Quando se fala em revestimento de teto, o forro de gesso é provavelmente um dos primeiros a ser avaliado como acabamento. Afinal ele é considerado versátil e pode ser utilizado como forro e também como rebaixamento de tetos, eventualmente sendo muito usado em projetos de reforma.

O gesso é um aglomerante simples, constituído basicamente de sulfatos mais ou menos hidratados e de anidros de cálcio, obtido pela calcificação da gipsita. Tem como propriedades pega e endurecimento rápido, boa aderência. Dentre os acabamentos possui bom isolamento térmico e acústico, é resistente ao fogo, e tem estabilidade volumétrica em local seco e superfície lisa.

Tipos de forro de gesso

Em se tratando de forros, dois tipos são comumente utilizados no Brasil: o tradicional e o acartonado. O primeiro é constituído por placas moldadas de gesso no tamanho de 60 x 60 cm, com encaixes do tipo macho e fêmea. As placas são fixadas no teto com arames galvanizados de conformidade com a especificação da obra.

Ademais, o gesso acartonado é composto de papel cartão e gesso, são placas maiores e mais finas. A instalação ocorre por três sistemas: o estruturado, o aramado e o removível. O estruturado é o mais utilizado, consiste em pendurais rígidos reguláveis e canaletas metálicas galvanizado. O aramado é composto de pendurais de arame galvanizado, com peças metálicas zincadas tipo “H”. Geralmente utilizado em locais menores e forros mais econômicos. Já o removível tem como principal característica a possibilidade de visitação de equipamentos instalados na parte superior. É estruturado com pendurais de arame galvanizado, perfis de aço galvanizado com pintura eletrostática.

Vantagens e desvantagens do forro de gesso

De uma forma geral, os forros e rebaixamento de gesso tem um forte apelo estético. Além disso são muito usados para embutir iluminação ou disfarçar vigas indesejáveis. Em segundo lugar ele possui boas propriedades térmicas e acústicas e sua flexibilidade possibilita a criação de diversas formas. Uma das grandes desvantagens é a baixa resistência à umidade, não podem ser instalados em áreas externas, e a utilização em áreas úmidas deve ser bem avaliada.

Porém, cada tipo de forro, o tradicional e o acartonado, possuem características distintas e cabe avaliar qual é o mais adequado para cada situação. Abaixo, reunimos os prós e contra de cada tipo de forro de gesso.

FORRO DE GESSO TRADICIONAL

Vantagens: ele ainda é mais barato que o gesso acartonado; porém é mais resistente à umidade e apropriado para ambientes menores.

Desvantagens: é mais sensível aos efeitos da variação térmica, podendo estalar ou trincar com facilidade. O processo de instalação produz muita sujeira. Possibilidade de surgir manchas amareladas e ataque de fungos. É mais pesado que o acartonado e demanda mão de obra especializada. Se precisar de manutenção, o forro tem que ser destruído.

FORRO DE GESSO ACARTONADO

Vantagens: Facilidade de instalação; produz menos sujeira que o tradicional. A manutenção é simples, se precisar remover alguma placa é possível remendar; possui menor peso; menos sujeito a manchas; há chapas que podem ser curvadas.

Desvantagens: mais oneroso que o tradicional, baixa resistência à umidade; necessita de mão de obra qualificada.

3TC ISOLAMENTO NOS FORROS DE GESSO

Anteriormente vimos que o gesso é um material que responde bem térmica e acusticamente e essa propriedade pode ser otimizada com a utilização do nosso produto. A instalação do 3TC acima do forro como manta térmica é muito simples, veja só: ele ficará por cima do forro, podendo ser parafusado em montantes metálicos. Em relação aos sistemas de instalação dos forros de gesso acartonado, os tirantes podem atravessar o 3TC, não havendo nenhum prejuízo em relação à eficiência do produto.

Sem dúvida, os forros e rebaixamentos de gesso agregam um valor estético considerável à obra, resultando em ambientes belos e aconchegantes. E então, qual o melhor forro para sua obra? Compartilhe com a gente!

 

Na construção civil, seja em novos projetos ou reformas (retrofit para os mais chegados), as preocupações de quem está realizando ou pagando pelo serviço são as mesmas: custo, tempo de instalação e benefícios. Ou seja, é uma questão de custo e controles. Sendo assim é preciso analisar minuciosamente a relação custo-benefício dos serviços acabados . Pensando nesta questão que tecnologias de instalação fácil, rápida, com um custo acessível surgem no mercado. Exemplos disso são tecnologias essas como o 3TC isolamento e o drywall. Exite um movimento para informar e treinar profissionais para capacitá-los a realizar instalações técnicas. Estas tecnologias não são tão novas assim em outros países, mas tem se tornado cada vez mais utilizadas aqui por conta dos vários benefícios.

Drywall em tradução livre significa “parede seca”, mas o mesmo método de construção pode incluir forros de gesso e de placas cimentícias. Consiste num sistema de vedação composto por uma estrutura metálica de aço galvanizado ou ripas de madeira, e placas ou chapas aparafusadas nesta estrutura. Desta forma esta tecnologia não necessita de argamassa para sua execução, reduzindo assim a quantidade de entulhos e é bem mais rápida. As paredes de Drywall fazem parte da construção a seco. Prédios inteiros estão sendo construídos desta forma hoje em dia. Por causa da praticidade, é mais utilizada em reformas, principalmente em escritórios, lojas e salas comerciais. Esta tecnologia reduz e muito o tempo de duração se comparado a um sistema de alvenaria tradicional, com menos entulho. De acordo com a Associação brasileira do Drywall o consumo do material no ano de 2013 foi de 50 milhões de metros quadrados.

Cada obra tem uma característica diferente e necessidade diferente, por isso as placas de drywall possuem algumas alternativas que podem ser priorizadas. Exatamente por isso compilamos a lista abaixo para que você saiba mais um pouco sobre cada tipo de placa:

Chapas de gesso Standard (ST) Cor branca.

A chapa Standard (ST) é recomendada para uso geral em áreas secas, emprega-se em paredes e forros do sistema drywall.

Chapas de gesso Resistentes à Umidade (RU) Cor verde.

Esta variedade é indicado para os “ambientes molhados”: ambientes sujeito a respingos ou que tenha alta taxa de umidade. Exemplos: banheiros, áreas de serviço, cozinhas, dentre outros. Nestes locais é imprescindível a utilização da chapa verde de drywall do tipo RU, que possui em sua composição química, componentes hidro fugantes, que protegem a superfície contra umidade.

A placa de gesso RU não é a prova d’água e por isso não recomenda ser usado em teto, sobre piscina ou sauna, já que o nível de água/umidade recebida pela placa nestes ambientes é constante, e resultará na deterioração do material. É recomendado apenas como fechamento vertical nas paredes.

Nota importante: é importante realizar a impermeabilização da chapa verde na maioria dos casos. Recomenda-se a impermeabilização da base da parede e revestimentos em drywall com chapas RU, evitando infiltração pelo solo ou pela parede.

Chapa verde (RU) é a recomendada para assentamento de cerâmica, pois a argamassa colante é misturada com água. No caso de uma chapa Standard, a placa absorve a água e, com o tempo, acaba descolando a cerâmica assentada. Para fixação da cerâmica utiliza-se argamassa tipo AC II ou AC III.

Chapas de Gesso Resistentes ao Fogo (RF) Cor rosa.

Esse tipo de placa de gesso possui, dentro outros componentes, a fibra de vidro em sua fórmula. A fibra de vidro é um material com muita resistência ao calor e ao fogo. Por isso, são bastante indicadas para escadas enclausuradas, saídas de emergência e áreas com risco de incêndio. Resistência ao fogo quer dizer o retardamento das chamas se comparado às chapas ST, obedecendo as normas da NBR 15575.

Chapas de Gesso Acústicas

Um grande problema da construção em drywall consiste no isolamento térmico e acústico da estrutura. Para isso existem as chapas acústicas com poder de absorção e reverberação sonora. Além disso elas também podem contribuir na renovação do ar e são indicadas para restaurantes, bares e locais que necessitam de um reforço no isolamento acústico. Para o isolamento térmico, o produto mais indicado é o 3TC Isolamento de 10mm, garantindo conforto térmico e eficiência energética. Para um reforço acústico, recomenda-se isolamento fibrosos de alta densidade.

Placas Cimentícias

As placas cimentícias costumam ser mais caras que as placas de gesso pois seu método de fabricação precisa de mais recursos. Ela é mais utilizada nas áreas externas por oferecerem mais resistência à ação do tempo que placas de gesso. Além disso o processo de instalação dela é bem parecida com o das placas de gesso. Para não ter problemas, o segredo é seguir as diretrizes técnicas de instalação de cada fabricante.

Algumas vantagens dessa tecnologia incluem a alta durabilidade e resistência ao fogo. Ademais, elas podem receber diversos tipos de acabamento ou revestimentos, como pintura, textura, cerâmica e pastilhas, podendo até mesmo ficarem aparentes.

A desvantagem das placas cimentícias é que o manuseio é bem mais difícil que das placas de gesso, por serem mais pesadas. Em segundo lugar elas também costumam ter um preço mais elevado tanto do m2 comprado como instalado, justamente por ser um material mais resistente e mais denso. Nesse sentido, na hora de escolher qual a melhor opção para sua finalidade, é importante utilizar o material correto para a finalidade correta. Desta forma consegue-se o melhor acabamento pelo custo-benefício mais adequado.

Caso tenha se interessado pela informação, encontramos um artigo científico que explora muito bem esse tema com diversas citações e com informações mais profundas e detalhadas sobre o tema, principalmente no que diz respeito ao comparativo das paredes de alvenaria e drywall: https://goo.gl/tF1c2Y. O artigo tem autoria de Jordana Tavares Santos e Ligia Eleodora Francovig Rachid.