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A proteção à segurança e à saúde do trabalhador é obrigatória para todos os empregadores. Por isso, é preciso mapear os riscos existentes no ambiente de trabalho e definir formas de reduzi-los ou eliminá-los. Entre os fatores, está o ruído ocupacional.

De forma simples, ele corresponde a qualquer som indesejável que acontece no local de trabalho, durante a jornada. O problema é que a exposição prolongada e/ou a níveis muito elevados prejudica a saúde e pode levar à perda de audição por parte do colaborador. Além disso, afeta a comunicação, diminui a produtividade e pode gerar outros problemas de saúde relacionados.

Pensando nesse assunto, elaboramos um artigo com todas as informações necessárias sobre o ruído ocupacional e seus riscos para os colaboradores. Confira!

Quais são as normas trabalhistas aplicáveis ao assunto?

Como a segurança do trabalho é uma obrigação do empregador, há normas que estabelecem atuação sobre diversos assuntos. Quando falamos de ruído ocupacional a Norma Regulamentadora 15 (NR-15) é a mais importante. Ela trata de atividades e operações insalubres e inclui a tolerância aos ruídos.

A NR-17 é igualmente relevante, pois envolve a ergonomia no ambiente de trabalho, o que está ligado ao bem-estar dos colaboradores. Já a NR-6 fala sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que também estão ligados ao ruído ocupacional.

Outra forma de saber como proceder é seguir a Norma de Higiene Ocupacional (NHO-01), definida pelo Fundacentro. Ela aborda a avaliação de riscos e de exposição e estipula a melhor maneira de agir.

Já a NBR 10152 demonstra como medir os níveis de ruídos e qual é a tolerância para diversos ambientes. Com isso, é possível obter o chamado conforto acústico.

Há outras normas e regulamentações, de acordo com o setor ou com o nível de qualidade pretendido. Portanto, é crucial considerar as orientações para atender a todas as demandas da lei e garantir uma atuação consistente e de qualidade.

Quais são os limites de decibéis? Por que são importantes?

Antes de entender os limites, vale conhecer os tipos de ruído ocupacional. O ruído de impacto é aquele que dura apenas alguns segundos e acontece como fruto de uma ação específica, como o contato de uma ferramenta com uma superfície.

Já o ruído contínuo ou intermitente tem uma duração prolongada. Ele é o que apresenta maior risco, pois causa danos progressivos à audição e à saúde dos colaboradores. Pensando nisso, há limites de decibéis (dB), em relação ao tempo de exposição. Veja quais são as regras:

  • 85 dB: 8 horas;
  • 86 dB: 7 horas;
  • 87 dB: 6 horas;
  • 88 dB: 5 horas;
  • 89 dB: 4 horas e 30 minutos;
  • 90 dB: 4 horas;
  • 91 dB: 3 horas e 30 minutos;
  • 92 dB: 3 horas;
  • 93 dB: 2 horas e 40 minutos;
  • 94 dB: 2 horas e 15 minutos;
  • 95 dB: 2 horas;
  • 96 dB: 1 hora e 45 minutos;
  • 98 dB: 1 hora e 15 minutos;
  • 100 dB: 1 hora;
  • 102 dB: 45 minutos;
  • 104 dB: 35 minutos;
  • 105 dB: 30 minutos;
  • 106 dB: 25 minutos;
  • 108 dB: 20 minutos;
  • 110 dB: 15 minutos;
  • 112 dB: 10 minutos;
  • 114 dB: 8 minutos;
  • 115 dB: 7 minutos.

Não é permitida a exposição acima de 115 dB, por nenhum período, se o trabalhador não estiver protegido. Por isso, recomendamos fazer a medição com aparelhos adequados, que poderão indicar processos ou aparelhos que não atendem às especificações.

Como reduzir o ruído ocupacional?

A boa notícia é que há como diminuir o ruído ocupacional e, assim, aliviar os riscos de segurança associados. Com medidas estratégicas, será possível conquistar resultados melhores e um ambiente saudável para os colaboradores. A seguir, apresentamos dicas essenciais para ter o melhor resultado. Confira!

Utilize maquinário moderno e com a manutenção em dia

As máquinas e os aparelhos eletrônicos são grandes responsáveis pelos ruídos. Quanto maior o porte e/ou mais a quantidade, mais intensos serão os impactos sobre a audição.

Para reduzir essas consequências, uma das orientações é utilizar equipamentos modernos e com tecnologia inovadora. Na maioria das vezes, eles contam com recursos de alívio sobre vibrações e ruídos, o que garante uma atuação dentro das regras.

Além do mais, é preciso ter cuidado com a manutenção. A falta de lubrificação ou o desalinhamento de componentes podem ser vilões causadores de ruído ocupacional. Por isso, vale garantir que todos os elementos estejam otimizados.

Forneça EPIs de qualidade

Outro ponto importante envolve fornecer EPIs para os colaboradores — especialmente, para aqueles que atuam em um ambiente com um volume maior de decibéis. Embora essa seja uma obrigação prevista pela lei, considere se isso tem sido adotado em seu negócio.

Principalmente, é essencial que o EPI seja de alta qualidade. Um protetor auricular, por exemplo, deve ser eficiente para reduzir ou mesmo isolar os ruídos, dependendo do modelo.

Além disso, indicamos conscientizar os colaboradores sobre a importância do uso adequado. Assim, todas as pessoas passam a aproveitar os equipamentos de proteção da melhor maneira.

Instale um isolamento acústico

Além de medidas paliativas, é interessante pensar em alternativas definitivas. Nesse caso, vale a pena recorrer ao isolamento acústico. Ele é especialmente relevante para certas áreas, como escritórios próximos à linha de produção ou locais cercados por ruídos intensos.

O ideal apostar em mantas ou placas acústicas, que são responsáveis por criar uma “barreira” que evita a propagação das ondas sonoras. O melhor de tudo é que uma boa solução ajudará a resolver outros problemas.

Com o 3TC, por exemplo, o isolamento acústico é associado ao isolamento térmico. O produto é eficiente em evitar as três formas de transferência de calor e ainda ajuda a diminuir o impacto do ruído ocupacional. De fácil instalação e com ótimo custo-benefício, é essencial para garantir conforto térmico e acústico.

O ruído ocupacional afeta a saúde dos trabalhadores e deve ser reduzido por meio das medidas certas. Com os cuidados recomendados, é possível melhorar a segurança do trabalho, além de atender a exigências legais e aliviar os custos em médio e longo prazo.

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A qualidade do ar interior é avaliada por meio de um estudo que começou a ser implementado nos anos 70. A partir de 1983, a Organização Mundial da Saúde — OMS — passou a reconhecer uma síndrome nomeada “Edifícios Doentes”, em decorrência da baixa qualidade do ar, princialmente nos ambientes comerciais.

Sendo assim, observar as características do ar interior passou a ser de extrema importância, justamente para prevenir doenças, proporcionar condições mínimas adequadas aos usuários, assim como maior conforto. Quer saber mais sobre esse assunto? Então, continue a leitura!

O que é qualidade do ar interior

A qualidade do ar interior está diretamente relacionada com a presença de contaminantes, ou seja, de partículas e substâncias que não fazem parte da composição normal e adequada do ar atmosférico.

Entretanto, um ar de boa qualidade não se limita apenas a não possuir concentração de contaminantes acima do limite adequado. Também é essencial que a umidade e temperatura sejam adequadas, assim como o fato de ocorrer a troca de ar.

Para definir se um ambiente apresenta ar de boa qualidade, é necessário analisar os seguintes aspectos:

  • concentração de dióxido de carbono — CO2;
  • velocidade do ar nas áreas internas;
  • temperatura e umidade do ar;
  • calor irradiado;
  • nível de conforto;
  • intensidade luminosa — natural e artificial;
  • nível de ruído.

Como a qualidade do ar interior pode interferir na saúde das pessoas

A má qualidade do ar interior pode proporcionar diversos problemas, como redução de produtividade, desconforto, falta de atenção, dificuldade de aprendizado e problemas respiratórios — que foram denominados como Doenças Pulmonares Ocasionais.

Exemplos desses problemas são: irritações no sistema respiratório, nos olhos e também na garganta, além de reações alérgicas, dores articulares e de cabeça. No mais, estão incluídas crises de tosse, congestão, sinusite, rinite alérgica, falta de ar, asma, fadiga, dermatites e sonolência.

Essas situações resultam em ausências frequentes no trabalho, ou seja, elevado índice de absenteísmo. Portanto, é evidente que a má qualidade do ar é prejudicial, tanto no aspecto da saúde e do bem-estar, como também no quesito econômico das organizações.

Como melhorar a qualidade do ar interior

Como podemos perceber, melhorar a qualidade do ar interior é importante e essencial em diversos aspectos. Por isso, em edificações comerciais, essa questão têm sido cada vez mais valorizada, uma vez que impacta direta e positivamente na produtividade dos colaboradores, bem como na redução de taxas de absenteísmo por problemas de saúde.

Essa valorização da qualidade do ar se dá porque essas mudanças proporcionam maior lucratividade e retorno financeiro para as empresas. Os ambientes educacionais como escolas também estão valorizando a melhoria da qualidade do ar interno, devido à comprovação de que a inadequação da qualidade do ar afeta negativamente, comprometendo a capacidade cognitiva e de aprendizagem dos alunos.

Veja, abaixo, algumas dicas de como é possível implementar essas melhorias!

Levar a qualidade do ar em consideração durante o projeto

A qualidade do ar deve ser levada em consideração já na etapa de projeto, para que, tanto a localização quanto a orientação da edificação, sejam feitas de forma a proporcionar uma troca eficiente. Isso possibilitará mais conforto térmico e adequação da umidade em excesso. Além disso, é essencial pensar em locais para a entrada de ar externo e também a descarga.

Atentar-se ao nível de umidade

A umidade em excesso é extremamente prejudicial para a qualidade do ar, aumentando os problemas respiratórios e, inclusive, podendo afetar a saúde e segurança da edificação.

Os problemas mais frequentes são relacionados ao acúmulo de vapor, vazamentos, entrada de água das chuvas por falta de estanqueidade, defeitos construtivos — principalmente nos revestimentos e também ausência ou dificuldades na impermeabilização.

Esses contratempos podem ser reduzidos por meio de uma boa solução de isolamento, associadas a outras soluções construtivas e técnicas.

Reduzir os índices de contaminantes por meio de ventilação e filtragem

A qualidade do ar exterior nos grandes centros urbanos têm estado extremamente ruim, devido à poluição gerada pela presença de várias indústrias, bem como pela elevada circulação de automóveis. Com isso, é essencial renovar e controlar esse ar exterior por meio de ventilação e filtragem.

A ventilação, por exemplo, proporciona a retirada do ar carregado de poluentes do interior de um ambiente fechado. Dessa forma, a concentração de contaminantes gerados no ambiente é reduzida, assim como gases e odores. É importante destacar também que o sistema de ventilação precisa ser limpo e passar por manutenção, periodicamente.

Associado à ventilação, deve-se investir em um sistema de filtragem eficiente, a fim de garantir que os contaminantes, tanto no ar externo como no interno, sejam contidos. Esses filtros podem ser utilizados nos dutos e também nos equipamentos. O ideal é que existam filtros destinados ao ar externo e ao ar de recirculação.

Realizar manutenções periódicas e adequadas

A manutenção precisa ser preventiva e não corretiva — assim será possível garantir o bom funcionamento do sistema, obtendo eficiência em todos os aspectos citados. Para isso, é importante que as casas de máquinas sejam projetadas de forma que facilitem o acesso, a inspeção e a manutenção.

Também é importante contratar uma equipe ou, dependendo da dimensão da empresa, definir e treinar profissionais responsáveis pelas manutenções. Afinal, sem que sejam feitas periodicamente e de maneira adequada, tanto a vazão, a filtragem, a renovação e, até mesmo, o consumo de energia serão prejudicados, afetando a saúde, o bem-estar, o conforto e a segurança de todos.

Controlar a temperatura interna dos ambientes

A temperatura interna apresenta grande relevância na qualidade do ar interior, pois a produção de gases e demais contaminantes no ambiente interno, como: partículas, gases, micro-organismos, poeiras, mofo, ácaros, vírus, fungos e bactérias — tende a ser diretamente proporcional à temperatura, assim como a umidade e o desconforto.

Dessa forma, é essencial investir em um isolamento adequado, reduzindo a troca de calor por meio da radiação, convecção e condução, bem como reduzindo a interferência da temperatura externa no ambiente interno. Entretanto, para que isso seja feito adequadamente, é essencial contar com um especialista em isolamento e um sistema de qualidade.

Qual a importância de especialistas no processo de melhoria da qualidade do ar interior

É importante destacar que, em geral, as condições mínimas previstas nas normas técnicas não são suficientes para se obter uma qualidade do ar interior realmente adequada.

Desse modo, normalmente, é necessário contar com especialistas, tanto para avaliar a necessidade de cada ambiente como para realizar os estudos pertinentes, propondo as alterações necessárias e garantindo um ambiente saudável.

Sendo assim, é essencial que seja realizado um estudo por meio de medições e análises, bem como posterior projeto por parte de especialistas em qualidade do ar, climatização para empresas e isolamento.

Como se vê, além de todos os itens que interferem na qualidade do ar, como a climatização e a concentração de contaminantes, o isolamento adequado dos ambientes é imprescindível para proporcionar conforto, qualidade e bem-estar. Assim, é possível obter maior produtividade, melhoria da capacidade cognitiva e controle da umidade mais eficiente.

Agora que você já compreendeu a importância de todos esses aspectos relacionados à qualidade do ar interiorentre em contato com a 3TC! Assim, você poderá conhecer os sistemas mais avançados e eficientes de isolamento, que proporcionam o controle das 3 formas de transferência de calor. Consulte um de nossos especialistas para obter um ambiente eficiente, saudável e confortável!

O conforto térmico é um conceito importante em arquitetura e engenharia civil. Em uma empresa, ele contribui para qualificar as condições de trabalho de um determinado espaço ou de todas as instalações. Ele considera diferentes parâmetros: físicos (temperatura, umidade e velocidade do ar), fisiológicos (resposta do organismo humano a determinadas condições) e psicológicos (saúde mental do colaborador em relação a esse ponto). O mau isolamento térmico pode ser prejudicial no médio e longo prazo.

Combinando esses fatores, são obtidos padrões térmicos, apropriados ou não. O setor de segurança do trabalho desenvolve um papel fundamental nesse aspecto, pois identifica e contorna os eventuais riscos de natureza térmica.

Não é tarefa simples mensurar e controlar os perigos efetivos relacionados ao assunto, pois é preciso conhecer as causas do desequilíbrio térmico, as normas regulamentadoras específicas, a utilização dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e assim por diante. No post, mostramos 8 problemas causados pelo mau isolamento térmico e o calor. Confira!

1. A falta de conforto

Desempenhar atividades em um ambiente excessivamente quente pode se tornar insuportável. Um equipamento que dissipa calor tende a manter a temperatura muito elevada, fazendo com que o profissional se desgaste mais rápido. Além disso, pode provocar choque térmico nas pessoas que não exercem atividade constante em ambientes assim.

A falta de conforto causada pelo mau isolamento térmico influi, portanto, diretamente na produtividade industrial. Muitos empregadores ainda não fazem a correta associação entre ergonomia e produtividade, que é fundamental para que as metas sejam alcançadas.

A baixa variação de temperatura permite que o ambiente interno fique mais agradável, ainda que sejam usados equipamentos muito quentes, que dissipam muito calor.

2. O gasto elevado de energia

Outro problema resultante de um mau isolamento térmico é o consumo elevado de energia para refrigerar o ambiente de forma artificial. Aparelhos de ar condicionado, por exemplo, consomem muita energia, principalmente se a finalidade for refrigerar um espaço muito amplo.

Além disso, as instalações da indústria isoladas termicamente permitem que a utilização de energia na fonte geradora seja menor, o que ajuda a reduzir os gastos com seu consumo. A economia total da construção varia conforme diferentes fatores, como o tipo de combustível que é empregado, a localização da indústria, os impostos, as condições ambientais e outras coisas.

O retorno do investimento, ou payback, de um sistema de isolamento térmico ocorre geralmente dentro de um ano.

3. A falta de segurança

Como já falamos, o isolamento térmico é de extrema importância para a segurança dos usuários. Isso porque o calor excessivo pode causar choques térmicos nos colaboradores e outros problemas de saúde. Em alguns casos, o ambiente pode ficar tão quente que torna as condições de trabalho insalubres.

A segurança dos trabalhadores deve ser uma das prioridades da gestão industrial. A preocupação com a qualidade de vida e o bem-estar da equipe contribui para criar um ambiente de trabalho salutar, que ajuda na retenção de talentos e promove melhorias no relacionamento da empresa com seus colaboradores.

Um calor muito elevado expõe os colaboradores a diversos riscos. Uma temperatura alta demais é muito nociva, podendo provocar desidratações, infertilidade masculina, queimaduras graves, câncer de pele e problemas de visão.

Esses problemas podem ser agravados pela falta de equipamentos de proteção individual (EPIs). As Normas Regulamentadores mais importantes nesse sentido são: NR 17, ISO 7730 e ISO 7243, como veremos mais adiante.

Os EPIs, por sua vez, são fundamentais para minimizar ou evitar os efeitos nocivos do calor sobre o corpo dos colaboradores. Não levar em conta os efeitos do mau isolamento térmico pode levar a acidentes de trabalho e a outros problemas de saúde muito graves. Entre os principais EPIs e medidas de segurança que reduzem os riscos da alta exposição ao calor estão:

  • Os óculos com proteção ultravioleta e infravermelho;
  • As luvas térmicas;
  • A vestimenta térmica que envolve todo o corpo (o macacão);
  • A máscara de segurança facial;
  • Os respiradores com filtros específicos;
  • As botas de couro;
  • O isolamento e a sinalização das áreas que envolvem mais riscos;
  • O enclausuramento das fontes e dos processos que emitem radiação (sempre que possível).

4. Os problemas trabalhistas

Descuidando da precaução, a empresa pode até se envolver com problemas trabalhistas. Existem normas de segurança de trabalho que devem ser seguidas sob pena de multas pesadas para quem não cumprir. Em casos mais graves, como acidentes ou doenças de trabalho, a situação pode ser ainda pior.

Os processos judiciais trabalhistas são grandes inimigos das finanças e do potencial competitivo da indústria. A reputação dela cai consideravelmente e, além disso, pode ficar sob a mira de órgãos fiscalizadores.

Esses problemas podem ser agravados pela falta de equipamentos de proteção individual (EPIs). As Normas Regulamentadores mais importantes nesse sentido são: NR 17, ISO 7730 e ISO 7243.

5. O desrespeito à Norma Regulamentadora 17

A Norma Regulamentadora 17 garante algumas condições de conforto para os colaboradores como:

  • A temperatura efetiva entre 20º C e 23º C;
  • A velocidade do ar inferior a 0,75 m/s;
  • A umidade relativa do ar igual ou maior que 40%.

6. O desrespeito à ISO 7243

A ISO 7243 faz uma estimativa do estresse por calor provocado nos colaboradores, se baseando no índice de bulbo úmido e temperatura de globo (IBUTG). Seu método oferece ótima aplicabilidade na indústria e um diagnóstico eficiente e rápido.

Porém é analisado somente o efeito do calor no organismo humano em um período específico de tempo, sem considerar a análise do estresse em períodos mais curtos de exposição ao calor.

7. O descumprimento da ISO 7730

A ISO 7730 é uma norma de abrangência internacional que combina fatores físicos com parâmetros definidos e avalia a sensação térmica do colaborador. O que se considera são roupas usadas, tarefa desempenhada e outras coisas.

8. Um alto índice de emissão de CO

Em uma indústria, a emissão de gás carbônico sempre tende a ser alta. Com um mau isolamento térmico, haverá uma liberação maior desse gás para a atmosfera, o que produzirá efeitos nocivos no meio ambiente, como o aumento da poluição e os danos à camada de ozônio.

Vemos assim que o mau isolamento térmico pode gerar consequências graves que afetam a saúde dos colaboradores, a indústria e até o meio ambiente como um todo. Por isso, convém seguir corretamente as leis relacionadas ao assunto.

Gostou do texto? Ele foi útil para você? Aproveite para ver como se faz um bom isolamento térmico!

 

Muito comum em postos de trabalho industriais, a atuação em um ambiente insalubre faz parte da rotina ocupacional de milhões de colaboradores em todo o Brasil. Contudo, mesmo sendo bastante conhecido no meio trabalhista, muitas pessoas (tanto os empregadores quanto os funcionários) ainda não sabem definir bem se um local é ou não insalubre.

Além disso, também há algumas dúvidas em relação à procedência após a identificação de um posto de trabalho classificado como insalubre. Perguntas do tipo: como controlar o risco; quais parâmetros avaliar na hora de considerar o pagamento adicional e qual o tempo máximo permitido de exposição ao risco ainda persistem entre a equipe de trabalho.

Em vista disso, destacaremos abaixo o que são ambientes insalubres, quais os parâmetros necessários para essa análise e 6 fatores que tornam um ambiente ocupacional insalubre.

O conceito de ambiente insalubre

Um posto de trabalho é insalubre quando ele de alguma maneira representa riscos à saúde da equipe de forma intensiva e frequente. Em outras palavras, é quando há situações na empresa onde os colaboradores ficam expostos aos riscos em um patamar acima dos limites toleráveis.

Sendo assim, confira abaixo algumas características presentes em ambientes de trabalho insalubre:

  • excesso de radiação não ionizante;
  • intensidade sonora acima de 85 dB;
  • alteração na pressão absoluta;
  • variações térmicas (frio demasiado e calor intenso);
  • elevada umidade relativa do ar;
  • vibrações mecânicas;
  • presença de agentes biológicos e químicos.

Definição dos parâmetros toleráveis

Para não ficar subjetivo a definição se um posto de trabalho está ou não dentro dos níveis tolerados pelo corpo humano, foi criada uma norma regulamentadora específica para ambientes insalubres, a NR 15.

Deste modo, esse regimento classifica com exatidão quais são os níveis (de todos os riscos) que caracterizam um ambiente insalubre.

As consequências da insalubridade no trabalho

Ao trabalhar em um ambiente insalubre o colaborador tem o direito de receber um adicional financeiro sobre o salário já concedido. Como há diferentes níveis de exposição, a NR 15 estabelece:

  • 40% a mais sobre o salário base para insalubridade de grau máximo;
  • 20% a mais sobre o salário base para insalubridade de grau médio;
  • 10% a mais sobre o salário base para insalubridade de grau mínimo.

Cabe destacar que a norma deixa bem claro não haver possibilidade de acúmulo de benefícios, isto é, no caso de uma equipe atuar em um ambiente que contém 2 fatores de insalubridade, prevalecerá o adicional referente ao grau mais elevado.

5 fatores que tornam um ambiente insalubre

Veja abaixo 6 fatores de risco que um ambiente ocupacional insalubre pode oferecer para a equipe de trabalho.

1. Temperaturas extremas

A temperatura pode ser um fator de insalubridade tanto em ambientes frios, quanto em locais onde o calor é intenso.

1.1 Intenso calor

Segundo a NR 15 não há uma temperatura limite padrão, isso porque ela considera qual é a intensidade das tarefas que estão sendo realizadas nesse ambiente de calor. Entretanto, dependendo das características das atividades desempenhadas, acima de 25°C já podemos ter locais de trabalho insalubres.

Atuar em um local de calor intenso pode remeter a:

  • perda de água no corpo e consequente quadros de desidratação;
  • dores e espasmos musculares, prejudicando assim a locomoção;
  • fraqueza muscular;
  • irritabilidade na pele e nos olhos.

1.2 Intenso frio

Já para as temperaturas reduzidas, a Norma Regulamentadora 15 basicamente direciona sua análise para todas as atividades executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em ambientes que oferecem condições similares. Porém, a definição de insalubridade será mediante laudo expedido após uma inspeção técnica realizada no local.

Trabalhar em ambientes de frio intenso podem causar:

  • confusão mental;
  • perda gradual dos movimentos;
  • quadros de hipotermia;
  • dificuldades de respiração.

2. Agentes químicos

Segundo a NR 15, trabalhar em um local na presença de: arsênio (e seus compostos); chumbo; cromo; carvão; fósforo; hidrocarbonetos; mercúrio; silicatos e qualquer outra substância cancerígena já é o suficiente para defini-lo como insalubre.

Desempenhar atividades na presença de agentes químicos pode causar:

  • irritação nos olhos e na pele;
  • asfixia e sensação de sufocamento;
  • lesões na pele;
  • dificuldades respiratórias;
  • lesões irreparáveis nas vias respiratórias (essencialmente o cromo).

3. Vibrações mecânicas

O critério para avaliar se um posto de trabalho contém vibração mecânica acima do aceitável ou não é bastante técnico, sendo criteriosamente definido na NR 15.

Atuar em locais onde há excessivas vibrações pode levar o colaborador a:

  • ter irritação nos ouvidos e incômodos auditivos;
  • confusão mental (vibrações emitidas a uma específica faixa de frequência);
  • dificuldades de locomoção.

4. Ruídos excessivos

O som intenso é um dos riscos de trabalho mais encontrado na indústria. Presente em diferentes níveis de intensidade e de exposição, a NR 15 também utiliza uma série de parâmetros técnicos para classificar um posto de trabalho insalubre quanto ao ruído.

Permanecer em uma área de som intenso pode causar:

  • perda gradual da audição;
  • desenvolvimento de doenças auditivas;
  • falta de concentração.

Vale pautar aqui o revestimento acústico nas áreas de ruído intenso como sendo uma ótima alternativa para o controle/redução desse risco de trabalho, prática esta que é largamente aplicada na indústria e em outros ambientes ocupacionais, como escritórios e laboratórios.

5. Umidade excessiva

A umidade excessiva está presente basicamente nos locais alagados e encharcados, além daqueles onde o colaborador inevitavelmente entra em contato com a água para o desempenho das tarefas.

Por ser um parâmetro um pouco subjetivo, para ser classificado como insalubre o ambiente em questão precisa receber um laudo técnico após ser inspecionado.

A umidade excessiva leva a:

  • queda da temperatura do corpo, ocasionando desconforto térmico;
  • resfriados e outras enfermidades causadas pelo frio.

Portanto, ambiente insalubre é algo muito sério e que precisa ser detalhadamente considerado na hora de delegar tarefas para a equipe de trabalho. Vale destacar também que seja qual for o risco de trabalho presente na indústria, o empregador é obrigado a buscar ferramentas para o seu controle, garantindo assim a saúde ocupacional de todos os colaboradores.

O conteúdo foi válido para você? Então leia também, em mais um de nossos posts, sobre quais os danos do excesso de calor na saúde.

Seja na indústria alimentícia, seja na automobilística, há diversos ambientes trabalhistas em que as condições de atuação não são totalmente favoráveis para a estadia humana de qualidade. São elas a umidade relativa do ar, temperatura, ruídos, radioatividade etc. Nesse contexto, é interessante destacar os postos de trabalho em que a insalubridade e calor se relacionam de maneira acentuada e consequentemente preocupante.

Sendo assim, confira neste post o que você precisa saber sobre os principais aspectos da relação entre a insalubridade e calor.

Principais características de ambientes insalubres

Caracteriza-se um local de trabalho como insalubre quando o mesmo representa riscos à saúde humana de forma frequente e intensiva. Isto é, quando um ambiente exige da equipe a exposição aos agentes de risco em um nível acima dos limites de tolerância ele é classificado como insalubre. A tolerância é definida por uma norma técnica:  a Norma Regulamentadora 15 (NR-15)

Em outras palavras, são locais hostis e com más condições de permanência e circulação. Veja, a seguir, algumas das características de ambientes insalubres:

  • presença excessiva de radiações não ionizantes;
  • ruídos constantes e acima de 65 dB;
  • alterações nos valores de pressão absoluta;
  • oscilações térmicas acentuadas;
  • umidade do ar a níveis extremos;
  • presença de vibrações mecânicas.

Exposição ao calor e suas consequências

A exposição demasiada ao calor pode ser extremamente prejudicial ao corpo humano, podendo representar um aumento da irritabilidade, depressão, fraqueza, incapacidade para se concentrar e ansiedade.

Outras consequências mais graves são os quadros de alterações físicas, como por exemplo a desidratação, espasmos musculares e o aparecimento de erupções e vesículas nas regiões do corpo mais exposta.

Cabe ressaltar também que alterações neurológicas podem ser diagnosticadas, ou seja, é de fundamental importância a proteção humana para com a exposição excessiva ao calor, já que há possibilidades de sequelas permanentes.

Norma Regulamentadora 17

A NR 17 Ergonomia tem como objetivo estabelecer parâmetros que possibilitam a adaptação das condições de trabalho para com as características psicofisiológicas da equipe. Proporcionando, desse modo, mais conforto e eficiência na produtividade e, acima de tudo, segurança.

Segundo a norma, o empregador deve garantir boas condições ambientes de trabalho, alinhando as características psicofisiológicas de sua equipe com a natureza das tarefas a serem realizadas.

Dessa maneira, em locais onde há atividades que necessitam de solicitação intelectual (escritórios, laboratórios, análise de projeto entre outros), é obrigatório assegurar as seguintes condições de conforto:

  • índice de temperatura efetiva entre 20º C e 23º C;
  • velocidade do ar menor ou igual a 0,75m/s;
  • umidade relativa do ar maior ou igual 40%;
  • nível de ruído máximo para efeito de conforto de até 65 dB, sendo a curva de avaliação de ruído NC menor ou igual a 60 dB;
  • iluminação adequada, natural ou artificial, distribuída no ambiente de maneira uniforme e difusa, evitando assim ofuscamento, reflexos, sombras e contrastes excessivos.

Descumprimento das normas regulamentadoras

O não cumprimento das normas regulamentadoras, tanto pelo empregador, quanto pelos empregados é passível de multas e sanções do Ministério do Trabalho.

Deste modo, tratando-se de uma empresa que descumpra a NR 17, as consequências podem ser:

  • multas justapostas pelo Ministério de Trabalho e indenizações à família da vítima em caso de acidente de trabalho;
  • possibilidade de embargo/interdição da obra, bem como confisco de máquinas e equipamentos;
  • responsabilidades trabalhistas (estabilidade provisória para acidentado, Termo de Ajustamento de Conduta e ação civil pública);
  • obrigações civis em situações de acidentes de trabalho (arcar com despesas médicas, danos estéticos, lucros cessantes durante todo o período antecedente a alta médica e pensão vitalícia quando houver vítimas fatais durante o exercício do trabalho);
  • obrigações criminais, respondendo por infração penal, crime de perigo, lesão corporal e até homicídio culposo.

Medidas preventivas ao calor

Em relação aos locais de trabalho insalubres devido à presença excessiva de calor, há medidas alternativas para que o conforto térmico da equipe seja assegurado.

Nesse aspecto, vale destacar o importante papel desempenhado pelas mantas térmicas, que são capazes de isolar a carga térmica de um ambiente, por meio da eficiente redução da transferência de calor fonte/meio externo.

Entretanto, é importante pautar que existem 3 formas de transferência de calor: convecção (realizada pelas correntes gasosas); condução (vibração molecular de partículas sólidas e fluídos) e radiação (raios infravermelhos).

Dessa forma, para que um isolamento térmico seja feito com qualidade, é preciso garantir que a manta térmica utilizada seja igualmente eficiente para esses 3 tipos de transmissão de calor.

Caso contrário, o isolamento térmico não necessariamente alcançará valores satisfatórios, uma vez que a transferência de calor continuará a afetar a temperatura do local em questão.

Outra medida importante para garantir a segurança de uma equipe que atua sob forte carga térmica é a providência de Equipamentos de Proteção Individual-EPI’s. Macacão térmico, botinas, aventais, máscara de proteção e luvas são alguns dos equipamentos indispensáveis para quem trabalha exposto ao calor.

Sendo assim, as normas regulamentadoras também especificam obrigações do empregador em relação aos EPI’s, uma vez que cabe a empresa fornecer os equipamentos de forma gratuita, assegurar a reposição sempre que necessária e fiscalizar colaboradores quanto ao uso constante.

Produtividade x insalubridade

Diante disso, é fácil perceber que as condições ambientes de um local de trabalho com certeza estão diretamente relacionadas com a produtividade da equipe.

Postos de trabalho onde os parâmetros para a permanência humana estão fora da faixa ideal – principalmente temperaturas extremas – baixa umidade relativa do ar e ruídos excessivos) de fato afetarão na qualidade das tarefas que serão desempenhadas.

Assim sendo, ao detectar parâmetros distantes do ideal (de acordo com a NR 17) é de suma importância que o empregador tome todas as medidas necessárias para que boas condições de trabalho sejam oferecidas à sua equipe. Garantindo assim tanto a saúde/segurança dos colaboradores, quanto a produção eficiente em todos os postos de trabalho da empresa.

Portanto, insalubridade e calor são questões que não devem ser negligenciadas por nenhuma empresa. Tudo isso pois são potencialmente nocivas à saúde e causam sérios acidentes de trabalho. Assim sendo, saber identificar (mesmo que com a ajuda de especialistas) e providenciar soluções para a exposição excessiva ao calor torna-se imprescindível, tanto para a segurança humana quanto para quem almeja produtividade no trabalho.

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