A criação de animais inclui diversos fatores. É preciso se preocupar com aspectos como o espaço disponibilizado, o tipo de produção, a alimentação e assim por diante. Além desses pontos, entretanto, não dá para ignorar a necessária atenção ao ambiente. É nesse sentido em que surge o conforto térmico animal.

O conceito tem sido cada vez mais difundido e tem que ser aplicado do jeito certo para garantir o bem-estar dos animais. Com as técnicas adequadas, fica fácil obter os resultados necessários para uma criação segura e eficiente.

Para que não restem dúvidas, mostraremos qual é a importância do conforto térmico animal e quais são os pontos que exigem a sua atenção. Continue a leitura!

O que é conforto térmico animal?

O conforto térmico, de maneira geral, consiste em garantir as condições adequadas de temperatura para os seres em determinado ambiente. Ou seja, é necessário disponibilizar um espaço que não seja quente ou frio demais, de modo a não causar o que é conhecimento como estresse térmico.

Se para humanos essa questão já é importante, para animais é especialmente necessário. Em ambientes de produção animal, os bichos precisam estar dentro das condições corretas para a sua espécie e faixa de vida. Ao saber o que é conforto térmico animal, portanto, fica mais fácil entender o seu papel.

É importante notar que cada um tem uma exigência. Mamíferos normalmente conseguem regular a temperatura do organismo. No entanto, não significa que devam ser deixados em situações de frio ou calor extremo. No caso das aves, é ainda mais importante considerar essa questão.

Então, é fundamental executar ações que permitam que os animais estejam em condições realmente confortáveis durante toda a sua vida.

Qual a importância do conforto térmico para os animais?

Os animais também sentem desconfortos relacionados ao ambiente. A falta de um espaço correto para descansar, por exemplo, pode deixar uma espécie irritada. Já a escassez de limpeza compromete a saúde da maioria dos bichos.

No caso da temperatura, valores muito altos ou baixos atrapalham o funcionamento dos sistemas. Por isso, pensar nas medidas para controlar essa questão é muito vantajoso. A seguir, explicamos por que o conforto térmico animal é tão importante.

Manter a temperatura ideal

Para alcançar essa sensação de conforto, é preciso acompanhar o nível da temperatura em cada ambiente. Ou seja, isso significa fazer com que o espaço esteja com os valores adequados para cada animal.

Vale notar, inclusive, que esse é um processo individual, de acordo com cada espécie e estágio da vida. Aves, como os frangos de corte, podem necessitar de uma temperatura que varia de 32º C, após o nascimento, até 24º C, a partir da quarta semana. No entanto, os valores também podem mudar com a quantidade de animais por metro quadrado e até com a ventilação, de modo a não diminuir muito a sensação térmica.

O mesmo acontece com suínos, bovinos e outras espécies. Portanto, o conforto térmico animal é essencial para ter controle sobre a temperatura percebida pelo ser, o que garante um bom funcionamento do organismo de cada um deles.

Reduzir o estresse do animal

Quando elas não são adequadas, os bichos procuram meios de se “defender” das condições ambientais. O instinto faz com que eles busquem novas formas de regular a temperatura, em busca da sobrevivência.

Frangos em temperatura baixa, por exemplo, ficam aglomerados na tentativa de gerar calor. Porcos em ambientes muito quentes se tornam agitados e sofrem problemas de circulação.

O estresse térmico prejudica a saúde dos animais, bem como compromete diversas funções corporais. De forma prolongada, pode afetar todo o desempenho e o bem-estar. Evitar o quadro, portanto, é essencial para garantir o bom tratamento às espécies e para oferecer um cuidado humanizado na criação.

Preservar a oxigenação

A temperatura corporal está ligada à capacidade de diversos sistemas do organismo. Os órgãos dos animais funcionam de maneira diferente de acordo com cada situação, então é preciso ficar atento.

A oxigenação está ligada à capacidade de carregar os nutrientes para as células e fazer as trocas gasosas. No entanto, fora das condições ideais de temperatura, há problemas nesse processo.

Se o ambiente é muito quente, o animal pode sofrer com uma respiração mais rápida e uma oxigenação que não é suficiente. Já em temperaturas baixas, problemas respiratórios podem ocorrer. Portanto, podemos dizer que o conforto térmico animal também está ligado à preservação da oxigenação, de modo a otimizar o funcionamento do organismo.

Garantir a produtividade

A criação de animal, qualquer que seja, visa a obter produtividade. Animais de corte, por exemplo, devem alcançar pesos específicos para que atinjam os padrões esperados. Outros estão ligados a quanto produzem diretamente, como galinhas e ovos e vacas e leite.

De qualquer forma, a temperatura tem grande influência sobre o desenvolvimento e a atuação dos animais. Uma vaca com estresse térmico, por exemplo, não vai produzir tanto leite, o que afeta os resultados almejados. Frangos com frio não se desenvolvem como deveriam, o que também gera perdas.

As respostas fisiológicas incluem perda de massa, alterações na circulação, mudanças na alimentação, modificações no nível de atividade e assim por diante. Já com as condições ideais, os animais têm tudo o que é necessário para fortalecer a produção.

Aumentar a sustentabilidade

A sustentabilidade é uma preocupação cada vez mais latente na sociedade. As pessoas desejam ajudar o meio ambiente, bem como esperam que as marcas se engajem nesse sentido. Com isso, empresas de todos os setores devem se atentar a tal questão — inclusive as de produção animal.

Ao cuidar do controle da temperatura do ambiente onde ficam os animais, em primeiro lugar, há uma produção mais humana e adequada. Isso se encaixa com os preceitos de desenvolvimento sustentável e respeito à natureza.

Além do que, é um jeito de otimizar o consumo de diversos recursos, como ração, água, energia e assim por diante. Desse modo, a produção se torna sustentável e relevante.

Como reduzir o desconforto térmico?

O cuidado com a temperatura é o principal jeito de garantir que os animais não passem pelo estresse térmico. Para que o desconforto seja reduzido ao menor nível possível, portanto, essa preocupação deve ser colocada em prática por meio de diversas técnicas.

O uso dos recursos certos faz toda a diferença para ser bem-sucedido na empreitada, então é preciso ficar atento. Venha ver nossas sugestões sobre como reduzir o desconforto térmico e entenda quais são os pontos que merecem a sua atenção.

Manter os animais na sombra

A radiação é a maior vilã do calor e do aumento da temperatura. Os raios solares trazem o calor que cruza a atmosfera terrestre e impacta todo o espaço. Ou seja, tanto o solo quanto as construções são afetados pelo aquecimento. Se os animais ficarem em uma área de sol, a tendência é que a temperatura seja ainda maior.

Portanto, o ideal é que os animais sejam deixados em ambientes à sombra. No caso do gado criado solto, por exemplo, é preciso que o local tenha pontos de descanso sem sol direto. Na granja ou em áreas de criação de suínos, é fundamental que os animais não sejam afetados diretamente pelos raios solares.

Embora seja apenas a primeira ação recomendada nesse sentido, já é capaz de ajudar a garantir um ambiente mais salubre.

Fazer uso da ventilação natural

Não apenas a temperatura é importante, como também a questão da ventilação. Oferecer correntes adequadas de ar é indispensável quando o objetivo é diminuir o desconforto e evitar o estresse térmico.

Uma das maneiras de conseguir isso é por meio da ventilação natural. Um dos fatores determinantes é a altura do espaço, então um pé direito elevado torna o lugar mais arejado por causa da diferença de pressão, melhorando os resultados.

Também é viável pensar na ventilação cruzada. Nesse caso, é comum criar aberturas paralelas no imóvel onde ficam os animais, de modo a aproveitar o fluxo de passagem do ar. Assim, é possível diminuir a temperatura ambiente sem precisar gastar nada nesse sentido.

Utilizar nebulizadores e ventiladores

Ao mesmo tempo, não é interessante depender apenas da ventilação natural. Em certos períodos do ano, por exemplo, isso significa ter um baixo nível de umidade na atmosfera, o que também pode prejudicar os animais.

Então, é essencial pensar no uso de ventiladores. Há os condensadores e climatizadores — inclusive, os que auxiliam a trocar e renovar o ar.

Em relação à umidade do ambiente, a nebulização é essencial. Isso significa usar microaspersores, ou seja, equipamentos que ajudam a pulverizar pequenas gotículas de água. Elas evaporam antes que atinjam os animais, mas permitem umidificar e a diminuir a temperatura do ar.

Planejar a construção dos alojamentos

Como deu para ver, a maioria das soluções está relacionada ao ambiente de alojamento. Sem cuidar desse ponto é impossível garantir de forma completa a atenção necessária em relação ao controle de temperatura.

Portanto, é fundamental partir do cuidado com a construção dos alojamentos. Eles devem ser planejados de maneira integral para que apresentem as melhores condições e toda a capacidade de conforto.

Além de tudo, ter atenção nesse momento é determinante para otimizar o uso dos recursos. Basicamente, a melhoria ainda no planejamento evita a necessidade de gastos e consumos em excesso posteriormente, de modo a melhorar o desempenho nesse sentido.

Quais os cuidados envolvidos na construção dos alojamentos?

Como visto, a área construída onde ficam os animais é um dos fatores essenciais para o conforto térmico. Erguer um ambiente já com o pé direito alto ou com ventilação cruzada, por exemplo, diminui as exigências em relação ao uso de ventiladores de grande potência.

Mais que apenas pensar no tamanho ou na disposição, é fundamental considerar alguns outros aspectos. Na sequência, apresentaremos os pontos que exigem mais atenção e o que levar em conta para obter bons resultados.

Localização

Primeiramente, é preciso escolher uma localização adequada. A intenção é identificar um ponto que reúna as melhores características, de acordo com a necessidade de cada animal.

Se o local tiver um clima naturalmente muito quente, vale pensar em espaços com um pouco mais de sombra e que sejam arejados. No entanto, é preciso tomar cuidado para que ele não seja frio demais, por exemplo.

Em relação à umidade, convém evitar os chamados terrenos de baixa. Eles têm um grande nível de umidade — principalmente à noite. No inverno, não recebem tanta radiação e isso pode gerar o desconforto térmico e até a necessidade de aquecimento.

Outro ponto importante é que o local deve ter uma área suficiente para abrigar todos os animais e a estrutura necessária para dar conta de todos. Não adianta achar um lugar adequado se os animais ficarão aglomerados e desconfortáveis, por exemplo. Então, verifique se a instalação realmente se adapta ao ponto.

Disposição

Em relação à planta baixa, é muito importante pensar em toda a disposição do imóvel, de modo a facilitar e favorecer a utilização do espaço. É preciso avaliar a instalação de recursos para a ventilação natural cruzada, por exemplo. Então, devem-se planejar as janelas ou pontos de passagem de ar.

Também é necessário considerar onde ficarão elementos como berçários, comedouros, áreas de descanso e assim por diante. É natural que cada ambiente precise de um nível de climatização e controle, então isso deve ser considerado para o conforto térmico animal.

Além de tudo, não dá para desconsiderar a possibilidade de expansão. Se existe o planejamento de crescimento da produção animal, deve-se considerar esse aspecto no planejamento do espaço.

Telhado

Como visto, a radiação é uma das maiores vilãs quando o assunto é a temperatura. Em um alojamento, o telhado é um dos pontos que mais sofre com a incidência dos raios solares e, portanto, desse processo. Sem o cuidado adequado, ocorre a transferência de calor e o estresse térmico.

O melhor é escolher um material com bom índice de reflexão solar, em vez de um que absorva os raios. Também vale pensar em um projeto de isolamento térmico, que será tratado adiante.

Outros aspectos incluem, por exemplo, a inclinação. O ângulo ideal fica entre 20 e 30 graus e é interessante ter uma passagem para a saída do ar quente.

Em relação à altura, ele deve ser mais elevado para impedir a transferência excessiva de calor. Completar a estrutura com ventiladores e microaspersores é um jeito de dissipar parte do calor.

Laje e piso

Especialmente em alojamentos com mais de um andar, a laje é essencial. Além de dar sustentação, ela também evita a transferência de calor entre pontos, o que garante maior proteção e conforto térmico animal.

O melhor é construir uma versão com materiais que ajudem no isolamento térmico, como um concreto com características especiais. A segurança também está em jogo, então recomendamos ter atenção sobre essa questão.

Quanto ao piso, a escolha depende do animal e do seu comportamento. Por exemplo, os suínos passam até 19 horas deitados e, portanto, têm um grande contato com esse ponto. Se o piso for muito quente ou frio, há desconto térmico. Nesses casos, é possível optar pelos ripados ou maciços, de acordo com cada exigência.

Em todos os cenários, é preciso tomar cuidado com o nível de calor que o material consegue absorver. Ele deve ter a temperatura ótima, justamente para evitar a perda de produtividade. Além de tudo, o contrapiso tem que ser regular para prevenir que parte do revestimento cause algum tipo de dano ou escape de calor indesejável.

Manta térmica

Os vários tipos de isolamento térmico são excelentes soluções para garantir o conforto térmico animal. Eles protegem o ambiente das diferentes formas de transmissão de calor — condução, convecção e radiação — e ainda ajudam a economizar recursos.

A manta térmica é uma solução muito utilizada e que serve para impedir a passagem do calor de maneira indesejada. Ela pode ser aplicada tanto no telhado quanto nas paredes — e é daí que surge a necessidade de fazer um bom planejamento quanto ao espaço.

Mas se há tantos tipos, qual é a melhor opção? A seguir, mostramos as principais alternativas e as suas características!

Fibra

A versão de fibra pode ser feita com vários materiais, como a cerâmica. Nesse caso, formam-se fios aglomerados que ajudam a conter o calor, conforme a transferência ocorre de um ponto a outro.

Dependendo do tipo que é aplicado na fabricação, é um modelo que permite conter a condução ou a convecção. Essa alternativa, entretanto, não resiste muito bem à umidade e, em alguns casos, à temperatura elevada. Com isso, pode não ser a escolha ideal para garantir o conforto térmico animal.

Spray

A versão em spray consiste em um material que é pulverizado no local de interesse — normalmente o telhado. O mais comum é que ela seja feita de poliuretano, que funciona como um péssimo condutor térmico e, portanto, como um bom isolante.

A cor é clara para evitar a absorção dos raios solares, o que ajuda a conter parte do problema ligado à radiação. Paralelamente, exige uma aplicação muito profissional e que nem sempre atende aos interesses do alojamento. Como normalmente não é usado nas paredes do mesmo modo que no telhado, o problema da temperatura talvez permaneça.

Alumínio

A manta térmica de alumínio ou foil, como também é conhecida, tem o papel principal de ajudar a conter a radiação. Ela funciona como uma espécie de forro no telhado ou até entre as paredes.

Quando os raios solares batem na superfície espelhada, são refletidos e dissipados. Isso permite evitar a absorção de calor por radiação, o que diminui consideravelmente a temperatura do espaço interior.

Contudo, o produto pode não ser eficiente contra a condução, já que ela está associada ao contato. Como o alumínio não funciona como uma barreira para a transferência, o aquecimento se torna inevitável em muitos casos.

Espuma

A manta térmica de espuma é feita de poliuretano, na maioria das vezes. O material não permite a condução térmica e, com isso, evita que a temperatura seja transmitida do exterior para a parte de dentro.

Também pode se tratar de uma versão com espuma expansiva, que ajuda a preencher vários espaços e, portanto, impede a circulação do ar quente.

No entanto, é tóxica e não é ideal em altas temperaturas. Um princípio de incêndio, por exemplo, pode ganhar força rapidamente e comprometer a integridade dos animais.

Mista

Já a versão mista combina diversos materiais para chegar a um resultado mais completo. Uma opção exclusiva é a que aparece no estilo “sanduíche”, com camadas especiais para cada tipo de transferência de calor.

No revestimento externo, o material altamente reflexivo combate a radiação, que é a grande vilã. Como visto, os raios são refletidos e o calor é dissipado, o que já ajuda a diminuir boa parte do impacto.

No meio, há um preenchimento com poliestireno expandido, o qual impede a passagem do calor. Juntos, os dois componentes são essenciais para também combater a condução, o que favorece o controle de temperatura.

Além disso, a estrutura é feita para “vedar” o alojamento, o que impede a passagem de vapores. Desse jeito, é possível combater a convecção, o que gera um cuidado extra e possibilita o conforto térmico animal.

Um dos maiores benefícios de um material do tipo é que há uma proteção reforçada contra umidade e mofo, além de não ser tóxica e nem gerar problemas diante de temperaturas muito elevadas. Nesse caso, é uma solução robusta para garantir máximo controle no ambiente.

A instalação é simplificada e, com um bom planejamento, torna-se ainda mais fácil. Como resultado, é possível fazer com que os animais, de qualquer que seja a espécie, tenham tudo o que é necessário para que possam se desenvolver.

O ideal é escolher uma empresa capacitada, experiente e com uma solução que realmente cumpra esses pontos. Somente desse jeito é possível obter o melhor isolamento, dentre os disponíveis.

Como dissemos, o conforto térmico animal é indispensável para a produtividade, sustentabilidade e humanização. Nesse caso, o controle de temperatura é fundamental, o que exige medidas específicas. Além do bom planejamento, o uso de mantas térmicas garante o isolamento necessário para que o espaço seja muito bem aproveitado.

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O excesso de calor no ambiente de trabalho é altamente prejudicial. Além de comprometer a obtenção do conforto térmico, ele gera diversas dificuldades na execução de tarefas necessárias para o empreendimento.

O desconforto pode aumentar a irritabilidade e, com isso, motivar novos conflitos no ambiente. Esse também é um fator de desmotivação e de perda de produtividade devido à falta de engajamento. Para a saúde, não é diferente, pois esse problema traz riscos variados.

A seguir, mostraremos quais são os impactos do excesso de calor para o bem-estar. Confira!

Quais são os principais impactos na equipe?

O corpo humano é formado por uma grande quantidade de água e precisa se manter a uma temperatura média de 35 a 36º C. Por isso, quando o ambiente está muito quente, há um desequilíbrio nas funções corporais, aumento da produção de suor e grande desconforto.

Tanto nas indústrias quanto no cotidiano, há muitos impactos na saúde que são causados pelo excesso de calor. Na sequência, apresentamos os pontos que merecem a sua atenção!

Desidratação

Um dos resultados mais conhecidos da exposição às altas temperaturas é a desidratação. Trata-se de um quadro que ocorre quando o corpo não tem água suficiente para funcionar da melhor maneira. Como resultado, vários sistemas são afetados e há um acúmulo de toxinas no sangue.

Os sintomas incluem enjoos, boca seca, sede, tonturas e até desmaios. Em alguns casos, a desidratação gera confusão mental ou mesmo delírios. No cotidiano, esse já é um quadro que inspira cuidados. No ambiente de trabalho, ele é ainda mais perigoso, porque é um fator de risco para acidentes.

Fadiga

Com um grande aumento de temperatura, o corpo precisa fazer um esforço maior para regular a temperatura. Em ambientes quentes, a produção de suor favorece a perda de líquidos e de sais minerais essenciais para o funcionamento do organismo. Com esses impactos, o corpo sofre uma diminuição de energia, o que leva à sensação de fadiga.

Nessa situação, as pessoas demonstram menos disposição para executar tarefas e podem sentir sonolência, fraqueza, tonturas e náuseas. Casos extremos, como em temperaturas muito elevadas, levam à síncope corporal e até à interrupção do funcionamento dos rins.

Falta de concentração

O nosso cérebro trabalha com algumas prioridades e, na prática, com uma tarefa de cada vez. Se há necessidades físicas urgentes, então é mais difícil se concentrar em outras ações. É por isso que o calor excessivo diminui a concentração.

Diante das altas temperaturas, há o incômodo e a necessidade de regular o corpo. O cérebro, nessa situação, perde capacidade cognitiva de atuar focado em uma só tarefa, o que compromete os resultados. No trabalho — seja na indústria, seja fora dela —, isso leva a um aumento da procrastinação e uma diminuição do rendimento. No final das contas, há uma grande queda de produtividade.

Doenças respiratórias

Muitas vezes, a alta temperatura é acompanhada pela baixa umidade. Em escritórios, o uso de ventiladores ou de ar-condicionado motiva tal questão. Na indústria, a falta de vapores e os espaços confinados favorecem essa configuração.

O problema é que essas situações prejudicam o sistema respiratório. O muco das vias pulmonares, por exemplo, fica ressecado, o que aumenta as chances de quadros de bronquite, rinite ou asma. Também ocorrem sangramentos nasais e infecções. Em longo prazo, os impactos podem se tornar crônicos.

Alterações na pressão sanguínea

Por causa do aumento da temperatura, as artérias ficam mais dilatadas. Trata-se de um mecanismo do corpo para tentar diminuir a temperatura e eliminar o calor pela pele. Ao somar isso à desidratação, há um fluxo menor de sangue pelo corpo.

Como resultado, há um quadro de pressão baixa ou hipotensão arterial. Para muitas pessoas, é uma situação que leva a tonturas, enjoos e até desmaios. No trabalho, os riscos de acidente se multiplicam nesses casos.

Para quem já sofre com hipertensão, o excesso de calor é um fator de risco. O entupimento das artérias é agravado pelo espessamento do sangue. A falta de água também amplia esse impacto, o que leva à ocorrência de casos de hipertensão. É comum sentir dores de cabeça, tonturas e mal-estar nessas situações. Em alguns casos, esse se torna um fator de risco para AVC e infartos.

Por que é importante investir em qualidade de vida?

Tanto no trabalho quanto fora dele é essencial pensar nas práticas de bem-estar. Desta forma, a intenção é garantir a máxima qualidade de vida, pois isso leva, acima de tudo, a um bom cuidado com a saúde.

Do ponto de vista dos escritórios e das indústrias, há outros aspectos para se considerar. Em primeiro lugar, o empregador é obrigado a cuidar da saúde e da segurança da equipe. Sendo assim trata-se de uma obrigação que visa evitar doenças e acidentes causados pela atividade profissional.

Além disso, trata-se um meio de consolidar resultados positivos para o empreendimento. Com mais bem-estar, há um aumento na satisfação e motivação para o trabalho. Isso gera eficiência e produtividade no dia a dia, melhorando a competitividade do negócio.

Lidar com o excesso de calor, portanto, não tem a ver apenas com a saúde, mas com todos os benefícios associados à etapa produtiva e ao desempenho.

Quais são as soluções mais eficazes para a indústria?

Evitar a transmissão de calor é o melhor jeito de manter as temperaturas sob controle. Esse processo acontece por três meios diferentes: condução, convecção e radiação. A última opção é a que gera maiores impactos, por isso merece atenção redobrada.

De qualquer forma, não basta apenas pensar em climatizar o ambiente. Ventiladores e equipamentos de ar-condicionado são bem-vindos, mas não resolvem tudo sozinhos.

Então, recomendamos considerar o uso de isolantes especiais. As mantas térmicas revestem o ambiente e impedem a entrada do calor, o que ajuda a manter a temperatura interna equilibrada. Para as indústrias, essas são as melhores possibilidades.

Para garantir total eficiência, a nossa indicação é que as três formas de transferência sejam combatidas. Isso dá origem a um ambiente muito mais agradável e preparado para gerar bons resultados.

O excesso de calor tem impactos variados — e, muitas vezes, graves — na saúde. Ao conhecer essas situações que apresentamos, fica clara a importância de investir em ações para o bem-estar, como o isolamento térmico.

Para evitar esses e outros problemas, veja como realizar o controle de temperatura em indústrias e empresas.

A compra e instalação de um aparelho de ar condicionado já foi considerada artigo de luxo, um eletrodoméstico para poucos. Recentemente, com o aumento da temperatura global, e o calor absurdo que vem fazendo, cada vez mais pessoas incluem um ar condicionado como indispensável. Ainda mais para pessoas que vivem nas regiões mais quentes do país e empresas que precisam da instalação do mesmo para o controle da temperatura. O crescimento da utilização de aparelhos climatizadores causa um impacto no consumo de energia, e o impacto na conta de luz é tão certa quando o conforto térmico proporcionado por este eletrodoméstico: o mais pesquisado e almejado nas épocas de calor.  Investir em um aparelho de ar condicionado é uma decisão a ser tomada com muita cautela. Além do custo do aparelho, é preciso considerar alguns fatores, dentre eles:

  • o custo da instalação
  • custo de manutenção
  • potência adequada
  • consumo de energia elétrica

O fator consumo de energia elétrica talvez seja o mais custoso, pois o custo da energia só aumenta a cada ano. Por isso compilamos nesse post algumas informações importantes. Antes de comprar um ar condicionado, saiba quais as dúvidas mais comuns e as respostas para estes problemas. Veja abaixo as dúvidas mais frequentes de quem quer comprar um ar condicionado, e se informe para não cair em pegadinhas!

O que é um ar-condicionado?

O condicionamento do ar é um sistema que refrigera ou esquenta ambientes fechados, podendo até melhorar a qualidade do ar, umidade e circulação com a opção do controle da temperatura desejada para o ambiente.

O ar condicionado tem como principal objetivo deixar ambientes em temperaturas agradáveis criando uma sensação de conforto térmico. Hoje um aparelho de ar condicionado pode até possuir função de refrigeração, aquecimento, ventilação, umidificação, desumidificação, e até mesmo filtro que retêm bactérias, ácaros e vírus da “gripe suína”, o H1N1.

Como funciona um ar condicionado?

O princípio de funcionamento dos condicionadores de ar, nada mais é do que a troca de temperatura do ambiente, através da passagem de ar pela serpentina do evaporador que por contato sofre queda ou aumento de temperatura, dependendo do ciclo utilizado, baixando a umidade relativa do ar.

Quando alcançado a temperatura desejada se faz uma leitura através de um sensor (termostato) localizado no evaporador, que este, por sua vez, desliga o compressor, fazendo com que o equipamento mantenha a temperatura. Variações na temperatura estipulada aciona-se novamente o compressor que é responsável pela circulação do gás refrigerante dentro do sistema.

Quais as funções de um aparelho de ar condicionado?

Nem sempre todos os condicionadores de ar possuem as mesmas funções. Existem diversos tipos de sistemas, onde cada um possui uma tecnologia ou uma característica diferente, dentre estas estão:

  • refrigeração
  • aquecimento
  • desumidificação
  • umidificação
  • ventilação
  • filtragem
  • automação

Quais os modelos de aparelhos de ar condicionado?

Existem aparelhos indicados para uso industrial ou residencial, dependendo do tamanho do espaço, e das peculiaridades do ambiente. São elas: utilização de isolamento térmico, número de máquinas/eletrodomésticos, tamanho do ambiente, número de ocupantes. Estes são alguns dos fatores necessários para o cálculo de potência que falaremos a seguir.

A linha industrial são produtos que necessariamente precisam de um projeto e especificações. Precisam ser realizados por engenheiros capacitados, com sistema de distribuição central, afim de climatizar todo um ambiente. Alguns sistemas possuem controle por quarto ou compartimentação do local, e alguns possuem sistema inteligente. Esta linha é a mais indicada para shoppings, galpões climatizados, prédios comercias, obras de grande porte.

Na linha residencial você encontrará produtos da categoria janela, Split ou VRF. Estes são aparelhos que comportam e se adaptam na climatização de apenas um cômodo. Nestes casos o cálculo de potência é feito apenas para aquele local. Este tipo de ar condicionado é indicado para aqueles que querem climatizar uma sala de escritório, um quarto/cômodo em uma casa. Ou seja, para a utilização em ambientes pequenos.

Como escolher a potência do seu ar-condicionado?

Existem várias maneiras diferente de se calcular a potência correta de um aparelho de ar condicionado, e deve-se levar em conta diversos fatores, como número de ocupantes, tamanho do ambiente, número de aparelhos eletrônicos, utilização de isolantes térmicos. Caso queira calcular a potência, temos uma calculadora de BTUs para você comprar o tamanho adequado, sem gastar energia extra, nem ficar insatisfeito com o resultado, e também um post explicando o que significa BTU, e como ele influencia diretamente na compra do aparelho de ar condicionado.

Qual a diferença entre o condicionador de janela e ar Split?

O condicionador de janela são os aparelhos compactos, produtos com o corpo único, que pode ser instalado na parede ou na janela, hoje estes produtos estão com tecnologias que possibilitam um baixo consumo de energia. Em contrapartida, eles não são tão silenciosos quanto a linha Split. O evaporador e o condensador ficam juntos dentro do mesmo gabinete. Possui algumas restrições para instalação em determinados edifícios ou residências, como por exemplo, alteração da fachada.

Já o sistema Split é dividido em duas ou mais unidades. Uma unidade externa (condensadora) e uma ou mais unidade internas (evaporadora). A ideia deste produto é diminuir o nível do ruído do aparelho dentro do ambiente, pois o compressor, que é o item com maior nível de ruído, fica na unidade externa (condensadora). A união entre as unidades é feita através de uma tubulação frigorífica, utilizando cobre ou alumínio, revestidos de isolamento térmico. A unidade externa, ou condensadora, é destinada para a mudança do estado do gás para líquido, instalada externamente em local de fácil acesso com distância pré-definida pelo fabricante do equipamento. A unidade interna, ou evaporadora, é destinado ao resfriamento do ar no local a ser condicionado. Podem ser instaladas em paredes, piso, sob o forro, semi-embutida (CASSETE) no forro e embutidas no forro (DUTO).

Qual a capacidade (BTU/hora) ideal do aparelho de ar condicionado?

A potência do ar condicionado é medida através de BTU/hora, que significa, uma unidade de potência: BTU (British Thermal Unit = Unidade Térmica Britânica). Caso queira saber mais, fizemos um post dedicado a essa sigla, para você entender melhor.

Para escolher um ar-condicionado é preciso considerar o tamanho do ambiente, o seu isolamento, a sua exposição ao sol ou sombra, a quantidade de eletrônicos no ambiente e o número de pessoas que frequentarão o lugar. Outro dado importante para sua eficiência é o local onde está instalado. O ideal são paredes voltadas para o leste ou sul, onde a incidência solar não é tão forte. Caso não seja possível evitar raios solares, instale uma proteção para evitar a incidência diretamente no aparelho.

Como mencionado anteriormente, utilize nossa calculadora de BTU para ter uma estimativa precisa.

O que é tecnologia inverter?

Primeiramente você deve saber sobre a tecnologia Inverter é sua eficiência no consumo de energia. Essa tecnologia já existe há alguns anos para modelos de ar condicionado split, e o processo de economia é baseado no melhor aproveitamento da energia, sem picos e muitos desperdícios. Afinal, a energia mais barata é a que não se usa.

A tecnologia Inverter garante um aparelho econômico, durável e principalmente silencioso que refrigera o ambiente de forma constante ao controlar a velocidade do compressor. Por não ficar ligando e desligando como modelos comuns, ele acaba deteriorando menos o motor, reduzindo assim a emissão de ruídos.

Explicando melhor, a tecnologia faz com que o compressor fique sempre ativo. Desta forma não ocorrem picos de voltagem como acontece em aparelhos comuns. O nome da tecnologia, assim como com o 3TC Isolamento, indica o que acontece tecnicamente: ele inverte a frequência que controla a velocidade de compressão do ar.

Desta forma quanto menos calor precisar ser retirado do ambiente, menor será a velocidade do compressor, economizando energia. Para compreender melhor, essa tecnologia pode gerar até 60% de economia se comparada a um aparelho de mesma potência, num mesmo ambiente.

A tecnologia inverter está integrada na unidade exterior. Uma unidade inverter aumentará gradualmente a sua capacidade consoante à capacidade adequada a divisão que se pretende esfriar ou aquecer. Uma unidade não-inverter funcionará no máximo do seu poder todo o tempo, ou seja, há um consumo maior de energia.

Como e quando dar manutenção no seu aparelho de ar condicionado?

A manutenção de aparelhos de ar-condicionado é uma parte importante em garantir a durabilidade de seu aparelho e a qualidade do ar que respira.  A manutenção preventiva do ar-condicionado – prática que vai além da limpeza dos filtros feita a cada quinze dias, deve ser realizada no mínimo uma vez por ano. A manutenção irá prevenir panes, melhorar a qualidade do ar, aumentar a vida útil do aparelho e a eficiência também.

Alguns dos procedimentos de limpeza podem ser feitos pelo dono. Contudo alguns procedimentos são mais complexos, e é mais recomendado a contratação de um profissional. A limpeza dos filtros, já mencionada anteriormente, pode ser feita por você mesmo. Primeiramente, é importante conferir o manual do aparelho para saber como remover e recolocar as partes do ar-condicionado. Além disso, seguindo os passos abaixo é possível dar uma manutenção primária:

  • desligue o ar-condicionado e o retire da tomada;
  • retire o painel frontal do aparelho e o limpe com um pano umedecido;
  • retire também os filtros e os limpe com água morna e detergente ou passe o aspirador;
  • deixe o painel e os filtros secarem na sombra para só então recolocá-los no ar-condicionado.

Limpeza Completa

Para a limpeza completa, o aparelho é totalmente desmontado. Portanto recomenda-se contratar um técnico profissional e autorizado. Nessa manutenção, o aparelho é completamente higienizado com produtos específicos para sua limpeza, o que assim garante sua durabilidade. Vale apontar que a manutenção deve ser feita anualmente para ambientes com pouco uso. Em escritórios e outros ambientes que utilizem o aparelho com frequência, a recomendação é que se faça a manutenção de 6 em 6 meses. Acima de tudo essa manutenção irá promover um ar limpo e climatizado para o ambiente em questão.

 

*Esta publicação foi realizada com a consultoria do Engenheiro João Vítor Mosqueira Moura – CREA-MG 208551/D

O corpo humano possui a habilidade de se adaptar em relação a diversas variações nos ambientes como intensidade sonora, quantidade de oxigênio no ar, oscilações térmicas, etc. Entretanto, mesmo se adequando a essas alterações, devemos destacar os possíveis efeitos colaterais no metabolismo humano, principalmente aqueles decorrentes das trocas de temperatura, já que, nesses casos, o conforto térmico fica consideravelmente comprometido.

É fácil perceber, por exemplo, o quão desgastante é permanecer em locais com temperaturas elevadas, bem como o desconforto contínuo (essencialmente dos pés e das mãos) ao realizar tarefas em ambientes extremamente frios. Dessa forma, seja no calor, seja no frio, é indispensável analisar as consequências da ausência de conforto térmico e entender o quão relevante esse parâmetro pode ser para o nosso cotidiano.

Lendo este post, você vai entender o que é conforto térmico e como alcançá-lo e quais são os impactos desse fator para a saúde do nosso corpo. Confira!

O conceito de conforto térmico

Para definir esse termo, é preciso considerar a combinação de critérios físicos (temperatura, umidade e velocidade do ar), psicológicos (estado mental do indivíduo após alterações ambientais) e fisiológicos (resposta padrão do corpo a uma dada condição externa).

Dessa maneira, conforto térmico nada mais é que a combinação desses fatores, resultando em indicadores térmicos, satisfatórios ou não. Exemplificando, um ambiente que oferece um conforto de temperatura adequado é aquele que se encontra numa faixa estável (geralmente entre 22° C e 24°C) e não apresenta valores extremos de velocidade e umidade do ar — ou seja, viabiliza um cenário propício tanto para a permanência humana quanto para o desempenho de tarefas.

A importância de manter a temperatura adequada

Locais que não são classificados positivamente quanto ao conforto térmico são um problema. Além de afetar a produtividade de uma equipe também pode representar sérios riscos para a saúde. Desse modo, é possível afirmar que, em ambientes onde a temperatura se encontra nos extremos, o nível de concentração de uma pessoa pode diminuir drasticamente, prejudicando a qualidade da atividade que estava sendo realizada.

Outro ponto importante que devemos ressaltar é em relação ao bem-estar, uma vez que é difícil se manter em um local onde a temperatura não está apropriada, o que pode, inclusive, gerar mudanças de humor e alterações fisiológicas mais sérias.

Em ambientes laborais, as consequências de um desconforto térmico podem ser ainda mais acentuadas. Por consequência disto, graves acidentes de trabalho podem acontecer. Isto é, as condições térmicas de um local jamais devem ser negligenciadas, especialmente em espaços onde há contínua permanência humana.

O desequilíbrio térmico e as suas consequências

Como já foi dito, a saúde física e mental sofre em cenários onde há desconforto térmico. Entretanto, os sintomas não são sempre iguais, e isso depende da presença ou da ausência de calor. A seguir, entenda os diferentes casos:

Efeitos sob forte calor

O metabolismo humano é drasticamente afetado em situações em que a temperatura corporal alcança 40° C. Para que isso ocorra, é necessária uma exposição excessiva ao calor, que pode desencadear um estado de hipertermia.

Nessa possibilidade, as principais consequências são:

  • desidratação acentuada (escassez de água no organismo, o que prejudica as reações orgânicas mais básicas do corpo);
  • erupção, com vesículas roxas em áreas da pele onde a incidência de calor for maior;
  • dores e espasmos musculares, agravados no abdômen e nas extremidades;
  • desequilíbrio neurológico (o que implica sérias alterações sensoriais);
  • fraqueza muscular, a qual pode se prolongar por dias caso a exposição à alta temperatura seja extrema;
  • dificuldade de concentração, que pode levar a quadros de ansiedade e estresse.

Medidas preventivas e corretivas

Cabe destacar alguns pontos referentes ao estado de hipertermia, tanto para evitá-lo quanto para amenizá-lo. Para situações em que não há conforto térmico e a temperatura ambiente alcança patamares elevados, devemos:

  • providenciar o resfriamento rápido do corpo, com a estadia prolongada em uma área fresca e arejada;
  • intensificar a ingestão de água ou bebidas isotônicas;
  • evitar comidas pesadas e grandes intervalos de tempo entre as refeições;
  • prevenir o desenvolvimento de doenças dermatológicas em situações onde há exposição solar, através do uso de pomadas e cremes de proteção contra raios ultravioleta;
  • vestir óculos, chapéus e roupas que protegem a pele de raios solares;
  • aplicar bolsas de gelo nas articulações (no caso de início de quadros de fraqueza e dores musculares).

Efeitos sob baixa temperatura

Já em ocasiões onde há desconforto térmico, devido à temperatura baixa, o corpo humano está sujeito a um processo chamado de hipotermia (inicia-se abaixo de 35° C).

Dessa forma, os efeitos no organismo são:

  • arrepios e dormência nas mãos;
  • dificuldade de locomoção pela ausência de circulação sanguínea nas articulações;
  • cansaço excessivo;
  • perda da consciência e diminuição da frequência cardíaca em situações onde a exposição ao frio é elevada.

Medidas preventivas e corretivas

Em relação ao quadro de hipotermia, os cuidados são:

  • manter o corpo em constante movimento, beneficiando, dessa forma, a circulação sanguínea;
  • usar vestimenta adequada (especialmente para proteger a cabeça);
  • substituir roupas molhadas se a umidade do ambiente for elevada.

Os cuidados para alcançar o conforto térmico

Existem lugares (principalmente em ambientes industriais) em que há tarefas para serem realizadas, porém, inevitavelmente, apresentam temperatura fora do intervalo ideal. Para esse contexto, a utilização tanto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) quanto de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) é indispensável.

Já para ambientes domésticos e estabelecimentos comerciais, em geral, caso haja alguma região na qual as condições térmicas não são favoráveis, uma boa solução é providenciar a instalação de um isolante térmico. Assim, por meio de mantas térmicas, o conforto térmico fica garantido de maneira simples e eficiente.

Como vimos neste conteúdo, é essencial garantir o conforto térmico. Seja nos espaços de trabalho ou nos ambientes residenciais. Portanto, vale ressaltar que além de permanecer em uma área arejada e com a devida ventilação é importante providenciarmos locais que proporcionem conforto e bem-estar, pois isso reflete positivamente tanto no humor quanto na produtividade de uma pessoa, além de assegurar e preservar o seu maior patrimônio: a saúde.

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Na hora de comprar um aparelho de ar condicionado, sempre nos deparamos com a unidade de medida conhecida como BTU. É muito importante saber o que ela significa antes de investir em um equipamento desse. Climatizadores consomem muita energia, e demandam manutenção, então todo cuidado é bem vindo.

Para escolher o ar-condicionado mais adequado às suas necessidades é necessário calcular os BTUs, pois eles indicam a área que aquele aparelho tem capacidade de refrigerar. Além disso, é importante saber quanto de energia o aparelho vai gastar, antes de comprá-lo.

O ambiente de intalação do climatizador é crucial na hora de calcular o BTU

E como saber a potência ideal para escolher o melhor ar? A gente te mostra a seguir:

1 – O que significa BTU?

BTU é a sigla para British Thermal Unit que significa Unidade Térmica Britânica. O BTU define qual a potência ideal de refrigeração ar condicionado para aquele cômodo. Em outras palavras, tecnicamente falando, para cada meio litro de água é necessário 1 BTU para reduzir a temperatura em 0,56 ºC.

A partir do cálculo dos BTU’s, é possível determinar a potência ideal e escolher o melhor modelo de ar. Aparelhos abaixo da potência indicada podem trazer problemas para o equipamento, como desgaste excessivo das peças, reduzindo sua vida útil e gerando maior gasto de energia porque o ele precisará trabalhar mais para refrigerar o local. Se a potência do ar-condicionado for maior do que o necessário, os gastos de energia também aumentarão.

2 – O que considerar na hora de investir em um climatizador?

Em resumo, detalhes como tamanho do cômodo, exposição ao sol, região do imóvel interferem diretamente na capacidade do ar condicionado. A quantidade de pessoas e de aparelhos eletrônicos – TV’s, computadores, também são considerados ao fazer o cálculo de BTU’s.

Se ambiente a ser climatizado tem outras características como pé direito alto, metragem grande, muitas pessoas ou várias divisões, é recomendado a avaliação de um profissional. Na visita ao local, o técnico irá incluir outras variantes no cálculo.

Se o cômodo ficar diretamente exposto ao sol ou fica em uma região mais quente do país, como o Nordeste, por exemplo, mais BTU’s devem ser adicionados e a potência do ar condicionado deverá ser maior. Por isso a importância de considerar todas as condições antes de adquirir seu aparelho.

3 – Como calcular a potência BTU correta para meu ambiente?

Primeiramente, não siga as tabelinhas já prontas relacionadas à apenas a metragem quadrada do espaço. Sendo assim, se você precisa fazer esse cálculo, a gente facilita sua vida. Usando a nossa calculadora você já tem o consumo de energia de acordo com os fatores necessários. Ou seja: número de pessoas, a quantidade de aparelhos e o tamanho do ambiente. Na nossa calculados indicamos também a diferença de potência e consumo se você instalar o 3TC. O 3TC é um produto isolante térmico que controla as três formas de transferência de calor, que garante eficiencia energética do seu climatizador.

Por exemplo: em um quarto de 20m² para um casal, com uma TV e um notebook, você tem um total 14800 BTU’s. Instalando o 3TC, esse número vai para 9620 BTU’s. Isto representa uma diminuição de 35%. O dimensionamento de BTU’s com nosso isolante térmico pode chegar a uma redução de até 40%.

Com essas informações você você vai conseguir escolher o melhor ar condicionado ou climatizador de acordo com a sua necessidade. Desta forma evitará desperdício financeiro e alcançará o máximo de eficiência energética.

Aproveite para consultar nosso FAQ e tirar todas as dúvidas sobre o nosso produto.