O controle de temperatura é essencial para muitos empreendimentos. Em primeiro lugar, existe a recomendação do Ministério do Trabalho e da Norma Regulamentadora 17. Como trata da ergonomia, o documento estabelece os níveis de calor e frio ideais. Seu cumprimento é obrigatório e ajuda a evitar processos trabalhistas.

Além disso, há empreendimentos que precisam cuidar da conservação de elementos. Frigoríficos, por exemplo, devem lutar conta o ganho de calor nas câmaras frias para não perderem os produtos. Em todos os casos, é essencial dispor dos mecanismos certos.

Mas, afinal, como realizar o controle de temperatura na empresa da forma adequada? A seguir, veja algumas dicas para conseguir colocar essa etapa em prática.

Utilização de equipamentos

Há muitas soluções eletrônicas que auxiliam os empreendimentos a acompanhar a temperatura de um determinado ambiente. A maior parte deles não ajuda a evitar que as mudanças aconteçam, mas oferecem uma visibilidade ampliada.

Nesse sentido, o controlador de temperatura é um dos mais importantes. Ele funciona como uma espécie de relógio, mas a informação que ele oferece é o quão quente ou frio está um determinado lugar ou objeto. Dependendo do caso, apresenta precisão de décimos, o que garante máximo acompanhamento.

Também é possível recorrer a chips de transmissão instantânea, termostatos e elementos do tipo. Eles ajudam a acompanhar o nível de calor ou frio de um ambiente e a verificar se tudo está dentro do esperado.

Há, ainda, os sistemas voltados para a mudança de temperatura — não só para o controle. Climatizadores e itens relacionados são opções utilizadas com frequência.

Os chillers, por exemplo, resfriam quantidades de água que “roubam” o calor do ar, de acordo com os parâmetros desejados. Já o rooftop é uma espécie de ar-condicionado, enquanto o fan coil é um tipo de ventilador de grande capacidade.

Todos esses elementos ajudam a dissipar calor do ambiente, o que garante um resultado muito mais confortável para vários pontos. No entanto, ainda assim é preciso se preocupar com o controle de temperatura para que ele fique em níveis adequados.

Projeto arquitetônico

A forma como o espaço se apresenta também tem tudo a ver com a temperatura percebida e com o nível de acompanhamento obtido. Dependendo das escolhas, um ambiente sai prejudicado por causa das suas características construtivas. Por isso, um bom projeto arquitetônico é fundamental.

É preciso pensar, por exemplo, no posicionamento do local. Um frigorífico localizado em uma área de grande incidência solar não oferece os resultados esperados. Então, vale considerar mudá-lo dentro da planta ou mesmo criar barreiras de proteção para impedir o aumento de temperatura.

Também é necessário refletir sobre questões como o telhado, as paredes, a ventilação natural e até nos revestimentos. O grande problema é que essas decisões podem não estar disponíveis para um imóvel que já está erguido.

Em casos do tipo, é recomendado adaptar soluções aos espaços já existentes. Assim, é possível conquistar um controle de temperatura muito efetivo.

Uso de isolamento térmico

O isolamento térmico é um processo semelhante ao funcionamento de uma garrafa térmica. Ele conta com materiais que ajudam a evitar a absorção e a troca de calor entre dois ambientes. Então, é possível garantir maior controle do nível de temperatura em certo espaço.

Para empresas que precisam dar máxima atenção a esse aspecto, trata-se de uma solução conveniente. Com bons produtos de proteção, é possível evitar que o calor seja transmitido pelas três formas: condução, convecção e radiação. Assim, mesmo que esteja muito quente do lado de forma, o interior permanece agradável.

O contrário também acontece. Quando está mais frio na parte externa, é comum que o imóvel comercial perca calor. Em vários casos, a troca não é interessante. Então, o isolamento ajuda a evitar que esse caminho seja percorrido.

O melhor jeito de conquistar tais impactos é por meio da seleção de uma solução funcional. Normalmente, o uso de uma manta térmica e/ou de placas especiais garante o bom desempenho. A instalação tem que ser feita de maneira adequada e o ideal é optar por uma alternativa versátil, que se adapte a qualquer tipo de construção.

Dependendo do caso, trata-se de uma etapa que pode fazer parte do projeto arquitetônico. Do contrário, é possível realizar a aplicação e o isolamento com o ambiente já em uso e sem dificuldades.

Adoção de múltiplas soluções

O controle de temperatura de indústrias e empresas não tem que ser feito de uma só maneira. Na verdade, é até mais produtivo unir diversas alternativas em um projeto para obter o máximo desempenho.

Então, essas soluções podem — e devem — ser conjugadas para a conquista de um efeito melhor. O controlador de temperatura, por exemplo, ajuda a garantir uma avaliação sobre os números, de modo a mantê-los dentro da faixa esperada.

Já a climatização auxilia a vencer o nível elevado de calor. Com um bom projeto, é possível diminuir a temperatura do ambiente de um jeito consistente e que permite atingir os parâmetros específicos.

Por outro lado, o projeto arquitetônico reduz a necessidade de uso de equipamentos, já que explora o local da melhor maneira. Com tanto planejamento, fica fácil fugir de imprevistos e de cenários pouco desejáveis, como a flutuação da temperatura ao longo do tempo.

Para completar, o isolamento térmico garante a eficiência de todas as outras soluções. Não adianta ter um sistema de climatização robusto e sofrer com a transmissão de calor que vem do ambiente externo. Isso só aumenta a necessidade de potência, o que leva a um gasto muito maior de energia elétrica.

Com um bom recurso de isolamento, o espaço fica protegido contra a perda ou o ganho de calor da parte de fora. Com maior controle, basta usar os recursos necessários para chegar ao patamar desejado, o qual será mantido com facilidade.

O controle de temperatura em indústrias e empresas está ligado à qualidade e à segurança. Com essas soluções, é viável garantir que o espaço tenha as características adequadas para a execução dos diversos processos.

O que você pensa sobre essas possibilidades? Conte nos comentários e não deixe de participar!

Nos posts anteriores descrevemos a fundo sobre os outros vilões do conforto térmico.Abordamos como a convecção e a condução, atuam para deixar seu ambiente sem conforto térmico, e agora falaremos da radiação. Além disso, anteriormente definimos que calor é energia em trânsito. Ou seja, que o quente, ou tem mais energia, sempre persegue o frio, ou onde tem menos energia, independentemente do sistema. Sabemos que os outros vilões do conforto térmico representam em média apenas 30% de toda transferência de calor. Assim acontece em edifícios, galpões, casas, barracões, contêineres e outros ambientes. Dessa forma, vamos te mostrar como a radiação é o vilão principal. Ou seja, o Coringa para o Batman, Lex Luthor do Super-Homem, o Duende Verde da Homem-Aranha, na transferência de calor.

O que é Radiação?

Na termodinâmica, ou o campo da ciência que estuda calor, é de onde baseamos nossos conceitos e ideias. Outra referência nossa são as tecnologias desenvolvidas pela NASA na exploração espacial. No espaço nada é mais importante que o controle da temperatura. Uma boa definição do termo radiação é: a forma de transferência de calor que acontece sem necessidade de matéria física. Como por exemplo, a luz solar é um ótimo exemplo de radiação.

Em temos práticos pense assim: o calor do Sol percorre milhões de quilômetros pelo espaço até chegar à Terra. Essa propagação não se dá por condução e nem por convecção. Isso acontece pois quase não existe matéria no caminho do Sol para a Terra. Nesse trajeto, o calor propaga-se no vazio apenas pela radiação, carregando a energia solar. Estas são as famosas ondas eletromagnéticas que se movem à velocidade da luz, chegando bem rápido na terra. Essa radiação é proveniente da fusão nuclear que acontece no interior do Sol. E olha o poder da nossa estrela: a superfície do Sol está extraordinariamente quente e nós sentimos na pele sua energia. No entanto, ainda assim o espaço entre a Terra e a estrela permanecem extremamente frios, justamente pela ausência de matéria para absorver o calor.

Descoberta científica

A energia transportada por radiação, por meio de ondas eletromagnéticas, leva em conta o espectro visível e invisível da luz. O grande cientista William Herschel descobriu no século XVIII que as ondas eletromagnéticas do espectro infravermelho possuem e transmitem  mais temperatura. Isso significa que ela é capaz de transmitir energia em forma de calor. tem até um experimento muito legal. Veja como foi feito o experimento neste link, mas que também foi demonstrado na série de TV Cosmos.

Vale lembrar que a maioria dos isolamentos térmicos levam em conta apenas a condução. Desta forma eles não vão barrar os raios infravermelhos, maiores responsáveis pelo calor. Além disso, todos os corpos emitem radiação, e corpos com mais energia emitem mais radiação ainda, proporcionalmente. Desta forma, um galpão que recebe a radiação solar o dia todo vai esquentar muito. Em seguida as partes quentes vão irradiar para dentro do habitante, isso se não tiver um produto de isolamento térmico adequadamente instalado.

Como ela deixa seu ambiente mais quente?

Como abordamos anteriormente, a radiação é a forma de transferência de calor mais predominante. Ela é capaz de influenciar diretamente na temperatura dos ambientes de uma casa, de um edifício. Além disso é responsável pelo calor que sentimos e quando um ambiente não é adequado para isolar o calor, ou atenuar seus efeitos. Então é preciso combater a radiação para ter-se um isolamento térmico adequado, além da condução e da convecção. Controlar as 3 formas de transferência dá nome ao 3TC justamente por ele ser capaz desse feito. Apenas desta forma é possível diminuir a transferência de calor de maneira ideal em edificações na construção civil. O que muitos fazem é tampar o sol com a peneira, ou jogar dinheiro fora com custos elevados de energia elétrica pelo uso de climatizadores.

Para esquentar seu ambiente, a radiação atua de algumas formas diferentes. Vamos explicar como isso acontece na prática. Primeiramente, ela esquentará as paredes voltadas para o sol e tetos de um ambiente. Estas estruturas vão absorvendo o calor do sol e transmitindo ele para o ambiente interno. Por isso que no verão sentimos calor de noite assim como de dia. Isso acontece pois o calor absorvido pelas estruturas durante o dia tendem a ser transmitidos de noite. Quando o ambiente externo perde a influência direta do sol, as paredes e tetos viram essa fonte de energia.

Durante o dia existem outras considerações. Uma delas tem a ver com a luz solar incidindo diretamente dentro de casa, passando por janelas, vidros, portas, vãos, etc. Para evitar que o calor tenha incidência e haja uma quebra térmica, é preciso que a construção tenha tecnologias em isolamento térmico, de preferência que controle as três formas de transferência de calor. É preciso também pensar na ventilação natural do ambiente.

Solução

No dia a dia, já temos um exemplo perfeito de como controlar as três formas de transferência de calor: com a garrafa térmica. Já falamos um pouco dessa tecnologia em outro post. As garrafas térmicas possuem um funcionamento simples, mas bastante interessante que replicamos no desenvolvimento do 3TC. Ela combina vedação com duas camadas refletivas com espaço de ar entre elas. Com isso consegue minimizar as trocas de calor por condução e convecção. Já as paredes refletivas minimizam as trocas de calor por radiação, fazendo assim com que o recipiente dentro da garrafa não seja influenciado pelo ambiente externo. É exatamente desta forma que o 3TC trabalha com eficiência e versatilidade para combater o calor, e tornar a climatização existente mais eficiente. E não apenas o 3TC foi desenvolvido desta forma, mas também a roupa dos astronautas, e o isolamento térmico utilizado pela NASA no espaço.

Agora, se você quer se proteger de todos os vilões do conforto térmico, a manta térmica 3TC é o ideal, e ela pode vir em rolos de 5mm ou 10mm para ser instalada em galpões, casas, escritórios com facilidade, velocidade e o melhor: a um custo bem acessível. Faça um orçamento ainda hoje!

Definir o que é conforto térmico é uma tarefa árdua, apesar de todos sabermos quando nos sentimos confortáveis. Na Arquitetura e no design muito se pensa na hora de escolher como dispor o ambiente, e isso pode ajudar muito. Sabemos que uma hora ou outra a gente sente calor ou frio. Seja em nossa casa, apartamento, galpão, não importa. Se você está com calor este post pode te ajudar a entender melhor o por que.

 

O que é conforto térmico?

Primeiramente, estar confortável, seja em casa, no trabalho ou em momentos de lazer, é essencial para garantir o bem-estar e a produtividade. Sabe aquele momento em que você está satisfeito com a temperatura ambiente? Ele é chamado de conforto térmico. Mas isso depende da combinação de diversos fatores, que vão desde o controle da temperatura corporal até o isolamento térmico dos espaços. Pode-se atuar diretamente na questão do conforto térmico de diversas formas. Por isso fizemos este post mais completo sobre o assunto.

Norma da ABNT

A preocupação com o conforto térmico começou a ser considerada pela construção civil no Brasil a partir de 2005. Nesta época entrou em vigor a norma NBR 15220: Desempenho térmico de edificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ela estabelece métodos para calcular as propriedades e o desempenho térmico dos imóveis. Em 2013, foi acrescentada uma nova norma, a ABNT NBR 15575, que estabelece requisitos mínimos para conforto térmico em casas e apartamentos.

De acordo com a ABNT, o ideal para um imóvel é que ele seja mais ameno durante o verão e isole o frio no inverno. Os valores máximos diários da temperatura do ar interior de espaços de permanência prolongada, por exemplo, devem ser sempre menores ou iguais ao da temperatura do ar exterior para o dia típico de verão.

Na norma é possível encontrar o mapeamento do Brasil em oito zonas relativamente homogêneas quanto ao clima. Para cada zona, formulou-se um conjunto de recomendações técnico-construtivas, objetivando otimizar o desempenho térmico das edificações. Esses dados também estão disponíveis para 330 cidades, cujos climas foram classificados.

Conforto térmico humano

O conforto térmico humano é obtido quando a pessoa necessita de consumir a menor quantidade de energia para se adaptar ao ambiente. Isso se dá através de trocas térmicas que dependem do metabolismo de cada um. Outros fatores são:

  • Tipo de roupa usada.
  • umidade relativa do ar.
  • temperatura do ambientes.
  • Ventilação.
  • Luminosidade.

A temperatura média do corpo humano varia de 36º a 37º e geralmente mantém-se constante. Mesmo que o nosso corpo se adapte às variadas temperaturas, isso nem sempre acontece de forma confortável. O desconforto é gerado quando há uma grande diferença de temperatura. Isso se deve pelo fato do nosso corpo buscar a manutenção da temperatura ideal. A sobrecarga no organismo seja para

Temperatura ideal

Como conforto é uma uma sensação variável, o ideal é que a temperatura ambiente seja agradável sem precisar de ar condicionado ou de aquecedores. As condições climáticas nem sempre são previsíveis, mas é possível reduzir bem a oscilação da temperatura em um ambiente fechado quando isso já é levado em conta no seu projeto.

Para alcançar esse equilíbrio, devem ser consideradas localização, incidência do sol, ventilação, materiais utilizados, espessura de paredes e até a cor da pintura. Tanto na construção ou na reforma, a utilização de um isolante térmico pode ser a melhor escolha para garantir a temperatura ideal.

Isolamento térmico

Quando pensamos em ambientes confortáveis, mecanismos termorreguladores artificiais estão em primeiro lugar. Os edifícios, geralmente, garantem a refrigeração ou aquecimento dos ambientes através dos climatizadores. Ao considerar fatores como eficiência, economia e maior conforto, a aplicação de um isolante térmico é muito melhor para esse fim. Dessa forma, escolher o material adequado e sua correta instalação são essenciais para obter o melhor desempenho e proporcionar conforto térmico.

Isolantes fibrosos, como lã de vidro e lã de rocha, e as espumas expansivas como o Poliuretano podem ser uma solução. De toda forma, funcionam bem em espessuras maiores. Isso se deve pois controlam apenas a condução, que corresponde somente a 10% da transferência de calor em construções. Já o 3TC consegue controlar as três formas de transferência de calor, condução, convecção e radiação, propiciando o conforto térmico tão almejado.

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Sentir calor nos dias de hoje virou rotina de norte a sul do país, causada sempre pelas três formas de transferência de calor. Você conhece elas? Leia abaixo que vamos lhe explicar cada uma delas:

Transferência de Calor

A termodinâmica é o campo da física e engenharia mecânica que estuda as relações de temperatura. Basicamente existem três formas distintas de transferência de calor. Cada uma delas influencia o conforto térmico diferentemente, até mesmo na proporção, dependendo sempre da situação. São elas a condução, a convecção e a radiação.

Primeiramente, vale lembrar que toda transferência de calor ocorre sempre do ponto mais quente para o ponto mais frio. Isto tem a ver com as leis da termodinâmica que afirmam que os sistemas estão sempre buscando equilíbrio. Este equilíbrio tem a ver com a energia, e no caso deste artigo, com a energia em forma de calor.

Nesta postagem vamos introduzir um pouco mais como cada uma é descrita na teoria, com exemplos práticos que facilitarão a compreensão. Existem outros posts em nosso blog que abordam em específico cada uma delas. A transferência de calor sempre vai existir, pois todo sistema tende a ser uniforme. Com isso o calor sempre será difundido até atingir a homeostase, ou seja, um equilíbrio de temperatura. Sendo assim, confira os 3 vilões do conforto térmico:

 

1. Condução Térmica

A condução é o modo pelo qual o calor é transferido através de um meio material. Apesar de não conseguimos ver a olho nu, esta forma acontece de uma molécula (ou átomo) para sua vizinha. Resumindo, a condução acontece pelo contato da matéria. Primordialmente ocorre a condução principalmente em materiais sólidos, onde as partículas estão bem próximas uma das outras.

A rapidez com que o calor é conduzido vai depender de vários fatores. São eles:

  • Tamanho do sistema;
  • Composição dos materiais do sistema;
  • Diferença de temperatura entre áreas.

Como mencionamos anteriormente, existem materiais que são melhores condutores que outros.  Como exemplo, os metais de maneira geral conduzem 300 vezes mais calor que a madeira, embora dependa da densidade e o tipo de cada um. Como o calor se propaga de partícula para partícula, corpos mais densos, com maior número de partícula por unidade de volume são bons condutores. Isto explica porque os metais são bons condutores e a madeira nem tanto. Abaixo listamos alguns materiais comuns e seu valor de condutividade térmica:

Material Condutividade térmica (Κ)
Grafeno 4115,00
Prata 429,00
Cobre 401,00
Ouro 317,00
Alumínio 237,00
Tungstênio 174,00
Ferro  80,2
Vidro   0,79
Água   0,61
Tijolo   0,6
Epoxi   0,30
Polipropileno   0,25
Madeira (pinho)   0,13
Fibra de vidro   0,05
Espuma de poliuretano   0,03
Espuma de poliestireno EPS   0,03
Ar   0,03

Pelo mesmo motivo, os líquidos e gases não são bons condutores de calor. Um exemplo prático da condução em ação é o calor de uma frigideira fritando uma carne. O calor da chama do fogão aquece rapidamente o metal da frigideira que por condução deste mesmo calor cozinha a carne que está em contato com a frigideira. Vale lembrar que os valores acima correspondem apenas a como os materiais se comportam com a condução como transferência de calor. Os valores de condutividade K não consideram as outras formas de transferência, que em muitos casos são mais importantes que a própria condução.

2. Convecção Térmica

A convecção é também um importante meio de transferência de calor de massa em fluidos – líquidos e gases. A convecção acontece das seguintes formas:

  • Difusão (movimento aleatório de partículas individuais em fluidos);
  • Pelo movimento que ocorre nas correntes ascendentes de um fluido;
  • Pelo movimento de moléculas mais quentes (com mais energia) dentro de um sistema.

Um jeito fácil de pensar na convecção é que o quente sobre e o frio desce. Por isso, é indicado que aquecedores fiquem na parte inferior de um cômodo e o ar condicionado deve ser instalado na parte superior do ambiente. O aquecedor vai ser mais efetivo ao esquentar o ar frio que desce, e igualmente o ar condicionado vai ser mais efetivo ao resfriar o ar quente que sobe. Caso tenha dúvidas sobre conforto térmico, fizemos uma postagem muito bacana sobre o assunto.

Por esse mesmo motivo os exaustores de galpões industriais são sempre colocados nos telhados e nos cantos superiores de galpões. Desta forma ele vai permitir a saída do ar quente pela convecção natural. Igualmente coifas de cozinhas feitas normalmente de metal ajudam a criar um movimento forçado da fumaça e gases para cima.

O princípio é bem básico e relacionado justamente à densidade dos materiais no sistema. Exemplificando, A água quente é menos densa que a água fria, portanto ela subirá. Enquanto isso a água que estiver mais fria, estará mais densa, e vai descer dentro deste mesmo sistema. Afim de resumir este conceito, separamos um vídeo bem instrutivo feito pelo canal Canada Science and Technology Museum que mostra esse efeito de maneira bem didática. Ele está em inglês, mas é só ativar a tradução para o português que ele tem legendas.

O ar também é considerado um fluido pela termodinâmica, e a troca de calor por convecção vai influenciar demais na temperatura interna.

3. A radiação térmica

Para finalizar falaremos da radiação, o principal vilão do conforto térmico. A radiação é a fonte primária de calor, influenciando na convecção e condução no que diz respeito à construção civil. Certamente a maior fonte energética e de calor que nós temos é o Sol e a radiação advinda dele é a responsável por aquecer todo nosso planeta. Por causa disso, é possível afirmar que a tecnologia para geração de energia do futuro (e do presente) são as placas de captação da energia que vem da radiação solar.

Inegavelmente, no campo da construção civil a zona climática, bem como a exposição ao sol durante o dia são fatores que influenciam muito na temperatura interna de uma edificação. Além disso, livros de física descrevem a radiação como a propagação da energia de um ponto ao outro, seja no vácuo ou em qualquer meio material. Portanto pode ser classificada como energia em trânsito, pois pode ocorrer através de uma onda eletromagnética ou partícula. Só para exemplificar, todo corpo emite radiação, e quanto mais quente um material está, mais radiação ele emitirá.

Um exemplo da atuação da radiação é o calor que se sente ao se expor ao sol e a diminuição desta sensação ao ficar em um local de sombra. Quanto menos radiação um corpo recebe, menos calor ele sentirá. Vale lembrar que a radiação infravermelha é mais energética, ou transporta mais e calor que as visíveis e que as ultravioletas.

Para saber mais sobre transferência de calor e isolamento térmico, curta o Facebook da 3TC e fique por dentro de todas as novidades da área.

Nesta postagem vamos explorar um Estudo feito pelo Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). O objetivo do estudo foi de comprar isolamento refletivo e telhados verdes. A publicação feita pela CBCS pode ser conferida na íntegra. Materiais refletivos como o 3TC são apontados como soluções para conforto térmico e eficiência energética.

Revisão da Publicação

A publicação tem vasta referência bibliográfica e aborda justamente a importância do isolamento refletivo em construções sustentáveis. De acordo com o material apresentado, a radiação solar tem papel importante na elevação da temperatura de casas e edifícios: em uma casa térrea, por exemplo, a maior parte da carga térmica vem do telhado. A literatura técnica sobre o assunto demonstra que o uso de materiais capazes de refletir parte significativa da radiação incidente em telhados, fachadas e pavimentos em climas quentes, como o 3TC, mostra-se como a melhor alternativa para garantir o conforto térmico nas edificações e diminuir o consumo de energia para condicionamento de ambientes. Utilizando o 3TC em escala urbana, é possível minimizar a ilha de calor das cidades, aumentando o conforto até mesmo no ambiente externo e reduzir conjuntamente a demanda de energia para condicionamento térmico.

Importância da Refletância

A refletância dos materiais é importante aspecto técnico a ser considerado, principalmente a capacidade de refletir radiação na faixa infravermelho. O 3TC é feito com um polímero altamente refletivo com interior de poliestireno expandido, com um índice de refletância de 97%, e está disponível comercialmente no Brasil desde 2014. Outros produtos como tintas convencionais empregadas em telhados perderão rapidamente suas capacidades reflexivas quando expostas ao clima brasileiro, posto que o fazem em curto espaço de tempo em fachadas. Neste processo, os biocidas necessários à formulação da tinta são lixiviados pela chuva. Além disso, telhados apenas se mantêm reflexivos se periodicamente submetidos à limpeza com água e escovação. Para isto, é necessário garantir acesso fácil e seguro aos telhados, além de pontos de abastecimento de água, bem como soluções de baixo consumo de água.

Diferentemente de outros países, no Brasil a quase totalidade dos telhados é inclinada, com risco de escorregamento, e não dispõe de acesso adequado. A maioria das telhas, como de cerâmica e fibrocimento, podem quebrar sob o peso de uma pessoa caminhado, exigindo estruturas adicionais para o caminhamento seguro no telhado. Esses aspectos tornam operações de limpeza e manutenção mais difíceis e arriscadas, reduzindo assim a efetividade da solução. Em situações onde o acesso e a limpeza do teto são difíceis, o emprego de isolamento refletivo como barreira de radiação, ou até mesmo a adoção de solução como ventilação natural ou mecânica, sombreamento por vegetação ou dispositivos físicos, podem ser as mais adequadas.

Dessa forma, recomenda-se o uso do 3TC como uma viável solução que possa reduzir a carga térmica e melhorar a eficiência energética.