A manta térmica para parede tem sido um dos materiais mais utilizados nas edificações modernas. Afinal, trata-se de um material ecologicamente sustentável, que apresenta um custo-benefício elevado. A maioria das mantas podem ser empregadas nos mais diferentes tipos de projetos. Como são versáteis, podem ser utilizadas em edifícios corporativos, residenciais, industriais e agrícolas.

O seu principal objetivo é garantir o conforto térmico de construções, mesmo as que contam com sistemas de climatização. do mesmo modo, na indústria as mantas têm sido uma aliada essencial, pois são muito versáteis. Neste contexto elas podem ser instaladas em praticamente todos os ambientes, como armazéns, escritórios e linha de montagem.

Para que você entender melhor os benefícios que ela pode trazer para o seu negócio, preparamos este post com algumas dicas indispensáveis. Confira!

Como funciona uma manta térmica para parede?

O funcionamento exato de uma manta térmica depende muito do seu tipo. Mas, no geral, ela busca interferir nos três processos de transmissão de calor entre os ambientes: a condução, a convecção e a irradiação.

A seguir, veja como a manta age em cada um dos processos:

Isolamento da radiação

Você já ouviu falar das ondas infravermelhas? Trata-se da radiação emitida pelo sol, responsáveis pela transferência de calor para o nosso planeta, que recebe o nome de irradiação.

Ao entrar em contato com os objetos, as ondas agitam as suas moléculas e geram um aumento de temperatura. Quanto mais ondas infravermelhas um objeto absorve, mais “quente” ele fica.

Os melhores materiais para mantas térmicas conseguem refletir essas ondas. Elas não são absorvidas pelas estruturas da edificação; são, na verdade, enviadas de volta para o ambiente. Com isso, há uma redução da temperatura de superfície que pode chegar a 20º Celsius.

Diminuição da condução

Quando dois corpos entram em contato, eles buscam ficar em equilíbrio térmico, ou seja, na mesma temperatura (o objeto mais quente transfere energia calorífica para o mais frio). As mantas são chamadas de isolantes térmicos: os seus materiais têm uma estrutura molecular que dificulta a transmissão de energia de uma partícula para a outra, impedindo o aquecimento do ambiente.

Quando você insere uma camada de isolante térmico entre as paredes de drywall, por exemplo, isso impede que uma camada de gesso transfira energia para a outra. Nas paredes que ficam próximas a equipamento que emitem calor, uma camada adicional de manta pode ser adicionada para evitar o aquecimento de outros cômodos.

Redução da convecção

A convecção é o processo de transmissão do calor por meio de líquidos e gases e o responsável pelas principais trocas entre a atmosfera e as edificações. As mantas térmicas atuam nesse processo da seguinte forma: elas evitam a vazão de energia térmica do ambiente interno para o externo, mantendo a temperatura do local estável.

Isso é especialmente útil se você utiliza algum sistema de ar-condicionado, já que a manta isola bem o ambiente e aumenta a eficiência do equipamento.

Quais são os principais tipos de manta térmica?

Os tipos de manta térmica para parede são a lã animal, as lãs sintéticas, sprays e espumas de poliuretano e a manta 3TC. A seguir, entenda os detalhes de cada uma delas.

Lã animal

A lã animal foi o primeiro tipo de isolamento térmico criado pelo homem. Ela não necessita de alta tecnologia e é fornecida em rolos, além de ser facilmente instalada. As suas desvantagens são: não atua sobre a irradiação do calor e apresenta uma manutenção complicada, devido à sua sensibilidade à umidade.

Lãs sintéticas

São vários os tipos de materiais que podem ser empregados com as lãs sintéticas: vidro, acrílico, PVC e até mesmo rochas. Cada um deles oferece uma vantagem particular, como funcionalidades adicionais, isolamento acústico e proteção contra incêndio. No entanto, em relação ao isolamento térmico, esse tipo de manta não é tão eficiente, pois ele também não reflete a radiação infravermelha.

Sprays e espumas de poliuretano

O spray é uma opção de aplicação mais cara e mais difícil de executar. Além disso precisa de manutenções de tempos em tempos. Por lidar apenas com a condução, em densidades pequenas são as menos eficiente em relação ao isolamento. A sua principal substância empregada é o poliuretano, que também é utilizado nas espumas tradicionais. Ele é inflamável e, na combustão, libera uma fumaça tóxica que pode aumentar o número de óbitos durante um incêndio.

Manta 3TC

A manta 3TC trabalha com uma tecnologia exclusiva e patenteada. Por meio de um processo industrial de alta tecnologia, que combina o poliestireno com lâminas refletivas, o produto é capaz de agir sobre os três processos de transmissão de calor.

De acordo com estudos científicos da Nasa, esse processo produz a reflexão de até 97% dos raios infravermelhos — o que pode gerar uma proteção de até 20º Celsius da temperatura interna em relação ao ambiente.

A manta 3TC também é excelente para reduzir o processo de convecção, devido à sua impermeabilidade a líquidos e gases. Isso é muito interessante em ambientes artificialmente climatizados.

Como vantagens adicionais, as mantas 3TC são muito duráveis, facilmente instaláveis e resistentes a mofo e à umidade. Além disso podem promover atenuação acústica e são não-propagantes à chama, classe II-A, conforme teste realizado pelo IPT (Ensaio Técnico de Comportamento ao fogo – IPT).

As mantas 3TC são bastante versáveis e podem ser utilizadas entre lâminas de drywall, para a confecção de divisórias de madeira e PVC, na cobertura de paredes de alvenaria e de concreto, entre outros. Portanto, adaptam-se bem aos projetos arquitetônicos industriais, assim como aos comerciais, residenciais e agrícolas.

Como aplicar essas mantas?

A aplicação da manta térmica depende do tipo de projeto e da manta também. Vamos utilizar drywalls e divisórias como exemplo. Normalmente, as mantas fibrosas são aplicadas entre os montantes de metal ou de madeira. Isso causa uma patologia chamada ponte térmica nos locais sem isolamento térmico. Mantas térmicas contínuas tais como o 3TC Isolamento resolvem esse problema: a instalação é feita sem lacunas.

Dessa forma, várias camadas de mantas podem ser utilizadas. Isso depende também das demandas de isolamento do seu projeto. No caso das paredes tradicionais, a fixação pode ser feita com colas especiais ou por meio de processos mecânicos.

Em cada ponto metálico, um faixa de ponte térmica.

Quais são os benefícios da manta térmica?

O uso desse material nas edificações proporciona vantagens importantes. Confira!

Sustentabilidade

Os materiais das mantas 3TC são fabricados com processos sustentáveis. Na fábrica são utilizados materiais sustentáveis que impactam muito pouco o ambiente. Tudo 100% reciclável. além disso, por melhorarem o isolamento do ambiente diminuindo a temperatura, reduzem a necessidade de uso de ar-condicionado e aquecedores. Da mesma forma, em locais que utilizam de climatizadores, pode aumentar consideravelmente  a eficiência desses equipamentos, diminuindo o consumo energético. Sendo assim, a emissão de CO2 tanto na produção, utilização e instalação do 3TC é muito baixa.

Custo-benefício

Os projetos de isolamento são relativamente baratos em comparação aos custos que eles ajudam a diminuir. Consequentemente, em poucos meses, você verá um retorno de praticamente todo o investimento, pois ele gera vários benefícios:

  • melhoram o conforto térmico, trazendo ergonomia, o que aumenta a produtividade das equipes;
  • reduzem a necessidade de compra de novos equipamentos de climatização à medida que um negócio cresce;
  • diminuem os gastos com a conta de energia, visto que é possível utilizar os ares-condicionados e aquecedores em um potência menor.

Portanto, a manta térmica para parede é uma opção bastante interessante para a sua empresa. Mas você deve prestar bastante atenção na hora da escolha de um fornecedor: opte por materiais mais eficientes e multifuncionais e por um suporte ponta a ponta. Ou seja, desde ao orçamento, explicação técnica, até a instalação e manutenção das mantas. É justamente isso que a 3TC Isolamento consegue entregar para você!

Gostou de conhecer as mantas térmicas e quer implementar esse material? Entre em contato conosco e saiba como podemos te ajudar.

O setor da construção civil é um dos mais importantes para a economia brasileira, o que demanda muita mão de obra. Com tantos profissionais nos canteiros, os acidentes e as doenças laborais também refletem números significativos. Mesmo quando são fornecidos os equipamentos de proteção individual e coletiva. Por esse motivo, é importante investir em medidas que aumentem a segurança do trabalho na construção civil.

Existem certos fatores que potencializam a ocorrência de acidentes e doenças nas obras. Alguns exemplos relevantes são:

  • ausência de treinamento adequado;
  • falta de qualificação das equipes;
  • realização das atividades sob condições desfavoráveis;
  • o descumprimento das normas de segurança, entre outros.

Com base nesse cenário, a gestão de riscos ganha grande importância. Isto porque seu objetivo é estar sempre buscando a redução de situações perigosas. Isso se dá por meio das indicações das normas reguladoras, conhecidas como NRs.

Quer saber mais sobre a importância da segurança do trabalho e como melhorar preservar a saúde das equipes no seu canteiro de obras? Confira este artigo que preparamos para você!

Quais os objetivos da segurança do trabalho na construção civil?

A segurança do trabalho pode ser definida como um conjunto de medidas a serem implementadas nos mais variados ambientes de trabalho, que ajudam a evitar a ocorrência de acidentes e garantem a qualidade de vida da sua equipe. Ao investir em segurança do trabalho, a sua empresa cumprirá as normas determinadas pelo Ministério do Trabalho, o que aumenta a segurança dos trabalhadores.

Os profissionais que atuam nessa área devem averiguar se as regras estão sendo cumpridas na rotina da empresa, além de serem responsáveis pela educação dos trabalhadores, mostrando para eles qual a melhor maneira de realizar as tarefas para evitar acidentes.

O principal objetivo da segurança do trabalho na construção civil é identificar, avaliar e controlar as situações de risco presentes nas atividades dos trabalhadores. Isso pode ser feito por meio do mapeamento dos riscos, em que a equipe responsável põe em prática uma série de normas, procedimentos e equipamentos no ambiente de trabalho, para que sejam reduzidos os riscos inerentes a cada atividade.

Além disso, pode ser feito um estudo de dados estatísticos a cerca dos acidentes e doenças que já aconteceram, visando adotar as melhores medidas preventivas para cada área. Por isso, pode-se dizer que a segurança do trabalho tem três vertentes: reduzir acidentes de trabalho, promover a saúde ocupacional e reduzir os riscos de incêndio.

Quais são os profissionais que atuam nessa área?

Dentro da segurança do trabalho na construção civil, existem inúmeros profissionais que atuam, de maneiras diferentes para garantir a saúde física e mental dos trabalhadores. Conheça agora os principais.

Engenheiro de Segurança do Trabalho

Um dos objetivos desse profissional é assessorar as empresas industriais e de construção sobre as condições de trabalho, as instalações em geral, os métodos fabricação, as atividades realizadas pelos trabalhadores, entre outros. A partir dessas análises, podem ser determinadas as diretrizes a serem tomadas no campo da prevenção de acidentes.

O engenheiro de segurança também inspeciona as instalações da obra, verificando se há riscos de incêndio e desmoronamento, por exemplo. Além disso, ele pode instruir quais são os equipamentos de proteção individual mais indicados para cada atividade e executar campanhas educativas sobre a prevenção de acidentes, para que os trabalhadores sejam conscientizados.

Técnico de Segurança do Trabalho

O técnico de segurança do trabalho estabelece as normas e dispositivos de segurança mais adequados para cada atividade. Dessa forma, ele pode acabar sugerindo modificações nos equipamentos e nas instalações. Além disso, ele comunica os resultados das inspeções por meio relatórios, propondo a reparação ou a renovação dos sistemas.

Esse profissional também faz a investigação de acidentes que já aconteceram, verificando as condições de ocorrência para propor soluções e providências cabíveis, entre outras atribuições.

Médico do Trabalho

O médico do trabalho faz exames periódicos de todos os empregados, principalmente dos expostos a maiores risco de acidentes ou doenças profissionais. Ele também avalia, as condições de insegurança dos locais de trabalho, sugerindo aos gestores da empresa algumas medidas que possam atenuar os riscos existentes.

Enfermeiro do Trabalho

Por fim, esse profissional avalia as condições da empresa, fazendo observações sobre as principais atividades. Ele discute com a gerência, para assim identificar o que deve ser feito na área da segurança, higiene e saúde. O enfermeiro do trabalho também atua na prestação de primeiro socorros em caso de acidentes, fazendo curativos e providenciando o atendimento médico posterior.

No mais, ele pode instruir os trabalhadores sobre a utilização de roupas e equipamentos de proteção adequados ao tipo de atividade, reduzindo a incidência de acidentes. O planejamento e execução de programas de educação sanitária também está entre os afazeres do enfermeiro, o que estimula a aquisição de hábitos mais saudáveis e ajuda a prevenir as doenças laborais.

Quais são os riscos mais comuns?

Os riscos presentes em uma obra ou construção podem ser classificadores em cinco grupos. Cada um deles tem uma cor padrão para qualquer empresa, pois isso facilita a sua identificação. Veja quais são:

  • grupo 1, verde: o primeiro grupo representa os riscos físicos, como umidade, ruídos, temperatura e pressão;
  • grupo 2, vermelho: nesse grupo estão os riscos químicos, como poeiras, vapores e outros agentes que possam ser inalados;
  • grupo 3, marrom: trata-se dos riscos biológicos, como as bactérias, os parasitas e fungos;
  • grupo 4, amarelo: os riscos representados pela cor amarela são os ergonômicos, aqueles que estão relacionados a situações como atividades repetitivas, monotonia, uso inapropriado de equipamentos, e outros que podem causar desconforto e afetar a saúde dos trabalhadores;
  • grupo 5, azul: por fim, o grupo 5 tem relação com os riscos de acidentes, como a utilização de máquinas e equipamentos sem a devida proteção.

Entre os 5 grupos de risco, existem aqueles que são mais comuns e merecem maior atenção.

Quedas de nível

Existem diversas atividades da construção civil que são realizadas em altura. Não utilizar os EPIs necessários nesse tipo de atividade é uma das grandes causas de graves acidentes. Seja em cima de um andaime ou executando atividades em pavimentos superiores, todos os trabalhadores devem utilizar os equipamentos de proteção necessários para cada atividade. Vale apontar que primeiramente os colaboradores devem receber treinamento antes de executar trabalhos em altura.

Choques elétricos

A grande maioria das obras e construções envolve atividades com eletricidade. Alguns fios podem ficar expostos e causar acidentes, o que pode ocorrer pelo contato direto com os trabalhadores ou pelo contato com água. Existe uma norma, a NR 10, que regulamenta as atividades que incluem eletricidade. A norma indicanda quais são as medidas de segurança e os equipamentos necessários para evitar acidentes.

Uso de máquinas e equipamentos sem a devida proteção

Muitos equipamentos e máquinas presentes nas obras, como furadeiras, britadeiras e serras, exigem um manuseio correto e o uso de EPIs para evitar imprevistos. Por isso, para proteger a saúde dos trabalhadores, é importante realizar treinamentos e fornecer os equipamentos de segurança adequados a cada atividade, conforme descrito na NR-12.

Queda de materiais

A presença de gruas, guindastes, elevadores de carga e outros equipamentos como esses, é muito comum em qualquer obra. Na maioria das vezes, eles estão carregados de materiais que, se não estiverem bem colocados e protegidos, podem cair. Por isso, o uso de capacetes é obrigatório nos canteiros de obra.

Problemas respiratórios, alergias e dermatoses

Com a presença de materiais como o cimento e a cal, compostos por um pó fino, podem ocorrer graves problemas respiratórios se não forem utilizadas máscaras e outros equipamentos para proteger a face dos trabalhadores. Além disso, o contato da pele com tintas, solventes e outros produtos, pode provocar alergias e até queimaduras.

Perda auditiva

O uso constante de máquinas e equipamentos que emitem altos ruídos, sem proteção, pode causar a perda auditiva com o tempo. Esse é um problema que não tem cura, e não são apenas os ruídos que podem causá-lo:

  • elevados níveis de pressão sonora;
  • exposição à metais como chumbo, manganês, arsênio, cobalto e mercúrio;
  • exposição à gases asfixiantes como nitrato de butila, cianeto e monóxido de carbono;
  • solventes orgânicos como xileno, dissulfeto de carbono, tuleno, estireno, e butanol.

Contato ou exposição a corpos estranhos

É comum a presença de aranhas, escorpiões, cobras, abelhas, e outros animais que podem prejudicar a saúde dos trabalhadores. Dessa forma, é fundamental inspecionar o ambiente e verificar a existência de algum desses animais, além de fornecer e exigir a utilização dos equipamentos que vão proteger de possíveis picadas.

Quais são as principais normas de Segurança do Trabalho?

Contar com um departamento de segurança do trabalho é um ótimo investimento contra a insalubridade, além de ajudar a manter a organização do canteiro e suas obrigações com a legislação. De acordo com a norma nº1 do Ministério do Trabalho, as empresas com 50 trabalhadores ou mais precisam ter um setor especializado na segurança e saúde da equipe. Nas empresas menores, é necessário ter uma comissão interna de prevenção de acidentes, a CIPA, ou contratar um técnico responsável pela segurança laboral.

Para auxiliar os gestores, foram criadas as Normas Regulamentadoras (NR), que são um conjunto de regras e instruções sobre segurança no trabalho. Ao todo, são 36 NRs, e grande parte delas descreve atividades relacionadas à construção civil.

O descumprimento da Normas Reguladoras da segurança do trabalhado na construção civil aumenta a chance de acidentes, doenças e situações de risco, além de gerar multas para os empregadores, que têm o dever de oferecer condições seguras de trabalho.

Confira a seguir as principais NRs da construção civil.

NR 6 – equipamentos de proteção individual

Essa norma exige que as construtoras forneçam EPIs, os equipamentos de proteção individual, aos trabalhadores. Com isso, será resguardada a saúde e integridade físicas dos empregados. Além disso, é obrigação deles utilizar e zelar pelos equipamentos. A NR 6 ainda menciona quais são os tipos de EPIs necessários para cada atividade para prevenir acidentes e impactos nos olhos, ouvidos, membros superiores e inferiores, tronco, cabeça, e aparelho respiratório.

NR 8 – padrões de edificações

A NR 8 especifica os requisitos técnicos mínimos em uma obra, para garantir o conforto e a segurança dos funcionários. Por exemplo, nos pisos, escadas e passagens, devem ser utilizados materiais antiderrapantes. Além disso, os andares superiores devem ter proteção contra quedas, seguindo as normas técnicas e legislações municipais.

NR 12 – uso de maquinário

Essa NR, em síntese, tem o objetivo de garantir que as máquinas e equipamentos presentes no canteiro de obras sejam utilizados de maneira segura pelo trabalhador. Logo, o objetivo é prevenir acidentes por meio de medidas de proteção e referências técnicas. No mais, são exigidas informações sobre o ciclo de vida desses equipamentos, incluindo transporte, instalação, operação e manutenção.

A NR 12 ainda trata das instalações elétricas de máquinas que têm contato com água ou agentes corrosivos. Sendo assim, é necessária a blindagem, isolamento e aterramento desses equipamentos, prevenindo a ocorrência de acidentes. Além disso, os controles de acionamento precisam levar em conta alguns aspectos, como:

  • localização e distância, permitindo um manejo fácil e seguro;
  • instalação dos principais comandos em posições acessíveis ao operador;
  • visibilidade e sinalização que sejam distinguíveis entre si.

Essa norma é bastante extensa e detalhada, e também menciona as medidas apropriadas para os trabalhadores portadores de deficiência.

NR 35 – segurança nas alturas

A NR 35 trata dos requisitos para garantir a segurança dos trabalhadores durante atividades realizadas nas alturas, aquelas que são executadas acima de dois metros a partir do nível do solo. Dessa forma, essa norma objetiva a prevenção de quedas e acidentes ao exigir as seguintes medidas:

  • treinamento e capacitação da equipe;
  • equipamentos de proteção individual, acessórios e sistemas de ancoragem;
  • equipe de emergência;
  • desenvolvimento de planejamento para organização e execução das atividades.

Na hora de planejar os serviços, recomenda-se a adoção de providências para evitar o trabalho em altura, quando houver uma forma alternativa de execução. Senão, devem ser adotadas medidas para eliminar o risco de queda e para minimizar as consequências de possíveis quedas, quando o risco não puder ser eliminado.

NR 18 – medidas de segurança

Essa norma é uma das mais importantes para a segurança do trabalho na construção civil. Ela traz diretrizes para as áreas administrativa, de planejamento e organização para a implantação e controle dos sistemas de segurança.

No mais, a NR 18 aborda questões relacionadas às atividades da construção civil. Atividades como escavações, construção de telhados e demolições, além de descrever os procedimentos, dispositivos e instruções para as principais atividades desenvolvidas em um canteiro de obras. Por exemplo, ela define que os canteiros precisam ter vestiários, instalações sanitárias, lavanderia, local de refeições, área de lazer, entre outros.

Para que seja garantido o cumprimento dessas exigências, a norma ainda exige a implantação do PCMAT, o Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho. Ele é aplicável para canteiros que tenham a partir de 20 trabalhadores. O PCMAT deve ficar à disposição dos fiscais do Ministério do Trabalho e deve conter os seguintes documentos:

  • memorial das condições e do ambiente de trabalho de todas as atividades e operações, considerando os riscos de acidentes e doenças do trabalho, com as respectivas medidas preventivas;
  • projeto das proteções coletivas, de acordo cada etapa da obra;
  • informações técnicas das proteções individuais e coletivas utilizadas;
  • cronograma de instalação das medidas preventivas de acordo com as etapas da obra;
  • layout do canteiro de obras na etapa inicial, com o dimensionamento das áreas de vivência;
  • programa educativo que trate da prevenção de acidentes e de doenças do trabalho, com a carga horária.

Quais são os principais benefícios da segurança do trabalho?

Como você pode perceber, a segurança do trabalho na construção civil previne a ocorrência de acidentes e doenças. No entanto, esses não são os únicos benefícios dessas medidas de segurança. Confira agora as principais vantagens!

Redução de acidentes

O objetivo principal da Segurança do Trabalho é prevenir a ocorrência de acidentes e doenças laborais que podem prejudicar a integridade física e mental da equipe. Sendo assim, investir em equipamentos e medidas de segurança reafirma um ambiente produtivo e saudável. Reduzindo acidentes e doenças laborais, diminui o tempo de afastamento médio dos funcionários, garantindo mais eficiência.

Organização

A segurança do trabalho permite a criação de uma logística que busca resguardar a saúde dos trabalhadores. Logou ma boa medida para organizar-se, por exemplo, é separar bem os resíduos perigosos dos recicláveis. Dessa forma, além de proteger a saúde dos trabalhadores, você contribuirá para a sustentabilidade na construção civil.

Produtividade

Uma equipe mais motivada pelo sentimento de integração vai se empenhar para aumentar a produtividade estabelecida pelos gestores. No mais, eliminar os riscos mantém o foco dos trabalhadores na execução das atividades. Conforto térmico, que também faz parte da segurança do trabalho, é também importantíssimo para atividades mais diversas. Ademais a redução de afastamentos por acidentes de trabalho são associadas ao aumento da produtividade.

Menos gastos

Como mencionado anteriormente, com os sistemas e equipamentos de prevenção de acidentes, são reduzidos os custos com afastamentos de trabalhadores. Da mesma forma o passivo trabalhista e as ações judiciais contra a empresa também diminui consideravelmente. Proporcionar EPIs e um ambiente seguro mantém a atenção da equipe nas tarefas, evitando prejuízos materiais.

Ambiente de trabalho saudável

A empresa que investe em segurança do trabalho demonstra comprometimento com a saúde e o bem estar de toda a equipe. Esse sentimento de proteção promove um ambiente saudável e propício a boas interações. Afinal, ninguém gosta de trabalhar em local hostil, nem com as ferramentas e proteção adequadas.

Qualidade

Quando a equipe percebe que está realizando um trabalho de maneira segura, ela produz com qualidade. Dessa forma, os prazos são respeitados e o cliente final fica extremamente satisfeito. Sob o mesmo ponto de vista, menos recursos serão destinados a trocas de insumos/produtos e defeitos de máquinas e ferramentas.

Credibilidade

A redução dos acidentes e doenças laborais garante a credibilidade à imagem da empresa, demonstrando responsabilidade social. Com a união de produtividade e trabalhadores motivados, a organização torna-se referência no mercado.

Como implantar e desenvolver a segurança do trabalho na sua obra?

Para estabelecer e colocar em prática boas medidas de segurança do trabalho na construção civil, é fundamental saber quais são os riscos presentes no canteiro, bem como as atividades previstas, as máquinas que serão utilizadas e os equipamentos de proteção que serão necessários. Assim, será possível executar as exigências presentes nas NRs. Confira agora como reduzir os riscos na sua obra.

Crie uma estratégia organizacional

Contar com um departamento de segurança do trabalho na estratégia da organização é essencial. Ainda mais, com profissionais especializados, é possível prever os aportes financeiro e humano necessários para implantar e desenvolver os objetivos. Portanto, os gestores devem elaborar um planejamento que inclua a preservação da saúde dos trabalhadores e que busque minimizar os acidentes. Empresas médias e pequenas devem contar com a conscientização dos gestores e funcionários da mesma forma. Quando segurança faz parte da estratégia, a implementação de procedimentos é mais bem aceita.

Realize treinamentos

A maioria dos acidentes acontecem por falta de conhecimento e treinamento. Os profissionais que trabalham em altura ou com eletricidade, por exemplo, devem ser devidamente treinados. Treinamentos bem feitos vão, primeiramente, indicar quais são os cuidados necessários e como proceder na ocorrência de problemas. Solução de problemas começa com a prevenção dos mesmos, o que é amplamente abordado no treinamento.

Sinalize o risco do ambiente

A presença do mapa de riscos nos ambientes da construção civil é estabelecida pelas NRs. Ele exerce um papel importante para alcançar a segurança no local de trabalho. Por meio da sinalização, é possível saber quais são os agentes de risco de cada local, indicando os perigos ali presentes. Além disso, eles também trazem informações sobre as medidas de segurança para o risco em questão. Ademais, essas informações ajudam a lembrar do uso do EPI em cada ambiente.

Forneça Equipamentos de Proteção Individual

O fornecimento e uso de equipamentos de proteção são um dos principais modos de evitar acidentes e doenças laborais. Ainda assim, é necessário estabelecer e informar os procedimentos de uso e cuidado dos EPIs.

Adquira boas máquinas e ferramentas

A presença de máquinas com sistemas de segurança e ferramentas ergonômicas facilitam as atividades e tarefas. Inclusive elas dão mais confiança à equipe na hora de realizar trabalhos complexos. Além disso, equipamentos de qualidade podem trazer economia nas contas de luz, aumentando a eficiência energética da sua obra.

Siga as Normas Regulamentadoras

As normas de segurança do trabalho na construção civil apresentam procedimentos e equipamentos que devem ser utilizados para evitar os riscos citados. Existe uma NR especifica para os principais riscos, que mostra as medidas que devem ser adotadas para minimizar as chances de ocorrência de cada um. Elas englobam tanto treinamentos como especificação do uso de EPIs. Como mencionado anteriormente, é importante seguir as normas tanto por conta dos riscos bem como para evitar multas e processos judiciais.

Procure engajar a equipe

Contar com o envolvimento dos trabalhadores é fundamental para que a obra funcione de maneira adequada. Por esse motivo, os gestores e profissionais da segurança do trabalho devem oferecer abordagens com foco na conscientização, como avaliações de risco e treinamentos bem como saúde preventiva.

A identificação dos riscos por meio da segurança do trabalho na construção civil é uma etapa importante no andamento de uma obra. No entanto, deve-se atualizar a lista de riscos sempre que possível e realizar as melhorias necessárias. Desta forma acidentes e doenças laborais serão evitados. E lembre-se: uma boa cultura de segurança é essencial para o sucesso de qualquer empresa.

Se você ainda tem alguma dúvida relacionada à segurança do trabalho na construção civil, deixe um comentário para que possamos te ajudar!

São vários os fatores presentes em um ambiente de trabalho capazes de interferir na produtividade de uma equipe. Dentre esses parâmetros, é fundamental destacarmos as condições ergonômicas oferecidas pelo empregador, visto que, além de se relacionarem com o conforto ocupacional, também possuem ligações com a saúde e o humor da equipe de trabalho.

Infelizmente muitas empresas não dão a devida atenção para as condições ergonômicas disponibilizadas em suas dependências, fato este que é explicado pela falta de conhecimento sobre as várias vantagens ao assegurá-las.

Sendo assim, confira tudo sobre condições ergonômicas.

Conceito de ergonomia no trabalho

A palavra ergonomia remete ao estudo entre a relação ser humano/ambiente laboral. Em outras palavras, é uma análise detalhada sobre todos os elementos de um local que estão diretamente relacionados com o conforto, bem-estar e, acima de tudo, a segurança no trabalho de uma equipe.

Vale ressaltar ainda, que não importa o risco das tarefas a serem desempenhadas, todas elas necessitam de uma análise ergonômica adequada.

Relação entre ergonomia e produtividade da equipe

Esperar que uma equipe de trabalho entregue todo o seu potencial para uma empresa vai muito além de apenas garantir a contratação de excelentes profissionais.

Como exemplo prático, é impossível exigir bons resultados de desempenho de uma equipe que trabalha em um canteiro de obras sem os devidos Equipamentos de Proteção Individua – EPIs, ou de colaboradores que atuem em um escritório com baixa luminosidade e cadeiras desconfortáveis.

Sendo assim, é possível fazer uma associação direta entre a ergonomia e a produtividade de uma equipe, ou seja, quanto melhores as condições de trabalho que um empregador possa oferecer, sem dúvida, melhores serão os resultados de produtividade que a equipe em questão entregará.

Vantagens de um ambiente ergonômico

Podemos destacar as seguintes vantagens ao assegurar a ergonomia em uma empresa:

  • garantir a saúde e segurança do trabalho para todos os membros da empresa;
  • diminuir as chances de ocorrerem acidentes de trabalho, visto que todos os riscos serão previamente analisados e posteriormente traçadas medidas para que sejam neutralizados/reduzidos;
  • melhorar o humor da equipe de trabalho, uma vez que ela será valorizada e desempenhará todas as tarefas com conforto e segurança;
  • aumentar a produtividade dos colaboradores;
  • evitar lesões consequentes de esforços repetitivos, má postura e negligência dos EPIs;
  • possibilitar que atividades laborais sejam desempenhadas seguindo os parâmetros ideais de eficiência, visto que as condições de trabalho estão adequadas.

Normas regulamentadoras

Existem algumas normas regulamentadoras que especificam como que as condições de um determinado ambiente de trabalho precisam estar. Busca-se assegurar o conforto e a segurança da equipe.

Deste modo, os parâmetros que classificam as condições ergonômicas como satisfatórias ou inadequadas não são subjetivos. Isto é, são claramente determinados segundo algumas NRs.

Norma Regulamentadora 15

Tratando das atividades e operações insalubres, a NR 15 tem como principal objetivo estabelecer padrões técnicos para classificar um ambiente ocupacional quanto ao grau de sua insalubridade. Seguir essa norma impacta diretamente na produtividade. Isso de dá por ela colocar limitações em cargas horárias, bem como relaciona-se com o bem estar do colaborador. Isto posto, vai depender de análises, medições e atividades que a própria NR regula e indica como fazer.

Além disso, essa norma prevê um adicional sobre o salário ― conforme as características do risco e a intensidade de exposição ―, para a equipe que desempenha tarefas nestes ambientes identificados como insalubres.

A NR 15 padroniza parâmetros para os seguintes locais de trabalho:

  • presença de ruídos intensos (sejam eles contínuos, sejam eles intermitentes);
  • limite de exposição ao calor;
  • limite de exposição ao frio;
  • exposição às radiações não ionizantes;
  • trabalho em ambientes com alterações na pressão;
  • atividades em áreas com umidade elevada;
  • presença de agentes químicos;
  • elevada concentração de agentes biológicos.

Norma Regulamentadora 18

a NR 18 é uma norma que detalha as condições ergonômicas adequadas para a indústria da construção. Segundo essa norma, é dever do empregador garantir algumas condições básicas em um canteiro de obras. São eles:

  • instalações sanitárias;
  • vestiários;
  • alojamentos;
  • local de refeições;
  • área de lazer;
  • ambulatório, quando se tratar de uma equipe de trabalho com 50 ou mais membros.

Por ser uma indústria com várias ramificações e englobar tarefas de diferentes naturezas, na construção civil, há várias possibilidades de um ambiente ser classificado como insalubre. Entretanto, a NR 18 detalha todas as atividades e as suas respectivas condições ergonômicas ideais.

4 dicas para melhorar a ergonomia no ambiente de trabalho

Uma vez que já sabemos o que é ergonomia, bem como as suas vantagens ao ser garantida em um local de trabalho, é interessante destacar algumas dicas que as viabilizam.

Deste modo, confira 4 orientações para melhorar a ergonomia. São elas:

1. Conheça sua equipe

Estreitar a relação empregador/equipe de trabalho é muito importante para que a comunicação interna seja feita de forma clara, rápida e sem burocracias.

Uma vez que essa comunicação é realizada com eficiência, a equipe se sente mais confortável para sugerir melhores condições ergonômicas quando necessário, viabilizando, dessa forma, ambientes de trabalho mais saudáveis e seguros.

2. Disponibilize todos os EPIs

Como vimos ao longo do conteúdo, a segurança no trabalho é extremamente importante para a garantia de ambientes ergonômicos.

Nesse contexto, vale destacar a importância de disponibilizar todos os Equipamentos de Proteção Individual – EPI para a equipe. Com pouco investimento é assegurando assim, além do conforto ao desempenhar tarefas de risco, locais de trabalho com chances reduzidas de ocorrerem acidentes. Menos acidentes impacta positivamente o passivo trabalhista e também a produtividade.

EPIs básicos

EPIs são os aliados nº 1 de empresas e funcionários para evitar acidentes de trabalho

3. Delimite tarefas

Ao delimitar tarefas, um colaborador vai saber exatamente o que deve saber fazer. Desta forma ele estará menos propício a se expor às atividades que contenham riscos para os quais ele não está protegido.

E para alcançar esse patamar de organização na empresa, é imprescindível que haja uma clara delimitação das tarefas, para que, dessa forma, cada equipe execute apenas o serviço que ela sabe que as condições ergonômicas estão favoráveis.

4. Realize avaliações de desempenho

Muitas vezes um baixo rendimento no trabalho está associado com condições ergonômicas precárias. Baixo rendimento afeta diretamente a produtividade da equipe como um todo. Portanto, é importantíssimo ficar atento a esse fator.

Por esse motivo, realizar avaliações de desempenho periodicamente ajudam a detectar baixos rendimentos de equipes. Uma das causas possíveis é da equipe não estar alocada em um ambiente ergonômico.

Portanto, após entender o conceito de condições ergonômicas e verificar todos os seus benefícios para a produtividade da equipe, é fácil perceber o quão importante esse parâmetro é para as atividades laborais.

Cabe lembrar ainda que a empresa que não garante aos seus colaboradores boas condições de trabalho está sujeita a multas e penalidades trabalhistas, conforme as NRs 15 e 18.

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O projeto arquitetônico é peça fundamental para garantir o conforto térmico e acústico de uma edificação. Estruturas sem isolamento térmico ficam mais abafadas, fazendo com que as pessoas se sintam desconfortáveis no ambiente. Já a falta de isolamento acústico eventualmente pode atrapalhar a concentração e comunicação entre as pessoas.

No caso das indústrias, o problema pode ser ainda mais crítico. Isso acontece em virtude dos diversos equipamentos que geram calor e ruídos, causando distrações e interferências à equipe. Quem mais sofre são os trabalhadores, que precisam de boas condições no ambiente de trabalho para desenvolver suas atividades com eficiência.

Leia mais sobre o que é um projeto arquitetônico, qual a importância dos projetos de conforto acústico e térmico e como escolher a empresa para solucionar o seu problema sem dor de cabeça. Confira!

O que é um projeto arquitetônico?

O projeto arquitetônico é uma representação gráfica e escrita de uma construção que foi idealizada por alguém. Com o projeto arquitetônico em mãos, os profissionais responsáveis pela obra conseguem visualizar a construção.

Entretanto, o projeto arquitetônico não é suficiente para que a obra seja realizada. Ele é um dos primeiros desenhos a ser feito. Depois outros mais detalhados e específicos são realizados com as medidas definitivas e especificações.

Abaixo vamos explicar brevemente como um projeto arquitetônico é desenvolvido, etapa por etapa.

Levantamento de dados

No primeiro contato com o cliente o profissional lidera a conversa para descobrir qual é o objetivo daquele projeto. Objetiva-se também entender quais as necessidades que precisam ser sanadas. É parte do processo compreender o que o cliente gosta e o que ele não quer de forma alguma.

Todas essas informações ajudam a montar um projeto que se encaixe nas exigências do cliente. Se o terreno já foi escolhido, o profissional também faz uma visita para fazer medição e verificar a infraestrutura local. Isso será crucial para modificar o projeto, ou adequar à situação ali encontrada.

Estudo preliminar

Durante o estudo preliminar outras referências são levantadas e os primeiros esboços são desenhados. Tudo de acordo com o material levantado previamente. Nessa etapa o croqui desenhado não é o desenho final. Como mencionado, modificações são necessárias em muitos casos.

Vale lembrar que os desenhos dessa etapa podem ser alterados sem maiores problemas durante a revisão com o cliente.

Anteprojeto

Primeiramente, precisamos entender o que é o anteprojeto. Ele é mais específico que os croquis desenhados no estudo preliminar. Os recursos utilizados são mais específicos, como desenhos 3D, elevações e cortes que ajudam a visualizar o projeto além das plantas baixas.

A planta baixa é uma representação com todas as medidas e áreas do projeto. Acima de tudo, o anteprojeto contém informações de localização sobre estruturas. São elas: paredes, colunas, pilares, especificação das áreas e planta de cobertura.

O desenho da planta baixa é feito considerando um corte imaginário na parede da construção a 1,5 metro de altura. Esse corte passa por todos os detalhes do espaço como a localização das janelas e portas.

Projeto legal

O projeto legal envolve a parte burocrática do empreendimento. Para construir, tanto o profissional quanto a obra precisam de autorização dos órgãos competentes. Dessa maneira, algumas documentações precisam ser apresentadas aos órgãos para não gerar nenhuma pendência e evitar multas e embargos. Quanto mais completo e mais conhecimento das leis vigentes, mais chances de um projeto ser aprovado.

Além disso, existe o código de obras da cidade que deve ser respeitado. Em algumas cidades, ele chama-se plano diretor. Nele são definidos quantidade de pavimentos que um imóvel pode ter em determinado bairro, tamanho do recuo e outras diretrizes que devem ser seguidas. Logo, é importantíssimo consultar as regras, e o plano diretor antes de realizar o projeto. Caso isso não aconteça, problemas podem ocorrer, seja no embargo da obra ou na não aprovação do projeto.

Projeto executivo

O projeto executivo é o mais detalhado de todos os projetos. Ele precisa ter todas as informações para que qualquer profissional da construção consiga entender o que está descrito ali e executar.

Outros projetos complementares são definidos nessa etapa, são eles o projeto estrutural, elétrico e hidrossanitário. Todos eles se complementam e fornecem todas as informações necessárias à construção da edificação.

Qual é a importância do conforto térmico para as indústrias?

Conforto térmico é o termo que explica a relação do ambiente com a satisfação da pessoa naquele cômodo. Se existe um conforto térmico, isso significa que a pessoa está confortável, ela não está sentindo nem frio, nem calor.

É claro que os parâmetros mudam um pouco de pessoa para pessoa, mas não é por isso que ele deve ser ignorado no seu projeto. O conforto térmico interfere diretamente na qualidade do trabalho da equipe.

O conforto térmico ou a falta dele interfere na performance humana, uma vez que o ambiente propício ajuda no desenvolvimento de atividades intelectuais, perceptivas e manuais.

Outro ponto positivo é a satisfação dos funcionários que aumenta quando existe conforto térmico. O local de trabalho é onde passamos a maior parte do nosso dia, imagine como seria desconfortável passar 8 horas do seu dia em um ambiente muito quente ou muito frio.

Além de melhorar a performance e satisfação dos funcionários, o conforto térmico permite a conservação de energia e consequentemente economia financeira. O ambiente que tem isolamento térmico industrial tende a reduzir os gastos excessivos com aquecimento e refrigeração.

Normas Regulamentadoras

Qual é a temperatura ideal então? De acordo com a norma regulamentadora NR 17, do Ministério do trabalho, a temperatura ideal em ambientes de trabalho como salas de desenvolvimento, escritórios e laboratórios deve estar entre 20°C e 23°C.

Já a NR 15 regulamenta as atividades e operações insalubres. As atividades insalubres são as que se desenvolvem acima dos limites definidos na NR. Para o trabalhador que desenvolve suas atividades nessas condições extremas, é previsto em lei adicional sobre o salário, que deve ser proporcional ao grau de insalubridade a que ele está submetido.

O anexo III define quais são os limites de tolerância para exposição ao calor de acordo com o tipo de atividade (leve, moderada ou pesada), conforme pode ser observado abaixo os valores conforme exigido pela norma.

Regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho (por hora)

Trabalho contínuo

  • Leve: até 30,0
  • Moderada: até 26,7
  • Pesada: até 25,0

45 minutos trabalho com 15 minutos de descanso

  • Leve: 30,1 a 30,5
  • Moderada: 26,8 a 28,0
  • Pesada: até 25,1 a 25,9

30 minutos trabalho com 30 minutos de descanso

  • Leve: 30,7 a 31,4
  • Moderada: 28,1 a 29,4
  • Pesada: até 26,0 a 27,9

15 minutos trabalho com 45 minutos descanso

  • Leve: 31,5 a 32,2
  • Moderada: 29,5 a 31,1
  • Pesada: até 28,0 a 30,0

Não é permitido o trabalho, sem a adoção de medidas adequadas de controle

  • Leve: acima de 32,2
  • Moderada: acima de 31,1
  • Pesada: acima de 30,0

Os valores acima nos mostram que dependendo da atividade o parâmetro de temperatura se altera. Por exemplo, o trabalhador que está sujeito a uma temperatura de 29,0 °C desempenhando uma atividade moderada deve trabalhar 30 minutos e descansar mais 30.

Já o trabalhador que está no ambiente a mesma atividade moderada porém a uma temperatura de 25,0 °C pode trabalhar continuamente.

Qual é a importância do conforto acústico para as indústrias?

O corpo humano tem seus limites. Um deles é em relação à quantidade de barulho que os ouvidos de uma pessoa consegue suportar sem que ocorram danos no seu aparelho auditivo.

Especialistas advertem que o limite seguro de som contínuo é de 80 decibéis. Acima disso, começam a surgir efeitos negativos na audição, como zumbidos. Uma das causas do zumbido é a poluição sonora no ambiente, que pode ser evitada com o uso de protetores auriculares.

Veja alguns exemplos de total de horas de exposição de acordo com a intensidade sonora:

  • até 80 decibéis: não existe risco;
  • 85 decibéis: até 8 horas;
  • 90 decibéis: até 4 horas;
  • 95 decibéis: até 2 horas.

Os profissionais que ficam expostos a barulhos durante muitas horas do dia podem facilmente desenvolver problemas auditivos no futuro, por isso é responsabilidade da empresa fornecer ambientes com controle de ruídos na intenção de minimizar os problemas de saúde.

Consequências do desconforto acústico

Qualquer ambiente está sujeito a ruídos, porém o setor industrial é composto por muitos equipamentos que podem gerar barulhos, sendo um dos setores mais críticos. Os barulhos atrapalham a capacidade de desenvolvimento das atividades de funcionários e em casos mais extremos podem levar à perda auditiva.

Para evitar o surgimento de doenças ocupacionais, principalmente os transtornos auditivos, a Associação Nacional de Medicina do Trabalho indica como principal forma de prevenção a proteção coletiva das fontes de ruído com isolamento. Depois, o uso de proteção auditiva como forma de proteção complementar.

A indústria não pode reduzir a sua produção por causa dos ruídos dos equipamentos, muito menos parar a linha de produção e só trabalhar durante as 8 horas permitidas ou menos que isso.

A melhor solução, nesse caso, é desenvolver o projeto arquitetônico da fábrica já considerando o conforto acústico necessário. Dessa forma a construção é desenvolvida seguindo os padrões estabelecidos pelas normas.

Durante a fase de concepção do projeto, devem ser analisados quais equipamentos serão utilizados e qual nível de barulho produzido por cada uma. Assim é possível montar um plano para criar soluções que minimizem os ruídos antes que eles comecem.

Proporcionando conforto acústico

Nesse caso, o material para isolamento acústico tem papel fundamental no resultado final do projeto. Ele deve apresentar qualidade suficiente para durar nas condições extremas que algumas fábricas têm e não comprometer o isolamento.

Para indústrias que utilizam maquinários pesados, as principais soluções utilizadas são:

  • Enclausuramento de máquinas;
  • Barreiras acústicas;
  • Cabines acústicas;
  • Abafador de ruídos.

A exposição ao ruído por curtos períodos de tempo pode causar perda auditiva temporária, que volte em alguns segundos ou dias, já a exposição prolongada por causar perda auditiva permanente. Por isso é tão importante reduzir os níveis de barulho sempre que for possível.

No projeto de desenvolvimento da indústria e durante o desenvolvimento de suas atividades, as seguintes obrigações devem ser consideradas:

  • avaliação dos riscos: aqui são levantados e catalogados todos os equipamentos que geram ruídos, qual o local de cada um, interferências em sinais de avisos que esses barulhos podem ter, e vários fatores relacionados;
  • redução da exposição: são estudadas as formas de reduzir o tempo de exposição da equipe ao barulho, como escolha de equipamentos melhores, reajuste na escala de manutenção, adoção de métodos alternativos, e outros;
  • proteção individual: por fim, sempre dispor de proteção individual para as equipes que precisam entrar em contato com equipamentos que geram ruídos como forma complementar de proteção.

A principal norma técnica que contém as recomendações sobre os níveis de ruído em locais de trabalho é a ABNT NBR 10.152/1987 – Níveis de ruído para conforto acústico.

Como os projetos arquitetônicos se relacionam com esses fatores?

A primeira forma de melhorar o conforto termoacústico acontece durante a concepção do projeto. Primeiramente, essa fase busca ainda fazer o levantamento de dados, como mencionado anteriormente. Depois que o profissional faz a visita ao local da obra ele deve desenvolver a estrutura pensando na disposição da obra. É primordial que o projeto pensem no melhor aproveitamento os recursos naturais. Isso implicará em redução de custos na execução.

Ademais, a localização do imóvel influencia diretamente na quantidade de insolação direta recebida durante o dia. Alem disso, também influencia na quantidade de vento do local. Quando negligenciados, esses dois itens podem gerar um imóvel abafado e quente. Isto posto, até mesmo na hora de alugar ou comprar um imóvel, fique atento a essas questões. Apenas prédios e casas bem projetadas possuem o isolamento térmico adequado para receber a radiação solar durante o dia. Caso contrário, fará muito calor no verão.

Soluções

Para reverter esse problema, é preciso visualizar a construção e a influência do seu entorno sobre ela. No hemisfério Sul, as fachadas voltadas para o Norte recebem mais luz. Logo, os ambientes internos devem ser dispostos de forma a concentrar na parte norte os locais que podem receber essa insolação na maior parte do dia.

Enquanto na parte sul é indicado deixar os ambientes que já serão mais quentes e por isso devem receber menos radiação.

Os ventos também são recursos naturais que devem ser utilizados à favor da obra. Sobretudo, quanto mais arejado o ambiente for, menor será o custo com refrigeração dos ambientes.

Os projetistas também consideram que o ar quente tende a subir enquanto o ar frio é mais denso e por isso tende a ficar embaixo. Pensando nisso, podem ser instaladas nas fábricas aberturas de ar nas partes inferiores para captar ar frio.

Já na parte superior são utilizadas aberturas com a finalidade de dissipar o ar quente. Todas essas medidas são discutidas durante a concepção do projeto para minimizar os impactos negativos da falta de conforto térmico e acústico.

Escolha o profissional certo

Como o desempenho profissional está diretamente associado ao conforto térmico e acústico, todos esses fatores precisam ser estudados com cuidado antes da implementação da fábrica.

No caso de locais que já foram construídos sem essa preparação e precisam se adequar é possível também fazer mudanças para estar dentro das exigências das normas. Abaixo listamos os materiais mais utilizados pelas indústrias e que também são conhecidos por suas características de isolamento acústico e térmico.

Drywall

O drywall é uma opção para substituir a alvenaria. Ele promove o isolamento acústico devido ao acabamento interno e é de fácil instalação. O drywall pode ser utilizado para economizar espaço nos ambientes administrativos com várias salas de escritórios.

Telhas metálicas

Para grandes áreas, como indústrias, as telhas metálicas são uma excelente opção por conta de seu tamanho. Entretanto, nem todas têm isolante térmico. As que têm são as chamadas de telha sanduíche.

É uma boa opção para se utilizar nos telhados e diminuir o impacto da insolação direta no teto para o ambiente interno da fábrica.

Brise

Brise não é um material mas sim um elemento construtivo usado para diminuir a incidência direta de Sol na fachada de prédios. Elas podem ser usadas em conjunto com outros elementos para trazer mais conforto térmico ao prédio.

3TC

Dentre todos os materiais citados, a manta 3TC é de longe a mais completa. Ela é uma tecnologia que promove o isolamento acústico e térmico, sem deixar de atender às normas brasileiras de segurança na construção civil.

O 3TC contém no seu interior um material anti-chamas e películas altamente reflexivas na sua parte externa que não conduzem eletricidade porém cortam totalmente a transmissão de calor.

Ele pode ser usado em paredes, forro, telhas, pisos e vários outros locais provando ser um material versátil, sempre se adaptando aos mais diversos ambientes sem perder suas propriedades.

A tecnologia 3TC controla as três formas de transferência de calor (radiação, convecção e condução) vedando totalmente os ambientes, além de ser resistente à água ao mofo e ser isolante acústico.

Dessa forma, um só material é capaz de promover o conforto térmico e acústico com eficiência e facilidade de instalação.

Como o leitor pode escolher a melhor empresa para o serviço?

A melhor forma de desenvolver um projeto de conforto térmico e acústico de sucesso é contar com um parceiro de confiança. Inclusive, essa empresa deve ter boa reputação no mercado e se mostrar comprometida em entregar um serviço e produto de qualidade.

Veja abaixo algumas dicas de como escolher o melhor fornecedor.

Busque pela opinião de clientes antigos

As melhores pessoas para dar uma opinião confiável sobre o serviço prestado de qualquer empresa são os clientes. Hoje em dia com a facilidade da Internet, você pode consultar as redes sociais das empresas que está cotando com rapidez e agilidade.

Além da opinião dos clientes, você pode visitar o site da empresa e ver as obras antigas já realizadas, como elas foram desenvolvidas e se tiver alguma dúvida tente conversar com algum representante da empresa.

Uma pesquisa com o CNPJ do fornecedor também pode oferecer dados importantes sobre a estrutura financeira e legal da empresa, dando mais credibilidade e confiança antes de fechar negócio.

Pesquise as suas opções disponíveis

Se você está construindo do zero, o leque de opções é bem maior. Construir dá abertura para fazer um projeto bem pensado e analisando todos os itens que indicamos anteriormente.

Entretanto, nem sempre é possível construir e a fábrica já pode estar em funcionamento porém precisando de melhorias no isolamento acústico e térmico. Para esses casos é possível fazer adaptações no ambiente sem modificar a estrutura.

O principal critério nesse caso é a facilidade de aplicação do material, pois se a fábrica está funcionando o tempo é primordial, a instalação não pode de forma alguma atrapalhar o processo na linha de produção.

Faça pelo menos três orçamentos

Depois de pesquisar as empresas e a forma que o serviço será realizado, peça orçamentos para os fornecedores. Muitas pessoas acreditam que só o preço é importante acima de tudo. Contudo, ele deve ser tratado como um dos fatores a ser analisado e não como o único.

Algumas empresas fornecem sim soluções excelentes a um custo acessível, mas itens como prazo de entrega, por exemplo, também devem contar na hora da escolha de fornecedor.

A flexibilidade em entregar soluções mais completas também deve ser incluída nesse processo de avaliação. Se existe um produto que resolve dois problemas de uma vez, porque eu devo gastar mais tempo e recursos procurando soluções separadas?

Esse é o melhor exemplo do uso da tecnologia 3TC, ela é um material completo de isolamento térmico e acústico, versátil e de fácil instalação. É muito mais fácil fazer a instalação uma única vez do que procurar um isolante térmico e outro acústico separados. Primeiramente, consulte a 3TC Isolamento para conferir se o 3TC é a melhor indicação para seu projeto.

Questione os processos

Em primeiro lugar, o método produtivo do seu fornecedor impacta diretamente na qualidade do produto entregue. Verifique quais padrões de qualidade ele usa, como é feito o gerenciamento dos processos internos e afins.

A falta de respostas para estes questionamentos mostra um despreparo que pode impactar no prazo de entrega, por exemplo. A performance do fornecedor é refletida de acordo em seus produtos e como eles serão utilizados na sua fábrica. Logo é importante que eles sejam da mais alta qualidade.

A capacidade técnica da equipe e capacidade de produção são outros dois fatores a serem considerados e avaliados. Isso impacta justamente no produto final e na capacidade da empresa em lidar com grandes volumes de pedidos.

Portanto, diante de todos argumentos apresentados fica claro porque o conforto térmico e acústico deve ser priorizado na construção de uma indústria. Esta é uma forma de fornecer melhores condições de trabalho para a equipe produzir mais, e melhor. É importante trabalhar em locais com a menor interferência possível de ruídos e calor.

Contudo, existem muitos materiais que são usados com o objetivo de fornecer conforto térmico e acústico. É importante frisar que nem todos as tecnologias oferecidas são realmente eficientes. Por isso, é importante pesquisar sobre os materiais disponíveis no mercado, analisando preço e ficha técnica do material. Verifique também a qualificação dos fornecedores para usar a solução que melhor apresente custo-benefício para a sua empresa.

Portanto, se você deseja saber mais sobre o conforto térmico e acústico e como você pode levar soluções para o seu ambiente de trabalho entre em contato conosco. Nossa equipe está pronta para ajudar você!

Quando o tema é o conforto térmico, é comum que surjam muitas dúvidas. Tanto em ambientes industriais quanto dentro de casa, não são poucas as questões sobre as soluções e os melhores meios de obter um espaço agradável. Quando a discussão aparece, é quase impossível não citar os tipos de exaustores.

Com um funcionamento diferenciado em relação a ventiladores e outros componentes, os exaustores trazem uma promessa específica. Ao mesmo tempo, é preciso se preocupar se essa é, de fato, a alternativa mais efetiva para o problema do calor.

Para tirar as suas dúvidas, mostraremos quais são os principais tipos de exaustores e como cada um atua. Entenda!

O que são e como funcionam os exaustores?

Esses são equipamentos instalados no teto ou em uma parte alta do ambiente. Com o uso de hélices, coifas e outros componentes, ajudam a garantir a ventilação no espaço.

O processo é feito por meio da eliminação do ar quente que fica em cima e que é substituído pelo que está no lado de fora. Isso renova as correntes de ar e oferece uma troca para deixar o local mais agradável. Também é muito utilizado para expelir gases, odores e outras impurezas que podem contaminar o ar.

São diferentes dos ventiladores porque o processo que eles executam não é percebido por quem está no lugar. Para completar, não criam correntes direcionadas — em vez disso, distribuem o “novo” ar pelo ambiente.

Quais são os principais tipos de exaustores?

Embora o funcionamento seja semelhante em todas as opções, há diversas possibilidades quanto a esse componente. São voltados para variados usos e é preciso recorrer ao item certo para cada necessidade.

Na sequência, separamos quais são os principais tipos de exaustores para que você conheça a finalidade de cada um.

Domésticos

Como o próprio nome indica, os exaustores domésticos são voltados para a utilização em ambientes residenciais, em que a exigência de troca de ar tende a ser menor. Normalmente, são posicionados no ponto mais alto de uma parede do local e promovem a movimentação das massas de ar.

Podem ser adotados em garagens, galpões, sótãos e até porões. O uso em cômodos como sala de estar e quarto não é impossível — apenas não é tão comum por causa da aparência do equipamento.

De cozinha

Um exaustor de cozinha tem o objetivo específico de ajudar a dissipar gases próprios da culinária, bem como a gordura e outras impurezas. É especialmente necessário para impedir que a fumaça formada por frituras se espalhe e suje o ambiente ou outros cômodos. Também expulsa o cheiro.

Uma coifa colocada acima do fogão pode ser considerada um tipo de exaustor de cozinha. O mesmo vale para os elementos posicionados no topo da parede equivalente.

De banheiro

Já o exaustor de banheiro ajuda a eliminar odores e, principalmente, o vapor produzido pelo banho. O grande objetivo é impedir que a umidade se propague no cômodo, pois é algo com potencial para causar mofo.

É uma opção especialmente utilizada em suítes, já que a umidade pode danificar roupas no quarto ou no closet, por exemplo.

Industriais

A versão industrial é bem mais potente, por causa do tamanho da área a ser coberta. Se for do tipo “tradicional”, visa garantir a expulsão de algumas impurezas e, principalmente, a diminuição de temperatura.

Normalmente, vários exaustores são utilizados em fileiras e colunas, de modo a reduzir parcialmente o calor e obter condições ergonômicas de trabalho.

Centrífugos

Em tipos de exaustores avançados, não podemos deixar de citar os centrífugos. Eles têm uma capacidade de “vazão” muito grande e conseguem eliminar um volume intenso de gases.

São usados em certas indústrias, como siderúrgicas, petroquímicas e demais opções de transformação. Além de evitar a contaminação do ambiente, impedem acidentes diversos.

Axiais

Os axiais também têm grande capacidade, mas não servem para liberar gases. Em vez disso, fazem trocas intensas e rápidas da quantidade de ar. Exaustores axiais são aplicados, normalmente, em espaços de elevada circulação.

Locais movimentados, como os de carga e descarga de uma loja multimarcas podem explorar essa possibilidade.

Eólicos

Muito usados em indústrias, comércios de grandes proporções e clubes, os eólicos movimentam-se com a força do vento. Conforme as correntes de ar batem na estrutura, fazem as hélices girar e promovem a troca.

Vários desses exaustores têm funcionamento misto, para que fiquem em atividade mesmo quando não há vento o bastante.

Eles resolvem o problema do calor?

Embora os diferentes tipos de exaustores busquem a substituição do ar de dentro com o de fora, não podemos dizer que são efetivos contra o calor. O motivo é bem simples: eles não são responsáveis por fazer uma refrigeração do ar. Como apenas trocam o de dentro com o do exterior, não ocorre uma queda real de sensação térmica.

Vamos pensar em um dia de verão. Quando os exaustores são acionados, eles podem até oferecer alguma ventilação. No entanto, o ar que “puxam” de fora e que jogam para dentro também está quente, por causa das altas temperaturas. Então, por mais que tragam um alívio, é algo limitado.

Frequentemente, inclusive, os exaustores têm que ser conjugados a outras opções de climatização. Com isso, são muito úteis para garantir a qualidade do ar, mas não para reduzir a temperatura de forma efetiva.

Como conquistar efetividade para solucionar a questão?

Se, por um lado, os tipos de exaustores não resolvem o problema do calor, por outro lado há outras alternativas mais convenientes. O isolamento térmico é a nossa recomendação, já que impede que o calor penetre no ambiente, em primeiro lugar.

O funcionamento é como o de uma garrafa térmica. Com o uso de mantas e/ou placas especiais, o telhado e/ou as paredes são revestidas. Como consequência, não ocorre um aumento tão intenso da temperatura.

Para que a solução seja efetiva, entretanto, é necessário combater todas as formas de transmissão de calor. A condução acontece por contato e é importante, assim como a convecção. No entanto, a radiação é a grande vilã. Então, é preciso ter um material que também sirva para refletir os raios solares e impeça o aquecimento excessivo.

Os tipos de exaustores atuam em diversos locais e são boas soluções para eliminar gases, impurezas e odores. Quanto ao conforto de temperatura, entretanto, o melhor é recorrer ao isolamento térmico, já que é uma opção mais efetiva nesse sentido.

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Para garantir um ambiente agradável de trabalho, é fundamental desenvolver meios que proporcionam mais segurança e conforto aos colaboradores de uma indústria. Além disso, é preciso controlar a temperatura dos equipamentos para que eles funcionem de maneira adequada. Sendo assim, o modo mais viável para alcançar esses objetivos é investir em uma solução de isolamento térmico industrial.

Para ser eficiente, cada indústria apresenta necessidades diferentes, o que exige uma correta análise das condições existentes na empresa. Apesar de muitas companhias conhecerem as vantagens do isolamento térmico — sobretudo no que diz respeito à economia de energia —, ainda é comum utilizarem essa solução de maneira inadequada, o que proporciona resultados abaixo do esperado.

Sabendo disso, reunimos neste pequeno guia algumas informações valiosas sobre a importância e como fazer corretamente o isolamento térmico em uma indústria. Tenha uma boa leitura!

Qual é a função do isolamento térmico industrial?

Conceitualmente, o isolamento térmico é a capacidade que um determinado material apresenta de evitar a troca de energia térmica entre dois meios distintos. Assim, ao aplicar essa solução em uma indústria, é utilizado um composto que apresenta baixa condutividade de calor em uma superfície. O que impede a dissipação de energia e resulta na manutenção da temperatura ambiente.

Logo, ao ser utilizado esse mecanismo, se mantém o conforto térmico local, o que garante um ambiente adequado para o trabalho dos colaboradores. Além disso, para ocorrer o seu bom funcionamento, os equipamentos precisam ser utilizados em uma temperatura adequada, o que garante maior eficiência e menor consumo de energia.

Quais são os principais cuidados?

Para garantir maior eficiência de um sistema de isolamento térmico industrial, é preciso tomar alguns cuidados durante o desenvolvimento e a execução dessa solução. Sendo assim, reunimos a seguir uma pequena lista com 5 dicas do que é preciso fazer para garantir bons resultados. Confira!

Tenha um bom projeto

Como é possível perceber, o isolamento térmico propicia diversas vantagens a uma indústria. Entretanto, para que esse sistema seja eficiente, é preciso que haja um bom planejamento. Para isso, o primeiro passo é desenvolver um bom projeto, que determinará todas as diretrizes que deverão ser seguidas.

Assim, o projetista conseguirá definir quais são as soluções mais eficazes para cada tipo de empresa. De modo a proporcionar o resultado esperado pelos gestores. Afinal, devido a grande variedade de isolantes térmicos existentes no mercado — os quais apresentam os mais diferentes níveis de condutividade térmica —, o profissional deve escolher aqueles que proporcionam o melhor custo-benefício.

Considerar as características da indústria

Conforme já explicamos, existe uma grande variedade de isolantes térmicos no mercado, os quais são indicados para determinadas situações. Assim, é preciso considerar as particularidades da indústria para escolher o composto mais eficiente e que trará os melhores resultados.

Além de escolher o material mais adequado, alguns tipos de indústria necessitam da realização de algumas técnicas especiais para estabilizar a temperatura dos equipamentos. Com isso, é preciso ficar atento, caso seja necessário associar o sistema de isolamento térmico com alguma metodologia específica e que garanta uma maior eficiência do sistema.

Conhecer os principais tipos de isolamentos

Além de considerar as particularidades existentes nos processos industriais, para garantir mais eficiência no isolamento térmico, é preciso avaliar as características de cada material. Cada solução apresenta graus de condução de calor e aplicação distintas, que devem ser consideradas durante o desenvolvimento do projeto e a escolha das soluções.

Além de levar em conta a capacidade do material de manter o conforto ambiental, também é preciso analisar os outros benefícios que ele oferece, como o isolamento acústico. Assim, dentre as várias opções encontradas no mercado nacional, é possível avaliar qual delas proporcionará as maiores vantagens e o melhor custo-benefício.

Procurar as soluções mais eficientes

Para garantir um melhor isolamento térmico industrial, conforme já explicamos, é preciso analisar diversos fatores das soluções existentes no mercado. Assim, ao considerar as necessidades específicas da empresa, em conjunto com as vantagens oferecidas pelo material, é possível escolher aquela que será mais eficiente em garantir um melhor controle sobre a temperatura.

Além disso, é preciso considerar a fonte que origina o calor. Afinal, como ele pode ser transmitido por 3 formas distintas é preciso escolher uma solução que impeça essa troca de temperatura. AS 3 formas de transferência de calor são a condução, a convecção e a radiação.

Apesar de a grande maioria dos produtos encontrados no mercado lidar apenas com a condução, o que corresponde a 10% da transferência de calor em uma edificação, é possível encontrar um produto que combate todas as três formas de transmissão.

Realizar uma instalação correta do isolamento térmico industrial

Um dos segredos para garantir a eficiência e a qualidade de um sistema de isolamento térmico é a correta instalação dessa solução. Para isso, é recomendado a contratação de uma equipe especializada, com referências. Dessa forma contarão com profissionais que estão acostumados e saibam como trabalhar corretamente com esse produto.

Caso contrário, é possível que ocorram falhas durante a execução do serviço, o que prejudicará o desempenho do produto. Com isso, além de não proporcionar os resultados esperados, para resolver o problema será necessário fazer reparos. Reparos não programados configuram como novos custos e retrabalho. Dessa forma uma solução definitiva, bem planejada, e bem executada é um investimento de retorno rápido.

Qual é a importância do isolamento térmico industrial?

Uma das principais vantagens proporcionadas pelo isolamento térmico industrial é a redução do consumo de energia. Afinal, pelo fato dessa solução evitar a emissão de calor, uma indústria gastará menos com combustíveis para manter um fluido em uma determinada temperatura — seja ela alta ou baixa. Além disso, pelo fato de o ambiente ficar mais fresco, serão necessárias soluções mais econômicas para manter o conforto térmico.

Outra vantagem do isolamento térmico é a possibilidade de manter controlada a temperatura dos equipamentos. Com isso, evita-se o desgaste precoce desse maquinários, além de garantir o seu bom funcionamento.

Ao fazer esse investimento, também se consegue benefícios relativos à segurança e ao conforto térmico do trabalhador. Com o isolamento, o colaborador fica protegido de queimaduras causadas devido às baixas e altas temperaturas. Logo trabalhará em um ambiente com uma sensação térmica mais adequada.

De qualquer forma, é muito importante considerar as diversas questões relacionadas ao isolamento térmico industrial. Isso proporciona os resultados esperados pelos gestores, além de garantir uma maior eficiência desse sistema.

Caso você tenha gostado dessas dicas e queira aprender um pouco mais, que tal descobrir como melhorar o conforto térmico segundo as regras de ergonomia? Até o nosso próximo artigo!

O excesso de calor no ambiente de trabalho é altamente prejudicial. Além de comprometer a obtenção do conforto térmico, ele gera diversas dificuldades na execução de tarefas necessárias para o empreendimento.

O desconforto pode aumentar a irritabilidade e, com isso, motivar novos conflitos no ambiente. Esse também é um fator de desmotivação e de perda de produtividade devido à falta de engajamento. Para a saúde, não é diferente, pois esse problema traz riscos variados.

A seguir, mostraremos quais são os impactos do excesso de calor para o bem-estar. Confira!

Quais são os principais impactos na equipe?

O corpo humano é formado por uma grande quantidade de água e precisa se manter a uma temperatura média de 35 a 36º C. Por isso, quando o ambiente está muito quente, há um desequilíbrio nas funções corporais, aumento da produção de suor e grande desconforto.

Tanto nas indústrias quanto no cotidiano, há muitos impactos na saúde que são causados pelo excesso de calor. Na sequência, apresentamos os pontos que merecem a sua atenção!

Desidratação

Um dos resultados mais conhecidos da exposição às altas temperaturas é a desidratação. Trata-se de um quadro que ocorre quando o corpo não tem água suficiente para funcionar da melhor maneira. Como resultado, vários sistemas são afetados e há um acúmulo de toxinas no sangue.

Os sintomas incluem enjoos, boca seca, sede, tonturas e até desmaios. Em alguns casos, a desidratação gera confusão mental ou mesmo delírios. No cotidiano, esse já é um quadro que inspira cuidados. No ambiente de trabalho, ele é ainda mais perigoso, porque é um fator de risco para acidentes.

Fadiga

Com um grande aumento de temperatura, o corpo precisa fazer um esforço maior para regular a temperatura. Em ambientes quentes, a produção de suor favorece a perda de líquidos e de sais minerais essenciais para o funcionamento do organismo. Com esses impactos, o corpo sofre uma diminuição de energia, o que leva à sensação de fadiga.

Nessa situação, as pessoas demonstram menos disposição para executar tarefas e podem sentir sonolência, fraqueza, tonturas e náuseas. Casos extremos, como em temperaturas muito elevadas, levam à síncope corporal e até à interrupção do funcionamento dos rins.

Falta de concentração

O nosso cérebro trabalha com algumas prioridades e, na prática, com uma tarefa de cada vez. Se há necessidades físicas urgentes, então é mais difícil se concentrar em outras ações. É por isso que o calor excessivo diminui a concentração.

Diante das altas temperaturas, há o incômodo e a necessidade de regular o corpo. O cérebro, nessa situação, perde capacidade cognitiva de atuar focado em uma só tarefa, o que compromete os resultados. No trabalho — seja na indústria, seja fora dela —, isso leva a um aumento da procrastinação e uma diminuição do rendimento. No final das contas, há uma grande queda de produtividade.

Doenças respiratórias

Muitas vezes, a alta temperatura é acompanhada pela baixa umidade. Em escritórios, o uso de ventiladores ou de ar-condicionado motiva tal questão. Na indústria, a falta de vapores e os espaços confinados favorecem essa configuração.

O problema é que essas situações prejudicam o sistema respiratório. O muco das vias pulmonares, por exemplo, fica ressecado, o que aumenta as chances de quadros de bronquite, rinite ou asma. Também ocorrem sangramentos nasais e infecções. Em longo prazo, os impactos podem se tornar crônicos.

Alterações na pressão sanguínea

Por causa do aumento da temperatura, as artérias ficam mais dilatadas. Trata-se de um mecanismo do corpo para tentar diminuir a temperatura e eliminar o calor pela pele. Ao somar isso à desidratação, há um fluxo menor de sangue pelo corpo.

Como resultado, há um quadro de pressão baixa ou hipotensão arterial. Para muitas pessoas, é uma situação que leva a tonturas, enjoos e até desmaios. No trabalho, os riscos de acidente se multiplicam nesses casos.

Para quem já sofre com hipertensão, o excesso de calor é um fator de risco. O entupimento das artérias é agravado pelo espessamento do sangue. A falta de água também amplia esse impacto, o que leva à ocorrência de casos de hipertensão. É comum sentir dores de cabeça, tonturas e mal-estar nessas situações. Em alguns casos, esse se torna um fator de risco para AVC e infartos.

Por que é importante investir em qualidade de vida?

Tanto no trabalho quanto fora dele é essencial pensar nas práticas de bem-estar. Desta forma, a intenção é garantir a máxima qualidade de vida, pois isso leva, acima de tudo, a um bom cuidado com a saúde.

Do ponto de vista dos escritórios e das indústrias, há outros aspectos para se considerar. Em primeiro lugar, o empregador é obrigado a cuidar da saúde e da segurança da equipe. Sendo assim trata-se de uma obrigação que visa evitar doenças e acidentes causados pela atividade profissional.

Além disso, trata-se um meio de consolidar resultados positivos para o empreendimento. Com mais bem-estar, há um aumento na satisfação e motivação para o trabalho. Isso gera eficiência e produtividade no dia a dia, melhorando a competitividade do negócio.

Lidar com o excesso de calor, portanto, não tem a ver apenas com a saúde, mas com todos os benefícios associados à etapa produtiva e ao desempenho.

Quais são as soluções mais eficazes para a indústria?

Evitar a transmissão de calor é o melhor jeito de manter as temperaturas sob controle. Esse processo acontece por três meios diferentes: condução, convecção e radiação. A última opção é a que gera maiores impactos, por isso merece atenção redobrada.

De qualquer forma, não basta apenas pensar em climatizar o ambiente. Ventiladores e equipamentos de ar-condicionado são bem-vindos, mas não resolvem tudo sozinhos.

Então, recomendamos considerar o uso de isolantes especiais. As mantas térmicas revestem o ambiente e impedem a entrada do calor, o que ajuda a manter a temperatura interna equilibrada. Para as indústrias, essas são as melhores possibilidades.

Para garantir total eficiência, a nossa indicação é que as três formas de transferência sejam combatidas. Isso dá origem a um ambiente muito mais agradável e preparado para gerar bons resultados.

O excesso de calor tem impactos variados — e, muitas vezes, graves — na saúde. Ao conhecer essas situações que apresentamos, fica clara a importância de investir em ações para o bem-estar, como o isolamento térmico.

Para evitar esses e outros problemas, veja como realizar o controle de temperatura em indústrias e empresas.