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Você sabe do que se trata a NBR 15575-3, qual sua função e objetivos? Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a finalidade principal das normas técnicas é promover qualidade, segurança e bem-estar no dia a dia das pessoas. No caso da construção civil, esses objetivos são previstos tanto no decorrer da construção quanto durante o uso e a operação de uma edificação.

Diante desse assunto, a NBR 15575 é uma das normas de maior relevância. Afinal, aborda aspectos relacionados ao desempenho de edificações habitacionais. Por isso, leva em consideração alguns requisitos, como segurança, estanqueidade, desempenho térmico, acústico e lumínico, qualidade do ar, acessibilidade etc. Quer saber mais sobre esse assunto e entender em que consiste a parte 3 dessa NBR? Então, continue a leitura!

O que é a NBR 15575

A NBR 15575 de 2013, mais conhecida como Norma de Desempenho, é dividida em 6 partes, que visam abordar diferentes níveis de desempenho para cada um dos sistemas construtivos de uma unidade habitacional. Confira as partes da NBR15575:

  • 15575-1 — requisitos gerais;
  • 15575-2 — requisitos mínimos para os sistemas estruturais;
  • 15575-3 — requisitos necessários para os sistemas de piso;
  • 15575-4 — requisitos relacionados aos sistemas de vedações tanto internas como externas;
  • 15575-5 — requisitos para os sistemas de cobertura;
  • 15575-6 — requisitos que envolvem os sistemas hidrossanitários.

Qual o objetivo da NBR 15575

A NBR 15575 tem como principal objetivo garantir e definir marcos de qualidade nos imóveis habitacionais. Isso é alcançado por meio de parâmetros, quantitativos e sistemas de medição, que possibilitam o acompanhamento e a verificação de todo o processo construtivo, reduzindo incertezas e evitando critérios que até então eram subjetivos.

Além disso, também é um grande objetivo estimular uma mudança de cultura na engenharia, tornando todos os processos e as etapas mais eficientes e elevando a durabilidade e a sustentabilidade das edificações.

Qual a aplicabilidade e a abrangência da NBR 15575

É importante salientar que essa norma não se aplica às edificações já existentes, obras em andamento, reformas ou retrofits. Também não é válida para as edificações que são temporárias ou as que estavam com os projetos protocolados nos órgãos competentes até a data em que a norma entrou em vigor.

Tirando esses casos, a NBR 15575 se aplica a todo tipo de edificação habitacional, não importando se são isoladas, geminadas, o número de pavimentos, a tecnologia construtiva ou os métodos utilizados.

O que dispõe a NBR 15575-3

Conforme o próprio nome indica, a parte 3 da NBR 15575 dispõe sobre os requisitos para os sistemas de piso. Por isso, envolve aspectos que abrangem o desempenho térmico e acústico, o conforto antropodinâmico e tátil, a durabilidade, a manutenibilidade e a segurança durante o uso.

A parte 3 da NBR 15575 dispõe que os sistemas de piso precisam contar com as seguintes camadas:

  • acabamento;
  • fixação;
  • contrapiso;
  • isolamento térmico e acústico;
  • impermeabilização (em alguns casos);
  • estrutural.

Desempenho estrutural

Na parte 3, consta que os pisos precisam apresentar desempenho estrutural por meio de resistência a impactos de corpos moles e duros. Para isso, devem-se utilizar na construção os pisos e as pedras que foram aprovados nos ensaios de impacto realizados tanto em laboratório quanto nas obras.

Segurança contra incêndio

Somado ao desempenho estrutural, é necessário que os pisos apresentem segurança contra incêndio, resistindo ao fogo e dificultando a sua propagação. Assim, é preciso evitar materiais combustíveis.

Segurança para uso e operação

A parte 3 da NBR 15575 também destaca aspectos de segurança para o uso e a operação em diferentes ambientes, como áreas molhadas, molháveis e secas. Tanto para cada uma dessas áreas quanto para terraços, escadas, rampas e áreas comuns, deve-se respeitar os coeficientes de atrito mínimos definidos, evitando quedas e acidentes.

A norma também prevê os desníveis máximos e alguns parâmetros mínimos para garantir a segurança, sendo alguns deles aplicáveis apenas aos ambientes comuns.

Estanqueidade

Os pisos também precisam ser estanques, evitando umidade ascendente. Além disso, devem atender às definições destacadas na norma para as áreas molháveis.

Durabilidade e Vida Útil de Projeto

A durabilidade está diretamente interligada à vida útil de projeto — VUP —, que é definida no momento em que a edificação foi projetada. De acordo com a norma, a VUP pode ser:

  • mínima — maior ou igual a 13 anos;
  • intermediária — maior ou igual a 17 anos;
  • superior — maior ou igual a 20 anos.

Além disso, os pisos das áreas molhadas e molháveis não devem apresentar danos por presença de umidade, de acordo com os critérios definidos na norma. Os pisos também precisam ser resistentes a agentes químicos e abrasão, conforme as normas específicas.

Funcionalidade e acessibilidade

Esse item dispõe sobre aspectos e características que os pisos precisam ter nas áreas privativas e comuns, assim como os desníveis e a superfície dos pisos para cada tipo de ambiente. Aqui também são abordadas características que proporcionam boa acessibilidade aos portadores de necessidades especiais e sinalizações indicando degraus, rampas etc.

Conforto tátil, visual e antropodinâmico

É um item que trata da homogeneidade em relação à planicidade de nível dos pisos, ou seja, da camada de acabamento do sistema de pisos.

Desempenho acústico e térmico

O desempenho acústico em pisos está relacionado ao ruído de impacto entre pavimentos, indicando os níveis mínimos e máximos e também quando é necessário a existência de algum tratamento acústico.

Inclusive, o desempenho acústico em pisos também está relacionado ao ruído aéreo entre as unidades residenciais. Já em relação ao desempenho térmico, quando o sistema é bem executado, com os materiais adequados, a transmissão de calor é reduzida, tornando os ambientes mais agradáveis e adequados.

Quem são os responsáveis pela implementação

Como uma edificação apresenta diferentes fases, a NBR 15575 estabelece diversos responsáveis:

  • fornecedor — pessoa jurídica, privada ou física, que é responsável pela caracterização do desempenho do elemento ou sistema, assim como pela previsão do prazo de vida útil, cuidados no uso e operação e aspectos relacionados à manutenção;
  • incorporador — pessoa física ou jurídica, que pode ser quem comercializa a edificação ou não. Há a chance de ser tanto o proprietário como o titular de direitos, o construtor ou o corretor. Sua responsabilidade está diretamente ligada aos atos de realizar estudos técnicos e providenciar o projeto arquitetônico e os complementares, assim como as demais informações relevantes e necessárias;
  • construtor — pode ser a pessoa física ou jurídica que executa o empreendimento de acordo com os projetos e as condições preestabelecidas. Por isso, é responsabilidade do construtor elaborar manuais referentes ao uso, operação e manutenção, atendendo tanto a NBR 5674 quanto a NBR 14037. Esses manuais devem ser entregues a cada um dos proprietários e ao condomínio;
  • projetista — profissional responsável por estabelecer, elaborar e indicar propostas técnicas que visam atender a vida útil definida para cada sistema. Para isso, deve especificar os materiais e os processos adequados, a fim de atingir o desempenho definido anteriormente. O projetista também precisa seguir as normas específicas do seu tipo de sistema construtivo;
  • usuário — o usuário final da edificação, mesmo que não seja proprietário, tem como responsabilidade usá-la corretamente, não alterando cargas e destinação sem a aprovação dos órgãos competentes e da construtora. Para fazer isso, ele também deve ter o acompanhamento dos devidos profissionais.

Como você pôde ver, a NBR 15575-3 é de extrema importância para a qualidade, a segurança e a durabilidade de uma unidade residencial, abordando diversos níveis, que vão desde as características visuais e táteis até a segurança estrutural, contra incêndio, a estanqueidade e o isolamento acústico e térmico. E sim, a atenção com o sistema de pisos é muito relevante para obter um bom resultado final para o isolamento e o conforto de uma edificação.

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Definir o que é conforto térmico é uma tarefa árdua, apesar de todos sabermos quando nos sentimos confortáveis. Na Arquitetura e no design muito se pensa na hora de escolher como dispor o ambiente, e isso pode ajudar muito. Sabemos que uma hora ou outra a gente sente calor ou frio. Seja em nossa casa, apartamento, galpão, não importa. Se você está com calor este post pode te ajudar a entender melhor o por que.

 

O que é conforto térmico?

Primeiramente, estar confortável, seja em casa, no trabalho ou em momentos de lazer, é essencial para garantir o bem-estar e a produtividade. Sabe aquele momento em que você está satisfeito com a temperatura ambiente? Ele é chamado de conforto térmico. Mas isso depende da combinação de diversos fatores, que vão desde o controle da temperatura corporal até o isolamento térmico dos espaços. Pode-se atuar diretamente na questão do conforto térmico de diversas formas. Por isso fizemos este post mais completo sobre o assunto.

Norma da ABNT

A preocupação com o conforto térmico começou a ser considerada pela construção civil no Brasil a partir de 2005. Nesta época entrou em vigor a norma NBR 15220: Desempenho térmico de edificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ela estabelece métodos para calcular as propriedades e o desempenho térmico dos imóveis. Em 2013, foi acrescentada uma nova norma, a ABNT NBR 15575, que estabelece requisitos mínimos para conforto térmico em casas e apartamentos.

De acordo com a ABNT, o ideal para um imóvel é que ele seja mais ameno durante o verão e isole o frio no inverno. Os valores máximos diários da temperatura do ar interior de espaços de permanência prolongada, por exemplo, devem ser sempre menores ou iguais ao da temperatura do ar exterior para o dia típico de verão.

Na norma é possível encontrar o mapeamento do Brasil em oito zonas relativamente homogêneas quanto ao clima. Para cada zona, formulou-se um conjunto de recomendações técnico-construtivas, objetivando otimizar o desempenho térmico das edificações. Esses dados também estão disponíveis para 330 cidades, cujos climas foram classificados.

Conforto térmico humano

O conforto térmico humano é obtido quando a pessoa necessita de consumir a menor quantidade de energia para se adaptar ao ambiente. Isso se dá através de trocas térmicas que dependem do metabolismo de cada um. Outros fatores são:

  • Tipo de roupa usada.
  • umidade relativa do ar.
  • temperatura do ambientes.
  • Ventilação.
  • Luminosidade.

A temperatura média do corpo humano varia de 36º a 37º e geralmente mantém-se constante. Mesmo que o nosso corpo se adapte às variadas temperaturas, isso nem sempre acontece de forma confortável. O desconforto é gerado quando há uma grande diferença de temperatura. Isso se deve pelo fato do nosso corpo buscar a manutenção da temperatura ideal. A sobrecarga no organismo seja para

Temperatura ideal

Como conforto é uma uma sensação variável, o ideal é que a temperatura ambiente seja agradável sem precisar de ar condicionado ou de aquecedores. As condições climáticas nem sempre são previsíveis, mas é possível reduzir bem a oscilação da temperatura em um ambiente fechado quando isso já é levado em conta no seu projeto.

Para alcançar esse equilíbrio, devem ser consideradas localização, incidência do sol, ventilação, materiais utilizados, espessura de paredes e até a cor da pintura. Tanto na construção ou na reforma, a utilização de um isolante térmico pode ser a melhor escolha para garantir a temperatura ideal.

Isolamento térmico

Quando pensamos em ambientes confortáveis, mecanismos termorreguladores artificiais estão em primeiro lugar. Os edifícios, geralmente, garantem a refrigeração ou aquecimento dos ambientes através dos climatizadores. Ao considerar fatores como eficiência, economia e maior conforto, a aplicação de um isolante térmico é muito melhor para esse fim. Dessa forma, escolher o material adequado e sua correta instalação são essenciais para obter o melhor desempenho e proporcionar conforto térmico.

Isolantes fibrosos, como lã de vidro e lã de rocha, e as espumas expansivas como o Poliuretano podem ser uma solução. De toda forma, funcionam bem em espessuras maiores. Isso se deve pois controlam apenas a condução, que corresponde somente a 10% da transferência de calor em construções. Já o 3TC consegue controlar as três formas de transferência de calor, condução, convecção e radiação, propiciando o conforto térmico tão almejado.

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A climatização de contêinrees tem se tornado uma tarefa para engenheiros e arquitetos. Cada vez mais projetos de casas, shoppings, prédios inteiros tem sido feitos para contêineres. Além disso, o tópico sobre Mudanças climáticas tem sido bastante discutido e estudado por especialistas. Tudo isso por conta de seus impactos ambientais, sociais e econômicos. Alguns dados obtidos pelo relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), da UFRJ são alarmantes. O clima no Brasil ficará ainda mais quente com aumento gradativo e variável da temperatura média em todas as regiões do país. Estima-se que pode chegar em até e 6 graus de aumento até 2100. Estes dados são alarmantes, e mostram que as mudanças no clima trarão uma série de impactos cruciais na gestão de recursos hídricos, bem como na geração e distribuição de energia no país.

Para minimizar estes impactos, a construção civil e suas tecnologias auxiliares devem se adaptar a esta nova realidade o mais rápido possível, minimizando, inclusive, seus impactos. A construção em containers, um mercado cada vez mais em expansão o Brasil, é um dos que mais sofrem com essa variação de temperatura. Sua composição predominantemente metálica sofre muito com a troca de calor, gerando problemas relacionados ao conforto térmico em containers habitacionais. Para solucionar este problema, vários sistemas de isolamento térmico têm sido utilizados para climatização de containers. Contudo, as estruturas de containers apresentam peculiaridades que fazem com que a maioria dos sistemas de isolamento térmico tradicionais não consigam obter resultados satisfatórios em conforto térmico de acordo com a norma NBR 15220 e 15575 (leia mais sobre conforto térmico).

Transferência de Calor em Contêineres

Para explicar um pouco melhor, as estruturas metálicas dos containers absorvem a energia proveniente da radiação solar, e transmitem esta energia pela forma de condução e radiação para o ambiente interno. O ganho e perda de calor das estruturas metálicas fazem com que os containers sofram bruscas variações térmicas ao longo do dia, sendo assim mais suscetíveis às condições externas. Além disso, sua forma retangular tradicional faz com que a convecção também afete, e muito, o conforto térmico: a circulação de ar é um grande problema, tornando a utilização de ar condicionado praticamente obrigatório para que se obtenha conforto. Para que um isolamento térmico seja capaz de proporcionar conforto térmico, é preciso que este aborde com as três formas de transferência de calor: a radiação, convecção e radiação.

A utilização de produtos de isolamento térmico tradicionais como manta de lã de vidro, lã de rocha, placas de poliestireno expandido/extrudado, isopainéis de poliuretano/poliestireno expandido em estruturas de container se mostram ineficazes em tratar todo o problema, pois lidam apenas com a condução. Além disso, são muito suscetíveis aos impactos da umidade, o que reduz significativamente seu desempenho. Uma alternativa são as tintas refletivas que, apesar de não serem uma solução definitiva (precisam de manutenção constante) conseguem lidar muito bem com a radiação. Contudo, no inverno a necessidade é isolar o container da baixa temperatura externa, e para isso, as tintas não são eficientes. Um isolamento térmico ideal para estruturas em containers deve aliar o melhor dos isolamentos que trabalham com a condução e o melhor dos isolamentos que trabalham com a radiação. A solução de climatização de containers está na utilização de um sistema de isolamento térmico eficiente, que se adapte as peculiaridades da estrutura metálica com um bom custo benefício e que alie as vantagens de lidar bem com a radiação e condução, com o frio e o calor, como uma garrafa térmica.

Solução eficiente e versátil

As tecnologias mais eficientes em isolamento térmico utilizadas são trajes de astronautas, que utilizam um sistema a base de películas refletivas intercalando camadas de vácuo para obter a climatização adequada em temperaturas extremas. Este mesmo conceito é utilizado de forma simples em um objeto muito comum já mencionado: a garrafa térmica. A garrafa térmica consegue manter o café quente e a água gelada dentro de seu recipiente isolando a parte interna das condições climáticas externas. Isto se deve pelo fato da garrafa térmica conter uma câmara de ar estruturada dentro de duas películas metálicas refletivas na face interna e externa. Este sistema permite que a garrafa térmica controle a transferência de calor via radiação devido ao espaço de ar entre as películas refletivas. Este espaço de ar minimiza os impactos da transferência de calor via condução ou convecção. Utilizando-se do mesmo conceito da utilização de camadas de ar em estruturas sanduíche de películas altamente refletivas, o isolante térmico 3TC também proporciona o controle das 3 formas de transferência de calor. A tecnologia funciona a partir da junção de duas películas refletivas laminadas em um núcleo de poliestireno expandido (que contém 98% de ar em seu interior). De forma simples, a utilização do sistema de isolamento 3TC em containers proporciona a estrutura o mesmo resultado de uma garrafa térmica, climatiza o ambiente interno sem sofrer influências do ambiente interno, seja este frio ou calor. Melhor isolamento, melhor eficiência energética na utilização de ar condicionado ou sistemas de aquecimento para regiões frias, ou seja, a utilização do sistema de isolamento 3TC se mostra como a alternativa mais eficiente e viável.

Isolamento 3TC aplicado em um container da empresa EDIFICARE.