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Nos climas de verão e de primavera em países tropicais, as pessoas buscam soluções de como amenizar o calor o tempo todo. Afinal, as altas temperaturas se tornam desconfortáveis e, em alguns casos, insalubres. Isso compromete a saúde, o bem-estar e a produtividade das pessoas.

Felizmente, há diversas estratégias para reduzir o efeito das altas temperaturas nas edificações e, assim, melhorar o conforto térmico de seus usuários. Quer saber mais? Acompanhe!

Efeitos do excesso de calor e por que devemos amenizá-lo?

Quem viveu as últimas décadas já deve ter notado que a temperatura nas cidades fica cada vez mais alta, isso não é apenas uma impressão, realmente alguns fenômenos climáticos atuaram para deixar o clima ainda mais quente, como a impermeabilização do solo e as ilhas de calor.

As ilhas de calor ocorrem quando as cidades começam a perder seus espaços verdes, que são importantes reguladores térmicos. Além de impedir a incidência direta dos raios de sol, que aquecem o solo, as árvores apresentam processos fisiológicos capazes de mitigar o calor.

A transpiração traz vapores resfriados das camadas mais profundas do solo para a superfície, reduzindo a temperatura local. A fotossíntese pega parte da energia calorífica e transforma em energia química.

Soma-se a isso a impermeabilização do solo com materiais asfálticos, que refletem grande parte da radiação solar de volta para o meio. O solo natural, por sua vez, absorve grande parte dessa energia e a utiliza para controlar a umidade. Com isso, a energia calorífica se dissipa em outros processos em vez de aquecer o ambiente.

Tudo isso faz com que as cidades fiquem com uma temperatura média muito elevada em comparação ao seu entorno. Isso dificulta a circulação do ar, provocando as famosas ilhas de calor. Portanto, à medida que as plantas forem eliminadas das cidades, a tendência é que a temperatura só aumente.

No entanto, a correção desses problemas fica por conta do poder público ― que pode ser muito lento. Então, é imprescindível que você invista em estratégias dentro das suas construções, como a inserção de áreas verdes, a instalação de isolantes termoacústicos eficientes, entre outras.

Tudo isso tem um impacto econômico muito grande, pois o excesso de calor tem efeitos negativos em diversas áreas da vida e da atividade humana. Vamos falar mais disso a seguir!

Comprometimento da saúde

O nosso organismo necessita de uma regulação térmica muito eficiente, pois todos os processos somente ocorrem com eficiência em uma faixa estreita de temperatura interna ― entre 35º e 37º. Fora disso, ele interpreta que estamos sob risco e tomará medidas para regular a temperatura.

Para isso, temos diversos “termômetros” internos para analisar a temperatura do meio. Geralmente, eles ficam estáveis quando o ambiente está entre 20º e 28º. Assim, todos os nossos processos fisiológicos normais dão conta de manter a temperatura interna. No entanto, fora dessa faixa, eles enviam uma mensagem para o nosso cérebro de que há um risco eminente.

Então, diversas respostas começam a ser ativadas para manter a temperatura interna estável. No frio, as reações mais comuns são os calafrios. No excesso de calor, ocorrem a dilatação dos vasos sanguíneos da pele, o suor, a inquietação e a aceleração do ritmo da respiração. São tentativas do nosso corpo de dissipar a energia.

Então, quando uma pessoa fica mais agitada e desconcentrada por conta do calor, não é algo que ela possa controlar racionalmente. Diversos eventos hormonais e neurais estão afetando sua cognição.

Em casos mais graves, o excesso de calor pode causar desidratação grave e a hipertermia. Essas situações são extremamente perigosas para idosos, crianças e pessoas doentes, podendo levar ao óbito. Por essa razão, hospitais, escolas, creches e casas de repouso precisam ter um controle da temperatura ambiental muito severo.

No ambiente de trabalho, há efeitos igualmente negativos. De acordo com o Manual MSD para Profissionais de Saúde, os problemas causados pelo calor tem gerado uma alta taxa de adoecimento na população jovem e adulta nos Estados Unidos, como distúrbios musculares e neurológicos.

Um problema muito comum é a fadiga por calor, que ocorre após a realização de trabalhos pesados em um ambiente quente. Com isso, os colaboradores podem apresentar sinais de exaustão, aceleração dos batimentos cardíacos, respiração ofegante e tontura.

Portanto, o que temos percebido atualmente é um aumento do absenteísmo devido a patologias relacionadas ao calor. Assim, investir em regulação térmica se torna uma medida importante para reduzir custos com o afastamento do trabalho.

Desconforto

Entretanto, a situação mais comum gerada pelo calor é o desconforto. Como explicamos, os processos fisiológicos são incontroláveis pela pessoa e eles demandam que ela tome medidas para regular a temperatura. Assim, surge a sensação de desconforto de estar naquele ambiente.

O suor impregna na pele e na roupa, sendo preciso ficar abanando ou utilizar ventiladores para fazê-lo evaporar. A respiração acelerada gera uma sensação de ansiedade por um espaço aberto. Enfim, todo o nosso corpo nos convida a sair do local. Consequentemente, a nossa mente racional associa valores negativos àquela experiência.

Desse modo, uma empresa que não mantém um bom controle da temperatura apresenta um risco elevado de insatisfação dos colaboradores. Com isso, mesmo que o salário seja bom, eles podem considerar o ambiente insalubre e procurar outro empregador. Assim, sua empresa pode perder os melhores talentos.

Ademais, tudo isso compromete a sua relação com o cliente. Imerso em sensações negativas e em um senso de urgência para sair do local, as chances de ele fechar um negócio são mínimas, ainda que as condições sejam boas. Por isso, você precisa pensar na experiência do cliente de forma holística, incluindo as condições ambientais.

Menor produtividade

A produtividade humana está intimamente ligada às funções executivas da nossa cognição, como:

  • foco: capacidade de ignorar os estímulos externos e internos;
  • atenção: capacidade de perceber os mínimos detalhes de uma tarefa;
  • inteligência: capacidade de associar e interpretar dados para produzir informações novas;
  • resolução de problemas e planejamento: capacidade de reconhecer os recursos disponíveis para resolver desafios;
  • memória de trabalho: capacidade de reter informações a curto prazo para utilizá-las em tarefas, entre outras.

Diante do estímulo do calor, o nosso cérebro sequestra grande parte da energia disponível para tarefas e a direciona para os centros de regulação de temperatura. Afinal, ele está interpretando que a nossa sobrevivência está em risco. Então, as consequências para a produtividade são enormes:

  • uma menor atenção provoca mais erros e aumenta a necessidade de retrabalho;
  • a falta de foco e uma memória de trabalho reduzida aumentam o tempo de execução de uma tarefa;
  • a redução temporária da inteligência e do planejamento gera resultados medíocres.

Então, o conforto térmico não é apenas uma questão de deixar os colaboradores mais satisfeitos. Ele tem um impacto direto sobre a eficiência.

Inconformidade com a lei

Além disso, no Brasil, temos diversas regras de ergonomia no ambiente de trabalho que devem ser seguidas pelas empresas. Caso contrário, elas estão sujeitas a multas e outras penalidades. Para evitar isso, é importante seguir as recomendações das Normas Regulamentadoras da Secretaria do Trabalho e da Previdência.

A NR17 regula todo o trabalho que é realizado dentro de ambientes fechados, como escritórios, consultórios e manufaturas. Entre as medidas mais importantes, está a manutenção da temperatura efetiva entre 20º e 23º. Ou seja, não basta que o ar-condicionado esteja ligado nessa potência, é preciso que os termômetros registrem esse valor em todos os pontos do cômodo uniformemente.

Já as normas internacionais da ISO, essenciais para quem quer conquistar um selo de qualidade, recomendam que a temperatura efetiva esteja entre 20º e 24ºC no verão e entre 23º e 26ºC no inverno.

No entanto, em algumas atividades mais específicas, como manuseio de caldeiras e fornalhas, é difícil manter essa faixa. Por isso, a NR15 considera a temperatura ambiental para definir a insalubridade de um trabalho.

No caso de trabalhos contínuos leves, a temperatura não pode ultrapassar 30ºC. Já no caso de atividades moderadas, o limite é 26,7ºC e, nas pesadas, 25ºC. Em tarefas que apresentam um tempo de descanso, o teto de aceitação é maior.

Por exemplo, as atividades pesadas que alternam 15 minutos de ação com 45 minutos de descanso podem ser executadas em temperaturas entre 28º e 30ºC. Confira o anexo III da NR15 para conhecer todos os casos.

Diante disso, se você não mantiver um bom controle de temperatura, será preciso aumentar o tempo de descanso dos colaboradores. Senão, o trabalho será considerado insalubre com todas as repercussões para a folha de pagamento, indenizações e tempo de trabalho para aposentadoria.

Em qualquer situação, porém, é totalmente proibido o trabalho nas seguintes faixas de temperatura:

  • atividades leves: acima de 32,2ºC;
  • moderadas: acima de 31,1ºC;
  • pesadas: acima de 30ºC.

Nesses casos, é imprescindível investir em medidas de controle de temperatura. Senão, as operações deverão ser suspensas.

Redução da vida útil de equipamentos

Além de prejudicar a mão de obra humana, o excesso de calor é extremamente danoso para os equipamentos ― especialmente, os eletrônicos. Então, se você mantém computadores, servidores ou máquinas com controle computadorizado, é preciso controlar a temperatura a fim de aumentar a suas vidas úteis.

Afinal, esses equipamentos trabalham com circuitos elétricos muito sensíveis e processadores que geram muito calor. Quando eles atingem determinadas temperaturas, a peça literalmente queima e perde toda sua funcionalidade.

Como amenizar o calor das edificações sem ar-condicionado?

Na maioria das vezes, é possível manter a temperatura dos ambientes em níveis saudáveis sem a utilização de equipamentos de ar-condicionado. Para isso, é necessário aumentar a eficiência térmica da construção com técnicas arquitetônicas, uso de materiais adequados e isolantes térmicos.

Isso traz muita economia a longo prazo, mesmo que o investimento inicial seja mais alto. Afinal, o ar-condicionado é o principal vilão do consumo de energia elétrica em todas as empresas.

Criar áreas verdes internas e externas

Hoje em dia, a arquitetura verde tem ganhado muito espaço. Como explicamos acima, as plantas e a terra apresentam processos que ajudam na regulação da temperatura ambiente. Com as técnicas atuais, é possível criar áreas verdes mesmo em pisos sem contato com o solo.

Então, quando você implementa jardins internos, é possível reduzir, em alguns décimos, o calor interno. Outra medida interessante é a utilização de canteiros externos com árvores com copas maiores. Além dos benefícios acima, elas funcionam como uma barreira física para a incidência de raios solares sobre a construção.

Utilizar uma decoração mais clara

As cores escuras apresentam uma maior capacidade de absorção da radiação solar. Consequentemente, esses objetos se aquecem com mais facilidade e provocam o aumento da temperatura do ambiente. Já os claros refletem as ondas de calor e devolvem parte delas para o meio externo.

Assim, o ideal é que as fachadas, os telhados industriais e as paredes sejam todas pintadas de cores claras, preferencialmente, o branco.

Melhorar a ventilação do ambiente

Um dos processos relacionados à transmissão de calor é a convecção. A partir dela, o ar mais quente fica mais leve e é direcionado para cima. Por sua vez, o ar mais frio — mais denso — desce em direção ao piso. Isso garante o conforto de quem está nas estações de trabalho.

No entanto, quando não há a ventilação adequada, não há a vazão do ar quente para fora do ambiente e a temperatura fica cada vez mais alta. Por isso, o ambiente deve ser bem dimensionado nesse sentido.

As janelas devem ficar sempre mais altas para aproveitar o movimento natural do ar aquecido. Em indústrias e comércios, também pode ser necessária a instalação de exaustores no teto.

Todavia, neste caso, o telhado deve receber um bom sistema de isolamento para evitar que a radiação do sol aqueça o constantemente o ar mais alto, evitando que a convecção seja utilizada em benefício do conforto térmico. Assim, ela acaba se tornando também um vilão.

Ademais, a sensação individual de calor não está ligada somente à temperatura em si, mas também à ventilação. A circulação de ar permite que o suor evapore e reduza a temperatura corporal.

Investir em isolamento térmico

Por fim, não podemos deixar de falar de uma das medidas mais eficientes para o conforto térmico no design de interiores ― o isolamento térmico. Esses materiais são capazes de atuar sobre os processos de transmissão de energia calorífica e impedir que eles aqueçam a construção.

A grande vantagem é que ele não atua somente sobre o excesso de calor, mas mantém temperaturas agradáveis independentemente do clima. Por serem tão importantes, falaremos mais sobre eles mais adiante.

Cuidados com o corpo para amenizar altas temperaturas

Além das medidas ambientais, há outras ações essenciais para reduzir os efeitos do calor sobre o nosso corpo. Nesse sentido, todas as pessoas deverão tomá-las individualmente e o papel da gestão da empresa será oferecer todas as condições para os colaboradores as efetivem.

Roupas mais frescas

Caso sua empresa exija o uso de uniformes, é importante escolher tecidos adequados para o calor ambiental. Nesse caso, as malhas mais finas, feitas com fibras de algodão, são uma excelente opção.

Esse material absorve o suor e ajuda na evaporação dele. Devem-se evitar tecidos sintéticos pouco permeáveis, pois eles impedem a evaporação da transpiração e aumentam o desconforto. Em relação à cor, dê preferência aos tons claros, pois eles absorvem menos radiação.

Hidratação

A desidratação é a principal doença relacionada ao calor, sendo uma causa frequente de absenteísmo. Em locais quentes, a necessidade de hidratação pode chegar a 3 litros de água todos os dias. Por isso, é importante deixar bebedouros disponíveis em todos os locais de trabalho e fornecedor garrafinhas para que os colaboradores possam tomar líquidos durante a execução das tarefas.

Como proteger-se do clima em qualquer temperatura

Para compreender o funcionamento de um isolante térmico, é preciso também conhecer as diferentes formas de transmissão da energia calorífica:

  • condução: esse é o mais intuitivo para nós. Ocorre quando os objetos entram em contato físico e aquele com maior temperatura transfere energia para o de menor temperatura. Ocorre, por exemplo, quando o motor de um equipamento aquece o solo ao redor, quando as estruturas de uma construção transmitem a energia recebida do sol ou pelo contato das massas de ar com os edifícios;
  • convecção: o ar muda de volume rapidamente de acordo com a temperatura. Quando recebe calor, ele se expande e fica menos denso. Então, se direciona para cima. A massa de ar mais fria, por sua vez, vai para baixo;
  • radiação: esse processo acontece à distância, isto é, não é preciso que a fonte de calor esteja próxima aos objetos. Ela emana radiação infravermelha, que aumenta a agitação das partículas das estruturas, gerando um aumento de temperatura. O caso mais clássico é o aquecimento provocado pela radiação solar. No entanto, também pode ocorrer internamente devido às lâmpadas, fornos e aos motores.

Os isolantes térmicos são materiais ou equipamentos capazes de reduzir um ou mais desses três processos. Tudo dependerá do tipo escolhido. Falaremos dos principais a seguir.

Lã de vidro

Essa lã é fabricada a partir da sílica ― a mesma matéria-prima utilizada para o vidro. No entanto, ela passa por um processo de produção diferenciado em que é submetida a altas diferenças de pressão e temperatura. Com isso, é possível formar fibras altamente maleáveis, resistentes ao estresse mecânico e ao fogo.

Ela apresenta uma alta capacidade de impedir a condução de calor. No entanto, não atua sobre a radiação ― que representa 90% da energia calorífica que incide sobre uma construção. Por essa razão, é relativamente ineficiente em comparação a materiais mais modernos.

Lã de rocha

A lã de rocha é muito semelhante à lã de vidro tanto em relação às vantagens quanto as desvantagens. No entanto, a matéria-prima utilizada é a diábase, um tipo de pedra vulcânica, que é submetida a altas diferenças de temperatura e pressão.

Lã de PET

A lã de PET é diferente dos modelos anteriores, pois é fabricada com material plástico ― usualmente reciclado. Apresenta a desvantagem de não ser tão potente no combate ao fogo e também não age sobre a radiação.

Isopor

Conhecido tecnicamente como poliestireno expandido (EPS), foi um dos primeiros materiais a ser utilizado no isolamento térmico industrial, pois era barato e eficiente. No entanto, apresentava o inconveniente de ser combustível para o fogo. Desse modo, pode ajudar na propagação de incêndios.

Felizmente, nos últimos anos, foram desenvolvidos processos de fabricação muito eficientes. Com isso, foi possível criar EPS altamente resistentes ao fogo, suportando temperaturas superiores a 800ºC. Apesar de isso ter feito o preço subir, tornou o material uma opção viável para todo o tipo de projeto.

Espumas de poliuretano

As espumas de isolamento são um material muito polêmico. Afinal, estiveram envolvidas em vários acidentes, como o da Boate Kiss em Santa Catarina. Sem o tratamento adequado, elas entram rapidamente em combustão e liberam um gás muito tóxico.

Além desse problema importante, não são tão resistentes mecanicamente. Então, diante de qualquer atrito ou risco, podem se romper. Como todos os casos acima, também só age sobre os processos de condução de calor.

Foils

Os foils funcionam de forma bem diferente dos isolantes anteriores, pois não agem sobre a condução, e sim sobre a radiação. São capazes de refletir grande parte da radiação calorífica de volta para o meio externo, evitando que os raios solares aqueçam as estruturas da construção. Como não agem sobre os outros processos de transmissão, não são tão eficientes quanto poderia.

3TC

Essa é uma tecnologia desenvolvida pela NASA com a finalidade de proteger os astronautas das diversas variações de temperatura do espaço. Por exemplo, as roupas espaciais são feitas com mantas de 3TC.

Para conseguir a máxima eficiência, a NASA uniu os melhores materiais que atuam sobre a radiação e a condução. Então, desenvolve um processo em que eles são aplicados juntos, na mesma peça.

Desse modo, o 3TC apresenta um núcleo de EPS, responsável por reduzir a condução de calor ao passo que há duas lâminas metálicas capazes de refletir grande parte da radiação. Então, atua sobre dois processos de transmissão, conquistando mais eficiência. Ele é versátil e pode ser instalado como manta térmica para paredes, pisos e telhados.

Quando utilizada no teto de ambientes fechados, as placas e as mantas de 3TC apresentam um grande diferencial de atuar também sobre a convecção. Por reduzirem o contato da massa de ar com o calor externo, elas impedem o seu aquecimento. Com isso, o ar quente pode ser eliminado pelas janelas e exaustores enquanto o ar mais frio é direcionado ao solo.

Agora que você já sabe como amenizar o calor, não deixe de aplicar essas medidas quanto antes. Os benefícios são variados: os colaboradores ficam mais produtivos e mais satisfeitos, os equipamentos duram mais e os problemas com a legislação de ergonomia térmica são eliminados.

Quer saber tudo sobre o conforto térmico nas edificações? Então, não deixe de conferir nosso guia completo sobre o tema! Com ele, você aprenderá mais sobre os tipos de isolantes térmicos e as diferentes aplicações nos mais diversos tipos de projeto!

A criação de animais inclui diversos fatores. É preciso se preocupar com aspectos como o espaço disponibilizado, o tipo de produção, a alimentação e assim por diante. Além desses pontos, entretanto, não dá para ignorar a necessária atenção ao ambiente. É nesse sentido em que surge o conforto térmico animal.

O conceito tem sido cada vez mais difundido e tem que ser aplicado do jeito certo para garantir o bem-estar dos animais. Com as técnicas adequadas, fica fácil obter os resultados necessários para uma criação segura e eficiente.

Para que não restem dúvidas, mostraremos qual é a importância do conforto térmico animal e quais são os pontos que exigem a sua atenção. Continue a leitura!

O que é conforto térmico animal?

O conforto térmico, de maneira geral, consiste em garantir as condições adequadas de temperatura para os seres em determinado ambiente. Ou seja, é necessário disponibilizar um espaço que não seja quente ou frio demais, de modo a não causar o que é conhecimento como estresse térmico.

Se para humanos essa questão já é importante, para animais é especialmente necessário. Em ambientes de produção animal, os bichos precisam estar dentro das condições corretas para a sua espécie e faixa de vida. Ao saber o que é conforto térmico animal, portanto, fica mais fácil entender o seu papel.

É importante notar que cada um tem uma exigência. Mamíferos normalmente conseguem regular a temperatura do organismo. No entanto, não significa que devam ser deixados em situações de frio ou calor extremo. No caso das aves, é ainda mais importante considerar essa questão.

Então, é fundamental executar ações que permitam que os animais estejam em condições realmente confortáveis durante toda a sua vida.

Qual a importância do conforto térmico para os animais?

Os animais também sentem desconfortos relacionados ao ambiente. A falta de um espaço correto para descansar, por exemplo, pode deixar uma espécie irritada. Já a escassez de limpeza compromete a saúde da maioria dos bichos.

No caso da temperatura, valores muito altos ou baixos atrapalham o funcionamento dos sistemas. Por isso, pensar nas medidas para controlar essa questão é muito vantajoso. A seguir, explicamos por que o conforto térmico animal é tão importante.

Manter a temperatura ideal

Para alcançar essa sensação de conforto, é preciso acompanhar o nível da temperatura em cada ambiente. Ou seja, isso significa fazer com que o espaço esteja com os valores adequados para cada animal.

Vale notar, inclusive, que esse é um processo individual, de acordo com cada espécie e estágio da vida. Aves, como os frangos de corte, podem necessitar de uma temperatura que varia de 32º C, após o nascimento, até 24º C, a partir da quarta semana. No entanto, os valores também podem mudar com a quantidade de animais por metro quadrado e até com a ventilação, de modo a não diminuir muito a sensação térmica.

O mesmo acontece com suínos, bovinos e outras espécies. Portanto, o conforto térmico animal é essencial para ter controle sobre a temperatura percebida pelo ser, o que garante um bom funcionamento do organismo de cada um deles.

Reduzir o estresse do animal

Quando elas não são adequadas, os bichos procuram meios de se “defender” das condições ambientais. O instinto faz com que eles busquem novas formas de regular a temperatura, em busca da sobrevivência.

Frangos em temperatura baixa, por exemplo, ficam aglomerados na tentativa de gerar calor. Porcos em ambientes muito quentes se tornam agitados e sofrem problemas de circulação.

O estresse térmico prejudica a saúde dos animais, bem como compromete diversas funções corporais. De forma prolongada, pode afetar todo o desempenho e o bem-estar. Evitar o quadro, portanto, é essencial para garantir o bom tratamento às espécies e para oferecer um cuidado humanizado na criação.

Preservar a oxigenação

A temperatura corporal está ligada à capacidade de diversos sistemas do organismo. Os órgãos dos animais funcionam de maneira diferente de acordo com cada situação, então é preciso ficar atento.

A oxigenação está ligada à capacidade de carregar os nutrientes para as células e fazer as trocas gasosas. No entanto, fora das condições ideais de temperatura, há problemas nesse processo.

Se o ambiente é muito quente, o animal pode sofrer com uma respiração mais rápida e uma oxigenação que não é suficiente. Já em temperaturas baixas, problemas respiratórios podem ocorrer. Portanto, podemos dizer que o conforto térmico animal também está ligado à preservação da oxigenação, de modo a otimizar o funcionamento do organismo.

Garantir a produtividade

A criação de animal, qualquer que seja, visa a obter produtividade. Animais de corte, por exemplo, devem alcançar pesos específicos para que atinjam os padrões esperados. Outros estão ligados a quanto produzem diretamente, como galinhas e ovos e vacas e leite.

De qualquer forma, a temperatura tem grande influência sobre o desenvolvimento e a atuação dos animais. Uma vaca com estresse térmico, por exemplo, não vai produzir tanto leite, o que afeta os resultados almejados. Frangos com frio não se desenvolvem como deveriam, o que também gera perdas.

As respostas fisiológicas incluem perda de massa, alterações na circulação, mudanças na alimentação, modificações no nível de atividade e assim por diante. Já com as condições ideais, os animais têm tudo o que é necessário para fortalecer a produção.

Aumentar a sustentabilidade

A sustentabilidade é uma preocupação cada vez mais latente na sociedade. As pessoas desejam ajudar o meio ambiente, bem como esperam que as marcas se engajem nesse sentido. Com isso, empresas de todos os setores devem se atentar a tal questão — inclusive as de produção animal.

Ao cuidar do controle da temperatura do ambiente onde ficam os animais, em primeiro lugar, há uma produção mais humana e adequada. Isso se encaixa com os preceitos de desenvolvimento sustentável e respeito à natureza.

Além do que, é um jeito de otimizar o consumo de diversos recursos, como ração, água, energia e assim por diante. Desse modo, a produção se torna sustentável e relevante.

Como reduzir o desconforto térmico?

O cuidado com a temperatura é o principal jeito de garantir que os animais não passem pelo estresse térmico. Para que o desconforto seja reduzido ao menor nível possível, portanto, essa preocupação deve ser colocada em prática por meio de diversas técnicas.

O uso dos recursos certos faz toda a diferença para ser bem-sucedido na empreitada, então é preciso ficar atento. Venha ver nossas sugestões sobre como reduzir o desconforto térmico e entenda quais são os pontos que merecem a sua atenção.

Manter os animais na sombra

A radiação é a maior vilã do calor e do aumento da temperatura. Os raios solares trazem o calor que cruza a atmosfera terrestre e impacta todo o espaço. Ou seja, tanto o solo quanto as construções são afetados pelo aquecimento. Se os animais ficarem em uma área de sol, a tendência é que a temperatura seja ainda maior.

Portanto, o ideal é que os animais sejam deixados em ambientes à sombra. No caso do gado criado solto, por exemplo, é preciso que o local tenha pontos de descanso sem sol direto. Na granja ou em áreas de criação de suínos, é fundamental que os animais não sejam afetados diretamente pelos raios solares.

Embora seja apenas a primeira ação recomendada nesse sentido, já é capaz de ajudar a garantir um ambiente mais salubre.

Fazer uso da ventilação natural

Não apenas a temperatura é importante, como também a questão da ventilação. Oferecer correntes adequadas de ar é indispensável quando o objetivo é diminuir o desconforto e evitar o estresse térmico.

Uma das maneiras de conseguir isso é por meio da ventilação natural. Um dos fatores determinantes é a altura do espaço, então um pé direito elevado torna o lugar mais arejado por causa da diferença de pressão, melhorando os resultados.

Também é viável pensar na ventilação cruzada. Nesse caso, é comum criar aberturas paralelas no imóvel onde ficam os animais, de modo a aproveitar o fluxo de passagem do ar. Assim, é possível diminuir a temperatura ambiente sem precisar gastar nada nesse sentido.

Utilizar nebulizadores e ventiladores

Ao mesmo tempo, não é interessante depender apenas da ventilação natural. Em certos períodos do ano, por exemplo, isso significa ter um baixo nível de umidade na atmosfera, o que também pode prejudicar os animais.

Então, é essencial pensar no uso de ventiladores. Há os condensadores e climatizadores — inclusive, os que auxiliam a trocar e renovar o ar.

Em relação à umidade do ambiente, a nebulização é essencial. Isso significa usar microaspersores, ou seja, equipamentos que ajudam a pulverizar pequenas gotículas de água. Elas evaporam antes que atinjam os animais, mas permitem umidificar e a diminuir a temperatura do ar.

Planejar a construção dos alojamentos

Como deu para ver, a maioria das soluções está relacionada ao ambiente de alojamento. Sem cuidar desse ponto é impossível garantir de forma completa a atenção necessária em relação ao controle de temperatura.

Portanto, é fundamental partir do cuidado com a construção dos alojamentos. Eles devem ser planejados de maneira integral para que apresentem as melhores condições e toda a capacidade de conforto.

Além de tudo, ter atenção nesse momento é determinante para otimizar o uso dos recursos. Basicamente, a melhoria ainda no planejamento evita a necessidade de gastos e consumos em excesso posteriormente, de modo a melhorar o desempenho nesse sentido.

Quais os cuidados envolvidos na construção dos alojamentos?

Como visto, a área construída onde ficam os animais é um dos fatores essenciais para o conforto térmico. Erguer um ambiente já com o pé direito alto ou com ventilação cruzada, por exemplo, diminui as exigências em relação ao uso de ventiladores de grande potência.

Mais que apenas pensar no tamanho ou na disposição, é fundamental considerar alguns outros aspectos. Na sequência, apresentaremos os pontos que exigem mais atenção e o que levar em conta para obter bons resultados.

Localização

Primeiramente, é preciso escolher uma localização adequada. A intenção é identificar um ponto que reúna as melhores características, de acordo com a necessidade de cada animal.

Se o local tiver um clima naturalmente muito quente, vale pensar em espaços com um pouco mais de sombra e que sejam arejados. No entanto, é preciso tomar cuidado para que ele não seja frio demais, por exemplo.

Em relação à umidade, convém evitar os chamados terrenos de baixa. Eles têm um grande nível de umidade — principalmente à noite. No inverno, não recebem tanta radiação e isso pode gerar o desconforto térmico e até a necessidade de aquecimento.

Outro ponto importante é que o local deve ter uma área suficiente para abrigar todos os animais e a estrutura necessária para dar conta de todos. Não adianta achar um lugar adequado se os animais ficarão aglomerados e desconfortáveis, por exemplo. Então, verifique se a instalação realmente se adapta ao ponto.

Disposição

Em relação à planta baixa, é muito importante pensar em toda a disposição do imóvel, de modo a facilitar e favorecer a utilização do espaço. É preciso avaliar a instalação de recursos para a ventilação natural cruzada, por exemplo. Então, devem-se planejar as janelas ou pontos de passagem de ar.

Também é necessário considerar onde ficarão elementos como berçários, comedouros, áreas de descanso e assim por diante. É natural que cada ambiente precise de um nível de climatização e controle, então isso deve ser considerado para o conforto térmico animal.

Além de tudo, não dá para desconsiderar a possibilidade de expansão. Se existe o planejamento de crescimento da produção animal, deve-se considerar esse aspecto no planejamento do espaço.

Telhado

Como visto, a radiação é uma das maiores vilãs quando o assunto é a temperatura. Em um alojamento, o telhado é um dos pontos que mais sofre com a incidência dos raios solares e, portanto, desse processo. Sem o cuidado adequado, ocorre a transferência de calor e o estresse térmico.

O melhor é escolher um material com bom índice de reflexão solar, em vez de um que absorva os raios. Também vale pensar em um projeto de isolamento térmico, que será tratado adiante.

Outros aspectos incluem, por exemplo, a inclinação. O ângulo ideal fica entre 20 e 30 graus e é interessante ter uma passagem para a saída do ar quente.

Em relação à altura, ele deve ser mais elevado para impedir a transferência excessiva de calor. Completar a estrutura com ventiladores e microaspersores é um jeito de dissipar parte do calor.

Laje e piso

Especialmente em alojamentos com mais de um andar, a laje é essencial. Além de dar sustentação, ela também evita a transferência de calor entre pontos, o que garante maior proteção e conforto térmico animal.

O melhor é construir uma versão com materiais que ajudem no isolamento térmico, como um concreto com características especiais. A segurança também está em jogo, então recomendamos ter atenção sobre essa questão.

Quanto ao piso, a escolha depende do animal e do seu comportamento. Por exemplo, os suínos passam até 19 horas deitados e, portanto, têm um grande contato com esse ponto. Se o piso for muito quente ou frio, há desconto térmico. Nesses casos, é possível optar pelos ripados ou maciços, de acordo com cada exigência.

Em todos os cenários, é preciso tomar cuidado com o nível de calor que o material consegue absorver. Ele deve ter a temperatura ótima, justamente para evitar a perda de produtividade. Além de tudo, o contrapiso tem que ser regular para prevenir que parte do revestimento cause algum tipo de dano ou escape de calor indesejável.

Manta térmica

Os vários tipos de isolamento térmico são excelentes soluções para garantir o conforto térmico animal. Eles protegem o ambiente das diferentes formas de transmissão de calor — condução, convecção e radiação — e ainda ajudam a economizar recursos.

A manta térmica é uma solução muito utilizada e que serve para impedir a passagem do calor de maneira indesejada. Ela pode ser aplicada tanto no telhado quanto nas paredes — e é daí que surge a necessidade de fazer um bom planejamento quanto ao espaço.

Mas se há tantos tipos, qual é a melhor opção? A seguir, mostramos as principais alternativas e as suas características!

Fibra

A versão de fibra pode ser feita com vários materiais, como a cerâmica. Nesse caso, formam-se fios aglomerados que ajudam a conter o calor, conforme a transferência ocorre de um ponto a outro.

Dependendo do tipo que é aplicado na fabricação, é um modelo que permite conter a condução ou a convecção. Essa alternativa, entretanto, não resiste muito bem à umidade e, em alguns casos, à temperatura elevada. Com isso, pode não ser a escolha ideal para garantir o conforto térmico animal.

Spray

A versão em spray consiste em um material que é pulverizado no local de interesse — normalmente o telhado. O mais comum é que ela seja feita de poliuretano, que funciona como um péssimo condutor térmico e, portanto, como um bom isolante.

A cor é clara para evitar a absorção dos raios solares, o que ajuda a conter parte do problema ligado à radiação. Paralelamente, exige uma aplicação muito profissional e que nem sempre atende aos interesses do alojamento. Como normalmente não é usado nas paredes do mesmo modo que no telhado, o problema da temperatura talvez permaneça.

Alumínio

A manta térmica de alumínio ou foil, como também é conhecida, tem o papel principal de ajudar a conter a radiação. Ela funciona como uma espécie de forro no telhado ou até entre as paredes.

Quando os raios solares batem na superfície espelhada, são refletidos e dissipados. Isso permite evitar a absorção de calor por radiação, o que diminui consideravelmente a temperatura do espaço interior.

Contudo, o produto pode não ser eficiente contra a condução, já que ela está associada ao contato. Como o alumínio não funciona como uma barreira para a transferência, o aquecimento se torna inevitável em muitos casos.

Espuma

A manta térmica de espuma é feita de poliuretano, na maioria das vezes. O material não permite a condução térmica e, com isso, evita que a temperatura seja transmitida do exterior para a parte de dentro.

Também pode se tratar de uma versão com espuma expansiva, que ajuda a preencher vários espaços e, portanto, impede a circulação do ar quente.

No entanto, é tóxica e não é ideal em altas temperaturas. Um princípio de incêndio, por exemplo, pode ganhar força rapidamente e comprometer a integridade dos animais.

Mista

Já a versão mista combina diversos materiais para chegar a um resultado mais completo. Uma opção exclusiva é a que aparece no estilo “sanduíche”, com camadas especiais para cada tipo de transferência de calor.

No revestimento externo, o material altamente reflexivo combate a radiação, que é a grande vilã. Como visto, os raios são refletidos e o calor é dissipado, o que já ajuda a diminuir boa parte do impacto.

No meio, há um preenchimento com poliestireno expandido, o qual impede a passagem do calor. Juntos, os dois componentes são essenciais para também combater a condução, o que favorece o controle de temperatura.

Além disso, a estrutura é feita para “vedar” o alojamento, o que impede a passagem de vapores. Desse jeito, é possível combater a convecção, o que gera um cuidado extra e possibilita o conforto térmico animal.

Um dos maiores benefícios de um material do tipo é que há uma proteção reforçada contra umidade e mofo, além de não ser tóxica e nem gerar problemas diante de temperaturas muito elevadas. Nesse caso, é uma solução robusta para garantir máximo controle no ambiente.

A instalação é simplificada e, com um bom planejamento, torna-se ainda mais fácil. Como resultado, é possível fazer com que os animais, de qualquer que seja a espécie, tenham tudo o que é necessário para que possam se desenvolver.

O ideal é escolher uma empresa capacitada, experiente e com uma solução que realmente cumpra esses pontos. Somente desse jeito é possível obter o melhor isolamento, dentre os disponíveis.

Como dissemos, o conforto térmico animal é indispensável para a produtividade, sustentabilidade e humanização. Nesse caso, o controle de temperatura é fundamental, o que exige medidas específicas. Além do bom planejamento, o uso de mantas térmicas garante o isolamento necessário para que o espaço seja muito bem aproveitado.

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O isolamento térmico é obtido quando determinado ambiente deixa de sofrer com os efeitos intensos do calor. Por meio do uso de materiais específicos, o espaço é isolado e a troca de calor é reduzida. Assim, é possível manter a temperatura, como acontece em uma garrafa térmica. Para que isso seja viável, é preciso acertar ao selecionar os tipos de isolamento térmico.

Os materiais distintos oferecem soluções diferentes. Como cada local tem uma necessidade, é fundamental conhecer a características específicas para tomar boas decisões.

Para que não restem dúvidas, veja quais são os melhores tipos de isolamento térmico e descubra quais são as qualidades de cada um.

Lã de vidro

Considerada bastante popular, a lã de vidro é produzida a partir de um aglomerado de sílica, sódio e resinas. Ela é fabricada a altas temperaturas e dá origem a diferentes formatos, como placas e rolos.

Em geral, aparece em espessuras que variam de acordo com as necessidades de uso. Quanto maior for a exigência de isolamento, maior deve ser a espessura, para criar um bloqueio contra a passagem de energia térmica.

O problema é que ela só resiste a um tipo de transmissão de calor — no caso, a condução. Isso ajuda a diminuir um pouco a temperatura interna, mas não resolve a questão de forma definitiva ou consistente. Outro problema da la de vidro é a baixa resistência a umidade. Quando em contato com a umidade, a lã de vidro perde eficiência, e pode até gerar patologias como mofo e outros fungos.

Outra característica da lã de vidro é que existem alguns estudos apontando que alguns tipos de lã de vidro podem causar câncer a longo prazo. Desta forma é recomendado utilização de respiradores, macacões, luvas e outros EPIs para evitar o contato direto. com a lã. Além disso as microfibras de lã de vidro podem afetar as pessoas do ambiente em que ela se encontra.

A lã de vidro é mais indicada para utilizações de alta temperatura ou casos que precisam de atenuação acústica. A lã de vidro é melhor isolamento acústico do que térmico, justamente por ser fibroso, e não possuir refletância térmica como componente principal.

Lã de rocha

Já a lã de rocha é feita com produtos de origem vulcânica, como o basalto. Os materiais são aquecidos junto a outros minerais, que diminuem a temperatura necessária. Então, formam-se fios que são unidos a resinas e que se transformam na lã comercializada.

Em relação à de vidro, é um entre os tipos de isolamento térmico com mais eficiência. Assim como a lã com sílica, é resistente à água e aparece em diversas espessuras, de acordo com a necessidade de uso.

O grande problema desse material é a possibilidade de gerar dificuldades respiratórias durante o seu manuseio. Isso torna a instalação bem complicada e, se não for feita corretamente, potencialmente perigosa. Assim como a lã de vidro, é melhor isolamento acústico do que térmico pela característica de ser fibroso. A lã de rocha também não possuir refletância térmica como componente principal, sendo inadequada para isolamento de coberturas e telhados.

Além disso, ela não é exatamente sustentável. A necessidade de extração de grandes quantidades de recursos minerais gera impactos profundos no meio ambiente.

Poliuretano

O poliuretano é um polímero produzido a partir dos compostos de petróleo. São feitas várias transformações químicas e, no final, há a formação de uma espuma.

Ele aparece em densidades variadas e somente as maiores apresentam resistência à água. Também não funciona adequadamente em temperaturas muito elevadas, o que elimina a possibilidade de certas utilizações industriais.

Inclusive, a presença de um pH ácido ou básico no ambiente altera as suas funcionalidades. Por isso, não recomendamos a alternativa para usos mais intensos.

Poliestireno

O poliestireno expandido, por sua vez, é produzido a partir do composto inicial de poliestireno. Embora ofereça maior resistência química, precisa ser conjugado a outros materiais. Isso aumenta a sua proteção contra temperaturas elevadas e favorece a estrutura do componente.

Por fim, há o poliestireno extrudido. Conhecido como XPS, é fundido e solidificado novamente. É o mais resistente à umidade, mas altamente combustível. Se forem expostas a temperaturas elevadas, as placas se fundem e comprometem o isolamento térmico e até a estrutura do local.

Foils

Já o foil é constituído por uma manta leve de alumínio. O material serve para refletir parte da radiação, mas não impede a transferência de calor por outros meios, como a convecção.

Frequentemente é instalado no telhado para melhorar o conforto térmico do imóvel. No entanto, precisa ser associado a outros recursos para garantir um bom desempenho em manter temperaturas agradáveis.

Apesar de formar uma barreira, podemos afirmar que não é tão resistente quanto outras opções, o que compromete a durabilidade do material. Além disso, como não funciona tão bem sozinho, é um dos tipos de isolamento térmico que exige um planejamento robusto para aproveitá-lo ao máximo.

3TC Isolamento

Para conseguir o melhor desempenho entre todas as possibilidades, a manta térmica 3TC é a mais indicada. Feita com um processo especial, o material garante ótimo uso, durabilidade e excelentes resultados.

Para entender por que essa alternativa é tão interessante, conheça os seus principais diferenciais.

Proteção contra todas as formas de calor

O aumento da temperatura é causado não apenas pela condução, mas pela convecção e pela radiação. A última, inclusive, é a possibilidade que mais interfere na transferência.

A manta térmica 3TC é produzida com materiais que retêm até 97% da radiação, o que diminui consideravelmente o calor. Para sua fabricação, o 3TC conta com polímeros refletivos e, no meio, poliestireno expandido. A combinação dos produtos ainda cria camadas que atuam contra a convecção.

Versatilidade de aplicação

Outro ponto positivo é que esse é um dos poucos tipos de isolamento térmico com mais de uma forma. Além de surgir no formato de manta, aparece como placa.

Essa versatilidade permite que cada projeto selecione a alternativa ideal para suas necessidades. Assim, há máximo aproveitamento e proteção do ambiente que deve manter a temperatura adequada.

Trata-se de um ponto importante, porque muitas vezes as plantas específicas pedem soluções diferenciadas. Com essa variedade nos tipos apresentados, é possível selecionar o que for mais conveniente.

Qualidades extras

Além de garantir a proteção térmica, o 3TC também é resistente ao mofo e à água, é reciclável e atua como isolante acústico.

Não tóxico e fácil de instalar, podemos dizer que ele gera vedação e versatilidade da melhor maneira. Trata-se, portanto, de uma solução completa para manter o bem-estar em diversos ambientes.

Recorrer à manta térmica 3TC é um jeito de maximizar o conforto em relação à temperatura, bem como de conquistar uma solução tripla em apenas um produto. Entre as opções do mercado, é exclusiva e a mais completa.

Saber escolher entre os tipos de isolamento térmico é essencial para obter bons resultados. Salientamos a importância de selecionar materiais de boa qualidade e certificados, pois é isso que garante um isolamento adequado e eficaz.

Já que essa é uma decisão tão importante, entre em contato com a 3TC e saiba como adquirir a nossa solução!

 

Se você está com calor na sua casa, empresa ou galpão,  a manta isolante térmica é uma das soluções mais acessíveis do mercado.

Devido a sua sua capacidade de diminuir as trocas de calor, contribuindo para a manutenção de uma temperatura interna, esse material pode equilibrar a sensação térmica e trazer mais conforto térmico à sua rotina.

Neste artigo iremos te ajudar a entender como esse isolante térmico funciona e o que você precisa avaliar para comprar e contratar o fornecedor certo para o seu projeto.

O Problema de temperatura

Ao buscar alternativas para a isolação térmica muitas dúvidas podem surgir. Primeiramente, sabe-se que o telhado é parte determinante quando pensamos em conforto térmico. Isso se deve pelo fato de ser a parte mais exposta ao sol da sua casa, galpão ou edificação. Esta superfície acaba absorvendo cerca de 80% de radiação.

Nos dias quentes, a radiação solar fará com que a temperatura do telhado aumente bastante. Assim sendo, ele transmitirá o calor via radiação para dentro do ambiente, predominantemente por radiação. Então, não depende de ser um telhado metálico, plástico, de amianto, fibrocimento ou cerâmica, e até mesmo de telha sanduíche.

Por isso, a aplicação de uma manta isolante térmica de boa qualidade podem ser a solução mais viável. Quando instalada corretamente, ela vai diminuir muito a temperatura interna de um ambiente, bem como a sensação térmica. Mas escolha a manta isolante certa, senão o investimento vai ser em vão.

3TC RR - Igreja Ubá

Os benefícios da manta isolante térmica

Conforto térmico

De acordo com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), as mantas isolantes térmicas  refletem entre 70 e 9% de calor provenientes da radiação infravermelha. Com esse mecanismo ela pode resultar em redução de até 20ºC da temperatura interna superficial. É claro que isso também vai depender das condições climáticas, da instalação e dos outros materiais envolvidos na montagem do sistema construtivo. E lembrando, tudo depende da tecnologia em manta isolante escolhida para a instalação.

Economia de energia

Outro benefício é a economia de energia. Ainda de acordo com o IPT, a instalação de mantas isolantes refletivas reduz o consumo de energia elétrica em até 70%. Quando utiliza-se de climatizadores, menos temperatura interna quer dizer menos energia para climatizar. Além disso, com isolamento térmico completo possibilita a redução da potência, ou BTUs, de climatizadores.

Aumento da durabilidade ao telhado

Além de proporcionar uma temperatura confortável no ambiente, a manta isolante térmica funciona como barreira física. O que isso quer dizer? Ela vai proporcionar uma maior vida útil ao telhado e a estanqueidade da cobertura. Ou seja, proteção contra a umidade característica de qualquer telhado. Dependendo da tecnologia, e método de instalação, ela também pode funcionar como isolante acústico. Este é o caso da manta isolante 3TC.

O que considerar ao escolher as mantas isolantes térmicas?

 

O material

Materiais como lã de pet, lã de vidro, isopor, espumas expansivas (poliuretano PU) não funcionam tão bem como as mantas térmicas. O motivo é simples: essas tecnologias não lidam com a radiação diretamente. Mantas isolantes aluminizadas (foils) e a 3TC funcionam muito melhor para esse tipo de situação.

Custo benefício

A diferença entre as mantas isolantes térmicas 3TC e as mantas isolantes aluminizadas é que a primeira não precisa de espaço de ar para refletir o calor, mas a foil sim. Ou seja, é importante calcular o metro quadrado aplicado, pois toda estrutura adicional reflete em custos maiores de instalação. Assim sendo, a 3TC pode otimizar a utilização de espaço interno, é bem fácil de instalar, e se adapta a praticamente qualquer estrutura de telhado.

Dessa forma, mesmo com espessuras menores, a manta isolante térmica pode ser muito eficiente. Por serem vendidas em rolos, são fáceis de instalar. Para o processo de instalação de mantas não é necessária uma nova construção ou uma reforma por conta de sua versatilidade. Em alguns casos a 3TC consegue reduzir em até 20ºC a temperatura interna, e os foils costumam reduzir em no máximo 10ºC .

A manta isolante 3TC

A manta isolante térmica 3TC pode ser fabricada em rolos de 10mm, em diferentes tamanhos. Buscamos sempre proporcionar flexibilidade e versatilidade na instalação em subcoberturas ou laje superior de qualquer construção. Por controlar as três formas de transferência de calor,  o produto é o ideal para proporcionar conforto térmico adequado. Tudo isso resultando em uma cobertura com durabilidade melhor do que as mantas isolantes tradicionais.

Pode ser utilizada em quaisquer tipos de telhas. Sejam elas de cerâmica, fibrocimento, metálica ou concreto. Além disso podem ser aplicadas em telhados em fase de construção e em reformas também, podendo ser aplicadas até mesmo em lajes. 3TC também é atóxica e protege o telhado da proliferação de fungos e bactérias ao criar uma barreira contra a umidade, entrada de fuligem e pequenos insetos.

Outro diferencial é a sua versatilidade, já que pode vir com uma das faces na cor branca e proporciona um acabamento ainda mais perfeito ao ambiente que receberá o isolamento de temperatura. Lembrando que pode ser instalado diretamente nas terças ou abaixo do telhado.

A instalação da foto abaixo foi realizada na unidade do Mineirão de Sete Lagoas, do cliente da 3TC Grupo DMA, onde conseguimos mais de 10ºC de diferença de temperatura (da superfície do telhado para a do 3TC), garantindo assim um maior conforto térmico, sem a necessidade de ar condicionado.

3TC RB - EPA MINEIRÃO

No vídeo abaixo você pode conferir como realizar a instalação em um galpão ou casa que já tenha sido construída. É bem simples e pode ser feita por qualquer pessoa:

Quer conhe

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