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Os diferentes tipos de forro tem uma funções essenciais na estética dos projetos de engenharia e arquitetura, especialmente residenciais. Afinal, frequentemente, a aparência da laje ou do telhado não são muito agradáveis visualmente. Então, o acabamento e a harmonização com o estilo arquitetônico ficam por conta dessa cobertura que vai logo abaixo dessas estruturas para esconder os componentes industriais e imperfeições.

No entanto, frequentemente os projetos ignoram outras funcionalidades que podem ser acrescidas na estrutura dos tipos de forro, como a impermeabilização e o isolamento acústico. Com isso, perde-se uma oportunidade valiosa para atingir ainda mais satisfação do cliente ao otimizar a climatização e o conforto ambiental.

Por esse motivo, vamos explicar aqui todas as etapas imprescindíveis no planejamento do forro. Se você estiver lendo este post, pois é responsável pela execução de uma obra, siga as dicas com bastante atenção. Se estiver procurando uma empresa para realizar o serviço, certifique-se de que suas práticas estão em conformidade com os itens a seguir.

Ficou interessado? Acompanhe o nosso post!

Analisar o tipo e o status do projeto

Este passo ocorre quase que instintivamente. Afinal, dependendo das características do projeto, não é possível utilizar algumas vantagens que alguns tipos de forro trazem. Veja algumas situações que servem de exemplo:

  • quando o projeto é iniciado do zero, você poderá utilizar o forro como uma estratégia de evitar a passagem de parte da tubulação por dentro dos tijolos das lajes de alvenaria. A tubulação passará logo abaixo da laje de forma exposta, sendo posteriormente coberta pelo forro. Isso facilita bastante a vida do usuário da construção caso ele precise fazer alguma reforma no futuro;
  • se você pegou uma construção ainda em execução, analise quais etapas já foram concluídas e suas características para verificar quais características de cada um dos tipos de forro ainda podem ser aproveitadas e compatibilizadas. Exemplificando, pode acontecer de a tubulação já estar instalada, mas o projeto de isolamento térmico ainda não ter sido executado. Assim, você poderá compatibilizá-lo com a laje para que ambos sejam feitos na mesma oportunidade;
  • por sua vez, quando estamos pensando apenas em uma reforma, será preciso fazer uma análise estrutural. Todas as escolhas de tipos de forro deverão se compatibilizar com os materiais e técnicas utilizadas na laje original. Será preciso compreender o peso que ela suporta, por exemplo.

A partir dessa análise, explique as vantagens e desvantagens de cada escolha para cliente, deixando a escolha livre. Seu papel não deve ser forçar uma opção que acha melhor, mas apenas oferecer uma consultoria para auxiliá-lo na tomada de decisão. Em qualquer etapa de um projeto, isso garante a satisfação final. Não há nada pior do que um cliente falar: “eu não gostei disso, mas o arquiteto/engenheiro insistiu”.

Verificar os objetivos do cliente

Nesse papel de suporte à escolha, verifique com o cliente quais são os principais objetivos dele com o projeto. Eles podem variar bastante e, inclusive, sobrepor-se:

  • beleza;
  • conforto ambiental;
  • baixo custo;
  • facilidade de reformar e reestruturar;
  • manutenção simples e barata;
  • eficiência energética e sustentabilidade, entre tantos outros.

Obviamente, todos esses elementos devem estar presentes em algum nível. O objetivo do cliente será apenas o foco na hora de tomar decisões quando for preciso sacrificar parcialmente algum ponto.

Elaborar e apresentar o projeto

Assim como qualquer projeto, o forro deverá ser apresentado de forma atrativa para o cliente com renderizações, utilização de materiais de excelência e descrições sobre o que se buscou atingir com cada um dos principais elementos.

A partir disso, é o momento de mostrar o projeto para o cliente e tirar todas as suas dúvidas. Caso ele demande alguma modificação, você deve fazê-la rapidamente até que sinta que ele está 100% confortável com tudo.

Funções do forro

Melhoria a estética do ambiente

Há determinados tipos de laje e de detalhes que apresentam um acabamento estético que pode não agradar os clientes. Um exemplo é a laje nervurada, cujos vãos ficam expostos, além de poderem acumular animais e sujidades que incomodam os usuários do ambiente. Mesmo as lajes bem rebocadas também podem incomodar alguns clientes mais exigentes, que demandam um acabamento diferenciado.

Harmonização da linguagem arquitetônica

O grande segredo de um projeto autoral bem-sucedido é a sua capacidade de reproduzir em todos os elementos a linguagem desejada. O forro faz parte disso e não pode deixar de ser visto como uma forma de proporcionar aquela sensação de sublime quando o cliente entra no ambiente.

Desse modo, veja como cada opção vai se compatibilizar com cada estilo:

  • em projetos rústicos ou comfy, o ideal é escolher materiais mais brutos com pouca ação do homem nos processos de industrialização. Esse é o caso da madeira, do bambu e, até mesmo, do concreto cru;
  • nos minimalistas, os forros de gesso podem oferecer entalhes geométricos que dão maior riqueza ao visual do ambiente sem proporcionar aquela sensação de exagero. Eles podem, inclusive, servir como suporte para a criação de uma iluminação diferenciada. O forro de cimento aparente também é uma boa pedida;
  • nos sustentáveis, os forros poderão ser feitos de materiais reciclados ou recicláveis, além de trazer um maior isolamento térmico para evitar o uso de ar-condicionado;
  • nos industriais, os tipos de forro de concreto ou de PVC na paleta de cor do cinza podem trazer uma mensagem crua.

Diminuição do volume do ambiente

No caso de construções sem laje e com telhados triangulares ou redondos, todo o espaço entre o plano de término das paredes e o ápice da estrutura se torna um espaço morto. O seu cliente não vai conseguir utilizá-lo para praticamente nada. Então, mais barata que montar toda uma laje, uma excelente opção é instalar alguma opção entre os tipos de forro disponíveis no mercado.

Com isso, pode-se reduzir o volume do ambiente caso essa seja uma demanda do seu cliente com um baixo custo. Ademais, você poderá aproveitar a ocasião para aproveitar a instalação a fim de conquistar outros objetivos, como:

  • aplicar uma camada de impermeabilizante;
  • instalar isolantes térmicos para melhorar o conforto ambiental;
  • otimizar a acústica da construção para isolar o barulho da rua.

Enriquecimento da iluminação

Os forros podem ser o suporte para a instalação de spots de luzes difusas ou direcionadas a fim de criar efeitos de iluminação em camadas. Nesse caso, o gesso é uma excelente opção, visto que é leve, bonito e barato. Também é muito fácil de manusear e moldar para criação de lacunas em formatos diferenciados.

Promoção da circulação cruzada

Os forros também podem ser pensados para melhorar a circulação cruzada de ar dentro de um ambiente. Eles poderão conter aberturas e vãos que distribuem o ar para melhorar o conforto térmico de um ambiente.

Suporte para esconder instalações

Outra função, utilizada frequentemente nas construções de finalidade comercial ou industrial, é a utilização de forros para esconder instalações elétricas e hidráulicas. Esses locais geralmente precisam de bastante versatilidade na distribuição de divisões internas. Por isso, em vez de usar paredes de alvenaria, são empregados drywalls e divisórias.

Desse modo, a tubulação não pode correr dentro das paredes. Por esse motivo, ficarão entre os tipos de forro e o teto. Assim, a cada reformulação do espaço, será muito mais simples modificar o caminho das tubulações sem danificá-las.

Melhoria da acústica do ambiente

Alguns dos tipos de forro disponíveis no mercado, podem trazer uma acústica muito mais eficiente para o ambiente em diversos sentidos:

  • nas construções com pé-direito alto e telhados expostos altos, evita o efeito de eco;
  • ameniza a reverberação de sons provocados pelo impacto de objetos no telhado;
  • corta grande parte dos sons vindos da rua, entre outros benefícios.

Além disso, essas vantagens poderão ser complementadas com a compatibilização com o projeto de conforto termoacústico, como explicamos.

Melhoria do conforto ambiental

Caso você escolha um isolante térmico versátil, ele mesmo poderá se tornar o forro da mesma forma que são utilizados os compensados de madeira, o isopor e as placas de PVC. Por exemplo, o isolante 3TC pode vir na apresentação de placas pré-fabricadas pintáveis, quais são encaixadas em suportes metálicos.

Mesmo que você não utilize o próprio isolante como forro, ele poderá complementá-lo ao atuar como subcobertura. Utilize-o para preencher o espaço vazio entre o teto e o forro para conquistar uma construção mais confortável termicamente.

 

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Tipos de forro e suas características

Gesso

Certamente, essa é a cobertura mais popular nos projetos residenciais, sendo também muito frequentes nos comerciais. O material poderá ser trabalhado de diversas formas e é justamente essa versatilidade sua principal vantagem. O gesso pode:

  • ser moldado em placas para ser instalado por meio do encaixe em suportes metálicos;
  • vir pré-moldado de acordo com a forma e as dimensões requisitadas pelo cliente;
  • ser agregado a tramas de fibra de vidro ou de metal para a criação de placas grandes, que são penduradas na laje ou no telhado, entre outras opções de instalação.

As vantagens do forro de gesso, além das que citamos são:

  • é um material muito fácil de encontrar e há diversos fornecedores do serviço completo desde a criação da peça até a instalação;
  • apresenta um custo-benefício interessantíssimo sem abrir mão do acabamento estético;
  • a instalação é feita com pouca sujeira;
  • a manutenção é fácil mesmo quando é necessário quebrar algum trecho para reformas;
  • melhora o isolamento termoacústico ainda mais quando é acoplado com mantas acústicas e placas de isolantes eficientes.

No entanto, nenhum material é isento de desvantagens, e as do gesso são:

  • susceptível à umidade, o que pode ser corrigido com a utilização de uma subcobertura impermeável, a qual pode ser um isolante termoacústico impermeável;
  • acumula poeira com mais facilidade;
  • é mecanicamente menos resistente do que outras opções.

Madeira

A madeira pode vir nas apresentações:

  • compensados de baixa qualidade são restos de fibras de madeira, que são então prensados até formar uma estrutura sólida e relativamente resistente. São as opções mais baratas, apesar de esteticamente prejudicados. Serão instalados em armaduras metálicas, possivelmente em projetos comerciais e industriais;
  • MDF e MDP, também são feitos com madeira compensada, mas com qualidade superior. Recebem uma camada de estampa para simular outros tipos de madeira;
  • de demolição — outra opção cada vez mais comum é utilizar restos de demolição de madeiras maciças de qualidade baixa a intermediária;
  • nobres e de lei — são as madeiras maciças mais caras, mas extremamente bonitas. Darão a aparência de luxo e poder ao ambiente.

A instalação dos forros de madeira é relativamente simples, bastando que as peças sejam pregadas uma nas outras com o auxílio de suportes estruturais.

As vantagens da madeira variam conforme o tipo utilizado. Por exemplo, utilizar os compensados e o MDP não trarão o acabamento estético e o isolamento termoacústico ideal. Por esse motivo, será preciso reforçá-los com isolantes autônomos.

No entanto, de forma geral, seus benefícios também são:

  • simples de instalar, remover e substituir;
  • fáceis de pintar com uma tinta adequada;
  • impermeáveis quando recebem o tratamento correto.

Por sua vez, as desvantagens são a necessidade de manutenção periódico, especialmente no caso das madeiras naturais. Além disso, podem se tornar combustível para chamas.

Bambu

O uso do bambu já foi muito comum nas construções tradicionais da China e no Japão. No entanto, com a popularização dos estilos minimalistas orientais e do comfy, os forros fabricados com ele vem sendo trazidos como uma novidade sofisticada. Eles podem ser utilizados tanto nos ambientes internos quanto externos.

Sua principal vantagem é justamente a exclusividade de poucas pessoas o utilizarem, além de remeter à natureza e criar um ambiente aconchegante. Além disso, é relativamente barato. Todavia, a trama de bambu permite a passagem de luz, som e umidade. Então, nos ambientes internos, é importante instalar um isolante termoacústico eficiente, que seja também impermeável e pintado de cores semelhantes ao bambu para não prejudicar a beleza do forro.

PVC

O PVC é outro material muito popular para forro, equiparando talvez ao gesso e aos compensados de madeira. São muito demandados por um importante motivo: o custo total do investimento. Apesar de o material em si ser mais caro do que o gesso, não há necessidade praticamente nenhuma de manutenção e, nos negócios, não é preciso parar as operações até que a instalação seja concluída.

As peças são muito mais econômicas do que a maioria das opções, a instalação não demanda muitos materiais nem mão de obra especializada, a resistência mecânica e a impermeabilidade são razoáveis e a substituição, muito simples. Também, não sofrem com deterioração causada por ataques de insetos e fungos.

No entanto, não são considerados esteticamente atraentes e passam uma mensagem de pouca sofisticação. Então, são ideais quando o foco da estratégia de forramento é apenas a funcionalidade aliada ao baixo custo.

Ademais, não apresentam uma boa capacidade de isolar sons e bloquear a transmissão de calor. Então, para criar um ambiente mais eficiente nesses pontos, deverão ser complementados por isolantes.

Placas de isolante térmico

Uma alternativa é a utilização de placas de isolantes térmicos em vez de utilizar os materiais acima. Isso apresenta a vantagem de, em uma única ação, você lidar com dois problemas de uma construção: a falta de forramento e o desconforto térmico.

Hoje em dia, há dezenas de isolantes no mercado, cada qual com suas vantagens e desvantagens. Vamos falar das principais a seguir:

  • lã de vidro — material fibroso feito a partir da submissão da sílica a altos gradientes de pressão e temperatura. Tem boa eficiência no isolamento termoacústico, mas não apresenta os benefícios de impermeabilidade e bloqueio de todas as formas de transmissão de calor;
  • lã de rocha — fabricado da mesma forma que a anterior, mas utilizando como matéria-prima as rochas adiabáticas. Conta com características bem semelhantes;
  • isopor — sem uma proteção devida, apesar de extremamente eficiente e versátil, é um material frágil;
  • 3TC — constitui-se de um núcleo de poliestireno expandido coberto por duas lâminas de polímeros refletores. Além de bloquear com alta eficiência todas as formas de transmissão de calor, tem vantagens adicionais em relação à impermeabilidade, proteção contra o fogo, entre outros.

Aplicação do forro

A aplicação do forro depende bastante do tipo do material e dos métodos empregados pelo fornecedor. Em geral, as seguintes técnicas podem ser empregadas

Instalação modular

Em vez de aplicar peças inteiras para o forramento, elas são divididas em fragmentos menores, os quais serão encaixados no local. A aplicação pode ocorrer de diversas formas dentro dessa técnica:

  • cada módulo pode ser amarrado ou colado ao teto, à laje ou à subcobertura;
  • uma armação metálica pode ser pregada nas paredes e as placas de forro encaixadas na estrutura;
  • estruturas de instalação podem ser embutidas nas paredes, sendo o encaixe entre os módulos feito sob a pressão de uma peça na outra.

Instalação tradicional

Aqui, o forro pode ser construído in loco ou haver a instalação de uma peça inteiriça. Assim como no caso anterior, esta metodologia de instalação poderá ser aplicada de diversas formas de acordo com as necessidades do material escolhido para o forro, como

  • uma das técnicas mais comuns é a amarração, em que a peça do forro é amarrada a fios instalados na cobertura da construção. Isso é muito utilizado nas aplicações de grandes peças de gesso;
  • a colagem consiste na aplicação de uma substância adesiva capaz de se fixar tanto no material da construção quanto no forro. É mais comum quando as peças apresentam um peso mais leve, o que reduz a pressão da gravidade sobre a cola;
  • pregagem, em que as peças são instaladas com pregos em vigas ou diretamente no teto, ou telhado;
  • encaixe nos casos em que a superfície superior das paredes fiquem expostas e elas puderem suportar peso do forro. Então, as peças podem ser amarradas ou pregadas para evitar a movimentação.

Escolha o tipo de forro ideal

O forro deve ser sempre escolhido de acordo com os objetivos funcionais e estéticos do projeto. Então, não caia em armadilhas de que um mesmo material poderá ser empregado em toda e qualquer construção.

Por exemplo, vamos falar do 3TC que é um insumo que temos bastante propriedade para falar. Nem sempre ele poderá ser usado como forro. Caso o estilo do projeto exija materiais mais específicos, como o bambu e a madeira, ele poderá ser usado como subcobertura para complementar a eficiência termoacústica do forro, mas não vai substituí-lo.

No entanto, nas situações de forros modulares com armação metálica, acreditamos que é a melhor opção, pois se solucionam diversos problemas em um único investimento. Portanto, em qualquer caso, sempre avalie as prioridades do projeto e planeje um forramento que atinja de forma estratégica a maior parte delas.

Consequências de não ter forro

Prejuízo estético

Frequentemente, o reboco da cobertura não é suficiente para dar um acabamento estético de excelência. Então, para conquistar a excelência, é importantíssimo forrá-lo com um material bonito e harmonizado com toda a linguagem arquitetônica dos demais elementos.

Menor eficiência termoacústica da construção

Em muitas construções, o material utilizado no telhado ou na laje não apresenta uma boa capacidade de proteger as estruturas da incidência de calor. Esse é o caso das telhas metálicas, de fibrocimento ou de polímeros plásticos. Mesmos em situações em que as peças protegem razoavelmente, como os tijolos e o concreto, um forro isolante eficiente pode complementar ainda mais essa característica e trazer uma construção altamente confortável.

Acúmulo de animais e sujidades

O espaço entre o telhado e o plano superior das paredes é muito difícil de limpar. Portanto, pode acumular diversos tipos de detritos, além de hospedar insetos e parasitas. Tudo isso traz bastante transtorno para os usuários da construção.

Maior vulnerabilidade à umidade

Quando se tem um forro para proteger o ambiente interno, há uma barreira importante contra a umidade que chega do telhado. Isso ajuda a proteger tanto contra os danos dos vapores de água (os quais também comprometem a eficiência térmica) quanto pela ação das colunas de água durante as chuvas.

Portanto, agora que você sabe que há diferentes tipos de forro, estará preparado para escolher o melhor para o seu projeto ou de um cliente. Analise as vantagens e desvantagens de cada um deles para que os objetivos finais da estratégia sejam conquistados para a total satisfação de todos os usuários da construção. Em todos os casos, não deixe de pensar no conforto termoacústico que a opção certa entre os tipos de forro disponíveis, pode proporcionar.

Então, você já tem um forro na sua construção? Se sim, está pensando em substituir? Comente aqui com a gente como nossas dicas o ajudaram!

Um monumento muito conhecido e admirado tanto no Brasil como no mundo é a Igreja São Francisco de Assis, mais conhecida como a Igrejinha da Pampulha. Ela é um dos principais cartões-postais da cidade de Belo Horizonte e inclusive leva o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco em 2016. Além disso, também foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN.

A igreja foi inaugurada em 1943 e foi encomendada pelo prefeito de Belo Horizonte, que na época era Juscelino Kubitschek. Ela foi um dos primeiros projetos do arquiteto Oscar Niemeyer e auxiliou em seu futuro reconhecimento nacional e internacional. Além de obras de Cândido Portinari, os jardins foram projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx. Quer saber mais sobre esse monumento? Então, continue a leitura!

Por que foram realizadas obras na Igrejinha da Pampulha?

As obras realizadas na igrejinha da Pampulha tiveram como principal objetivo cumprir o compromisso com a Unesco e manter o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. A igreja foi fechada em dezembro de 2017, as obras começaram em junho de 2018 e terminaram no fim de 2019, podendo-se agendar casamentos na igreja a partir de janeiro de 2020.

Um fator que impulsionou as obras civis foi a existência de infiltrações que estavam colocando em risco as diversas obras de arte existentes. Sendo assim, os serviços previstos na obra incluíam recuperar juntas de dilatação, substituir os painéis de madeira, impermeabilizar, realizar novas instalações elétricas e cabeamento estruturado, além da substituição de pastilhas.

Diante da necessidade de solucionar as infiltrações de vez, o forro e teto foram refeitos, visando garantir segurança à estrutura da igrejinha da Pampulha e também às obras de arte que nela se encontram, como, por exemplo, um painel único de Portinari, assim como demais quadros de sua autoria, que recriam diversas cenas da via-sacra.

A igrejinha também contou com outros artistas em seu processo de concepção e construção, como Alfredo Ceschiatti e Paulo Werneck. Essas obras de arte estavam sendo danificadas pelas manifestações patológicas e problemas encontrados na igreja. Inclusive, por essa situação, os painéis e quadros precisaram ser retiradas e encaminhadas para restauração.

Por que foi necessário substituir o forro e aplicar o sistema de isolamento 3TC?

Durante a execução das obras civis foram encontrados pontos de infiltração resultantes da água da chuva e foi necessário desmontar todo o forro de madeira que revestia a estrutura de concreto. Diante desse cenário, o sistema de isolamento 3TC foi especificado para a obra visando resolver dois problemas principais: isolamento térmico e umidade.

A estrutura da igrejinha da Pampulha é em concreto armado, ou seja, é uma estrutura que consiste na junção de dois materiais: o concreto e o aço. Esse sistema construtivo é muito resistente e permitiu a execução das formas pensadas e projetadas por Oscar Niemeyer.

Contudo, existem alguns pontos desafiadores relacionados com o controle da temperatura devido à absorção do calor e os impactos da umidade em decorrência da característica do concreto. Como a estrutura da igreja é em arco, esses problemas foram ainda mais impactantes.

Como o sistema de isolamento 3TC resolveu os problemas de infiltração e isolamento?

Devido às diversas obras de arte presentes na igrejinha da Pampulha, é essencial controlar a temperatura e umidade para não afetá-las e danificá-las. Por isso, a igrejinha já passou por diversas restaurações desde sua inauguração e já foram utilizadas diversas técnicas de isolamento térmico, visando resolver esse mesmo problema.

Na obra realizada entre 2018 e 2019, a tecnologia de isolamento XPS foi substituída pelo sistema de isolamento térmico 3TC que apresenta controle das três formas de transferência de calor — radiação, convecção e condução — e também de impactos da umidade no ambiente interno da igreja.

A tecnologia XPS consistia em placas rígidas e, por isso, apresentava problemas no controle da umidade e também na flexibilidade, uma vez que por sua rigidez se quebravam diante da curvatura necessária e não eram capazes de proporcionar um isolamento uniforme e contínuo na estrutura em arco.

Processo de reforma e melhorias proporcionadas pelo isolamento 3TC

Ao substituir o sistema XPS pela tecnologia 3TC, foi possível controlar a transferência de calor e impactos da umidade de forma contínua, seguindo o isolamento em arco, uma vez que o material que compõe o sistema 3TC não é rígido, sendo capaz de acompanhar formatos diferenciados de maneira uniforme, como era necessário na igreja e que ainda não havia sido alcançado.

Como citamos, a estruturação interna da igreja conta com forros de madeira. A fixação destes conta com barrotes de diferentes comprimentos, resultando em uma estrutura em cone. Sendo assim, a estrutura de isolamento precisa se adaptar a esse formato diferenciado, possibilitando que o melhor isolamento térmico contínuo e que o controle de umidade e de transferência de calor sejam alcançados.

Em geral, acredita-se que quanto maior a espessura e a densidade, maior o desempenho acústico e conforto térmico, entretanto isso não é verdade quando analisa-se as 3 formas de transferência de calor. Agora, a temperatura interna não será afetada pela externa, de forma similar ao resultado proporcionado por uma garrafa térmica.

Mesmo sendo uma construção da década de quarenta, após a reforma a igrejinha passou a contar com uma tecnologia desenvolvida pela Nasa, que é aplicada tanto nas roupas dos astronautas, como nas estações espaciais. Essa tecnologia consegue controlar a temperatura e umidade, assim como alcança a manutenção da climatização e a versatilidade do formato em arco.

É muito interessante e importante destacar que mesmo sendo uma tecnologia criada pela Nasa e aplicada em uma obra tão significativa e relevante como a Igrejinha da Pampulha, o isolamento térmico 3TC é uma solução acessível e possível para qualquer obra ou pessoa.

Sendo assim, essas melhorias, benefícios e a durabilidade do sistema 3TC não estão restritos apenas às edificações como a Igrejinha da Pampulha e podem ser experimentados em qualquer local, independentemente do tamanho e das características.

Gostou desse texto? Então, agora que você sabe de todas essas informações, compartilhe em suas redes sociais para que mais pessoas conheçam a história da Igrejinha da Pampulha e sobre as melhorias e benefícios proporcionados pelo isolamento térmico 3TC.

Pesquisadores da Holanda desenvolveram um concreto que consegue consertar suas próprias rachaduras

Na 3TC Isolamento valorizamos a inovação e desenvolvimento de novas tecnologias, principalmente as que trazem sustentabilidade e solução para problemas existentes na construção civil. Essa semana começaremos uma série de postagens apresentando novas tecnologias que estão em desenvolvimento pelo mundo e que podem em breve compor a construção civil aqui mesmo no Brasil. O 3TC mesmo é uma tecnologia nova, está apenas há 2 anos e meio em atividade fabril no país, e por isso valorizamos e gostamos de conhecer novas tecnologias, e, quem sabe, um dia sermos os responsáveis pela homologação delas em território nacional. Nessa semana falaremos do BioConcreto, uma tecnologia muito promissora.

Pesquisadores da Universidade Técnica de Delft, na Holanda, desenvolveram um composto de concreto que pode preencher falhas, rachaduras e fissuras usando bactérias especiais. O concreto é o material da construção civil mais utilizado no mundo todo, extremamente importante em obras de pequena ou larga escala, mas é propenso a rachaduras. Dessa forma ele precisa ser reforçado com aço e, em alguns casos, fixado ou substituído quando as rachaduras comprometem a estrutura. O projeto é liderado por dois pesquisadores: Henk Jonkers, um microbiologista e Eric Schlangen, especializado em desenvolvimento de concreto. Eles vêm trabalhando há vários anos nessa tecnologia de concreto que consegue se auto reparar, tentando abordar esse problema de maneira sustentável.

Durante o teste foram misturadas bactérias em uma pasta de cimento e após um mês eles encontraram os esporos de três bactérias específicas ainda estavam viáveis. Os pesquisadores então adicionaram uma bactéria inofensiva conhecida como Bacillus genus ao concreto que permaneceu dormente até entrar em contato com a água. As bactérias usaram os nutrientes que os pesquisadores incorporaram no cimento (lactato de cálcio – um componente do leite).

Bio Concreto

De acordo com o Dr. Jonkers: “No laboratório temos sido capazes de mostrar a cicatrização de fissuras com uma largura de 0,5 mm e agora estamos aumentando a nossa capacidade. Precisamos de uma quantidade significativa do agente de auto repara para começar a fazer testes ao ar livre, em diferentes construções, diferentes tipos de concreto para ver se este conceito realmente funcionará na prática” afirmou o pesquisador. Assista o vídeo com os pesquisadores explicando a tecnologia:

O principal desafio do projeto concreto de auto reparo é assegurar que o as bactérias possam sobreviver ao processo de mistura. Para isso, os pesquisadores tiveram que revestir as partículas do agente de cura, que ainda é um processo caro mas esperam que nos próximos 6 meses o custo disso seja reduzido drasticamente. Após esse tempo uma nova série de testes deve começar – desta vez fora do laboratório e em condições reais. Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas no site da Universidade Técnica de Delft.

Encontrar informação de qualidade sobre determinado assunto nem sempre é fácil, mesmo com a internet. Foi o que fez com que engenheiros civis começassem seus próprios blogs.

Criar conteúdos relevantes, disponibilizar informações difíceis de serem encontradas em outros sites e vontade de mostrar seus conhecimentos são alguns motivos que profissionais encontram para começar blogs sobre suas profissões. Um dos nichos crescentes são blogs sobre engenharia e, no caso desse 3 dicas, sobre a Engenharia Civil, área que acompanha todas as etapas de uma construção ou reforma.

O acompanhamento profissional durante uma construção é essencial e são os engenheiros civis que vão projetar, gerenciar e executar a obra para que tudo ocorra de forma regulamentada e segura.

Se você tem dúvidas sobre a área, é um estudante ou interessado no assunto, selecionamos 3 blogs que vão te informar melhor sobre esse campo de conhecimento.

 

Engenheiro No Canteiro

O blog Engenheiro no Canteiro foi criado pelos engenheiros civis Antônio Jorge Abrahão Júnior, Fábio Karklis Diniz e Giuliano Tognetti no início de 2015 com o objetivo de divulgar conhecimento técnico confiável e bem explicado sobre a área. Dessa forma, o blog disponibiliza notícias de qualidade sobre construção civil, com dicas fáceis, respostas para dúvidas do dia a dia.

Incluindo um glossário sobre termos técnicos, informações sobre materiais de construção, revestimentos, instalações, vistorias, dentre outros, o Engenheiro No Canteiro também possui um canal no Youtube com vídeos sobre o curso, o mercado de trabalho e outros aspectos importantes da Engenharia Civil.

 

Engenharia Civil Diária

Idealizado pela engenheira civil Alessandra Rodrigues, o blog Engenharia Civil Diária, como o próprio nome fala, tem o objetivo de mostrar um pouco da vida diária desses profissionais. Mostrando que mulher também entende e muito de engenharia, os posts trazem notícias sobre construções, novas tecnologias, curiosidades com uma linguagem prática e rápida.

Desde 2015 o blog traz posts desde como fazer um cronograma para uma obra até fatos históricos sobre a Engenharia Civil e edificações famosas. Nas abas também é possível encontrar o conteúdo dividido por tópicos, incluindo uma sessão “Pergunte ao engenheiro!”. Para acompanhar tudo, basta assinar a newsletter e o Facebook do Engenharia Civil Diária.

 

O Engenheiro Civil

Ao procurar um canal que oferecesse conteúdos sobre construção civil com qualidade, simples e objetivos, os engenheiros Felipe Genovez e Leandro Tersariol, perceberam que não havia muitas opções disponíveis na internet. Resolveram então criar O Engenheiro Civil, blog que compila as últimas novidades na área de construção no Brasil e mundo.

Voltado para estudantes e profissionais da área, O Engenheiro Civil ainda tem poucos posts, mas traz conteúdos ilustrados e divididos em tópicos bem explicativos sobre construções e áreas correlatas.

Além desses sites, é possível encontrar muito conteúdo em blogs já desativados como o Blog da Engenharia Civil e em blogs feitos por alunos de faculdades, como o Blog do PET-Civil da UFJF e o Civilização Engenheira da UFC.

Gostou das sugestões? Se você também tem algum blog sobre Engenharia Civil para indicar ou quer começar o seu, conta pra gente no nosso Facebook. Aproveita também pra conferir os outros posts 3 dicas que já fizemos.

Brasil fica em 4º Lugar, demonstrando crescimento das construções sustentáveis no país.

A U.S. Green Building Council (USGBC) anunciou que o Brasil está em quarto lugar na lista dos 10 principais países para a certificação LEED, o sistema de classificação de construções sustentáveis mais amplamente usado e reconhecido do mundo. A lista com os 10 maiores destaca países de fora dos EUA que estão fazendo esforços significativos em transformação, construção e design de edificações sustentável, ilustrando a demanda internacional cada vez mais crescente por construções sustentáveis LEED. O anúncio vem em um momento de foco internacional ampliado em mitigação de mudanças climáticas como prévia às negociações sobre o clima COP21 das Nações Unidas, em dezembro deste ano.

O 3TC é uma tecnologia que já foi responsável pela eficiência energética em diversas construções pelo mundo que possuem a certificação do USGBC. A VA Corp, empresa que patenteou e gerencia esta tecnologia no Brasil, está empenhada a melhorar a cultura da construção civil relacionada ao isolamento térmico e eficiência energética no Brasil.

“Ao manter uma sólida posição de liderança nos movimentos de sustentabilidade ambiental e construções sustentáveis com base no uso ampliado de LEED, o Brasil está mostrando ao mundo que é possível buscar o crescimento econômico e desenvolvimento sem sacrificar um comprometimento com a proteção do planeta que nós compartilhamos”, declarou Rick Fedrizzi, CEO e fundador da USGBC. “Como uma das forças econômicas em alta no novo século, o movimento de sustentabilidade brasileiro está ajudando a demarcar um caminho novo, mais igualitário e responsável frente ao progresso social e econômico.”

O Brasil é um dos três países do BRIC a entrar na lista dos 10 principais países em 2015, e seu mercado substancial e em crescimento para construções sustentáveis demonstram que uma das forças econômicas emergentes mais importantes da comunidade internacional está buscando ativamente meios para garantir que seu crescimento econômico é sustentável e responsável. O Brasil também chegou às manchetes internacionais no ano passado quando creditou-se por ter a maior queda em emissões de gases do efeito estufa do mundo com base em seus esforços bem-sucedidos para combater o desflorestamento. O surgimento do Brasil como um país de ponta no movimento de sustentabilidade tem o potencial de despertar o crescimento no mercado para a certificação LEED na América Central e do Sul devido à posição do Brasil como modelo político e econômico regional aos seus países vizinhos.

Os 10 países que compõem a lista para 2015 são geográfica e culturalmente diversificados, representando sete das 20 maiores economias do mundo por nação, de acordo com seu produto interno bruto (PIB) (China, Alemanha, Brasil, Índia, Canadá, Coreia do Sul e Turquia), bem como seis dos 11 maiores emissores de gases estufa (China, Índia, Alemanha, Coreia do Sul, Canadá e Brasil).

A análise usada para desenvolver a lista classifica os países em termos de metros quadrados brutos (GSM) e número de projetos LEED até o momento. Os espaços certificados com LEED usam menos energia e recursos de água, economizam dinheiro para as famílias, empresas e contribuintes, reduzem as emissões de carbono e criam um ambiente mais saudável para residentes, funcionários e a comunidade como um todo. Os Estados Unidos, local de nascimento do LEED, não estão incluídos nessa lista, mas continuam sendo o maior mercado do mundo para o LEED. Os EUA são a maior economia do mundo por PIB, bem como o segundo maior emissor de gases do efeito estufa do mundo.

A classificação completa é a seguinte:

  1. Canadá
  2. China
  3. Índia
  4. Brasil
  5. República da Coreia
  6. Alemanha
  7. Taiwan
  8. Emirados Árabes Unidos
  9. Turquia
  10. Suíça

Os EUA não estão oficialmente nomeados nesta lista, mas permanecem como o maior mercado do mundo para construções sustentáveis.