fissuras e rachaduras

Projetar estruturas e microestruturas que sejam tolerantes a danos requer uma compreensão detalhada de como funcionam. Quando uma fissura em estado avanço interage com a estrutura e, às vezes, a modifica em múltiplas escalas, como pode ser resolvida? Esta e outras explicações veremos a seguir neste artigo sobre trincas, fissuras e rachaduras. Confira!

Últimos estudos científicos de deformação

Avanços em técnicas experimentais, como a disponibilidade de estágios de deformação controlados em microscópios, permitem a sondagem em escalas de comprimento em tempo real. Assim, por meio de testes interrompidos, podemos ver pelo poder da tecnologia, a análise de elementos chamados finitos, bem como o tipo de deslocamento no nível atômico.

Desta forma, revisando o crescimento de trincas em uma variedade de ligas, incluindo aços, estruturas de fibra, titânio, ligas de metais nanocristalinos, entre outros, percebeu-se vários aspectos da interação de trincas com a estrutura e como esses problemas podem ser tratados quando ocorridos.

Com isso, o desenvolvimento de materiais para resistir ao estresse, muitas vezes combinado com um ambiente extremo, é fundamental para muitas tecnologias atuais. Assim, funcionam para estudo de estruturas de aeronaves, turbinas a gás e arquiteturas residenciais/comerciais.

Quando esses materiais derivam suas propriedades de uma estrutura complexa, e combinadas com uma distribuição de placas, espera-se atingir sempre uma resposta e resistência desejável, não é verdade?

Propriedades como tensão de fluxo, ductilidade, tenacidade à fratura e resistência à fadiga podem ser otimizadas pela engenharia moderna. E sim, uma compreensão quantitativa da relação entre essas variáveis estruturais e o desempenho de um material é fundamental para aprimorar seu desempenho na construção.

Estabelecendo as diferenças entre trincas, fissuras e rachaduras

Apesar de tais sucessos notáveis, enormes desafios permanecem. Em particular, os esforços para simular mecanismos de falha, como a nucleação de trincas, fissuras, fraturas e outros fenômenos localizados, permanecem não totalmente conclusivos. Além disso, capturar a influência do tamanho da partícula na resposta de resistência à falha ainda é um estudo complexo. A área que se encarrega disso é fundamentalmente a simulação atomística.

Porém, no nosso caso específico, quando falamos em modelagem de resistência às falhas de um material, as simulações que capturamos em detalhes, demonstram os processos básicos que desencadeiam os danos.

Quando ocorrem fenômenos climáticos (no Brasil não é tão comum), e alguns prédios apresentam trincas, fissuras e rachaduras, deve-se se imediato, prestar muita atenção, especialmente no tipo de material danificado.

trincas

Se não forem observados atentamente e tratados, o nível de comprometimento de toda a estrutura pode estar em grande risco. Além disso, a segurança para quem trabalha ou habita, também está em risco.

Recentemente tivemos o caso de mais um prédio que desmoronou em Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, infelizmente levando a vida de duas pessoas e quatro feridos. Mas, o que de fato pode ocorrer quando trincas e rachaduras ocorrem e são visíveis?

O que causa esse problema? Infiltração? Má qualidade dos materiais? Tremor de solo? veremos a seguir.

Na verdade, não existe bem uma diferença científica entre trincas, fissuras e rachaduras, para a arquitetura, no caso. Apesar de terem denominações diferentes, para uma obra, a mostra desse problema é, no final das contas, o mesmo. Seja a nível atômico, como vimos acima, ou para nível de largas rachaduras, a estrutura de uma construção deve ser rapidamente avaliada e diagnosticada sua causa.

Porém, existem estágios:

Fissura

Uma fissura pode ser a primeira etapa de um processo de rompimento estrutural, onde pode apresentar até 1mm de espessura. A fissura também chega a atrapalhar a própria pintura, sendo geralmente vistas como estreitas e finas, mas não necessariamente podem causar danos.

Trincas

Em seguida, pode ocorrer o fenômeno das trincas, que aumentam gradativamente o processo de rompimento estrutural, até chegar a 3mm. Nesse momento, é comum ver certos pontos de separação. É um estágio mais sério, agudo e profundo, podendo ocasionar a ruptura entre duas partes.

Rachaduras

E, em último estágio, as rachaduras provém com uma aparência bastante reconhecível porque podem chegar a aberturas maiores de 3mm. Neste estágio, altamente de risco, sobrevém processos múltiplos, como casos de desmoronamento, larga infiltração de água e vento, perda total de resistência, entre outros. As rachaduras são sérias, sejam em vigas, pilares, tetos, etc.

Assim, vimos que, tecnicamente, não existe diferença entre esses conceitos, mas sim, em seus tipos de estágios, avançados ou não, de ruptura estrutural. Quando não são diagnosticados e tratados previamente, as trincas, fissuras e rachaduras podem sim, comprometer toda uma estrutura daquele imóvel.

Mas suas causas?

Na verdade, as trincas, fissuras e rachaduras, quando não são relacionadas a problemas de falhas humanas na construção (como no caso do RJ), materiais de má qualidade ou fenômenos climáticos, podem ter outras causas ocultas, como:

  • agentes de dilatação térmica;
  • infiltração por meio de presença excessiva de umidade;
  • sobrecarga na própria estrutura;
  • alterações químicas que dobram o volume;
  • acomodação da estrutura que cede mais do que outra;
  • retração e redução do material;
  • vibrações causadas por veículos, elevadores, obras e outros;
  • defeitos no produto ou erros na instalação, e outros.

Na verdade, podem haver muitos outros sinais e causas, como existência de lençóis freáticos, obra mal coordenada, no projeto, etc.

Uma dica muito importante: no estágio de trincas e rachaduras, que geralmente vão aumentar com o passar do tempo, já é motivo suficiente para contactar profissionais da área, certo?

No entanto, deixamos a nossa orientação. Se caso você já possui algum tipo de problema com trincas e rachaduras em seu imóvel, você tanto pode contactar um profissional quanto pedir que façamos uma análise do material, se for das mesmas estruturas que lidamos.

Infelizmente, muitos desses problemas são desapercebidos num primeiro momento. Somente quando chegam a estágios mais visíveis, é que são tratados posteriormente. Às vezes, rupturas simples, não são caracterizadas por um profissional como algo tão grave. Porém, sempre é importante que essa avaliação seja feita por um especialista.

Além da questão estética, ter uma boa estrutura segura e que não apresente riscos, é o ideal.

Então, para prevenir o risco de trincas, comece por uma execução bem calculada. Utilize sempre materiais de ótima qualidade. Veja o tipo de solo, trepidação, outras obras nas proximidades, e claro, os elementos da construção. E além disso, sempre acompanhe o seu desenvolvimento com regularidade, a espessura, estalos, etc.

Quer saber mais sobre estas questões de estruturas na 3TC? Siga-nos em nosso canal no Youtube!

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