No ramo industrial a gestão de pessoas no chão de fábrica é essencial. Principalmente para que as tarefas sejam executadas e sincronizadas de acordo com o que já está previamente descrito no planejamento. Seja em uma indústria de grande porte, seja de pequeno porte.

Toda empresa composta por equipes de trabalho necessita implementar uma boa gestão de pessoas para colher bons resultados. No âmbito industrial isso é ainda mais importante.

Entretanto, infelizmente muitos empregadores ainda não promovem a adequada gestão de pessoas em suas empresas. Isso porque geralmente desconhecem quais as principais medidas que viabilizam a aplicação desse processo.

Sendo assim, confira abaixo como fazer a gestão de pessoas no chão de fábrica e o porquê dela ser tão importante para a indústria.

Liderança na equipe

É inimaginável alcançar um padrão bom de gestão de pessoas em um ambiente de trabalho sem a presença de um líder conduzindo a equipe. Neste contexto, podemos destacar algumas vantagens quando há uma figura de liderança no chão de fábrica, como:

  • garantir que a equipe siga o padrão de produção, evitando assim que tenham distorções em uma mesma linha de fabricação;
  • aumentar as chances de produzir dentro do prazo, já que uma das funções de um líder é justamente a de gerir a evolução das tarefas e buscar alternativas para concluí-las em um menor tempo possível;
  • realizar os procedimentos operacionais compatíveis com os que estão no cronograma;
  • alinhar tarefas executadas por diferentes equipes e que precisam ser finalizadas em conjunto, reduzindo dessa forma as chances de atraso ou parada da produção.

Os pilares da gestão de pessoas

Antes de citar e explicar quais são as melhores formas para aplicar a gestão de pessoas no chão de fábrica, é interessante identificar alguns parâmetros considerados como pilares de um gerenciamento humano eficiente.

Motivação

Não importa qual é a profissão do colaborador no chão de fábrica, ninguém entrega uma boa produtividade sem estar motivado.

Neste contexto, como a motivação é diretamente proporcional à produtividade, cabe ao empregador buscar meios de motivar. Alguns exemplos são: oferecer salários em dia e compatíveis com o mercado, garantir o conforto e a segurança no trabalho. Este são os primeiros passos para que a sua equipe desempenhe as tarefas diárias de forma motivada.

Treinamento

É extremamente relevante uma equipe de trabalho ser composta por pessoas capacitadas e importantes para o processo de produção da empresa. Neste contexto, só é possível alcançar esse patamar por meio dos treinamentos e aperfeiçoamentos profissionais de cada colaborador. É importante entender e direcionar os treinamentos visando atender as demandas da empresa.

Sendo assim, quanto mais treinado um profissional é dentro da própria empresa, mais ele se sentirá valorizado e consequentemente motivado. Essa relação positiva fortalece os conceitos de uma gestão humana eficiente.

Trabalho em equipe

Mesmo sendo composta por várias equipes de diferentes ramos profissionais, uma empresa possui o mesmo objetivo para todos os colaboradores.

Desta forma, para colher bons resultados é fundamental que haja uma boa conexão entre as equipes. Isso pode promover relações interpessoais saudáveis e um ambiente de trabalho organizado.

Processo de comunicação

Um dos parâmetros mais importantes no procedimento de gestão de pessoas é a comunicação. Ela é a base para assegurar que as informações estão sendo direcionadas da maneira correta.

Portanto, seja qual for o foco do gerenciamento humano da empresa, o seu processo de comunicação precisa ser rápido e o menos burocrático possível.

Aplicação da gestão de pessoas

Há várias formas de aplicar os conceitos de gestão de pessoas no chão de fábrica, entretanto, é importante o líder da equipe saber identificar quais as medidas mais compatíveis com a realidade do ambiente de trabalho da empresa.

Melhorar o processo de comunicação

Como já mencionado, uma comunicação eficiente é imprescindível para a gestão de pessoas, e a sua melhoria pode ser alcançada por meio de:

  • uso de aplicativos e plataformas de comunicação, com intuito de agilizar a velocidade com que as informações chegam para as equipes;
  • facilitar o acesso de todos os colaboradores às informações referentes aos processos de produção;
  • viabilizar ferramentas para a difusão de informações, como: reuniões periódicas informativas, murais com recados importantes, utilização de recursos tecnológicos e entre outros.

Delegar tarefas

Não é possível tentar gerir uma equipe de trabalho sem que cada um saiba exatamente qual será a sua função. Ambientes de trabalho onde as obrigações não estão bem definidas, e consequentemente há dúvidas quanto a designação das atividades, são os mais propícios para ocorrer casos de atividades negligenciadas ou realizadas com duplicidade.

Portanto, ao delegar tarefas com precisão, fica simples de realizar a gestão delas posteriormente. Até porque o líder da equipe saberá identificar com exatidão qual equipe/colaborador está responsável pelo trabalho, facilitando assim o gerenciamento humano.

Desenvolver uma política de feedback completa

Da mesma forma que um profissional quando erra é cobrado pela empresa, quando ela acerta é preciso parabenizá-lo. Neste contexto, é comum encontrar atualmente nas empresas uma política de feedback executada de forma incompleta, visto que apenas os erros e equívocos da equipe são considerados. Reforços positivos podem motivar e incentivar qualquer profissional.

Deste modo, é interessante inserir na política da empresa programas que gratificam a equipe caso ela apresente bom desempenho. Projetos de bonificações, por exemplo, podem valorizar o trabalho e, consequentemente, incentiva o profissional a produzir mais.

Dar espaço e visibilidade para os membros da equipe

A comunicação em uma empresa jamais deve ser unidirecional (empregador => colaborador), é muito importante que os profissionais do chão de fábrica tenham espaço para opinarem.

Uma vez que o processo de comunicação é bidirecional (empregador <=> colaborador), a equipe acaba demonstrando mais interesse em tentar melhorar o ambiente de trabalho e, consequentemente, se mostra mais disposta a alcançar os objetivos da empresa.

Portanto, após entender sobre como aplicar a gestão de pessoas no chão de fábrica, fica mais simples concluir que essa prática proporciona principalmente uma maior produtividade, desenvolvimento dos colaboradores e melhores ambientes de trabalho.

Vale lembrar ainda que esse processo é gradual e é alcançado com muito mais eficiência quando há um líder gerenciando a equipe de trabalho.

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O setor da construção civil é um dos mais importantes para a economia brasileira, o que demanda muita mão de obra. Com tantos profissionais nos canteiros, os acidentes e as doenças laborais também refletem números significativos. Mesmo quando são fornecidos os equipamentos de proteção individual e coletiva. Por esse motivo, é importante investir em medidas que aumentem a segurança do trabalho na construção civil.

Existem certos fatores que potencializam a ocorrência de acidentes e doenças nas obras. Alguns exemplos relevantes são:

  • ausência de treinamento adequado;
  • falta de qualificação das equipes;
  • realização das atividades sob condições desfavoráveis;
  • o descumprimento das normas de segurança, entre outros.

Com base nesse cenário, a gestão de riscos ganha grande importância. Isto porque seu objetivo é estar sempre buscando a redução de situações perigosas. Isso se dá por meio das indicações das normas reguladoras, conhecidas como NRs.

Quer saber mais sobre a importância da segurança do trabalho e como melhorar preservar a saúde das equipes no seu canteiro de obras? Confira este artigo que preparamos para você!

Quais os objetivos da segurança do trabalho na construção civil?

A segurança do trabalho pode ser definida como um conjunto de medidas a serem implementadas nos mais variados ambientes de trabalho, que ajudam a evitar a ocorrência de acidentes e garantem a qualidade de vida da sua equipe. Ao investir em segurança do trabalho, a sua empresa cumprirá as normas determinadas pelo Ministério do Trabalho, o que aumenta a segurança dos trabalhadores.

Os profissionais que atuam nessa área devem averiguar se as regras estão sendo cumpridas na rotina da empresa, além de serem responsáveis pela educação dos trabalhadores, mostrando para eles qual a melhor maneira de realizar as tarefas para evitar acidentes.

O principal objetivo da segurança do trabalho na construção civil é identificar, avaliar e controlar as situações de risco presentes nas atividades dos trabalhadores. Isso pode ser feito por meio do mapeamento dos riscos, em que a equipe responsável põe em prática uma série de normas, procedimentos e equipamentos no ambiente de trabalho, para que sejam reduzidos os riscos inerentes a cada atividade.

Além disso, pode ser feito um estudo de dados estatísticos a cerca dos acidentes e doenças que já aconteceram, visando adotar as melhores medidas preventivas para cada área. Por isso, pode-se dizer que a segurança do trabalho tem três vertentes: reduzir acidentes de trabalho, promover a saúde ocupacional e reduzir os riscos de incêndio.

Quais são os profissionais que atuam nessa área?

Dentro da segurança do trabalho na construção civil, existem inúmeros profissionais que atuam, de maneiras diferentes para garantir a saúde física e mental dos trabalhadores. Conheça agora os principais.

Engenheiro de Segurança do Trabalho

Um dos objetivos desse profissional é assessorar as empresas industriais e de construção sobre as condições de trabalho, as instalações em geral, os métodos fabricação, as atividades realizadas pelos trabalhadores, entre outros. A partir dessas análises, podem ser determinadas as diretrizes a serem tomadas no campo da prevenção de acidentes.

O engenheiro de segurança também inspeciona as instalações da obra, verificando se há riscos de incêndio e desmoronamento, por exemplo. Além disso, ele pode instruir quais são os equipamentos de proteção individual mais indicados para cada atividade e executar campanhas educativas sobre a prevenção de acidentes, para que os trabalhadores sejam conscientizados.

Técnico de Segurança do Trabalho

O técnico de segurança do trabalho estabelece as normas e dispositivos de segurança mais adequados para cada atividade. Dessa forma, ele pode acabar sugerindo modificações nos equipamentos e nas instalações. Além disso, ele comunica os resultados das inspeções por meio relatórios, propondo a reparação ou a renovação dos sistemas.

Esse profissional também faz a investigação de acidentes que já aconteceram, verificando as condições de ocorrência para propor soluções e providências cabíveis, entre outras atribuições.

Médico do Trabalho

O médico do trabalho faz exames periódicos de todos os empregados, principalmente dos expostos a maiores risco de acidentes ou doenças profissionais. Ele também avalia, as condições de insegurança dos locais de trabalho, sugerindo aos gestores da empresa algumas medidas que possam atenuar os riscos existentes.

Enfermeiro do Trabalho

Por fim, esse profissional avalia as condições da empresa, fazendo observações sobre as principais atividades. Ele discute com a gerência, para assim identificar o que deve ser feito na área da segurança, higiene e saúde. O enfermeiro do trabalho também atua na prestação de primeiro socorros em caso de acidentes, fazendo curativos e providenciando o atendimento médico posterior.

No mais, ele pode instruir os trabalhadores sobre a utilização de roupas e equipamentos de proteção adequados ao tipo de atividade, reduzindo a incidência de acidentes. O planejamento e execução de programas de educação sanitária também está entre os afazeres do enfermeiro, o que estimula a aquisição de hábitos mais saudáveis e ajuda a prevenir as doenças laborais.

Quais são os riscos mais comuns?

Os riscos presentes em uma obra ou construção podem ser classificadores em cinco grupos. Cada um deles tem uma cor padrão para qualquer empresa, pois isso facilita a sua identificação. Veja quais são:

  • grupo 1, verde: o primeiro grupo representa os riscos físicos, como umidade, ruídos, temperatura e pressão;
  • grupo 2, vermelho: nesse grupo estão os riscos químicos, como poeiras, vapores e outros agentes que possam ser inalados;
  • grupo 3, marrom: trata-se dos riscos biológicos, como as bactérias, os parasitas e fungos;
  • grupo 4, amarelo: os riscos representados pela cor amarela são os ergonômicos, aqueles que estão relacionados a situações como atividades repetitivas, monotonia, uso inapropriado de equipamentos, e outros que podem causar desconforto e afetar a saúde dos trabalhadores;
  • grupo 5, azul: por fim, o grupo 5 tem relação com os riscos de acidentes, como a utilização de máquinas e equipamentos sem a devida proteção.

Entre os 5 grupos de risco, existem aqueles que são mais comuns e merecem maior atenção.

Quedas de nível

Existem diversas atividades da construção civil que são realizadas em altura. Não utilizar os EPIs necessários nesse tipo de atividade é uma das grandes causas de graves acidentes. Seja em cima de um andaime ou executando atividades em pavimentos superiores, todos os trabalhadores devem utilizar os equipamentos de proteção necessários para cada atividade. Vale apontar que primeiramente os colaboradores devem receber treinamento antes de executar trabalhos em altura.

Choques elétricos

A grande maioria das obras e construções envolve atividades com eletricidade. Alguns fios podem ficar expostos e causar acidentes, o que pode ocorrer pelo contato direto com os trabalhadores ou pelo contato com água. Existe uma norma, a NR 10, que regulamenta as atividades que incluem eletricidade. A norma indicanda quais são as medidas de segurança e os equipamentos necessários para evitar acidentes.

Uso de máquinas e equipamentos sem a devida proteção

Muitos equipamentos e máquinas presentes nas obras, como furadeiras, britadeiras e serras, exigem um manuseio correto e o uso de EPIs para evitar imprevistos. Por isso, para proteger a saúde dos trabalhadores, é importante realizar treinamentos e fornecer os equipamentos de segurança adequados a cada atividade, conforme descrito na NR-12.

Queda de materiais

A presença de gruas, guindastes, elevadores de carga e outros equipamentos como esses, é muito comum em qualquer obra. Na maioria das vezes, eles estão carregados de materiais que, se não estiverem bem colocados e protegidos, podem cair. Por isso, o uso de capacetes é obrigatório nos canteiros de obra.

Problemas respiratórios, alergias e dermatoses

Com a presença de materiais como o cimento e a cal, compostos por um pó fino, podem ocorrer graves problemas respiratórios se não forem utilizadas máscaras e outros equipamentos para proteger a face dos trabalhadores. Além disso, o contato da pele com tintas, solventes e outros produtos, pode provocar alergias e até queimaduras.

Perda auditiva

O uso constante de máquinas e equipamentos que emitem altos ruídos, sem proteção, pode causar a perda auditiva com o tempo. Esse é um problema que não tem cura, e não são apenas os ruídos que podem causá-lo:

  • elevados níveis de pressão sonora;
  • exposição à metais como chumbo, manganês, arsênio, cobalto e mercúrio;
  • exposição à gases asfixiantes como nitrato de butila, cianeto e monóxido de carbono;
  • solventes orgânicos como xileno, dissulfeto de carbono, tuleno, estireno, e butanol.

Contato ou exposição a corpos estranhos

É comum a presença de aranhas, escorpiões, cobras, abelhas, e outros animais que podem prejudicar a saúde dos trabalhadores. Dessa forma, é fundamental inspecionar o ambiente e verificar a existência de algum desses animais, além de fornecer e exigir a utilização dos equipamentos que vão proteger de possíveis picadas.

Quais são as principais normas de Segurança do Trabalho?

Contar com um departamento de segurança do trabalho é um ótimo investimento contra a insalubridade, além de ajudar a manter a organização do canteiro e suas obrigações com a legislação. De acordo com a norma nº1 do Ministério do Trabalho, as empresas com 50 trabalhadores ou mais precisam ter um setor especializado na segurança e saúde da equipe. Nas empresas menores, é necessário ter uma comissão interna de prevenção de acidentes, a CIPA, ou contratar um técnico responsável pela segurança laboral.

Para auxiliar os gestores, foram criadas as Normas Regulamentadoras (NR), que são um conjunto de regras e instruções sobre segurança no trabalho. Ao todo, são 36 NRs, e grande parte delas descreve atividades relacionadas à construção civil.

O descumprimento da Normas Reguladoras da segurança do trabalhado na construção civil aumenta a chance de acidentes, doenças e situações de risco, além de gerar multas para os empregadores, que têm o dever de oferecer condições seguras de trabalho.

Confira a seguir as principais NRs da construção civil.

NR 6 – equipamentos de proteção individual

Essa norma exige que as construtoras forneçam EPIs, os equipamentos de proteção individual, aos trabalhadores. Com isso, será resguardada a saúde e integridade físicas dos empregados. Além disso, é obrigação deles utilizar e zelar pelos equipamentos. A NR 6 ainda menciona quais são os tipos de EPIs necessários para cada atividade para prevenir acidentes e impactos nos olhos, ouvidos, membros superiores e inferiores, tronco, cabeça, e aparelho respiratório.

NR 8 – padrões de edificações

A NR 8 especifica os requisitos técnicos mínimos em uma obra, para garantir o conforto e a segurança dos funcionários. Por exemplo, nos pisos, escadas e passagens, devem ser utilizados materiais antiderrapantes. Além disso, os andares superiores devem ter proteção contra quedas, seguindo as normas técnicas e legislações municipais.

NR 12 – uso de maquinário

Essa NR, em síntese, tem o objetivo de garantir que as máquinas e equipamentos presentes no canteiro de obras sejam utilizados de maneira segura pelo trabalhador. Logo, o objetivo é prevenir acidentes por meio de medidas de proteção e referências técnicas. No mais, são exigidas informações sobre o ciclo de vida desses equipamentos, incluindo transporte, instalação, operação e manutenção.

A NR 12 ainda trata das instalações elétricas de máquinas que têm contato com água ou agentes corrosivos. Sendo assim, é necessária a blindagem, isolamento e aterramento desses equipamentos, prevenindo a ocorrência de acidentes. Além disso, os controles de acionamento precisam levar em conta alguns aspectos, como:

  • localização e distância, permitindo um manejo fácil e seguro;
  • instalação dos principais comandos em posições acessíveis ao operador;
  • visibilidade e sinalização que sejam distinguíveis entre si.

Essa norma é bastante extensa e detalhada, e também menciona as medidas apropriadas para os trabalhadores portadores de deficiência.

NR 35 – segurança nas alturas

A NR 35 trata dos requisitos para garantir a segurança dos trabalhadores durante atividades realizadas nas alturas, aquelas que são executadas acima de dois metros a partir do nível do solo. Dessa forma, essa norma objetiva a prevenção de quedas e acidentes ao exigir as seguintes medidas:

  • treinamento e capacitação da equipe;
  • equipamentos de proteção individual, acessórios e sistemas de ancoragem;
  • equipe de emergência;
  • desenvolvimento de planejamento para organização e execução das atividades.

Na hora de planejar os serviços, recomenda-se a adoção de providências para evitar o trabalho em altura, quando houver uma forma alternativa de execução. Senão, devem ser adotadas medidas para eliminar o risco de queda e para minimizar as consequências de possíveis quedas, quando o risco não puder ser eliminado.

NR 18 – medidas de segurança

Essa norma é uma das mais importantes para a segurança do trabalho na construção civil. Ela traz diretrizes para as áreas administrativa, de planejamento e organização para a implantação e controle dos sistemas de segurança.

No mais, a NR 18 aborda questões relacionadas às atividades da construção civil. Atividades como escavações, construção de telhados e demolições, além de descrever os procedimentos, dispositivos e instruções para as principais atividades desenvolvidas em um canteiro de obras. Por exemplo, ela define que os canteiros precisam ter vestiários, instalações sanitárias, lavanderia, local de refeições, área de lazer, entre outros.

Para que seja garantido o cumprimento dessas exigências, a norma ainda exige a implantação do PCMAT, o Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho. Ele é aplicável para canteiros que tenham a partir de 20 trabalhadores. O PCMAT deve ficar à disposição dos fiscais do Ministério do Trabalho e deve conter os seguintes documentos:

  • memorial das condições e do ambiente de trabalho de todas as atividades e operações, considerando os riscos de acidentes e doenças do trabalho, com as respectivas medidas preventivas;
  • projeto das proteções coletivas, de acordo cada etapa da obra;
  • informações técnicas das proteções individuais e coletivas utilizadas;
  • cronograma de instalação das medidas preventivas de acordo com as etapas da obra;
  • layout do canteiro de obras na etapa inicial, com o dimensionamento das áreas de vivência;
  • programa educativo que trate da prevenção de acidentes e de doenças do trabalho, com a carga horária.

Quais são os principais benefícios da segurança do trabalho?

Como você pode perceber, a segurança do trabalho na construção civil previne a ocorrência de acidentes e doenças. No entanto, esses não são os únicos benefícios dessas medidas de segurança. Confira agora as principais vantagens!

Redução de acidentes

O objetivo principal da Segurança do Trabalho é prevenir a ocorrência de acidentes e doenças laborais que podem prejudicar a integridade física e mental da equipe. Sendo assim, investir em equipamentos e medidas de segurança reafirma um ambiente produtivo e saudável. Reduzindo acidentes e doenças laborais, diminui o tempo de afastamento médio dos funcionários, garantindo mais eficiência.

Organização

A segurança do trabalho permite a criação de uma logística que busca resguardar a saúde dos trabalhadores. Logou ma boa medida para organizar-se, por exemplo, é separar bem os resíduos perigosos dos recicláveis. Dessa forma, além de proteger a saúde dos trabalhadores, você contribuirá para a sustentabilidade na construção civil.

Produtividade

Uma equipe mais motivada pelo sentimento de integração vai se empenhar para aumentar a produtividade estabelecida pelos gestores. No mais, eliminar os riscos mantém o foco dos trabalhadores na execução das atividades. Conforto térmico, que também faz parte da segurança do trabalho, é também importantíssimo para atividades mais diversas. Ademais a redução de afastamentos por acidentes de trabalho são associadas ao aumento da produtividade.

Menos gastos

Como mencionado anteriormente, com os sistemas e equipamentos de prevenção de acidentes, são reduzidos os custos com afastamentos de trabalhadores. Da mesma forma o passivo trabalhista e as ações judiciais contra a empresa também diminui consideravelmente. Proporcionar EPIs e um ambiente seguro mantém a atenção da equipe nas tarefas, evitando prejuízos materiais.

Ambiente de trabalho saudável

A empresa que investe em segurança do trabalho demonstra comprometimento com a saúde e o bem estar de toda a equipe. Esse sentimento de proteção promove um ambiente saudável e propício a boas interações. Afinal, ninguém gosta de trabalhar em local hostil, nem com as ferramentas e proteção adequadas.

Qualidade

Quando a equipe percebe que está realizando um trabalho de maneira segura, ela produz com qualidade. Dessa forma, os prazos são respeitados e o cliente final fica extremamente satisfeito. Sob o mesmo ponto de vista, menos recursos serão destinados a trocas de insumos/produtos e defeitos de máquinas e ferramentas.

Credibilidade

A redução dos acidentes e doenças laborais garante a credibilidade à imagem da empresa, demonstrando responsabilidade social. Com a união de produtividade e trabalhadores motivados, a organização torna-se referência no mercado.

Como implantar e desenvolver a segurança do trabalho na sua obra?

Para estabelecer e colocar em prática boas medidas de segurança do trabalho na construção civil, é fundamental saber quais são os riscos presentes no canteiro, bem como as atividades previstas, as máquinas que serão utilizadas e os equipamentos de proteção que serão necessários. Assim, será possível executar as exigências presentes nas NRs. Confira agora como reduzir os riscos na sua obra.

Crie uma estratégia organizacional

Contar com um departamento de segurança do trabalho na estratégia da organização é essencial. Ainda mais, com profissionais especializados, é possível prever os aportes financeiro e humano necessários para implantar e desenvolver os objetivos. Portanto, os gestores devem elaborar um planejamento que inclua a preservação da saúde dos trabalhadores e que busque minimizar os acidentes. Empresas médias e pequenas devem contar com a conscientização dos gestores e funcionários da mesma forma. Quando segurança faz parte da estratégia, a implementação de procedimentos é mais bem aceita.

Realize treinamentos

A maioria dos acidentes acontecem por falta de conhecimento e treinamento. Os profissionais que trabalham em altura ou com eletricidade, por exemplo, devem ser devidamente treinados. Treinamentos bem feitos vão, primeiramente, indicar quais são os cuidados necessários e como proceder na ocorrência de problemas. Solução de problemas começa com a prevenção dos mesmos, o que é amplamente abordado no treinamento.

Sinalize o risco do ambiente

A presença do mapa de riscos nos ambientes da construção civil é estabelecida pelas NRs. Ele exerce um papel importante para alcançar a segurança no local de trabalho. Por meio da sinalização, é possível saber quais são os agentes de risco de cada local, indicando os perigos ali presentes. Além disso, eles também trazem informações sobre as medidas de segurança para o risco em questão. Ademais, essas informações ajudam a lembrar do uso do EPI em cada ambiente.

Forneça Equipamentos de Proteção Individual

O fornecimento e uso de equipamentos de proteção são um dos principais modos de evitar acidentes e doenças laborais. Ainda assim, é necessário estabelecer e informar os procedimentos de uso e cuidado dos EPIs.

Adquira boas máquinas e ferramentas

A presença de máquinas com sistemas de segurança e ferramentas ergonômicas facilitam as atividades e tarefas. Inclusive elas dão mais confiança à equipe na hora de realizar trabalhos complexos. Além disso, equipamentos de qualidade podem trazer economia nas contas de luz, aumentando a eficiência energética da sua obra.

Siga as Normas Regulamentadoras

As normas de segurança do trabalho na construção civil apresentam procedimentos e equipamentos que devem ser utilizados para evitar os riscos citados. Existe uma NR especifica para os principais riscos, que mostra as medidas que devem ser adotadas para minimizar as chances de ocorrência de cada um. Elas englobam tanto treinamentos como especificação do uso de EPIs. Como mencionado anteriormente, é importante seguir as normas tanto por conta dos riscos bem como para evitar multas e processos judiciais.

Procure engajar a equipe

Contar com o envolvimento dos trabalhadores é fundamental para que a obra funcione de maneira adequada. Por esse motivo, os gestores e profissionais da segurança do trabalho devem oferecer abordagens com foco na conscientização, como avaliações de risco e treinamentos bem como saúde preventiva.

A identificação dos riscos por meio da segurança do trabalho na construção civil é uma etapa importante no andamento de uma obra. No entanto, deve-se atualizar a lista de riscos sempre que possível e realizar as melhorias necessárias. Desta forma acidentes e doenças laborais serão evitados. E lembre-se: uma boa cultura de segurança é essencial para o sucesso de qualquer empresa.

Se você ainda tem alguma dúvida relacionada à segurança do trabalho na construção civil, deixe um comentário para que possamos te ajudar!

São vários os fatores presentes em um ambiente de trabalho capazes de interferir na produtividade de uma equipe. Dentre esses parâmetros, é fundamental destacarmos as condições ergonômicas oferecidas pelo empregador, visto que, além de se relacionarem com o conforto ocupacional, também possuem ligações com a saúde e o humor da equipe de trabalho.

Infelizmente muitas empresas não dão a devida atenção para as condições ergonômicas disponibilizadas em suas dependências, fato este que é explicado pela falta de conhecimento sobre as várias vantagens ao assegurá-las.

Sendo assim, confira tudo sobre condições ergonômicas.

Conceito de ergonomia no trabalho

A palavra ergonomia remete ao estudo entre a relação ser humano/ambiente laboral. Em outras palavras, é uma análise detalhada sobre todos os elementos de um local que estão diretamente relacionados com o conforto, bem-estar e, acima de tudo, a segurança no trabalho de uma equipe.

Vale ressaltar ainda, que não importa o risco das tarefas a serem desempenhadas, todas elas necessitam de uma análise ergonômica adequada.

Relação entre ergonomia e produtividade da equipe

Esperar que uma equipe de trabalho entregue todo o seu potencial para uma empresa vai muito além de apenas garantir a contratação de excelentes profissionais.

Como exemplo prático, é impossível exigir bons resultados de desempenho de uma equipe que trabalha em um canteiro de obras sem os devidos Equipamentos de Proteção Individua – EPIs, ou de colaboradores que atuem em um escritório com baixa luminosidade e cadeiras desconfortáveis.

Sendo assim, é possível fazer uma associação direta entre a ergonomia e a produtividade de uma equipe, ou seja, quanto melhores as condições de trabalho que um empregador possa oferecer, sem dúvida, melhores serão os resultados de produtividade que a equipe em questão entregará.

Vantagens de um ambiente ergonômico

Podemos destacar as seguintes vantagens ao assegurar a ergonomia em uma empresa:

  • garantir a saúde e segurança do trabalho para todos os membros da empresa;
  • diminuir as chances de ocorrerem acidentes de trabalho, visto que todos os riscos serão previamente analisados e posteriormente traçadas medidas para que sejam neutralizados/reduzidos;
  • melhorar o humor da equipe de trabalho, uma vez que ela será valorizada e desempenhará todas as tarefas com conforto e segurança;
  • aumentar a produtividade dos colaboradores;
  • evitar lesões consequentes de esforços repetitivos, má postura e negligência dos EPIs;
  • possibilitar que atividades laborais sejam desempenhadas seguindo os parâmetros ideais de eficiência, visto que as condições de trabalho estão adequadas.

Normas regulamentadoras

Existem algumas normas regulamentadoras que especificam como que as condições de um determinado ambiente de trabalho precisam estar. Busca-se assegurar o conforto e a segurança da equipe.

Deste modo, os parâmetros que classificam as condições ergonômicas como satisfatórias ou inadequadas não são subjetivos. Isto é, são claramente determinados segundo algumas NRs.

Norma Regulamentadora 15

Tratando das atividades e operações insalubres, a NR 15 tem como principal objetivo estabelecer padrões técnicos para classificar um ambiente ocupacional quanto ao grau de sua insalubridade. Seguir essa norma impacta diretamente na produtividade. Isso de dá por ela colocar limitações em cargas horárias, bem como relaciona-se com o bem estar do colaborador. Isto posto, vai depender de análises, medições e atividades que a própria NR regula e indica como fazer.

Além disso, essa norma prevê um adicional sobre o salário ― conforme as características do risco e a intensidade de exposição ―, para a equipe que desempenha tarefas nestes ambientes identificados como insalubres.

A NR 15 padroniza parâmetros para os seguintes locais de trabalho:

  • presença de ruídos intensos (sejam eles contínuos, sejam eles intermitentes);
  • limite de exposição ao calor;
  • limite de exposição ao frio;
  • exposição às radiações não ionizantes;
  • trabalho em ambientes com alterações na pressão;
  • atividades em áreas com umidade elevada;
  • presença de agentes químicos;
  • elevada concentração de agentes biológicos.

Norma Regulamentadora 18

a NR 18 é uma norma que detalha as condições ergonômicas adequadas para a indústria da construção. Segundo essa norma, é dever do empregador garantir algumas condições básicas em um canteiro de obras. São eles:

  • instalações sanitárias;
  • vestiários;
  • alojamentos;
  • local de refeições;
  • área de lazer;
  • ambulatório, quando se tratar de uma equipe de trabalho com 50 ou mais membros.

Por ser uma indústria com várias ramificações e englobar tarefas de diferentes naturezas, na construção civil, há várias possibilidades de um ambiente ser classificado como insalubre. Entretanto, a NR 18 detalha todas as atividades e as suas respectivas condições ergonômicas ideais.

4 dicas para melhorar a ergonomia no ambiente de trabalho

Uma vez que já sabemos o que é ergonomia, bem como as suas vantagens ao ser garantida em um local de trabalho, é interessante destacar algumas dicas que as viabilizam.

Deste modo, confira 4 orientações para melhorar a ergonomia. São elas:

1. Conheça sua equipe

Estreitar a relação empregador/equipe de trabalho é muito importante para que a comunicação interna seja feita de forma clara, rápida e sem burocracias.

Uma vez que essa comunicação é realizada com eficiência, a equipe se sente mais confortável para sugerir melhores condições ergonômicas quando necessário, viabilizando, dessa forma, ambientes de trabalho mais saudáveis e seguros.

2. Disponibilize todos os EPIs

Como vimos ao longo do conteúdo, a segurança no trabalho é extremamente importante para a garantia de ambientes ergonômicos.

Nesse contexto, vale destacar a importância de disponibilizar todos os Equipamentos de Proteção Individual – EPI para a equipe. Com pouco investimento é assegurando assim, além do conforto ao desempenhar tarefas de risco, locais de trabalho com chances reduzidas de ocorrerem acidentes. Menos acidentes impacta positivamente o passivo trabalhista e também a produtividade.

EPIs básicos

EPIs são os aliados nº 1 de empresas e funcionários para evitar acidentes de trabalho

3. Delimite tarefas

Ao delimitar tarefas, um colaborador vai saber exatamente o que deve saber fazer. Desta forma ele estará menos propício a se expor às atividades que contenham riscos para os quais ele não está protegido.

E para alcançar esse patamar de organização na empresa, é imprescindível que haja uma clara delimitação das tarefas, para que, dessa forma, cada equipe execute apenas o serviço que ela sabe que as condições ergonômicas estão favoráveis.

4. Realize avaliações de desempenho

Muitas vezes um baixo rendimento no trabalho está associado com condições ergonômicas precárias. Baixo rendimento afeta diretamente a produtividade da equipe como um todo. Portanto, é importantíssimo ficar atento a esse fator.

Por esse motivo, realizar avaliações de desempenho periodicamente ajudam a detectar baixos rendimentos de equipes. Uma das causas possíveis é da equipe não estar alocada em um ambiente ergonômico.

Portanto, após entender o conceito de condições ergonômicas e verificar todos os seus benefícios para a produtividade da equipe, é fácil perceber o quão importante esse parâmetro é para as atividades laborais.

Cabe lembrar ainda que a empresa que não garante aos seus colaboradores boas condições de trabalho está sujeita a multas e penalidades trabalhistas, conforme as NRs 15 e 18.

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Para garantir um ambiente agradável de trabalho, é fundamental desenvolver meios que proporcionam mais segurança e conforto aos colaboradores de uma indústria. Além disso, é preciso controlar a temperatura dos equipamentos para que eles funcionem de maneira adequada. Sendo assim, o modo mais viável para alcançar esses objetivos é investir em uma solução de isolamento térmico industrial.

Para ser eficiente, cada indústria apresenta necessidades diferentes, o que exige uma correta análise das condições existentes na empresa. Apesar de muitas companhias conhecerem as vantagens do isolamento térmico — sobretudo no que diz respeito à economia de energia —, ainda é comum utilizarem essa solução de maneira inadequada, o que proporciona resultados abaixo do esperado.

Sabendo disso, reunimos neste pequeno guia algumas informações valiosas sobre a importância e como fazer corretamente o isolamento térmico em uma indústria. Tenha uma boa leitura!

Qual é a função do isolamento térmico industrial?

Conceitualmente, o isolamento térmico é a capacidade que um determinado material apresenta de evitar a troca de energia térmica entre dois meios distintos. Assim, ao aplicar essa solução em uma indústria, é utilizado um composto que apresenta baixa condutividade de calor em uma superfície. O que impede a dissipação de energia e resulta na manutenção da temperatura ambiente.

Logo, ao ser utilizado esse mecanismo, se mantém o conforto térmico local, o que garante um ambiente adequado para o trabalho dos colaboradores. Além disso, para ocorrer o seu bom funcionamento, os equipamentos precisam ser utilizados em uma temperatura adequada, o que garante maior eficiência e menor consumo de energia.

Quais são os principais cuidados?

Para garantir maior eficiência de um sistema de isolamento térmico industrial, é preciso tomar alguns cuidados durante o desenvolvimento e a execução dessa solução. Sendo assim, reunimos a seguir uma pequena lista com 5 dicas do que é preciso fazer para garantir bons resultados. Confira!

Tenha um bom projeto

Como é possível perceber, o isolamento térmico propicia diversas vantagens a uma indústria. Entretanto, para que esse sistema seja eficiente, é preciso que haja um bom planejamento. Para isso, o primeiro passo é desenvolver um bom projeto, que determinará todas as diretrizes que deverão ser seguidas.

Assim, o projetista conseguirá definir quais são as soluções mais eficazes para cada tipo de empresa. De modo a proporcionar o resultado esperado pelos gestores. Afinal, devido a grande variedade de isolantes térmicos existentes no mercado — os quais apresentam os mais diferentes níveis de condutividade térmica —, o profissional deve escolher aqueles que proporcionam o melhor custo-benefício.

Considerar as características da indústria

Conforme já explicamos, existe uma grande variedade de isolantes térmicos no mercado, os quais são indicados para determinadas situações. Assim, é preciso considerar as particularidades da indústria para escolher o composto mais eficiente e que trará os melhores resultados.

Além de escolher o material mais adequado, alguns tipos de indústria necessitam da realização de algumas técnicas especiais para estabilizar a temperatura dos equipamentos. Com isso, é preciso ficar atento, caso seja necessário associar o sistema de isolamento térmico com alguma metodologia específica e que garanta uma maior eficiência do sistema.

Conhecer os principais tipos de isolamentos

Além de considerar as particularidades existentes nos processos industriais, para garantir mais eficiência no isolamento térmico, é preciso avaliar as características de cada material. Cada solução apresenta graus de condução de calor e aplicação distintas, que devem ser consideradas durante o desenvolvimento do projeto e a escolha das soluções.

Além de levar em conta a capacidade do material de manter o conforto ambiental, também é preciso analisar os outros benefícios que ele oferece, como o isolamento acústico. Assim, dentre as várias opções encontradas no mercado nacional, é possível avaliar qual delas proporcionará as maiores vantagens e o melhor custo-benefício.

Procurar as soluções mais eficientes

Para garantir um melhor isolamento térmico industrial, conforme já explicamos, é preciso analisar diversos fatores das soluções existentes no mercado. Assim, ao considerar as necessidades específicas da empresa, em conjunto com as vantagens oferecidas pelo material, é possível escolher aquela que será mais eficiente em garantir um melhor controle sobre a temperatura.

Além disso, é preciso considerar a fonte que origina o calor. Afinal, como ele pode ser transmitido por 3 formas distintas é preciso escolher uma solução que impeça essa troca de temperatura. AS 3 formas de transferência de calor são a condução, a convecção e a radiação.

Apesar de a grande maioria dos produtos encontrados no mercado lidar apenas com a condução, o que corresponde a 10% da transferência de calor em uma edificação, é possível encontrar um produto que combate todas as três formas de transmissão.

Realizar uma instalação correta do isolamento térmico industrial

Um dos segredos para garantir a eficiência e a qualidade de um sistema de isolamento térmico é a correta instalação dessa solução. Para isso, é recomendado a contratação de uma equipe especializada, com referências. Dessa forma contarão com profissionais que estão acostumados e saibam como trabalhar corretamente com esse produto.

Caso contrário, é possível que ocorram falhas durante a execução do serviço, o que prejudicará o desempenho do produto. Com isso, além de não proporcionar os resultados esperados, para resolver o problema será necessário fazer reparos. Reparos não programados configuram como novos custos e retrabalho. Dessa forma uma solução definitiva, bem planejada, e bem executada é um investimento de retorno rápido.

Qual é a importância do isolamento térmico industrial?

Uma das principais vantagens proporcionadas pelo isolamento térmico industrial é a redução do consumo de energia. Afinal, pelo fato dessa solução evitar a emissão de calor, uma indústria gastará menos com combustíveis para manter um fluido em uma determinada temperatura — seja ela alta ou baixa. Além disso, pelo fato de o ambiente ficar mais fresco, serão necessárias soluções mais econômicas para manter o conforto térmico.

Outra vantagem do isolamento térmico é a possibilidade de manter controlada a temperatura dos equipamentos. Com isso, evita-se o desgaste precoce desse maquinários, além de garantir o seu bom funcionamento.

Ao fazer esse investimento, também se consegue benefícios relativos à segurança e ao conforto térmico do trabalhador. Com o isolamento, o colaborador fica protegido de queimaduras causadas devido às baixas e altas temperaturas. Logo trabalhará em um ambiente com uma sensação térmica mais adequada.

De qualquer forma, é muito importante considerar as diversas questões relacionadas ao isolamento térmico industrial. Isso proporciona os resultados esperados pelos gestores, além de garantir uma maior eficiência desse sistema.

Caso você tenha gostado dessas dicas e queira aprender um pouco mais, que tal descobrir como melhorar o conforto térmico segundo as regras de ergonomia? Até o nosso próximo artigo!

O excesso de calor no ambiente de trabalho é altamente prejudicial. Além de comprometer a obtenção do conforto térmico, ele gera diversas dificuldades na execução de tarefas necessárias para o empreendimento.

O desconforto pode aumentar a irritabilidade e, com isso, motivar novos conflitos no ambiente. Esse também é um fator de desmotivação e de perda de produtividade devido à falta de engajamento. Para a saúde, não é diferente, pois esse problema traz riscos variados.

A seguir, mostraremos quais são os impactos do excesso de calor para o bem-estar. Confira!

Quais são os principais impactos na equipe?

O corpo humano é formado por uma grande quantidade de água e precisa se manter a uma temperatura média de 35 a 36º C. Por isso, quando o ambiente está muito quente, há um desequilíbrio nas funções corporais, aumento da produção de suor e grande desconforto.

Tanto nas indústrias quanto no cotidiano, há muitos impactos na saúde que são causados pelo excesso de calor. Na sequência, apresentamos os pontos que merecem a sua atenção!

Desidratação

Um dos resultados mais conhecidos da exposição às altas temperaturas é a desidratação. Trata-se de um quadro que ocorre quando o corpo não tem água suficiente para funcionar da melhor maneira. Como resultado, vários sistemas são afetados e há um acúmulo de toxinas no sangue.

Os sintomas incluem enjoos, boca seca, sede, tonturas e até desmaios. Em alguns casos, a desidratação gera confusão mental ou mesmo delírios. No cotidiano, esse já é um quadro que inspira cuidados. No ambiente de trabalho, ele é ainda mais perigoso, porque é um fator de risco para acidentes.

Fadiga

Com um grande aumento de temperatura, o corpo precisa fazer um esforço maior para regular a temperatura. Em ambientes quentes, a produção de suor favorece a perda de líquidos e de sais minerais essenciais para o funcionamento do organismo. Com esses impactos, o corpo sofre uma diminuição de energia, o que leva à sensação de fadiga.

Nessa situação, as pessoas demonstram menos disposição para executar tarefas e podem sentir sonolência, fraqueza, tonturas e náuseas. Casos extremos, como em temperaturas muito elevadas, levam à síncope corporal e até à interrupção do funcionamento dos rins.

Falta de concentração

O nosso cérebro trabalha com algumas prioridades e, na prática, com uma tarefa de cada vez. Se há necessidades físicas urgentes, então é mais difícil se concentrar em outras ações. É por isso que o calor excessivo diminui a concentração.

Diante das altas temperaturas, há o incômodo e a necessidade de regular o corpo. O cérebro, nessa situação, perde capacidade cognitiva de atuar focado em uma só tarefa, o que compromete os resultados. No trabalho — seja na indústria, seja fora dela —, isso leva a um aumento da procrastinação e uma diminuição do rendimento. No final das contas, há uma grande queda de produtividade.

Doenças respiratórias

Muitas vezes, a alta temperatura é acompanhada pela baixa umidade. Em escritórios, o uso de ventiladores ou de ar-condicionado motiva tal questão. Na indústria, a falta de vapores e os espaços confinados favorecem essa configuração.

O problema é que essas situações prejudicam o sistema respiratório. O muco das vias pulmonares, por exemplo, fica ressecado, o que aumenta as chances de quadros de bronquite, rinite ou asma. Também ocorrem sangramentos nasais e infecções. Em longo prazo, os impactos podem se tornar crônicos.

Alterações na pressão sanguínea

Por causa do aumento da temperatura, as artérias ficam mais dilatadas. Trata-se de um mecanismo do corpo para tentar diminuir a temperatura e eliminar o calor pela pele. Ao somar isso à desidratação, há um fluxo menor de sangue pelo corpo.

Como resultado, há um quadro de pressão baixa ou hipotensão arterial. Para muitas pessoas, é uma situação que leva a tonturas, enjoos e até desmaios. No trabalho, os riscos de acidente se multiplicam nesses casos.

Para quem já sofre com hipertensão, o excesso de calor é um fator de risco. O entupimento das artérias é agravado pelo espessamento do sangue. A falta de água também amplia esse impacto, o que leva à ocorrência de casos de hipertensão. É comum sentir dores de cabeça, tonturas e mal-estar nessas situações. Em alguns casos, esse se torna um fator de risco para AVC e infartos.

Por que é importante investir em qualidade de vida?

Tanto no trabalho quanto fora dele é essencial pensar nas práticas de bem-estar. Desta forma, a intenção é garantir a máxima qualidade de vida, pois isso leva, acima de tudo, a um bom cuidado com a saúde.

Do ponto de vista dos escritórios e das indústrias, há outros aspectos para se considerar. Em primeiro lugar, o empregador é obrigado a cuidar da saúde e da segurança da equipe. Sendo assim trata-se de uma obrigação que visa evitar doenças e acidentes causados pela atividade profissional.

Além disso, trata-se um meio de consolidar resultados positivos para o empreendimento. Com mais bem-estar, há um aumento na satisfação e motivação para o trabalho. Isso gera eficiência e produtividade no dia a dia, melhorando a competitividade do negócio.

Lidar com o excesso de calor, portanto, não tem a ver apenas com a saúde, mas com todos os benefícios associados à etapa produtiva e ao desempenho.

Quais são as soluções mais eficazes para a indústria?

Evitar a transmissão de calor é o melhor jeito de manter as temperaturas sob controle. Esse processo acontece por três meios diferentes: condução, convecção e radiação. A última opção é a que gera maiores impactos, por isso merece atenção redobrada.

De qualquer forma, não basta apenas pensar em climatizar o ambiente. Ventiladores e equipamentos de ar-condicionado são bem-vindos, mas não resolvem tudo sozinhos.

Então, recomendamos considerar o uso de isolantes especiais. As mantas térmicas revestem o ambiente e impedem a entrada do calor, o que ajuda a manter a temperatura interna equilibrada. Para as indústrias, essas são as melhores possibilidades.

Para garantir total eficiência, a nossa indicação é que as três formas de transferência sejam combatidas. Isso dá origem a um ambiente muito mais agradável e preparado para gerar bons resultados.

O excesso de calor tem impactos variados — e, muitas vezes, graves — na saúde. Ao conhecer essas situações que apresentamos, fica clara a importância de investir em ações para o bem-estar, como o isolamento térmico.

Para evitar esses e outros problemas, veja como realizar o controle de temperatura em indústrias e empresas.

De forma simples, a ergonomia envolve a relação entre o homem e o ambiente de trabalho. Consiste em um estudo da ligação entre seres humanos e máquinas e quais são as condições adequadas para garantir o bem-estar e a segurança. Pensando nisso, foram criadas algumas regras voltadas para esse tema, entre as quais está o conforto térmico.

Afinal, essa relação adequada não está ligada apenas a cadeiras confortáveis ou móveis na altura certa. Ela também está conectada a condições de iluminação, de barulho e, é claro, de temperatura.

Para que não haja dúvidas sobre como cumprir todos os requisitos, mostraremos dicas para atingir o conforto térmico segundo às regras de ergonomia. Confira!

O que são e para que servem as orientações?

As Normas Regulamentadoras (NRs) são dispositivos legais criados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Elas especificam quais são as obrigações dos empregadores em certas condições, de modo a garantir a segurança e a saúde da equipe.

A NR 17 é a responsável por tratar de todas as normas referentes à ergonomia. Ela serve, principalmente, para orientar os empregadores sobre como devem pensar no ambiente. Desse jeito, é possível garantir uma atuação adequada e protegida.

Já a NR 15, por exemplo, disciplina as atividades ou operações insalubres.

Como funcionam as regras de ergonomia?

As obrigações previstas para deixar o trabalho ergonômico variam com cada atividade e ambiente. Basicamente, tudo começa com uma avaliação da adaptação às condições de ergonomia. A intenção é reconhecer os riscos e o que pode (ou deve) ser melhorado.

Em seguida, são tratadas de questões como a necessidade de executar as atividades de forma sentada quando possível e a escolha de mobiliário adequado. A partir do ponto 17.5 da norma, há os fatores ambientais do trabalho. Isso exige, por exemplo, nível de ruído dentro de padrões aceitáveis e umidade relativa mínima de 40%.

Em relação à temperatura, ela deve ser efetiva entre 20 a 23ºC, de modo a garantir o bem-estar. Além disso, há questões sobre a organização das funções e sobre o levantamento ou movimentação de itens pesados.

Vale mencionar que, conforme indica o Anexo III da NR 15, existem limites de tolerância ao calor e sua inobservância torna a condição de trabalho insalubre.

Quais os prejuízos do calor e falta de ergonomia para os trabalhadores?

Como dissemos, um dos pontos das regras de ergonomia tem a ver com o conforto térmico. Segundo prevê a lei, é obrigação do empregador garantir que a temperatura esteja em um nível adequado e confortável. Isso se deve, principalmente, por causa dos impactos negativos que as altas temperaturas causam.

Em primeiro lugar, há a possibilidade de desidratação. Se ela for intensa, o trabalhador pode desmaiar, envolver-se em acidentes e até sofrer uma fatalidade. Também são queixas comuns as dores de cabeça, a sensação de vertigem e o cansaço ampliado.

Todos esses pontos geram, como impactos secundários, a perda de motivação e de produtividade. Como resultado, o empreendimento se torna menos competitivo.

Quais as punições para a empresa que não cumprir as obrigações?

Para garantir que todas as normas trabalhistas sejam seguidas, há algumas punições para as empresas que não as aplicam. Em uma fiscalização, a falta de ergonomia pode gerar multas, sanções e até a interdição do local para adaptação, se for o caso. Também ocorrem processos judiciais, o que coloca em xeque a credibilidade da empresa.

Além disso, a inexistência de boas condições prejudica a saúde da equipe. Isso dá origem a mais faltas e licenças, o que amplia os custos. Resulta, ainda, em um aumento de processos trabalhistas e indenizações.

Para piorar, o negócio pode ter a sua imagem empresarial arranhada. Isso gera problemas de percepção do público e, em alguns casos, até boicotes por parte dos consumidores.

Como melhorar o conforto térmico?

Como visto, cuidar da temperatura do local de trabalho é uma questão fundamental de ergonomia. Então, é preciso buscar maneiras de garantir e ampliar o conforto térmico no ambiente. A seguir, veja algumas dicas de como chegar a esses resultados.

Dê preferência a horários frescos

Durante os dias quentes, é comum que o horário comercial seja o período de maior calor do dia. Isso faz com que haja desgaste por causa da temperatura, o que exige cuidados extras.

Sempre que possível, recomendamos evitar atividades externas de 10 da manhã às 5 da tarde. O sol é muito forte nessa fase, assim como a temperatura.

Dentro do escritório, o problema é um pouco menos sentido, mas ainda é impactante. Trazer flexibilidade de horários, como a pausa do almoço, ajuda os colaboradores a escolherem o melhor período.

Promova pausas para descanso

Por causa das altas temperaturas, é comum que as pessoas fiquem menos concentradas e cansadas com facilidade. Tudo isso afeta a produtividade — e exigir resultados constantes não é a resposta.

Em vez disso, a nossa indicação é planejar mais pausas ao longo do expediente. Permitir que as pessoas tirem 5 minutos para descansar, beber algo gelado ou se refrescar é essencial. Como consequência, a produtividade pode ficar ainda maior, mesmo com um número ampliado de paradas.

Mantenha distância das fontes de calor

Principalmente no chão de fábrica, há diversos componentes que podem gerar muito calor. Fornos, caldeiras, secadores e, até, máquinas com bastante vibração aumentam a temperatura de forma localizada.

O melhor jeito de evitar isso é ao limitar o contato com essas fontes. Garanta que a equipe não seja exposta demais a essas áreas e que a proximidade dure apenas o tempo necessário. Ao diminuir essa interação, os efeitos são sentidos com menos intensidade.

Invista no isolamento térmico e promova a ergonomia

Embora essas ações sejam importantes, elas são somente “remédios” para um problema que tem outras causas. A incidência solar, por exemplo, gera calor por radiação no imóvel e eleva a temperatura. Outras formas de transmissão, como condução e convecção, também são responsáveis.

Então, para aumentar o conforto térmico, vale elaborar um projeto de isolamento. Com o uso de uma manta especial, por exemplo, é possível impedir que o calor entre no local. Com as trocas interrompidas, fica mais fácil chegar a valores confortáveis.

Para ter máximo desempenho, procure uma solução que impeça as três formas de transferência de calor. Assim, dá para garantir que o espaço terá condições melhores. Além de o bem-estar ser ampliado, os esforços — e os custos — para climatizar o ambiente serão menores.

O conforto térmico é uma das bases da ergonomia e, por isso, é tão importante. Ao seguir as nossas orientações, é possível evitar as punições e cuidar melhor da saúde da equipe.

E já que o isolamento é uma opção muito indicada, entre em contato com a 3TC e descubra como atuamos no mercado!

Seja na indústria alimentícia, seja na automobilística, há diversos ambientes trabalhistas em que as condições de atuação não são totalmente favoráveis para a estadia humana de qualidade. São elas a umidade relativa do ar, temperatura, ruídos, radioatividade etc. Nesse contexto, é interessante destacar os postos de trabalho em que a insalubridade e calor se relacionam de maneira acentuada e consequentemente preocupante.

Sendo assim, confira neste post o que você precisa saber sobre os principais aspectos da relação entre a insalubridade e calor.

Principais características de ambientes insalubres

Caracteriza-se um local de trabalho como insalubre quando o mesmo representa riscos à saúde humana de forma frequente e intensiva. Isto é, quando um ambiente exige da equipe a exposição aos agentes de risco em um nível acima dos limites de tolerância ele é classificado como insalubre. A tolerância é definida por uma norma técnica:  a Norma Regulamentadora 15 (NR-15)

Em outras palavras, são locais hostis e com más condições de permanência e circulação. Veja, a seguir, algumas das características de ambientes insalubres:

  • presença excessiva de radiações não ionizantes;
  • ruídos constantes e acima de 65 dB;
  • alterações nos valores de pressão absoluta;
  • oscilações térmicas acentuadas;
  • umidade do ar a níveis extremos;
  • presença de vibrações mecânicas.

Exposição ao calor e suas consequências

A exposição demasiada ao calor pode ser extremamente prejudicial ao corpo humano, podendo representar um aumento da irritabilidade, depressão, fraqueza, incapacidade para se concentrar e ansiedade.

Outras consequências mais graves são os quadros de alterações físicas, como por exemplo a desidratação, espasmos musculares e o aparecimento de erupções e vesículas nas regiões do corpo mais exposta.

Cabe ressaltar também que alterações neurológicas podem ser diagnosticadas, ou seja, é de fundamental importância a proteção humana para com a exposição excessiva ao calor, já que há possibilidades de sequelas permanentes.

Norma Regulamentadora 17

A NR 17 Ergonomia tem como objetivo estabelecer parâmetros que possibilitam a adaptação das condições de trabalho para com as características psicofisiológicas da equipe. Proporcionando, desse modo, mais conforto e eficiência na produtividade e, acima de tudo, segurança.

Segundo a norma, o empregador deve garantir boas condições ambientes de trabalho, alinhando as características psicofisiológicas de sua equipe com a natureza das tarefas a serem realizadas.

Dessa maneira, em locais onde há atividades que necessitam de solicitação intelectual (escritórios, laboratórios, análise de projeto entre outros), é obrigatório assegurar as seguintes condições de conforto:

  • índice de temperatura efetiva entre 20º C e 23º C;
  • velocidade do ar menor ou igual a 0,75m/s;
  • umidade relativa do ar maior ou igual 40%;
  • nível de ruído máximo para efeito de conforto de até 65 dB, sendo a curva de avaliação de ruído NC menor ou igual a 60 dB;
  • iluminação adequada, natural ou artificial, distribuída no ambiente de maneira uniforme e difusa, evitando assim ofuscamento, reflexos, sombras e contrastes excessivos.

Descumprimento das normas regulamentadoras

O não cumprimento das normas regulamentadoras, tanto pelo empregador, quanto pelos empregados é passível de multas e sanções do Ministério do Trabalho.

Deste modo, tratando-se de uma empresa que descumpra a NR 17, as consequências podem ser:

  • multas justapostas pelo Ministério de Trabalho e indenizações à família da vítima em caso de acidente de trabalho;
  • possibilidade de embargo/interdição da obra, bem como confisco de máquinas e equipamentos;
  • responsabilidades trabalhistas (estabilidade provisória para acidentado, Termo de Ajustamento de Conduta e ação civil pública);
  • obrigações civis em situações de acidentes de trabalho (arcar com despesas médicas, danos estéticos, lucros cessantes durante todo o período antecedente a alta médica e pensão vitalícia quando houver vítimas fatais durante o exercício do trabalho);
  • obrigações criminais, respondendo por infração penal, crime de perigo, lesão corporal e até homicídio culposo.

Medidas preventivas ao calor

Em relação aos locais de trabalho insalubres devido à presença excessiva de calor, há medidas alternativas para que o conforto térmico da equipe seja assegurado.

Nesse aspecto, vale destacar o importante papel desempenhado pelas mantas térmicas, que são capazes de isolar a carga térmica de um ambiente, por meio da eficiente redução da transferência de calor fonte/meio externo.

Entretanto, é importante pautar que existem 3 formas de transferência de calor: convecção (realizada pelas correntes gasosas); condução (vibração molecular de partículas sólidas e fluídos) e radiação (raios infravermelhos).

Dessa forma, para que um isolamento térmico seja feito com qualidade, é preciso garantir que a manta térmica utilizada seja igualmente eficiente para esses 3 tipos de transmissão de calor.

Caso contrário, o isolamento térmico não necessariamente alcançará valores satisfatórios, uma vez que a transferência de calor continuará a afetar a temperatura do local em questão.

Outra medida importante para garantir a segurança de uma equipe que atua sob forte carga térmica é a providência de Equipamentos de Proteção Individual-EPI’s. Macacão térmico, botinas, aventais, máscara de proteção e luvas são alguns dos equipamentos indispensáveis para quem trabalha exposto ao calor.

Sendo assim, as normas regulamentadoras também especificam obrigações do empregador em relação aos EPI’s, uma vez que cabe a empresa fornecer os equipamentos de forma gratuita, assegurar a reposição sempre que necessária e fiscalizar colaboradores quanto ao uso constante.

Produtividade x insalubridade

Diante disso, é fácil perceber que as condições ambientes de um local de trabalho com certeza estão diretamente relacionadas com a produtividade da equipe.

Postos de trabalho onde os parâmetros para a permanência humana estão fora da faixa ideal – principalmente temperaturas extremas – baixa umidade relativa do ar e ruídos excessivos) de fato afetarão na qualidade das tarefas que serão desempenhadas.

Assim sendo, ao detectar parâmetros distantes do ideal (de acordo com a NR 17) é de suma importância que o empregador tome todas as medidas necessárias para que boas condições de trabalho sejam oferecidas à sua equipe. Garantindo assim tanto a saúde/segurança dos colaboradores, quanto a produção eficiente em todos os postos de trabalho da empresa.

Portanto, insalubridade e calor são questões que não devem ser negligenciadas por nenhuma empresa. Tudo isso pois são potencialmente nocivas à saúde e causam sérios acidentes de trabalho. Assim sendo, saber identificar (mesmo que com a ajuda de especialistas) e providenciar soluções para a exposição excessiva ao calor torna-se imprescindível, tanto para a segurança humana quanto para quem almeja produtividade no trabalho.

Achou interessante o conteúdo? Então, confira também, em mais um de nossos posts, o que é conforto térmico e qual sua importância!