ambiental;
  • preservação do meio ambiente;
  • redução da utilização do chuveiro elétrico (alto consumo energético);
  • economia na conta de energia

Além dos benefícios diretos que um usuário pode ter, quem utiliza o aquecimento solar contribui fortemente para a diminuição da demanda de outros sistemas, como as hidrelétricas e termelétricas, colaborando assim com a preservação do meio ambiente.

Calçadas ecológicas

A calçada ecológica consiste em evitar a impermeabilização dos passeios públicos e privados. Isso é feito por meio da implantação de material permeável, como os concregramas, intertravados e faixas de gramados ou jardins, juntamente de uma arborização adequada no calçamento.

Essas medidas melhoram a drenagem da cidade, evitando assim as inundações e ainda diminuem o hábito de varrer as calçadas com a mangueira.

Captação de água da chuva e sua utilização

São vários os benefícios, além do meio ambiente, com a captação, sua conta de água pode diminuir em até 55% no final do mês. Lembrando que a água recolhida é para serviços que utilizam um grande volume, como descarga de vasos sanitários, limpar a casa, o carro, regar o jardim e outras atividades que a água potável pode ser dispensada. Outros benefícios importantes são:

  • diminuição no alto volume de água que vai para as redes pluviais durante as fortes chuvas, evitando assim, alagamentos e enchentes;
  • redução na utilização da água potável, que já está escassa no mundo;
  • diminuição da escassez de recursos hídricos, além de trazer economia para o bolso do consumidor;
  • instalação versátil, pois pode ser colocada em qualquer ambiente (rural ou urbano, casa ou apartamento);
  • auxilia em tempos de crise hídrica e é utilizada até em áreas do sertão nordestino como forma de combate às secas;

Coleta seletiva de lixo

A coleta seletiva tem como objetivo reduzir o lixo produzido pelas cidades, dando uma destinação mais nobre e assim, reprimir o impacto ambiental com o reaproveitamento ou descarte adequado.

Também evita a proliferação de doenças, economia no consumo de água e luz, reduz os gastos com a limpeza urbana e ainda colabora com a geração de emprego e renda por meio da comercialização dos recicláveis. A seguir, alguns benefícios da coleta seletiva:

  • limita a extração dos recursos naturais;
  • reduz a poluição do solo, água e do ar;
  • reciclagem de materiais;
  • prevenção de enchentes;
  • minimiza os custos da produção, com o aproveitamento de recicláveis;
  • diminui o desperdício;
  • formação de cooperativas fortes.

Portanto, a coleta seletiva é fundamental para o desenvolvimento sustentável do nosso planeta.

Energia fotovoltaica

Diferentemente de outros lugares, o Brasil tem bons índices de irradiação solar e seu uso é uma das atitudes mais promissoras na luta contra a degradação do meio ambiente, pois ela é renovável e limpa. As cidades são responsáveis por mais de 70% do consumo mundial de energia elétrica e do lançamento de gases do efeito estufa.

A energia solar é a mais eficiente entre os tipos renováveis, podendo ser utilizada facilmente em diversas partes de uma edificação:

  • iluminação de garagens;
  • postes solares para iluminação externa;
  • tomadas para abastecer carros elétricos;
  • fornecer energia para imóveis.

Além disso, a perda de carga na energia é muito baixa, pois o sistema tem sua instalação muito próxima ao seu ponto de utilização.

Lâmpadas de LED

Na iluminação pública o uso de lâmpadas LED, representa uma economia de energia de mais de 80% para as prefeituras. Os principais benefícios são: a eficiência energética e a redução de emissões de carbono. A iluminação pública é responsável por mais de 15% do consumo das cidades.

Manutenção das áreas permeáveis

Cada município tem seu Código de Obras, mas, de modo geral, todos contemplam a necessidade de se manter uma taxa mínima de permeabilidade do solo. Essa ação visa reduzir o volume de água decorrente de fortes chuvas para a rede de água pluvial, ou o agravamento das enchentes.

Além da drenagem, também buscam minimizar as elevadas temperaturas em alguns pontos da cidade, como as ilhas de calor. Esse fenômeno é causado pela alta concentração de concreto e asfalto ou pela concentração de poluição que não deixa o calor dispersar.

Com a criação de jardins, plantio de mudas ou com a instalação de pisos permeáveis, se promove a recarga do lençol freático como também a diminuição ou eliminação das ilhas de calor.

Controle dos resíduos da construção civil

A construção civil é uma grande geradora de lixo, portanto, o aproveitamento dos resíduos também contribui para a redução dos riscos de assoreamentos dos rios, contaminação de mananciais e o acúmulo de entulhos, sendo que todos esses fatores estão relacionados à proliferação de vetores de várias doenças.

Entre as formas de aproveitamento, tem a produção de pedrisco, britas e areia a partir de entulhos de construção civil, que preservam o ambiente e contribuem para produção de construções de moradias de baixo custo.

Telhado verde

Reduz o gasto com a energia e colabora com climatização de ambiente. Dessa forma, a conveniência da utilização de ar-condicionado é reduzida. O telhado verde permite que as espécies vegetais se reproduzam na área urbana, atraindo insetos e pássaros e isso amplia a biodiversidade.

As cidades representam um grande produtor de gases de efeito estufa. Em compensação, as plantas do telhado verde auxiliarão a absorção do gás carbônico para a realização do processo de fotossíntese. Já a infiltração da água da chuva pela cobertura vegetal contribui de modo a reprimir a sobrecarga das redes pluviais.

Além da opção do telhado verde que tem os benefícios acima é importante utilizar de manta térmica. Isto porque a eficiência no controle da temperatura interna utilizando esse tipo de isolamento térmico é bem superior ao telhado verde.

As vantagens do IPTU Verde

De maneira geral, o IPTU Verde incentiva o cidadão a adotar hábitos sustentáveis, oferecendo, em contrapartida, descontos nas alíquotas do imposto. No entanto, cada município tem suas regras, procedimentos e percentuais de abatimento. Ao participar do programa, você tem outras compensações. Confira alguma dessas vantagens.

Dedução no imposto

A dedução no IPTU é o principal estímulo para a adesão desse programa. Analisando como esse desconto, em médio e longo prazo, pode influenciar o seu orçamento, não é surpresa que muitos ficam interessados nesse programa. Logo, o cidadão realizará um investimento que beneficia toda a sociedade, nada mais justo do que compensá-lo por isso.

Diminuição das despesas gerais

Além do desconto no imposto, tem todos os benefícios de uma residência ecologicamente correta. Economia de água e energia, por exemplo, sempre tem um efeito positivo no seu orçamento ao longo do tempo. Principalmente para quem busca melhorar as próprias despesas.

Marketing verde

As empresas e os empreiteiros que praticam as ações para assegurar o IPTU Verde, além do desconto no valor da alíquota do imposto, lucram com o destaque e com a publicidade das ações ecologicamente corretas.

Redução dos efeitos da ilha de calor

Ilha de calor é um episódio muito recorrente nos centros urbanos muito adensados, em que a falta de vegetação, impermeabilização do solo e a quantidade de asfalto e concreto produz uma zona de temperatura muito alta. É prejudicial para a saúde e para o conforto da população que ali reside ou trabalha.

Conservação dos recursos naturais hídricos

A água é o bem mais valioso para a humanidade, pois sem ela não há vida. Apesar disso, a taxa de desperdício é muito alta. Para a manutenção dos recursos é preciso aplicar os três Rs: reduzir, reutilizar e reciclar.

Por isso, o IPTU Verde é uma política pública transformadora que incentiva investidores e proprietários a adotarem soluções sustentáveis nos seus empreendimentos e a cidade também é beneficiada com a prática dessas ações.

Ações de como se adequar

No decreto 29.100/2017 do IPTU Verde, no Anexo I são listadas 37 práticas e ações para uma edificação pleitear a certificação perante o órgão responsável na prefeitura do município. Então, vejamos algumas.

Equipamentos economizadores

A utilização de arejador e restritor de pressão nas torneiras e chuveiros proporcionam economia no consumo de água potável e evita também o desperdício.

Vaso sanitário com caixa acoplada com duplo acionamento

O sistema com duplo acionamento permite controlar a quantidade de água que é utilizada a cada descarga.

Medição individualizada nas edificações multifamiliares, comerciais, mistas

Com a medição individualizada, cada morador paga o seu próprio consumo e passa a conhecer seu padrão de utilização, sendo que isso evita o desperdício de água potável.

Sistema de reuso de água de máquina de lavar roupa

O recolhimento da água proveniente do esgotamento da máquina de lavar, após passar por tratamento, pode ser reutilizada na limpeza de garagens, rega de jardins como também abastecer os vasos sanitários.

Sistema de aproveitamento da água da chuva

Consiste no recolhimento da água dos telhados por meio de calhas, dos ralos das varandas e direcioná-las para um reservatório para uso em lavagens de passeio, garagens, regas de jardim, também pode ser reutilizada para abastecer os vasos sanitários.

Telhado verde

Sua instalação oferece vários benefícios, veja alguns:

  • minimiza o calor, proporcionando maior conforto térmico;
  • retém a água da chuva para o sistema de reuso;
  • garante o isolamento acústico, diminui os barulhos externos;
  • atua como isolamento térmico residencial;
  • preserva o telhado contra intempéries, reduz a necessidade de manutenção.
  • auxilia na filtragem do ar, ameniza, um pouco a poluição;
  • regula a umidade do ar ao redor do edifício;

Diminuição da temperatura interna

Na impossibilidade de instalação do telhado verde, uma boa opção é a utilização de manta térmica para o telhado. Esses produtos são isolantes e deixam o ambiente com uma temperatura mais agradável. No mercado há vários tipos de manta térmica para utilizar no telhado e, assim a redução no uso do ar-condicionado se faz presente, principalmente na conta de energia no final do mês.

Aproveitamento da água proveniente da condensação do ar-condicionado

Após o recolhimento por tubulações que vão até o reservatório de águas servidas, pode ser reaproveitada para regar plantas e limpeza de garagens e passeios.

Sistema de aquecimento de água

A utilização dos sistemas de produção de água quente solar, promove uma economia substancial ao sistema elétrico, tanto da edificação como do município. Pois, o consumo de energia de cada chuveiro é muito alto. Promove também, economia para a construtora, pois os cabos elétricos podem ser dimensionados com bitolas menores e, mais baratos.

Tubulação de água quente com isolamento térmico

Para não haver perda de calor, a tubulação de água quente deve ter isolação em todo o seu trajeto, desde o boiler até o ponto de atendimento.

Utilização de sensor de presença para comando de iluminação de áreas comuns

Para evitar o uso desnecessário da iluminação, principalmente em garagens e corredores, utilizar o sensor de presença para o controle.

Implantação de sistema de energia fotovoltaica

Esse é um sistema de produção de energia pelo sol e armazenada em baterias para ser utilizada e o excedente da produção é injetado na rede da concessionária local.

Pavimentação permeável do passeio

O passeio ou calçada, pode utilizar pavimentação drenante, permitindo que um mínimo de 60% de sua área seja permeável.

Piso permeável, mínimo de 80% de permeabilidade

Revestir o piso de áreas de estacionamento e pátios de manobras com pisos drenantes, pois isso evita enchentes e alagamentos.

Instalar caixa de retardo para águas pluviais

A caixa de retardo, como o próprio nome diz, retarda o lançamento da água pluvial na rede pública. Afinal, dependendo do volume, isso pode provocar os alagamentos e enchentes. Assim, atrasando o seu lançamento, essas situações são minimizadas ou, até mesmo, eliminadas.

São várias as ações e práticas que podem ser adotadas, sendo que todas têm a intenção de reduzir ou amenizar seus efeitos. Vale lembrar que, para cada prática ou ação que for incorporada ao empreendimento corresponde a uma pontuação, de 2 até 100 pontos.

Portanto, para atingir a maior porcentagem de desconto, integre o máximo de ações no seu projeto de construção ou reforma.

Cidades que já implantaram o IPTU Verde

Quanto ao processo para a solicitação do benefício, o contribuinte interessado deve dar entrada com o pedido no órgão responsável, que analisará e dará aval ou não para a incidência do IPTU Verde. Algumas cidades já incorporaram o benefício, portanto, a população pode, conforme a legislação municipal, fazer jus ao desconto. Veja:

  • Araraquara-SP;
  • Americana-SP;
  • Barretos-SP;
  • Camboriú-PR;
  • Campos do Jordão-SP;
  • Colatina-ES;
  • Curitiba-PR;
  • Goiânia-GO;
  • Guarulhos-SP;
  • Ipatinga-MG;
  • Maringá-PR;
  • Manaus-AM;
  • Rio de Janeiro-RJ;
  • Salvador-BA;
  • São Carlos-SP;
  • São Vicente-SP;
  • São Bernardo do Campo-SP;
  • Seropédica-RJ;
  • Tietê-SP.

A certificação IPTU Verde e como ela funciona

A adesão ao programa é opcional, no entanto, para obter a certificação é preciso seguir o que estabelece o Anexo I do decreto 29.100 (Salvador-BA). Portanto, é aplicável aos novos empreendimentos como também às ampliações e reformas nas edificações existentes.

A certificação é alcançada quando o empreendimento adotar ações e práticas constantes no Anexo I (ver item 5), cada ação corresponde a uma pontuação.

  • bronze — mínimo de 50 pontos, desconto de 5%;
  • prata — mínimo de 70 pontos, desconto de 7%;
  • ouro — mínimo 100 pontos, desconto de 10%.

No caso de descumprimento das ações e práticas sustentáveis que justificaram a liberação da certificação, ela será cancelada, como também todos os benefícios. Portanto, a anulação se estende a todas as unidades da edificação, mesmo que apenas uma tenha sido a causadora do cancelamento. Pois, a certificação é dada ao empreendimento como um todo e não para cada unidade.

Requisitos para obtenção da certificação

Primeiramente é feito o pré-certificação, quando deverá ser apresentado com o processo de construção, ampliação ou reforma, o projeto com as modificações como também a substituição de projetos. Deverão ser acompanhados dos seguintes documentos:

  • formulários constantes dos Anexos I e II;
  • projeto arquitetônico e o memorial descritivo;
  • apresentar controle de qualidade da água;
  • plano de gerenciamento dos resíduos sólidos.

O requerimento será analisado no prazo de 60 dias pelo órgão licenciador. Vale lembrar que, o empreendimento não pode ter nenhuma pendência relativa a licenciamentos ou fiscalização ambiental, sendo necessário a apresentação de declaração do órgão responsável.

Concessão da certificação

Quanto à solicitação do alvará de habite-se, será verificado se as ações e as práticas de sustentabilidade declaradas foram efetivamente cumpridas. Após isso, será emitida a certificação IPTU Verde. No entanto, a emissão fica condicionada à apresentação:

  • certidão negativa de débitos imobiliários;
  • inexistência de registro no cadastro de informações municipais.

Fica registrado no habite-se que a edificação foi construída de acordo com a certificação IPTU Verde, que tem validade de três anos, podendo ser renovado para mais três anos enquanto for do interesse do requerente.

Além de estimular o uso inteligente da água e de outros recursos, garantindo assim a continuidade e o bem-estar das futuras gerações, o IPTU Verde joga luz sobre um até então desconhecida função social da propriedade particular. Atribuição ligada à construção de uma nova consciência sobre a estabilidade saudável do meio ambiente.

Com tudo que vimos, o IPTU Verde será o propulsor do desenvolvimento sustentável para as cidades nos próximos anos. Afinal, a população está cada vez mais exigente em relação à proteção do planeta.

Falando em construção sustentável, uma das preocupações é se o ambiente será arejado e confortável. Para entender mais sobre o assunto, confira o nosso guia sobre conforto térmico nas edificações e entenda como promovê-lo.

A poluição sonora é considerada um problema importante para a saúde pública, pois está relacionada a diversas doenças físicas e mentais. Em dezembro de 2018, a Organização Mundial de Saúde divulgou um relatório sobre as principais causas ambientais de doenças. O excesso de ruídos ficou em terceiro lugar na lista, ficando atrás apenas da poluição do ar e da água. Nesse sentido, o isolamento acústico se torna uma estratégia essencial.

Ele impede que o barulho reverbere e propague nas salas de aula. Assim, ele reduz o excesso de ruídos libera hormônios e neurotransmissores relacionados ao estresse. Nas crianças e adolescentes, isso pode trazer consequências, pois o corpo deles ainda está em desenvolvimento. Quer entender melhor? Acompanhe!

Quais são as consequências dos ruídos nas salas de aula?

A poluição sonora é uma inimiga silenciosa e, muitas vezes, subestimada. Como não podemos enxergar o que está acontecendo dentro do nosso organismo. Nós achamos que o excesso de ruídos trará, no máximo, uma dor de cabeça ou uma mal-estar. Entretanto, o grande problema está a um nível microscópico, nas substâncias liberadas em reação a ele.

Em quase todos os animais, inclusive o homem, o barulho é um sinal de perigo e uma reação rápida a ele era importante para impedir ataques de predadores. Basta reparar os animais domésticos: os cães e os gatos correm ou se assustam diante de qualquer barulho mais alta. É o instinto de sobrevivência. Assim, todo corpo se prepara para correr da ameaça.

Vivendo nas em sociedade nas cidades, o homem não precisa mais se preocupar tanto com ameaças. No entanto, nossos sistemas sensorial e nervo ainda apresentam todos esses mecanismos.

Vamos explicar de forma resumida os dois principais processos fisiológicos para que você entenda a gravidade do problema da poluição sonora nas escolas.

Mecanismo de luta e fuga

Imagine que um predador acabasse de pular perto de você, seu corpo precisaria estar rapidamente preparado para correr muito rápido por longas distâncias. Para isso, existem duas substâncias: a adrenalina e a noradrenalina. Elas são liberadas no sangue e no cérebro com os seguintes efeitos:

  • liberar carboidratos (açúcares) no sangue;
  • tirar parte do sangue de órgãos desnecessários para a fuga e desviar para aqueles mais importantes;
  • portanto, dar mais energia para os músculos, coração e cérebro;
  • restringir toda a atenção e concentração do cérebro para os sons e outras áreas relacionadas com a sobrevivência. Todo o corpo fica em estado de alerta.

Daí, surgem alguns dos problemas relacionados ao estresse, como diabetes mellitus tipo II (excesso de açúcar no sangue) e doenças cardíacas.

Hiperatividade hormonal

Há um mecanismo hormonal muito importante para nós, o eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal. Os barulhos estimulam uma região do cérebro chamada de hipotálamo para ativar uma glândula chamada de hipófise. Ela libera um hormônio que atua sobre a outra glândula — a suprarrenal, que fica acima dos rins.

A supra renal libera o famoso hormônio do estresse, o cortisol. Ele é responsável por nos fazer sentir uma série de sensações desagradáveis, como aflição e ansiedade. Além disso, também causa a liberação de açúcar no sangue e reduzem a imunidade. Assim, além de maior risco para diabetes e doenças cardiovasculares, todas as faixas etárias ficam mais vulneráveis a doenças infecciosas.

Ademais, o cortisol facilita o desenvolvimento de doenças mentais, como a ansiedade e a depressão. A sensação de estresse e angústia faz com que a pessoa veja as situações de forma negativa, deixando-as mais propensas aos transtornos do humor.

Por que a poluição sonora compromete o desempenho do professor?

Essa longa explicação sobre os efeitos dos ruídos é essencial para que você entenda que não é frescura dos professores e alunos esse tipo de reclamação. Pelo contrário, as pessoas tendem a subestimar o impacto do som. Quando elas reclama, é porque algo sério já está acontecendo.

No caso dos professores, isso é especialmente importante, pois eles são submetidos a situações com alto nível de som pela própria natureza do ensino — especialmente, o infantil. Desse modo, não pode o ambiente físico ser mais uma fonte de barulho, pois isso sobrecarregará o profissional.

Comprometimento da fala

Se o barulho dentro e fora da sala de aula for intenso, o professor precisará competir com ele para ser ouvido pelos alunos. Esse esforço repetitivo pode provocar uma condição multifatorial chamada de fadiga vocal — uma síndrome com vários sintomas, como rouquidão, dor na garganta, tensão no pescoço, entre outros.

Ademais, falando cada vez mais alto, haverá uma agressão das cordas vocais e da garganta pelo excesso de atrito do ar. Isso causa processos inflamatórios repetidos, que fazem as patologias das cordas vocais surgirem.

À medida que essas lesões cicatrizam, o aparelho fonador perde uma parte da sua funcionalidade. Em alguns casos, o processo é tão intenso que os professores podem ser aposentado por invalidez.

Nervosismo

A adrenalina, a noradrenalina e o cortisol são substâncias que estimulam as regiões de agressividade no nosso cérebro. À medida que elas aumentam e o estresse se intensifica, o professor fica mais nervoso. Com isso, ele pode discutir, brigar com um aluno ou colega de trabalho.

Doenças crônicas

Todas essas substâncias também estão ligadas a diversas doenças crônicas. Por exemplo, o excesso de estímulo da noradrenalina é um dos principais fatores causais da hipertensão arterial sistêmica. Já os corticoides estão ligados à liberação das reservas de glicose sanguínea e ao aumento da resistência das células à insulina — dois mecanismos que provocam e agravam a diabetes mellitus tipo 2.

Então, a poluição sonora pode acelerar o desenvolvimento dessas doenças. Como muitos professores também já têm mais de 50 anos, a situação pode ser ainda mais preocupante, visto que alguns deles podem ter essas doenças crônicas já instaladas. A condição pode se agravar com o estímulo negativo do ambiente, tornando-se difícil de tratar.

Como isso impacta a qualidade das escolas?

Produtividade

A produtividade de qualquer profissional depende de boas condições de trabalho. Assim, ele pode focar toda a sua atenção nas tarefas em vez de desviá-la em estímulos externos. Os sons estão entre as principais distrações e podem interromper a linha de raciocínio nas exposições. Então, as explicações dele perdem a qualidade e levam mais tempo. Isso traz prejuízos para os alunos e consequentemente para as escolas.

Vários estudos indicam essa relação negativa, como:

  • um artigo da revista científica “Noise and Health” (Barulho e Saúde) mostrou que, em diversos ambientes de trabalho, o barulho trazia impactos, como redução da performance, aumento do número de erros e um tempo de resposta maior aos estímulos. Ademais, houve um maior nível de estresse, desconforto e de incômodo. O estudo também mostrou que o comprometimento atencional não estava relacionado a essas sensações, mas ao som em si;
  • já a Revista Britânica de Psicologia mostrou que o barulho compromete diversas habilidades cognitivas, principalmente a atenção seletiva para tarefas. Esse problema independia de outros fatores, como hora do dia e ansiedade.

Absenteísmo e afastamento

Em uma pesquisa divulgada pela Revista Brasileira de Saúde do trabalho, 153 professores nas escolas públicas do Distrito Federal entre 2009 e 2010 pediram o afastamento do trabalho por disfonia (dificuldade para falar).

Os nódulos (calos) vocais foram o principal diagnóstico: cerca de 40% das lesões nas cordas vocais e levam, em média, a um afastamento de 166 dias. Dessa porcentagem, 25,5% dos professores foram afastados definitivamente da sala de aula e realocados em outras funções.

Em outro estudo, feito na Bahia, o relato de ambiente de trabalho desfavorável teve uma relação importante com o surgimento da doença, aumentando o risco em 25%. Entre os fatores citados pelos professores entrevistados, estavam:

  • barulho externo excessivo;
  • ruído interno excessivo;
  • acústica inadequada.

Desse modo, ter uma boa infraestrutura física para proteger os professores é imprescindível.

Alto turnout

Um ambiente insalubre e estressante pela poluição sonora atrapalha a retenção de talentos. Com isso, a rotatividade de profissionais se torna um grande problema. As escolas são especialmente sensíveis a ele. Afinal, os alunos criam uma relação afetiva com os professores e podem ficar muito insatisfeitos com a saída deles.

Indenizações

Se o professor conseguir provar que sua escola não tomou as medidas necessárias para manter os níveis de ruído dentro dos limites da regulamentação, ele poderá ter direito à indenização por acidente de trabalho.

Em um único processo, os custos judiciais poderão ser maiores que um investimento em um isolamento adequado. Portanto, sempre pense no custo-benefício a longo prazo.

Por que a poluição sonora afeta o desempenho dos alunos?

As razões pelas quais isso acontece são bem semelhantes às dos professores: uma série de mecanismos neuro hormonais mudam o comportamento do corpo frente aos estímulos. Com isso, diversas habilidades importantes para a sala de aula podem ficar comprometidas.

A maior diferença é que as crianças e os adolescentes estão em desenvolvimento, então os efeitos podem comprometê-los de forma mais intensa. Vamos falar das principais a seguir.

Escrita e leitura

A poluição sonora tem um impacto negativo significativo nessas competências. O principal motivo é a queda da atenção sustentada (AS), isto é, a capacidade de manter o foco ao longo do tempo. Em um estudo realizado em Porto Alegre, as crianças expostas a um maior nível de barulho apresentaram uma pontuação menor nos testes de AS.

Consequentemente, houve impactos em outras áreas:

  • na escrita, eles cometeram mais erros durante uma tarefa de ditado;
  • na leitura, eles se mantiveram menos tempo focados em um texto.

Portanto, o excesso de ruídos pode comprometer o desenvolvimento de habilidades importantíssimas para o desempenho escolar. As crianças que naturalmente já sofrem com dificuldade de se concentrar podem sofrer ainda mais e se tornar agitadas na sala, atrapalhando o rendimento dos colegas.

Náuseas, desconforto físico e emocional

Já um estudo feito na Indonésia com criança do ensino fundamental demonstrou que as crianças expostas à poluição sonora relatavam uma grande gama de queixas:

  • enjoo e náuseas — 23%;
  • desconforto físico e emocional — 21%;
  • dificuldades em compreender a explicação do professor — 22%;
  • redução da capacidade de aprendizado — 22%.

Esses sintomas físicos frequentemente incapacitam a criança ao aprendizado e ela apresenta queixas frequentes de desconforto. Com o tempo, podem até se recusar a ir para a escola.

Nesse sentido, os autores do estudo propuseram uma série de intervenções que poderiam melhorar a acústica das salas e reduzir o barulho:

  • troca das janelas, portas e vidros comuns por opções isolantes de som;
  • instalação de isolamento acústico nas paredes, piso e paredes;
  • barreiras físicas verdes ao redor da escola, como árvores e bambus.

Vamos falar sobre cada uma dessas medidas a seguir.

Como fazer com que o isolamento ocorra completamente?

As barreiras físicas são as principais formas de impedir que o barulho do ambiente externo entre para as salas de aula. Nesse sentido, é preciso pensar em formas de isolar todas as estruturas da construção, como janelas, portas, paredes e pisos.

Além disso, deve-se investir em materiais capazes de mitigar a reverberação dos sons produzidos dentro da escola. Afinal, as conversas de alunos e professores ecoam nas paredes, aumentando o desconforto auditivo.

Isso pode ser feito com diversas estratégias diferentes, como reforço dos materiais e instalação de isolantes termoacústicos. Vamos falar sobre as principais a seguir.

Janelas acústicas com vidros mais grossos

Esse tipo de janela apresenta uma vedação muito superior e materiais que transmitem menos ondas sonoras. Desse modo, parte do som vindo do exterior é refletido em vez de reverberar pelas estruturas.

Além disso, opte por vidros mais grossos, pois a capacidade de bloquear a transmissão é proporcional à espessura. Apesar de ser uma das principais medidas a ser adotada, mas não é a única. Um dos principais erros nos projetos de isolamento acústico é focar nas janelas e se esquecer das outras estruturas.

Portas acústicas

Nas escolas, o barulho vindo dos corredores e das áreas comuns é significativo. Para evitar que ele entre nas salas de aula, existem as portas acústicas. Essas peças contêm um material que dificulta a passagem do som devido às maiores densidade e espessura, além de uma melhor vedação das frestas.

Áreas verdes ao redor da construção

Outra medida bem interessante é o plantio de bambus e árvores ao redor do edifício. Eles vão funcionar como barreiras físicas para refletir as ondas sonoras. Além disso, sua escola ganha mais sustentabilidade e uma área verdade para os alunos relaxarem.

Revestimento de paredes com material isolante acústico

Por fim, não podemos deixar de citar a ação mais importante no contexto das escolas, o isolamento acústico das paredes. Por quê? Durante o horário das aulas os corredores ficam vazios. Então, a principal fonte de ruídos são as salas vizinhas, principalmente utilizam paredes de drywall ou divisórias para separar as salas. Desse modo, torna-se essencial reforçá-las com uma camada de placas ou mantas isolantes.

Somente o isolamento acústico basta para melhorar o conforto dos alunos?

O isolamento acústico nas escolas é uma medida imprescindível para melhorar a satisfação e a segurança dos alunos, mas há outros pontos importantes.

Os melhores isolantes acústicos do mercado também podem vir com funcionalidades adicionais, como isolamento térmico, impermeabilização, vedação e resistência ao fogo. Então, em vez de utilizar uma estratégia para cada um delas, você terá tudo no mesmo produto.

Como escolher o melhor isolamento?

Para avaliar um isolamento, é preciso observar quais vantagens ele apresenta. Desse modo, além de melhorar o desempenho acústico, você mitiga outros problemas frequentes em escolas. Confira a seguir algumas propriedades essenciais para o material escolhido.

Isolamento térmico

Entre elas, está o conforto térmico. É extremamente difícil concentrar quando se está sentindo frio ou calor. Assim como os ruídos, essas sensações desencadeiam uma série de reações fisiológicas no corpo que atrapalham a concentração, o foco e a capacidade de aprendizado.

No entanto, muitas escolas têm receio de instalar ares-condicionados para as crianças e jovens. Afinal, os pais podem relacionar uma temperatura muito baixa no ambiente com o adoecimento dos filhos. Também, as crianças apresentam uma maior sensibilidade alérgica do que os adultos devido ao sistema imunológico imaturo. Então, o ar seco provocado pelo ar-condicionado pode desencadear crises de rinite e outras doenças respiratórias.

Por essa razão, o isolamento térmico é tão importante nas escolas. As barreiras físicas contra trocas de calor, como as mantas térmicas e as placas, são capazes de amenizar o filme dentro da sala de aula com muita eficiência. Elas atuam tanto sobre o calor quanto o frio, pois impedem a transmissão de energia nos dois sentidos — de dentro para fora e de fora para dentro. Assim, a temperatura fica mais estável nas quatro estações.

Impermeabilização

A umidade também é outro problema que compromete o conforto dos alunos. O surgimento de infiltrações, mesmo que não visíveis, facilita o surgimento do mofo. Esse é um dos principais desencadeantes de crises alérgicas na infância. Os fungos têm uma substância chamada de glicoproteína na superfície da sua célula que desencadeiam reações intensas.

Nesse sentido, a escolha de um revestimento acústico impermeável pode fazer toda a diferença. Ele pode ser instalado no teto, nas paredes e nos pisos. Isso reduz os riscos relacionados a todos os tipos de umidade, como por capilaridade e por intempéries.

Resistência ao fogo

Uma das principais resistências que os administradores de escola têm em relação aos isolantes acústicos é o seu papel na propagação de incêndios que tiveram bastante comoção no Brasil. Todavia esse tipo de ocorrência está ligada a um material específico, chamado de poliuretano. Ele forma uma espuma que é combustível a altas temperaturas e libera gases tóxicos.

Qual o melhor isolante termoacústico do mercado atualmente?

Nos últimos 20 anos, dezenas de isolantes diferentes surgiram no mercado. No entanto, nada se equipara a uma tecnologia desenvolvida pela NASA — o 3TC. Ele foi desenvolvido utilizando o que há de mais avançado na engenharia de materiais e apresenta três camadas:

  • duas lâminas de polímero refletivo, que reflete grande parte da radiação infravermelha e impede que ela aqueça as estruturas;
  • um núcleo de EPS, disponível em variáveis espessuras, o qual é responsável por impedir a condução do calor e do som.

A eficiência do EPS é comprovada por vários estudos técnicos. Neles, analisa-se o coeficiente de absorção acústica, que vai de 0 a 1. Quanto maior ele for, maior a capacidade do material de abafar o som.

No caso do isolamento acústico, é preciso avaliar a capacidade do material de isolar as mais diferentes frequências de som — do mais grave (maior frequência) ao mais agudo (menor). Nesse critério, o EPS também se destaca em relação a outros materiais construtivos.

De acordo com esse estudo sobre os diferentes isolantes, o EPS pode chegar a um isolamento máximo de 0,92 para sons agudos e de 0,11 para sons graves. Em uma comparação com outro material muito utilizado, a lã de rocha apresenta uma eficiência um pouco maior para os graves 0,2, mas perde nos sons agudos com valores entre 0,4 e 0,6. Essa desvantagem também é encontrada no caso da borracha e do polipropileno.

Como na maioria dos casos, os sons mais incômodos para os seres humanos se encontram na faixa aguda, é fundamental contar com um material eficiente para toda essa frequência. São eles os principais responsáveis pela falta de atenção, dores de cabeça e náuseas nos estudantes e nos professores.

4.3. Vedação, impermeabilização e resistência ao mofo

Aqui, temos outro grande diferencial do 3TC em relação a outros isolantes do mercado. A lã de vidro, a lã de rocha, a lã de PET e as espumas são todas permeáveis. Portanto, não atuam sobre a impermeabilização das estruturas. Desse modo, você pode ter de contratar um projeto auxiliar para garantir a resistência à umidade da escola.

No caso do 3TC, tanto o EPS quanto os polímeros refletivos são altamente impermeáveis e não vão deixar a umidade danificar as estruturas. Além disso, no telhado, você pode utilizar as mantas flexíveis, as quais são capazes de se conformar a cada fresta para impedir a entrada de água, animais e sujeira. É uma vedação completa! Com isso, evitam-se o surgimento de mofo, infiltrações e outras patologias da construção.

Resistência ao fogo

Além disso, o 3TC é comprovadamente resistente ao fogo. Submetemos os produtos à certificação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Eles passaram por vários testes em conformidade com todas as normas de segurança. O comportamento ao fogo é muito importante na hora de selecionar a tecnologia adequada à sua utilização, por isso temos este conteúdo que pode esclarecer mais sobre o assunto.

Resistência mecânica

Por fim, não podemos deixar de falar da resistência mecânica. O polímero que recobre a 3TC é muito resistente ao estresse físico aplicado sob diversas formas, como atrito, risco, corte, pressão, laminação, impacto, entre outros. Então, a manta acústica pode ser utilizada sobre estruturas mais frágeis como proteção. Isso é muito interessante para as escolas, visto que crianças e adolescentes se movimentam bastante.

O isolamento acústico em escolas pode ser um desafio e é exatamente por isso que você precisa contar com a melhor tecnologia de materiais. Há várias opções no mercado, mas certamente o 3TC está na liderança.

Ficou com alguma dúvida? Quer compartilhar alguma opinião? Então, comente aqui no nosso post!

Análise de Resultado – Instalação de Isolamento Térmico

A 3TC Isolamento é uma empresa que tem compromisso com o resultado de sua tecnologia de manta térmica. Desta forma, buscamos sempre elaborar casos de clientes para demonstrar o resultado após a instalação de manta térmico isolamento térmico 3TC em um galpão. Independentemente do método de aplicação, conseguimos avaliar o resultado térmico e de ergonomia. Vale lembrar que seguimos metodologia indicada por órgãos reguladores competentes para cálculo de eficiência energética, bem como alguns métodos desenvolvidos pelo nosso corpo técnico.  Os métodos estão de acordo com as normas técnicas de cada especificidade: Acústica, térmica, ergonomia, etc. Nossa metodologia consiste em 3 etapas para análise de cada projeto e vamos apresentá-las a seguir.

Etapa 1: Análise Primária

Nesta etapa, a equipe técnica da 3TC Isolamento faz uma análise detalhada da estrutura de engenharia do local de instalação do isolamento térmico. Avalia-se as potenciais dificuldades, tais como acesso, altura de instalação, tipo de estrutura, obstáculos do local, necessidade de isolamento, característica bioclimática da região. Além disso, utilizamos de termômetro e câmera térmica para medir a temperatura de superfície do telhado, paredes e do chão do local. Para avaliar o conforto térmico e ergonomia, seguimos as diretrizes da NR-15. Desta forma, são utilizados aparelhos de medição de acordo com a norma técnica.

Etapa 2: Avaliação de Resultados

Após realizada a instalação do isolamento térmico 3TC Isolamento, uma nova medição térmica é feita. Portanto, mede-se os mesmos locais aferindo a temperatura pós instalação. Avalia-se a diferença tanto na análise térmica do telhado, paredes e do chão, bem como da ergonomia conforme a NR-15. Os dados são todos planilhados, lançados no sistema, e feita uma análise para averiguar as diferenças entre as medições térmicas antes e depois da instalação de isolamento térmico 3TC Isolamento.

Etapa 3: Emissão de Laudo Técnico

Depois de analisar, instalar e averiguar os resultados térmicos antes e depois da instalação de isolamento térmico 3TC, apresentamos o laudo ao cliente. Com os dados, vem a corroboração dos mesmos, com fotos, vídeos, e informações das medições realizadas. O impacto da instalação de isolamento térmico 3TC Isolamento é demonstrado em números, tanto do ponto de vista da engenharia como da ergonomia. Laudos ambientais e de segurança do trabalho são emitidos por empresas terceirizadas, mas a 3TC Isolamento possui parceria com a Exxcelência Soluções Empresariais, empresa especialista nesse tipo de serviço. O laudo completo da 3TC Isolamento inclui também características térmica e técnicas de acordo com as normas cabíveis para cada especificidade.

Case BioHosp – Instalação de Isolamento Térmico

A empresa BioHosp foi fundada em 1998. Sediada em Belo Horizonte, a empresa hoje com mais de 20 anos de mercado tornou-se uma das mais importantes distribuidoras de medicamentos e materiais médico-hospitalares do mercado brasileiro. Com a expansão dos negócios, foi instalada uma filial na capital do estado do Rio de Janeiro. Atuando em várias regiões do país, a empresa busca, cada vez mais atender suas demandas com segurança e rapidez.

Análise:

Esta é uma descrição da análise técnica referente à instalação e ao fornecimento do sistema de isolamento 3TC para o novo centro de logística da BioHosp situado no parque industrial em Contagem (MG). A cidade de Contagem está situada na região metropolitana de Belo Horizonte. O município, considerado o polo industrial desta região, fica situado em uma área que pode chegar à altas temperaturas durante o período de verão, conforme o gráfico abaixo retirado do site Weather Channel:

O gráfico acima demonstra a necessidade da utilização de sistemas de isolamento térmico nas estruturas de construção devido à média de temperatura da região. Estas condições climáticas fizeram a empresa BioHosp investir na tecnologia 3TC para climatizar todo o centro de logística. O investimento em um sistema de isolamento térmico teve como objetivo reduzir os impactos do calor nos materiais em estoque e atender com excelência todas as normas de segurança e regulamentação do setor. O investimento resultou em economia de energia e consequentemente impacto positivo em sustentabilidade com diminuição de resíduos além de proporcionar ainda mais conforto térmico para todos seus clientes e colaboradores.

Análise técnica:

A instalação do sistema de isolamento 3TC foi realizada abaixo da cobertura em uma área de 3600 m2 do novo centro de logística em Contagem. Para entendermos o funcionamento do sistema de isolamento 3TC devemos analisar como a transmissão de calor ocorre em coberturas. A transmissão de calor ocorre por 3 formas de transferência, condução, convecção e radiação.


Condu
ção – transferência de calor por meio do contato de materiais que conduzem calor. Há materiais que oferecem maior condutividade (como por exemplo, metais), e outros com menor condutividade (algumas cerâmicas, poliestireno expandido, fibra de vidro, etc).


Convecção
‐ transferência de calor por meio do movimento do ar e fluidos que levam calor à medida que se movimentam. A convecção pode ser natural (ar quente tende a subir, ar frio a descer, por exemplo), ou forçada (mediante aparelhos de climatização, ventiladores, etc).

Radiação (irradiação) ‐ transferência de calor por meio do transporte de calor por radiação eletromagnética. Esta é a forma pela qual o calor do sol chega até nós. Aproximadamente 93% do calor que chega no telhado vêm por meio da transferência de calor via irradiação solar. Com isso, o sol aquece o telhado e o telhado quente passa a transmitir grande parte desse calor para o ambiente interno por meio da radiação.

O sistema 3TC Isolamento é a única tecnologia no mercado que trabalha com o controle destas 3 formas de transferência de calor. Esta característica proporciona um desempenho térmico superior a outros isolantes disponíveis no mercado, como por exemplo: pintura com tinta refletiva, aplicação de poliuretano, forro de lã de vidro ou lã mineral.

Características Estruturais para a instalação de isolamento térmico:

A cobertura da área de instalação era composta por telhas metálicas que transmitiam calor excessivo para o ambiente interno. As telhas metálicas costumam chegar em temperaturas de até 75 graus ao ser expostas ao sol constante, tendo um ganho e perda de temperatura rápido. Isto acontece principalmente para a parte interna da construção, potencializando a transferência de calor, primariamente por meio da radiação.

A aplicação da tecnologia 3TC foi realizada de acordo com o manual de instalação da empresa fixando o produto nas terças. Desta forma a própria estrutura do galpão foi utilizada para fixação aumentando o aproveitamento do espaço interno, reduzindo o tempo de execução e gastos com estruturas adicionais. A instalação de isolamento térmico foi realizada em conjunto com outras obras estruturais na unidade que ocorreram simultaneamente. Entretanto, mesmo com este cronograma, a instalação foi realizada em apenas 20 dias. Atendendo assim as expectativas do cliente quanto ao prazo de execução do serviço.

 

Medições 

A equipe da 3TC realizou aferições de temperaturas de superfície, de conforto térmico, e ergonomia durante a execução da obra. Para isso, foram utilizados termômetros de alta precisão, câmera térmica e um medidor de stress térmico que mensura a variação térmica de bulbo seco, bulbo úmido e dentro do globo de acordo com os índices da NR-15 em conformidade com as normas de Segurança do Trabalho.

Com os instrumentos de medição, a equipe da 3TC realizou as seguintes medições de temperatura.

  • Temperatura Externa (Aplicativo Weather Chanel)
  • Diferença de temperatura entre o 3TC e o Telhado Metálico (Câmera Térmica)
  • Aferição de sensação térmica (Medidor de Stress Térmico TGD-200)

Resultados 

Antes da avaliação técnica e instalação do sistema de isolamento térmico 3TC, era possível perceber o desconforto térmico relatado por colaboradores e prestadores de serviço no local. Depois da instalação do sistema de isolamento 3TC o conforto térmico proporcionado pelo sistema foi nítido. A comparação das medições realizadas antes e após a aplicação do isolamento térmico 3TC mostra claramente uma melhora significativa na temperatura do ambiente.

As medições no local corroboram a percepção dos colaboradores. A comparação das medições realizadas antes e após a aplicação do isolamento térmico 3TC apresenta uma melhora significativa na temperatura do ambiente. O sistema de isolamento 3TC conseguiu reduzir significativamente a temperatura incidente da cobertura de 46,6 graus para 28,7 graus. A redução foi de 17,9 graus na superfície do telhado comparado a superfície após a instalação do sistema de isolamento 3TC.

As medições de acordo com a NR-15 também demonstraram uma melhora significativa. Os resultados das medições que comprovam a redução de temperatura e o conforto térmico proporcionado pelo sistema de isolamento 3TC pode ser utilizado como laudo trabalhista referente à ergonomia no ambiente de trabalho. Após a instalação do sistema houve um delta médio de diferença de 6,2 graus em sensação térmica.

Conclusão 

A instalação do sistema de isolamento 3TC alcançou todos os objetivos propostos, rapidez, eficiência e adaptabilidade:

  • Rapidez de instalação: A obra foi realizada dentro do cronograma proposto de 30 dias. A obra foi entregue em apenas 20 dias, obtendo uma média de instalação acima de 180m2 por dia.
  • Eficiência térmica: Os resultados obtidos demonstraram a qualidade do sistema que proporcionou uma redução de temperatura de 17,9 graus de superfície e obteve um delta de diferença de 6,2 graus em sensação térmica.
  • Versatilidade: A versatilidade do sistema 3TC permitiu que o produto fosse instalado utilizando apenas a estrutura existente no galpão. Desta forma o espaço de armazenamento foi otimizado e não houve custos adicionais com estruturas auxiliares.

Gostou da instalação e do resultado do 3TC Isolamento na Biohosp? Entre em contato conosco, e peça já seu orçamento! Atendemos todo o Brasil. Tenha já o melhor sistema de isolamento e manta térmica do mercado em sua loja, escritório, galpão, barracão.

Nos climas de verão e de primavera em países tropicais, as pessoas buscam soluções de como amenizar o calor o tempo todo. Afinal, as altas temperaturas se tornam desconfortáveis e, em alguns casos, insalubres. Isso compromete a saúde, o bem-estar e a produtividade das pessoas.

Felizmente, há diversas estratégias para reduzir o efeito das altas temperaturas nas edificações e, assim, melhorar o conforto térmico de seus usuários. Quer saber mais? Acompanhe!

Efeitos do excesso de calor e por que devemos amenizá-lo?

Quem viveu as últimas décadas já deve ter notado que a temperatura nas cidades fica cada vez mais alta, isso não é apenas uma impressão, realmente alguns fenômenos climáticos atuaram para deixar o clima ainda mais quente, como a impermeabilização do solo e as ilhas de calor.

As ilhas de calor ocorrem quando as cidades começam a perder seus espaços verdes, que são importantes reguladores térmicos. Além de impedir a incidência direta dos raios de sol, que aquecem o solo, as árvores apresentam processos fisiológicos capazes de mitigar o calor.

A transpiração traz vapores resfriados das camadas mais profundas do solo para a superfície, reduzindo a temperatura local. A fotossíntese pega parte da energia calorífica e transforma em energia química.

Soma-se a isso a impermeabilização do solo com materiais asfálticos, que refletem grande parte da radiação solar de volta para o meio. O solo natural, por sua vez, absorve grande parte dessa energia e a utiliza para controlar a umidade. Com isso, a energia calorífica se dissipa em outros processos em vez de aquecer o ambiente.

Tudo isso faz com que as cidades fiquem com uma temperatura média muito elevada em comparação ao seu entorno. Isso dificulta a circulação do ar, provocando as famosas ilhas de calor. Portanto, à medida que as plantas forem eliminadas das cidades, a tendência é que a temperatura só aumente.

No entanto, a correção desses problemas fica por conta do poder público ― que pode ser muito lento. Então, é imprescindível que você invista em estratégias dentro das suas construções, como a inserção de áreas verdes, a instalação de isolantes termoacústicos eficientes, entre outras.

Tudo isso tem um impacto econômico muito grande, pois o excesso de calor tem efeitos negativos em diversas áreas da vida e da atividade humana. Vamos falar mais disso a seguir!

Comprometimento da saúde

O nosso organismo necessita de uma regulação térmica muito eficiente, pois todos os processos somente ocorrem com eficiência em uma faixa estreita de temperatura interna ― entre 35º e 37º. Fora disso, ele interpreta que estamos sob risco e tomará medidas para regular a temperatura.

Para isso, temos diversos “termômetros” internos para analisar a temperatura do meio. Geralmente, eles ficam estáveis quando o ambiente está entre 20º e 28º. Assim, todos os nossos processos fisiológicos normais dão conta de manter a temperatura interna. No entanto, fora dessa faixa, eles enviam uma mensagem para o nosso cérebro de que há um risco eminente.

Então, diversas respostas começam a ser ativadas para manter a temperatura interna estável. No frio, as reações mais comuns são os calafrios. No excesso de calor, ocorrem a dilatação dos vasos sanguíneos da pele, o suor, a inquietação e a aceleração do ritmo da respiração. São tentativas do nosso corpo de dissipar a energia.

Então, quando uma pessoa fica mais agitada e desconcentrada por conta do calor, não é algo que ela possa controlar racionalmente. Diversos eventos hormonais e neurais estão afetando sua cognição.

Em casos mais graves, o excesso de calor pode causar desidratação grave e a hipertermia. Essas situações são extremamente perigosas para idosos, crianças e pessoas doentes, podendo levar ao óbito. Por essa razão, hospitais, escolas, creches e casas de repouso precisam ter um controle da temperatura ambiental muito severo.

No ambiente de trabalho, há efeitos igualmente negativos. De acordo com o Manual MSD para Profissionais de Saúde, os problemas causados pelo calor tem gerado uma alta taxa de adoecimento na população jovem e adulta nos Estados Unidos, como distúrbios musculares e neurológicos.

Um problema muito comum é a fadiga por calor, que ocorre após a realização de trabalhos pesados em um ambiente quente. Com isso, os colaboradores podem apresentar sinais de exaustão, aceleração dos batimentos cardíacos, respiração ofegante e tontura.

Portanto, o que temos percebido atualmente é um aumento do absenteísmo devido a patologias relacionadas ao calor. Assim, investir em regulação térmica se torna uma medida importante para reduzir custos com o afastamento do trabalho.

Desconforto

Entretanto, a situação mais comum gerada pelo calor é o desconforto. Como explicamos, os processos fisiológicos são incontroláveis pela pessoa e eles demandam que ela tome medidas para regular a temperatura. Assim, surge a sensação de desconforto de estar naquele ambiente.

O suor impregna na pele e na roupa, sendo preciso ficar abanando ou utilizar ventiladores para fazê-lo evaporar. A respiração acelerada gera uma sensação de ansiedade por um espaço aberto. Enfim, todo o nosso corpo nos convida a sair do local. Consequentemente, a nossa mente racional associa valores negativos àquela experiência.

Desse modo, uma empresa que não mantém um bom controle da temperatura apresenta um risco elevado de insatisfação dos colaboradores. Com isso, mesmo que o salário seja bom, eles podem considerar o ambiente insalubre e procurar outro empregador. Assim, sua empresa pode perder os melhores talentos.

Ademais, tudo isso compromete a sua relação com o cliente. Imerso em sensações negativas e em um senso de urgência para sair do local, as chances de ele fechar um negócio são mínimas, ainda que as condições sejam boas. Por isso, você precisa pensar na experiência do cliente de forma holística, incluindo as condições ambientais.

Menor produtividade

A produtividade humana está intimamente ligada às funções executivas da nossa cognição, como:

  • foco: capacidade de ignorar os estímulos externos e internos;
  • atenção: capacidade de perceber os mínimos detalhes de uma tarefa;
  • inteligência: capacidade de associar e interpretar dados para produzir informações novas;
  • resolução de problemas e planejamento: capacidade de reconhecer os recursos disponíveis para resolver desafios;
  • memória de trabalho: capacidade de reter informações a curto prazo para utilizá-las em tarefas, entre outras.

Diante do estímulo do calor, o nosso cérebro sequestra grande parte da energia disponível para tarefas e a direciona para os centros de regulação de temperatura. Afinal, ele está interpretando que a nossa sobrevivência está em risco. Então, as consequências para a produtividade são enormes:

  • uma menor atenção provoca mais erros e aumenta a necessidade de retrabalho;
  • a falta de foco e uma memória de trabalho reduzida aumentam o tempo de execução de uma tarefa;
  • a redução temporária da inteligência e do planejamento gera resultados medíocres.

Então, o conforto térmico não é apenas uma questão de deixar os colaboradores mais satisfeitos. Ele tem um impacto direto sobre a eficiência.

Inconformidade com a lei

Além disso, no Brasil, temos diversas regras de ergonomia no ambiente de trabalho que devem ser seguidas pelas empresas. Caso contrário, elas estão sujeitas a multas e outras penalidades. Para evitar isso, é importante seguir as recomendações das Normas Regulamentadoras da Secretaria do Trabalho e da Previdência.

A NR17 regula todo o trabalho que é realizado dentro de ambientes fechados, como escritórios, consultórios e manufaturas. Entre as medidas mais importantes, está a manutenção da temperatura efetiva entre 20º e 23º. Ou seja, não basta que o ar-condicionado esteja ligado nessa potência, é preciso que os termômetros registrem esse valor em todos os pontos do cômodo uniformemente.

Já as normas internacionais da ISO, essenciais para quem quer conquistar um selo de qualidade, recomendam que a temperatura efetiva esteja entre 20º e 24ºC no verão e entre 23º e 26ºC no inverno.

No entanto, em algumas atividades mais específicas, como manuseio de caldeiras e fornalhas, é difícil manter essa faixa. Por isso, a NR15 considera a temperatura ambiental para definir a insalubridade de um trabalho.

No caso de trabalhos contínuos leves, a temperatura não pode ultrapassar 30ºC. Já no caso de atividades moderadas, o limite é 26,7ºC e, nas pesadas, 25ºC. Em tarefas que apresentam um tempo de descanso, o teto de aceitação é maior.

Por exemplo, as atividades pesadas que alternam 15 minutos de ação com 45 minutos de descanso podem ser executadas em temperaturas entre 28º e 30ºC. Confira o anexo III da NR15 para conhecer todos os casos.

Diante disso, se você não mantiver um bom controle de temperatura, será preciso aumentar o tempo de descanso dos colaboradores. Senão, o trabalho será considerado insalubre com todas as repercussões para a folha de pagamento, indenizações e tempo de trabalho para aposentadoria.

Em qualquer situação, porém, é totalmente proibido o trabalho nas seguintes faixas de temperatura:

  • atividades leves: acima de 32,2ºC;
  • moderadas: acima de 31,1ºC;
  • pesadas: acima de 30ºC.

Nesses casos, é imprescindível investir em medidas de controle de temperatura. Senão, as operações deverão ser suspensas.

Redução da vida útil de equipamentos

Além de prejudicar a mão de obra humana, o excesso de calor é extremamente danoso para os equipamentos ― especialmente, os eletrônicos. Então, se você mantém computadores, servidores ou máquinas com controle computadorizado, é preciso controlar a temperatura a fim de aumentar a suas vidas úteis.

Afinal, esses equipamentos trabalham com circuitos elétricos muito sensíveis e processadores que geram muito calor. Quando eles atingem determinadas temperaturas, a peça literalmente queima e perde toda sua funcionalidade.

Como amenizar o calor das edificações sem ar-condicionado?

Na maioria das vezes, é possível manter a temperatura dos ambientes em níveis saudáveis sem a utilização de equipamentos de ar-condicionado. Para isso, é necessário aumentar a eficiência térmica da construção com técnicas arquitetônicas, uso de materiais adequados e isolantes térmicos.

Isso traz muita economia a longo prazo, mesmo que o investimento inicial seja mais alto. Afinal, o ar-condicionado é o principal vilão do consumo de energia elétrica em todas as empresas.

Criar áreas verdes internas e externas

Hoje em dia, a arquitetura verde tem ganhado muito espaço. Como explicamos acima, as plantas e a terra apresentam processos que ajudam na regulação da temperatura ambiente. Com as técnicas atuais, é possível criar áreas verdes mesmo em pisos sem contato com o solo.

Então, quando você implementa jardins internos, é possível reduzir, em alguns décimos, o calor interno. Outra medida interessante é a utilização de canteiros externos com árvores com copas maiores. Além dos benefícios acima, elas funcionam como uma barreira física para a incidência de raios solares sobre a construção.

Utilizar uma decoração mais clara

As cores escuras apresentam uma maior capacidade de absorção da radiação solar. Consequentemente, esses objetos se aquecem com mais facilidade e provocam o aumento da temperatura do ambiente. Já os claros refletem as ondas de calor e devolvem parte delas para o meio externo.

Assim, o ideal é que as fachadas, os telhados industriais e as paredes sejam todas pintadas de cores claras, preferencialmente, o branco.

Melhorar a ventilação do ambiente

Um dos processos relacionados à transmissão de calor é a convecção. A partir dela, o ar mais quente fica mais leve e é direcionado para cima. Por sua vez, o ar mais frio — mais denso — desce em direção ao piso. Isso garante o conforto de quem está nas estações de trabalho.

No entanto, quando não há a ventilação adequada, não há a vazão do ar quente para fora do ambiente e a temperatura fica cada vez mais alta. Por isso, o ambiente deve ser bem dimensionado nesse sentido.

As janelas devem ficar sempre mais altas para aproveitar o movimento natural do ar aquecido. Em indústrias e comércios, também pode ser necessária a instalação de exaustores no teto.

Todavia, neste caso, o telhado deve receber um bom sistema de isolamento para evitar que a radiação do sol aqueça o constantemente o ar mais alto, evitando que a convecção seja utilizada em benefício do conforto térmico. Assim, ela acaba se tornando também um vilão.

Ademais, a sensação individual de calor não está ligada somente à temperatura em si, mas também à ventilação. A circulação de ar permite que o suor evapore e reduza a temperatura corporal.

Investir em isolamento térmico

Por fim, não podemos deixar de falar de uma das medidas mais eficientes para o conforto térmico no design de interiores ― o isolamento térmico. Esses materiais são capazes de atuar sobre os processos de transmissão de energia calorífica e impedir que eles aqueçam a construção.

A grande vantagem é que ele não atua somente sobre o excesso de calor, mas mantém temperaturas agradáveis independentemente do clima. Por serem tão importantes, falaremos mais sobre eles mais adiante.

Cuidados com o corpo para amenizar altas temperaturas

Além das medidas ambientais, há outras ações essenciais para reduzir os efeitos do calor sobre o nosso corpo. Nesse sentido, todas as pessoas deverão tomá-las individualmente e o papel da gestão da empresa será oferecer todas as condições para os colaboradores as efetivem.

Roupas mais frescas

Caso sua empresa exija o uso de uniformes, é importante escolher tecidos adequados para o calor ambiental. Nesse caso, as malhas mais finas, feitas com fibras de algodão, são uma excelente opção.

Esse material absorve o suor e ajuda na evaporação dele. Devem-se evitar tecidos sintéticos pouco permeáveis, pois eles impedem a evaporação da transpiração e aumentam o desconforto. Em relação à cor, dê preferência aos tons claros, pois eles absorvem menos radiação.

Hidratação

A desidratação é a principal doença relacionada ao calor, sendo uma causa frequente de absenteísmo. Em locais quentes, a necessidade de hidratação pode chegar a 3 litros de água todos os dias. Por isso, é importante deixar bebedouros disponíveis em todos os locais de trabalho e fornecedor garrafinhas para que os colaboradores possam tomar líquidos durante a execução das tarefas.

Como proteger-se do clima em qualquer temperatura

Para compreender o funcionamento de um isolante térmico, é preciso também conhecer as diferentes formas de transmissão da energia calorífica:

  • condução: esse é o mais intuitivo para nós. Ocorre quando os objetos entram em contato físico e aquele com maior temperatura transfere energia para o de menor temperatura. Ocorre, por exemplo, quando o motor de um equipamento aquece o solo ao redor, quando as estruturas de uma construção transmitem a energia recebida do sol ou pelo contato das massas de ar com os edifícios;
  • convecção: o ar muda de volume rapidamente de acordo com a temperatura. Quando recebe calor, ele se expande e fica menos denso. Então, se direciona para cima. A massa de ar mais fria, por sua vez, vai para baixo;
  • radiação: esse processo acontece à distância, isto é, não é preciso que a fonte de calor esteja próxima aos objetos. Ela emana radiação infravermelha, que aumenta a agitação das partículas das estruturas, gerando um aumento de temperatura. O caso mais clássico é o aquecimento provocado pela radiação solar. No entanto, também pode ocorrer internamente devido às lâmpadas, fornos e aos motores.

Os isolantes térmicos são materiais ou equipamentos capazes de reduzir um ou mais desses três processos. Tudo dependerá do tipo escolhido. Falaremos dos principais a seguir.

Lã de vidro

Essa lã é fabricada a partir da sílica ― a mesma matéria-prima utilizada para o vidro. No entanto, ela passa por um processo de produção diferenciado em que é submetida a altas diferenças de pressão e temperatura. Com isso, é possível formar fibras altamente maleáveis, resistentes ao estresse mecânico e ao fogo.

Ela apresenta uma alta capacidade de impedir a condução de calor. No entanto, não atua sobre a radiação ― que representa 90% da energia calorífica que incide sobre uma construção. Por essa razão, é relativamente ineficiente em comparação a materiais mais modernos.

Lã de rocha

A lã de rocha é muito semelhante à lã de vidro tanto em relação às vantagens quanto as desvantagens. No entanto, a matéria-prima utilizada é a diábase, um tipo de pedra vulcânica, que é submetida a altas diferenças de temperatura e pressão.

Lã de PET

A lã de PET é diferente dos modelos anteriores, pois é fabricada com material plástico ― usualmente reciclado. Apresenta a desvantagem de não ser tão potente no combate ao fogo e também não age sobre a radiação.

Isopor

Conhecido tecnicamente como poliestireno expandido (EPS), foi um dos primeiros materiais a ser utilizado no isolamento térmico industrial, pois era barato e eficiente. No entanto, apresentava o inconveniente de ser combustível para o fogo. Desse modo, pode ajudar na propagação de incêndios.

Felizmente, nos últimos anos, foram desenvolvidos processos de fabricação muito eficientes. Com isso, foi possível criar EPS altamente resistentes ao fogo, suportando temperaturas superiores a 800ºC. Apesar de isso ter feito o preço subir, tornou o material uma opção viável para todo o tipo de projeto.

Espumas de poliuretano

As espumas de isolamento são um material muito polêmico. Afinal, estiveram envolvidas em vários acidentes, como o da Boate Kiss em Santa Catarina. Sem o tratamento adequado, elas entram rapidamente em combustão e liberam um gás muito tóxico.

Além desse problema importante, não são tão resistentes mecanicamente. Então, diante de qualquer atrito ou risco, podem se romper. Como todos os casos acima, também só age sobre os processos de condução de calor.

Foils

Os foils funcionam de forma bem diferente dos isolantes anteriores, pois não agem sobre a condução, e sim sobre a radiação. São capazes de refletir grande parte da radiação calorífica de volta para o meio externo, evitando que os raios solares aqueçam as estruturas da construção. Como não agem sobre os outros processos de transmissão, não são tão eficientes quanto poderia.

3TC

Essa é uma tecnologia desenvolvida pela NASA com a finalidade de proteger os astronautas das diversas variações de temperatura do espaço. Por exemplo, as roupas espaciais são feitas com mantas de 3TC.

Para conseguir a máxima eficiência, a NASA uniu os melhores materiais que atuam sobre a radiação e a condução. Então, desenvolve um processo em que eles são aplicados juntos, na mesma peça.

Desse modo, o 3TC apresenta um núcleo de EPS, responsável por reduzir a condução de calor ao passo que há duas lâminas metálicas capazes de refletir grande parte da radiação. Então, atua sobre dois processos de transmissão, conquistando mais eficiência. Ele é versátil e pode ser instalado como manta térmica para paredes, pisos e telhados.

Quando utilizada no teto de ambientes fechados, as placas e as mantas de 3TC apresentam um grande diferencial de atuar também sobre a convecção. Por reduzirem o contato da massa de ar com o calor externo, elas impedem o seu aquecimento. Com isso, o ar quente pode ser eliminado pelas janelas e exaustores enquanto o ar mais frio é direcionado ao solo.

Agora que você já sabe como amenizar o calor, não deixe de aplicar essas medidas quanto antes. Os benefícios são variados: os colaboradores ficam mais produtivos e mais satisfeitos, os equipamentos duram mais e os problemas com a legislação de ergonomia térmica são eliminados.

Quer saber tudo sobre o conforto térmico nas edificações? Então, não deixe de conferir nosso guia completo sobre o tema! Com ele, você aprenderá mais sobre os tipos de isolantes térmicos e as diferentes aplicações nos mais diversos tipos de projeto!