Já ouviu falar sobre estresse térmico? Quer entender como o calor influencia em nosso estado emocional e físico?
Devido ao desequilíbrio das temperaturas globais, o planeta sofre com extremos. Em alguns países, o calor está acima da média. Segundo o relatório Global Annual to Decadal Climate Update for 2022-2026, publicado pela World Meteorological Organization (WMO), os anos entre 2022 e 2026 devem ser os mais quentes da história. Dessa forma, esse cenário contribui para o estresse térmico.
Saiba mais sobre e como evitar o estresse térmico. Avance para os próximos tópicos!
O que você vai ver neste conteúdo?
O que é estresse térmico?
Explicando de forma simples, o estresse térmico acontece quando o corpo humano entra em contato com temperaturas extremamente quentes. Assim, nessa situação, o organismo perde a capacidade de manter o seu nível normal de temperatura (entre 36,5 e 37 graus). Mesmo utilizando recursos naturais para amenizar o calor, como o suor e a vasodilatação.
Por conta da relevância do tema e o aumento do estresse térmico entre a população, foi criado um indicador chamado Wet Bulb Globe Temperature (WBGT) – em português: temperatura de bulbo úmido. O objetivo é monitorar os dias do ano em que o estresse térmico se faz presente. Isso ocorre quando o indicador WBGT supera os 28 graus.
Os fatores que geram esse tipo de estresse, estão ligados às variações de temperatura, velocidade do vento, umidade do ar e radiação solar – o WBGT leva em conta todos eles. Por meio dessa mensuração, as autoridades da saúde podem alertar, por exemplo, sobre riscos de exposição ao calor e sobrecarga térmica em atividades laborais (internas ou externas).
Por que o calor causa estresse?
O excesso de calor atinge diretamente o sistema de termorregulação do corpo humano. Ao perder o controle da temperatura interna, o organismo não consegue impedir sintomas desagradáveis e até perigosos à saúde. Além disso, o sistema nervoso libera mais hormônios do estresse. O resultado são alterações no humor e aumento da irritabilidade.
Outra maneira que o calor afeta o corpo humano é com relação ao sono. Em noites de temperatura agradável, o organismo consegue diminuir a temperatura corpórea. Esse processo é fundamental para o descanso e renovação das células, bem como para a redução da atividade do metabolismo.
Por outro lado, em noites quentes, o corpo humano mantém o metabolismo ativo, prejudicando o descanso e a recuperação celular. O resultado é a sensação de exaustão, cansaço e estresse pela manhã. Podemos incluir na lista de fatores que causam o estresse térmico em animais e humanos a falta de oxigenação nos órgãos e tecidos (que prejudica a renovação celular).
Sinais de estresse térmico
Existem muitos indícios de que o organismo está sofrendo de estresse térmico. Entre eles, podemos destacar:
- Confusão mental;
- Insolação;
- Convulsões;
- Perda temporária da consciência (desmaio);
- Pele seca;
- Dor de cabeça;
- Cãibras;
- Falta de concentração;
- Vertigens, náuseas e fadiga;
- Desidratação;
- Coceira e irritação na pele;
- Tonturas;
- Hipotensão ou hipertensão (pressão baixa ou alta).
Segundo dados apresentados pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), os grupos mais vulneráveis a serem acometidos pelo estresse térmico são: idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.
Além disso, outra informação revela que as altas temperaturas podem potencializar a mortalidade por doenças cardiovasculares (na faixa etária superior a 45 anos) e respiratórias (na faixa etária superior a 60 anos).
Como evitar o estresse térmico?
Apesar de ser um problema que está fora de nosso controle em alguns aspectos, por meio da adoção de algumas atitudes simples, é possível evitar o estresse térmico e as suas consequências. Agora, vejamos as principais medidas de prevenção:
Evitar o sol entre as entre 10h e 16h
Nesse intervalo, a incidência de radiação solar (raios UVB) é muito intensa. Além disso, as ondas de calor são mais fortes e as possibilidades de sofrer estresse térmico são altas. Caso não possa evitar a exposição ao sol entre as 10h e 16h, é importante usar protetor solar, chapéu, óculos escuros, roupas leves e beber muita água.
Tomar banhos frios ou em temperatura ambiente
Deixe os banhos quentes para o inverno. No verão, os banhos frios ou em temperatura ambiente são os mais indicados. O motivo é que a água fria tem a capacidade de resfriar o corpo e ajudar o organismo a melhorar o processo de termorregulação. Outra boa pedida são os mergulhos em piscinas não aquecidas.
Borrifar água na pele e nas roupas
Sempre que sentir a temperatura do corpo aumentar, uma boa estratégia é borrifar água mineral no rosto, parte expostas do corpo e na roupa. Assim, se sente um frescor que reduz a temperatura corpórea. No mercado de cosméticos, há opções de sprays dermatológicos à base de filtro solar, minerais e óleos. Além de refrescar, ainda hidratam a pele.
Não exagerar no álcool
Se o corpo humano tem dificuldades em reter líquido em temperaturas mais altas, quando é grande o consumo de bebida alcoólica, essa dificuldade aumenta. Isso porque o álcool pode reduzir um composto conhecido como vasopressina (anti diurético que ajuda na retenção de água pelo organismo).
Quando os níveis de vasopressina estão muito baixos, provavelmente, o resultado será a desidratação. Se adicionarmos a esse quadro o estresse térmico, os efeitos negativos à saúde se potencializam. Sendo assim, é sábio evitar bebidas alcoólicas em dias muito quentes ou ao apresentar algum sintoma do estresse térmico.
Amenizar a temperatura do ambiente
Dentre as estratégias para ajudar na redução da temperatura, destacamos:
- Abra as janelas, persianas e cortinas à noite, quando é mais fresco;
- Feche as janelas, persianas e cortinas durante os picos mais quentes do dia;
- Molhe telhado e o entorno da casa;
- Cultive plantas para amenizar a temperatura;
- Opções para investimento: telhado verde (cria um isolante térmico) ou placas solares (além de gerar energia, se bem projetadas, podem criar um efeito de sombra sobre o telhado);
- Sempre que possível preservar os gramados;
- Use ventiladores ou ar condicionado para resfriar e circular o ar. Se a casa ficar muito quente, vá a um lugar público para se refrescar (piscina, parque sombreado por árvores, shopping center com ar condicionado etc.);
- Plante árvores próximas ao ambiente onde vive e frequenta;
- Promova os espaços urbanos com áreas verdes.
Investir no isolamento térmico
Nos ambientes residenciais e corporativos, existe a possibilidade de implantar um isolamento térmico para evitar as ondas de calor e equilibrar a temperatura interna. Por meio da tecnologia 3TC Isolamento, as construções são protegidas das 3 principais formas de transmissão de calor:
- Convecção (fluidos, vapores, gases e infiltração do ar);
- Condução (fluidos e materiais);
- Radiação (raios infravermelhos).
Essa eficiência é possível com a ajuda do Poliestireno Expandido (EPS). Esse material é mundialmente utilizado e confere uma proteção flexível, contínua e impermeável. Entre os resultados positivos do Isolamento 3TC, podemos destacar:
- Eficiência energética;
- Conforto térmico;
- Redução do consumo de energia elétrica;
- Excelente vedação.
De acordo com um artigo publicado pela Organização das Nações Unidas Brasil (ONU), se nada for feito, a temperatura média global tem 50% de chance de aumentar em 1,5 graus até 2026. Não queremos isso. Portanto, precisamos fazer a nossa parte para salvar o planeta e reduzir a incidência do estresse térmico.
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