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De forma simples, a ergonomia envolve a relação entre o homem e o ambiente de trabalho. Consiste em um estudo da ligação entre seres humanos e máquinas e quais são as condições adequadas para garantir o bem-estar e a segurança. Pensando nisso, foram criadas algumas regras voltadas para esse tema, entre as quais está o conforto térmico.

Afinal, essa relação adequada não está ligada apenas a cadeiras confortáveis ou móveis na altura certa. Ela também está conectada a condições de iluminação, de barulho e, é claro, de temperatura.

Para que não haja dúvidas sobre como cumprir todos os requisitos, mostraremos dicas para atingir o conforto térmico segundo às regras de ergonomia. Confira!

O que são e para que servem as orientações?

As Normas Regulamentadoras (NRs) são dispositivos legais criados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Elas especificam quais são as obrigações dos empregadores em certas condições, de modo a garantir a segurança e a saúde da equipe.

A NR 17 é a responsável por tratar de todas as normas referentes à ergonomia. Ela serve, principalmente, para orientar os empregadores sobre como devem pensar no ambiente. Desse jeito, é possível garantir uma atuação adequada e protegida.

Já a NR 15, por exemplo, disciplina as atividades ou operações insalubres.

Como funcionam as regras de ergonomia?

As obrigações previstas para deixar o trabalho ergonômico variam com cada atividade e ambiente. Basicamente, tudo começa com uma avaliação da adaptação às condições de ergonomia. A intenção é reconhecer os riscos e o que pode (ou deve) ser melhorado.

Em seguida, são tratadas de questões como a necessidade de executar as atividades de forma sentada quando possível e a escolha de mobiliário adequado. A partir do ponto 17.5 da norma, há os fatores ambientais do trabalho. Isso exige, por exemplo, nível de ruído dentro de padrões aceitáveis e umidade relativa mínima de 40%.

Em relação à temperatura, ela deve ser efetiva entre 20 a 23ºC, de modo a garantir o bem-estar. Além disso, há questões sobre a organização das funções e sobre o levantamento ou movimentação de itens pesados.

Vale mencionar que, conforme indica o Anexo III da NR 15, existem limites de tolerância ao calor e sua inobservância torna a condição de trabalho insalubre.

Quais os prejuízos do calor e falta de ergonomia para os trabalhadores?

Como dissemos, um dos pontos das regras de ergonomia tem a ver com o conforto térmico. Segundo prevê a lei, é obrigação do empregador garantir que a temperatura esteja em um nível adequado e confortável. Isso se deve, principalmente, por causa dos impactos negativos que as altas temperaturas causam.

Em primeiro lugar, há a possibilidade de desidratação. Se ela for intensa, o trabalhador pode desmaiar, envolver-se em acidentes e até sofrer uma fatalidade. Também são queixas comuns as dores de cabeça, a sensação de vertigem e o cansaço ampliado.

Todos esses pontos geram, como impactos secundários, a perda de motivação e de produtividade. Como resultado, o empreendimento se torna menos competitivo.

Quais as punições para a empresa que não cumprir as obrigações?

Para garantir que todas as normas trabalhistas sejam seguidas, há algumas punições para as empresas que não as aplicam. Em uma fiscalização, a falta de ergonomia pode gerar multas, sanções e até a interdição do local para adaptação, se for o caso. Também ocorrem processos judiciais, o que coloca em xeque a credibilidade da empresa.

Além disso, a inexistência de boas condições prejudica a saúde da equipe. Isso dá origem a mais faltas e licenças, o que amplia os custos. Resulta, ainda, em um aumento de processos trabalhistas e indenizações.

Para piorar, o negócio pode ter a sua imagem empresarial arranhada. Isso gera problemas de percepção do público e, em alguns casos, até boicotes por parte dos consumidores.

Como melhorar o conforto térmico?

Como visto, cuidar da temperatura do local de trabalho é uma questão fundamental de ergonomia. Então, é preciso buscar maneiras de garantir e ampliar o conforto térmico no ambiente. A seguir, veja algumas dicas de como chegar a esses resultados.

Dê preferência a horários frescos

Durante os dias quentes, é comum que o horário comercial seja o período de maior calor do dia. Isso faz com que haja desgaste por causa da temperatura, o que exige cuidados extras.

Sempre que possível, recomendamos evitar atividades externas de 10 da manhã às 5 da tarde. O sol é muito forte nessa fase, assim como a temperatura.

Dentro do escritório, o problema é um pouco menos sentido, mas ainda é impactante. Trazer flexibilidade de horários, como a pausa do almoço, ajuda os colaboradores a escolherem o melhor período.

Promova pausas para descanso

Por causa das altas temperaturas, é comum que as pessoas fiquem menos concentradas e cansadas com facilidade. Tudo isso afeta a produtividade — e exigir resultados constantes não é a resposta.

Em vez disso, a nossa indicação é planejar mais pausas ao longo do expediente. Permitir que as pessoas tirem 5 minutos para descansar, beber algo gelado ou se refrescar é essencial. Como consequência, a produtividade pode ficar ainda maior, mesmo com um número ampliado de paradas.

Mantenha distância das fontes de calor

Principalmente no chão de fábrica, há diversos componentes que podem gerar muito calor. Fornos, caldeiras, secadores e, até, máquinas com bastante vibração aumentam a temperatura de forma localizada.

O melhor jeito de evitar isso é ao limitar o contato com essas fontes. Garanta que a equipe não seja exposta demais a essas áreas e que a proximidade dure apenas o tempo necessário. Ao diminuir essa interação, os efeitos são sentidos com menos intensidade.

Invista no isolamento térmico e promova a ergonomia

Embora essas ações sejam importantes, elas são somente “remédios” para um problema que tem outras causas. A incidência solar, por exemplo, gera calor por radiação no imóvel e eleva a temperatura. Outras formas de transmissão, como condução e convecção, também são responsáveis.

Então, para aumentar o conforto térmico, vale elaborar um projeto de isolamento. Com o uso de uma manta especial, por exemplo, é possível impedir que o calor entre no local. Com as trocas interrompidas, fica mais fácil chegar a valores confortáveis.

Para ter máximo desempenho, procure uma solução que impeça as três formas de transferência de calor. Assim, dá para garantir que o espaço terá condições melhores. Além de o bem-estar ser ampliado, os esforços — e os custos — para climatizar o ambiente serão menores.

O conforto térmico é uma das bases da ergonomia e, por isso, é tão importante. Ao seguir as nossas orientações, é possível evitar as punições e cuidar melhor da saúde da equipe.

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Ter privacidade domiciliar é um bem almejado por muitas pessoas. Principalmente para aquelas que se incomodam com ruídos e sons externos intensos. Nesse contexto, aprender sobre o que é isolamento acústico e quais as formas de realizá-lo torna-se essencial, uma vez que é a partir dessa técnica que se consegue diminuir a intensidade com que o som propaga para um ambiente.

Deste modo, isolamento acústico nada mais é do que a capacidade que certos materiais possuem de bloquearem o som entre ambientes diferentes. Em outras palavras, é o isolamento do som externo a partir de uma barreira física composta por materiais densos. Cabe destacar também que quanto maior o peso do componente dessa barreira, maior será o seu nível de isolamento acústico.

Sendo assim, entenda mais sobre como se faz o isolamento sonoro e quais são as suas vantagens.

Os malefícios de sons intensos

Sons com intensidade acima de 65 dB já podem ser prejudiciais à saúde. Além disso podem acarretar em perda gradual auditiva e irritações no ouvido quando a exposição é excessiva. Para essas ocasiões, essencialmente se a fonte sonora for externa ao ambiente, o isolamento acústico passa a ser uma boa solução.

Vantagens do isolamento acústico

Providenciar a utilização dessa técnica traz diversas vantagens, seja para ambientes residenciais, seja para empresas e laboratórios de pesquisa. Conheça algumas delas a seguir.

Privacidade

Como já mencionado, um ambiente com boa privacidade necessariamente precisa ter um conforto sonoro satisfatório. Isso porque ruídos externos quando intensos atrapalham a convivência e alteram a rotina natural de uma casa.

Qualidade de vida

Sons de alta intensidade além de incomodarem (inclusive ocasionando mudanças repentinas de humor) são prejudiciais à saúde, pois, podem causar doenças no sistema auditivo.

Qualidade do som ambiente

Competir com ruídos externos para tentar manter uma conversa em casa, ou até mesmo escutar uma música, é extremamente desagradável. Dessa forma, o isolamento acústico de fato potencializa a qualidade do som ambiente, evitando assim poluição sonora.

Diferença entre absorção sonora e isolamento acústico

A absorção sonora é o processo feito por materiais que transformam a energia sonora em térmica e mecânica. Exemplificando, absorvedores não isolam o som, eles têm a capacidade de atenuarem diferentes fontes sonoras inseridas num mesmo ambiente, melhorando dessa forma a qualidade do som local.

Diferentemente dos materiais que realizam o isolamento, os absorvedores são mais eficientes quanto menor for a sua massa e densidade. Deste modo, outra característica importante a se destacar nos absorvedores é a presença de poros em sua composição, justamente para que as ondas sonoras passem sem serem refletidas.

Materiais

São as características físicas dos materiais que determinam qual será o comportamento da onda sonora ao incidir sobre a sua superfície. Consequentemente, diferentes materiais originam em diferentes processos sonoros.

Isolantes

Devem ter muita massa, duros e de superfície lisa. O aço, concreto, gesso, tijolo maciço, madeira e chumbo são bons exemplos de materiais para isolamento acústico, já que impedem a transferência sonora devido à dificuldade de propagação do som nesse meio.

Refletores

Minimizam a reverberação sonora (quando as ondas são refletidas de forma reiterativa) e ainda podem ser isolantes. Sua propriedade principal é a superfície lisa, encontrada em pisos de cerâmica, algumas madeiras, massa corrida.

Difusores

Materiais difusores conseguem espalhar as ondas sonoras, sendo usados sob específicas angulações para que não ocorra eco ou reverberação. Lambris, forros com poros, 3TC e pedras são exemplos de difusores.

Absorventes

Os materiais classificados como absorventes recebem o som e dissipam sua energia de vibração. Vale lembrar que estes materiais transformam a energia sonora em energia térmica (calor). Componentes que realizam a absorção acústica devem ser leves, de baixa densidade e espessos, como as espumas, lã de vidro, lã de rocha, feltros ou outros semelhantes que possuem poros e muita espessura.

Formas de aplicação do isolamento acústico

Existem diversas maneiras de se realizar o isolamento acústico, que são determinadas a partir de parâmetros financeiros, nível de isolamento e intensidade do som a ser isolado.

Parede dupla

A técnica de duplicar uma parede e deixar um espaço com ar entre elas é antiga e muito utilizada na hora de realizar o isolamento acústico. A explicação para a sua eficácia está no fato da onda sonora ficar aprisionada nessa câmara de ar existente. Essa característica garante que o som terá dificuldades para se propagar, criando o efeito de isolamento acústico.

Parede de gesso

Bastante utilizada em hospitais e hotéis, a parede de gesso também é uma boa medida para isolar ruídos externos, já que é de fácil instalação, pode ser montada por meio de perfis mais largos e ainda ser preenchida com lã de vidro.

Manta acústica

A manta acústica é um componente autoadesivo aplicada nas regiões onde há maior propagação sonora oriunda de ambientes externos. Sua grande vantagem é a versatilidade, pois, pode ser customizada e instalada em diversos ambientes, inclusive no interior de automóveis. Os materiais mais comuns para a fabricação de uma manta acústica são: lã de rocha; lã de vidro e espuma de poliuretano.

Como identificar o melhor tipo de isolamento acústico

Para especificar qual será a melhor maneira de realizar o isolamento sonoro de uma determinada localidade é preciso levar em conta vários fatores. Como mencionado, é preciso analisar a área que receberá o isolamento, a frequência e a intensidade do som externo a ser minimizado e a disposição física do ambiente; estes são os principais parâmetros que devem ser analisados.

Vale ressaltar que esse estudo só é feito com qualidade por um especialista da área. Ou seja, ao necessitar de um isolamento acústico, é prudente a busca de ajuda profissional, para que assim todos as questões técnicas sejam devidamente averiguadas.

Sendo assim, depois de entender com clareza o que é isolamento acústico e como ele é feito (destacando sua simplicidade e rapidez na instalação), é fácil perceber o quão vantajosa essa técnica é, seja para residências, seja para empresas. Principalmente porque garante privacidade, conforto sonoro ambiente e qualidade de vida, tudo isso a partir de um acessível investimento financeiro.

ABNT 15575

A norma técnica da ABNT fala de desempenho térmico e acústico em relação aos materiais e às técnicas construtivas adotadas na construção, afim de assegurar a qualidade do produto final. Ou seja, a norma vem para proteger consumidores e investidores do ramo imobiliário na hora de comprar ou alugar uma casa, apartamento, escritório, e outros tipos de edificações. Se quiser saber mais, fizemos um post bem explicativo, dedicado a essa norma, que impacta a todos os projetos aprovados depois de Julho de 2013.

Qual a melhor opção para minha necessidade?

Primeiramente, vale lembrar que cada tipo de projeto acústico é único. Esta característica é importante pois cada tipo de construção, cada ambiente,e especificação de necessidade vai precisar de tecnologias e intervenções diferentes. Como por exemplo, o isolamento de um estúdio de gravação é bem diferente de uma parede ou sótão de uma casa. Da mesma forma, também é diferente para um local que quer impedir que o som saia daquele ambiente, para um local que a necessidade é não deixar o som entrar. Outro ponto importante é se o ambiente está na fase de projeto ou se é uma reforma. São muitas variáveis a serem consideradas na hora de especificar em projetos e intervenções. Caso queira ver isolamento acústico ao extremo, conheça o quarto mais silencioso do mundo:

Insonorização

Algumas pessoas também chamam o isolamento acústico de insonorizarão. Resumidamente, significam a mesma coisa. O isolamento ou insonorizarão ideal vai sempre unir diferentes tipos de tecnologias construtivas e também de isolamento. Ou seja, cada um vai desempenhar um papel diferente no processo da atenuação acústica ou isolamento acústico. O ideal é sempre criar uma sequência de obstáculos para o som ter mais dificuldade de se propagar. Pelo modo que o som se propaga, é necessário que o espaço fique confinado. É importante eliminar frestas entre os fechamentos, pois isso pode prejudicar todo o isolamento/tratamento acústico.

Em estúdios de gravação, teatros, e outros locais similares, o ambiente em si é modificado, pois precisam da otimização sonora. Ou seja, melhorar o alcance do som sem perder a qualidade, diminuindo a formação de eco. Entretanto, alguns desses lugares precisam conter o som também. Por isso alguns lugares possuem estruturas anguladas que dissipam a onda sonora afim de não deixá-la passar adiante.

Gostou de saber mais sobre isolamento acústico? Então, comente no post e compartilhe a sua experiência em relação a esse assunto.